In Diário Digital:
"Portugal divide a liderança do ranking para os menos poupados com os EUA. Em segundo lugar aparece o Canadá, com 19% dos consumidores a reconhecer que não consegue poupar e em terceiro o Reino Unido, com uma percentagem de 17%. "
Contudo EUA, Canadá e Reino Unido são três economias ricas e em crescimento, alimentam as suas necessidades de poupança tb através do repatriamento de lucros dos investimentos externos e têm no caso dos dois primeiros um afluxo de imigração contínua.
Portugal é o oposto daqueles três países, pobre (semi-rico), em estagnação e onde se emigra. Mas no passado, antes de entrarmos na UE eramos dos mais poupados, portanto alguém nos convenceu que éramos ricos e mais ricos íamos ficar. Pergunta-se quem foi? E porque é que acreditámos nisso?
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Não é só Louçã que se inspira em artigos alheios...
...ali.
Comparemos algumas passagens com estas aqui.
Ali diz: "Perderam os que desejariam ver Cavaco investido de poderes providenciais que permitiriam uma alteração do regime constitucional num sentido presidencialista"
Aqui diz-se: "Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar"
Quando se fala em sentido presidencialista, fala-se em colocar o PSD no governo, é o mesmo.
Ali: "uma relação "normal" entre o Presidente eleito e o Governo socialista"
Aqui: "dão-lhe a leverage necessária para se poder opôr ao governo quando assim entender que é melhor para o país. " e "no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR"
A relação "normal" não é coabitação? Apoiar ou opor-se quando tiver que ser sem ser correia de transmissão do PSD?
Ali diz:"A direita corre assim o risco de ficar politicamente prisioneira de Cavaco,"
Aqui diz-se: "O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser "
Prisoneira e refugiada não é politicamente o mesmo?
Concordo que por ali tb se fala de Alegre, mas as considerções são repetidamente o mesmo de vários cronistas: facto novo, problema para o PS, etc. O novo ali é a análise de que o resultado de Cavaco é bom para ele e mau para a direita, mas não foi isso que se disse aqui?
Comparemos algumas passagens com estas aqui.
Ali diz: "Perderam os que desejariam ver Cavaco investido de poderes providenciais que permitiriam uma alteração do regime constitucional num sentido presidencialista"
Aqui diz-se: "Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar"
Quando se fala em sentido presidencialista, fala-se em colocar o PSD no governo, é o mesmo.
Ali: "uma relação "normal" entre o Presidente eleito e o Governo socialista"
Aqui: "dão-lhe a leverage necessária para se poder opôr ao governo quando assim entender que é melhor para o país. " e "no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR"
A relação "normal" não é coabitação? Apoiar ou opor-se quando tiver que ser sem ser correia de transmissão do PSD?
Ali diz:"A direita corre assim o risco de ficar politicamente prisioneira de Cavaco,"
Aqui diz-se: "O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser "
Prisoneira e refugiada não é politicamente o mesmo?
Concordo que por ali tb se fala de Alegre, mas as considerções são repetidamente o mesmo de vários cronistas: facto novo, problema para o PS, etc. O novo ali é a análise de que o resultado de Cavaco é bom para ele e mau para a direita, mas não foi isso que se disse aqui?
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Agora passemos a coisas sérias...
...in diário digital, aqui.
A China reclama invenção do esqui.
Bem sei que é o maior mecado do mundo e a Europa, EUA e Japãocombatem entre si para conseguir obter o maior quinhão possível, agora do mercado tal como no século XIX combatiam pelos recursos. Mas esta vontade de querer explorar o mercado não pode ser levada ao extremo de que agora os chineses inventaram todos os desportos ditos ocidentais. A FIFA para querer entrar naquele mercado reconhceu-os como pais do fuebol (apesar das provas serem de uns quantos chineses à volta de uma coisa redonda) , agora a pouco dias do JO Inverno, Torino 2006, a China quer reclamar a prática do esqui.
Não podemos continuar a dizer-lhes que sim, pois a fazer-lhes a vontade, podemos pensar que estamos a contribuir para a abrir o seu mercado, mas estamos, isso sim, a contribuir para a propaganda interna de supremacia da China e do sistema chinês (retratos disso são os belissimos filmes vindos da China mas que vendem a ideia da necessidade de um imperador e a inexistência de várias facções), ajudando o PC - que agora deve ser chamado Partido Capitalista - chinês a combater a democratização da China.
