sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Os cartoons...


Também é preciso que se diga....
Nos jornais Europeus quase nunca aparecem cartoons anti-semitas, ou cartons pró-nazis ou pró-racistas.
Qd aparecem os governos apressam-se a pedir desculpas e pedir responsabilidades (basta ver as perseguições judiciais de que são alvos os «adeptos» de futebol quando exibem faixas racistas), ora isso não acontece com cartoons anti-islâmicos.Os cartoons dinamarqueses fazem uma clara associação, islão = terrorismo. Incitam ao ódio anti-islâmico, mas como não foi contra os africanos, contra os judeus falamos de liberdade de expressão... ...é por isto q o mundo islâmico (até na Indonésia) se revoltou, por este double-standard dos Europeus.
A pergunta seguinte fará sentido:
Mas a impressa árabe não tem um double standard anti-semita?
Tem, mas aí são os governos europeus a pressionarem os governos árabes a eliminar todas as manifestações anti-semitas dos jornais, neste caso para os governos europeus a liberdade de expressão não se coloca.
Claro que as reacções islâmicas pecaram por um excesso de violència (a condenar), mas não é por isso que se deve absolver quem desenhou estes cartoons, fizesse ele o mesmo com os judeus e ver-se-ia a condenação generalizada.

Finalmente, os cartoons cumpriram o objectivo, dar justificação aos radicais islâmicos para agirem violentamente e propagar o ódio anti-islâmico na Europa.
E comentários que na base da liberdade de expressão e defesa dos nossos valores condenam o Islão e defendem estas atitudes só contribuem para que o ódio seja maior.

4 comentários:

JAC disse...

Vergar a esta pressão será perder a nossa liberdade como povos com direito à diferença…

Há formas de manifestar o nosso desacordo mas estas não podem passar para além da liberdade do outro.

"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica.”

Subscrevo.

Os povos que se considerem ofendidos, e têm motivos objectivos para o estar, têm o direito à indignação mas não desta forma selvagem.




Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado.

"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica.”

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC - Sal de Portugal

tiago m disse...

mto bom posting; a liberdade de imprensa é um direito fundamental, como outros o são – conseguir gerir esse conflito é que é sinal de maturidade

este é um caso em que um jornal decidiu conscientemente e deliberadamente insultar e provocar uma série de gente; esse foi o objectivo único – não houve outro

dizer: "têm todo o direito de publicar isso" é legítimo; mas absolutamente básico – a intenção, o mau gosto e a vontade de extremar posições têm tb de ser discutidas e nessa globalidade, é preciso os europeus condenarem quem tão mau uso faz de um direito que todos nós temos de defender

claro que há double starndard neste caso; se fosse contra negros, judeus ou católicos a ênfase tinha sido no outro lado do argumento

André Pereira disse...

Não concordo que a Europa seja assim tão simpática com os judeus... A imprensa europeia mais depressa perdoa a corrupção na Palestina, uma quebra negocial da parte árabe do que qualquer retaliação ou assassinato selectivo levado a cabo pelo Estado de Israel. Não que eu queira defender essas acções criminosas, note-se.

tiago m disse...

sim, isso é verdade; por acaso normalmente a imprensa europeia é simpática para os palestianos; e comparando com os estados unidos (onde dizer mal de israel é quase uma impossibilidade) isso é verdade

mas o que me parece é que na Europa Israel pode ser atacado, mas os judeus é ainda um tema completamente tabú (com alguma razão história, diga-se de passagem)