quarta-feira, outubro 25, 2006

A actual recuperação económica é obra... ...da evolução natural da economia...


O governo tem andado ufano sobre os resultados do crescimento do PIB.
Na tabela anterior tirada do FMI (mm com um crescimento previsto de 1.2 e não 1,4) pode-se ver na última tabela que Portugal está em divergência com a Zona Euro e com a EU25, contudo o pico da divergência deu-se em 2003 e tem vindo a diminuir desde aí.
É natural que tal suceda, pois com o choque de 2001, a subsequente guerra do golfo, parte II e o choque petrolídero diferentes economias encaixaram o choque de forma diferente, As que estavam mais bem preparadas (Espanha, Irlanda, Grécia) puderam aproveitar o momento de maior fragilidade para realizar ganhos sobre as mais fracas e incapazes de responder como foi Portugal. Se repararmos bem, o diferencial dessas economias que cresceram muito mais do que a média tem vindo a diminuir, i.e., após o choque, os impactos diferenciados em vencedores e derrotados os crescimentos económicos estão a regressar ao ponto de partida, convergindo para os valores normais. Isso passa-se em Ptg desde 2003 e pelo ritmo parece-me que nem este governo, nem o(s) anterior(es), têm qq mérito. Estes limitam-se a ser guiados por um barco, que por sorte, vai num caminho aceitável, é assim...

4 comentários:

Anónimo disse...

errata:
Na última linha deve-se ler Portugal - EU25 e não o contrário

Gonçalo Capitão disse...

Caro Sniper:

Para um amador nestas questões (eu) a pergunta é "que pode um governo de um País como o nosso efectivamente fazer"?

Anónimo disse...

Em termos temporais existem dois tipos de polítca económica: a que está direccionada para os termos conjunturais e a que está direccionada em termos estruturais.

Os instrumentos conjubturais eram até 1999 o Orçamento de Estado, a política monetária e a taxa de câmbio (aliás muitas das crises anteriores iam sendo ultrapassadas pela desvalorização do escudo). Hoje duas delas estão fora do nosso controlo, e daí que só há o Orçamento: défices para aumentar o crescimento em tempos de crise e superavits para refrear a inflação em tempos de crescimento. Ctd Portugal já tinha um défice estrutural elevado mesmo em tempos de crescimento que tem de se rajustado, daí que em termos conjunturais pouco ou nada se pode fazer. Os resultados de hoje são o reflexo da políticas estrutrais com dez anos e mais (ou seja Cavaco e Guterres são os responsáveis pela situação actual, o bom e o mau).

Em termos estruturais o governo pode fazer mais: flexibilizar ou não a economia, o mercado laboral, ser mais competitivo em termos de impostos. Mas isto só leva a que os ajustamentos sejam mais rápidos (embora tb contribua para crescimentos maiores se outras condições se verificarem) e a margem de manobra de políticas erradas seja menor. Mas a pedra de toque é só uma: a qualificação da população portuguesa, a manutenção de elevados níveis da saúde e uma justiça a funcionar bem.
Só pessoas saudáveis podem estudar mais e trabalhar mais - perdem menos dias por doença e são mais produtivas -, com mais qualificação são mais produtivas e com uma melhor justiça os problemas contractuais são menos custosos, aumentando a confiança entre agentes e possibilitando mais trocas entre si. Mas atenção, mais qualificação não é só mais cientistas , é sobretudo mais pessoas de qualificação média especializada.

Contudo sucessivos governos tÊm adiado uma reforma profunda do sistema judicial, tentando reformar o funcinamento dos tribunais mas sem reformular códigos e leis que parecem existir para complicar. É preciso rever tudo e às vezes regulamentar menos.
Na educação não se apostou na qualificação técnica, nem na qualifcação, apenas se quis melhorar as estatísticas.
No mercado laboral não se realizou uma flexibilização. Umas partes estão iguais e noutras tornou-se o emprego precário, subsidiado e inseguro. Flexibilização não significa precarizar, significa que é tão fácil despedir como arranjar novo emprego. Precarizar é só a primeira parte.

Este governo (e o de Durão) até podem estar a fazer coias boas para daqui a dez anos, mas que o crescimento actual não é culpa deles (para o bem e para o mal) não é....

el s

Open University disse...

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