A memória dos heróis da praça de Tianamen merecem a nossa ajuda, não o nosso desprezo.
A China reclama invenção do esqui.
Bem sei que é o maior mecado do mundo e a Europa, EUA e Japãocombatem entre si para conseguir obter o maior quinhão possível, agora do mercado tal como no século XIX combatiam pelos recursos. Mas esta vontade de querer explorar o mercado não pode ser levada ao extremo de que agora os chineses inventaram todos os desportos ditos ocidentais. A FIFA para querer entrar naquele mercado reconhceu-os como pais do fuebol (apesar das provas serem de uns quantos chineses à volta de uma coisa redonda) , agora a pouco dias do JO Inverno, Torino 2006, a China quer reclamar a prática do esqui.
Não podemos continuar a dizer-lhes que sim, pois a fazer-lhes a vontade, podemos pensar que estamos a contribuir para a abrir o seu mercado, mas estamos, isso sim, a contribuir para a propaganda interna de supremacia da China e do sistema chinês (retratos disso são os belissimos filmes vindos da China mas que vendem a ideia da necessidade de um imperador e a inexistência de várias facções), ajudando o PC - que agora deve ser chamado Partido Capitalista - chinês a combater a democratização da China.
A memória dos heróis da praça de Tianamen merecem a nossa ajuda, não o nosso desprezo.
De todas as distritais do PS a de...
... Coimbra é que tem mais ilações a tirar.
in As Beiras:
"Mário Soares KO
Os resultados distritais são mais concludentes. Cavaco Silva venceu nos 17 concelhos de Coimbra. E em todos eles, Mário Soares ficou atrás de Manuel Alegre, até em Condeixa-a-Nova, um dos poucos bastiões do PS. A esquerda esteve, sem dúvida, dividida no distrito"
Depois de terem expulso Alegre para Lisboa; depois de terem faltado à inauguração da sua estátua (estátua de quem era presidente da AR indigitado pelo PS); depois de se terem rendido à lógica partisan de Lisboa; e depois de não terem esboçado um gesto em favor de um homem (que por muitos defeitos que tenha, e seguramente tem muitos) que leva o o nome de Coimbra ao mundo para que ele e não Soares fosse o candidato a PR...
... como poderá o actual PS reclamar-se como representante da esquerda em Coimbra; como poderá querer fechar as portas a muita gente cuja competência é inegável mas cuja inteligência é insultada dentro da sede? Só mesmo sendo autista, meus caros, se assim for, o PSD agradece.
in As Beiras:
"Mário Soares KO
Os resultados distritais são mais concludentes. Cavaco Silva venceu nos 17 concelhos de Coimbra. E em todos eles, Mário Soares ficou atrás de Manuel Alegre, até em Condeixa-a-Nova, um dos poucos bastiões do PS. A esquerda esteve, sem dúvida, dividida no distrito"
Depois de terem expulso Alegre para Lisboa; depois de terem faltado à inauguração da sua estátua (estátua de quem era presidente da AR indigitado pelo PS); depois de se terem rendido à lógica partisan de Lisboa; e depois de não terem esboçado um gesto em favor de um homem (que por muitos defeitos que tenha, e seguramente tem muitos) que leva o o nome de Coimbra ao mundo para que ele e não Soares fosse o candidato a PR...
... como poderá o actual PS reclamar-se como representante da esquerda em Coimbra; como poderá querer fechar as portas a muita gente cuja competência é inegável mas cuja inteligência é insultada dentro da sede? Só mesmo sendo autista, meus caros, se assim for, o PSD agradece.
O melhor resultado para Cavaco.
O resultado eleitoral de ontem foi o melhor que Cavaco poderia esperar, não só ganhou à primeira como tb o candidato oficial do PS ficou em terceiro lugar. Estes dois resultados dão-lhe a leverage necessária para se poder opôr ao governo quando assim entender que é melhor para o país.
Mas estes dois factos são por demais evidentes, o que pode surpreender é dizer que ter 50.7% é melhor do que uma vitória com 60%. E na verdade Cavaco deve preferir ter os 50.7%, uma vez que assim quem lhe deu a vitória não foram os aparelhos do PSD ou do CDS/PP mas sim aquela margem de 8/9% de votantes que sempre votaram Cavaco (mas não PSD). Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar, mas assim não, o PSD sabe que não foi o partido que venceu mas sim o candidato Cavaco, mastrando mais uma vez, que ele como político (goste-se ou não) vale mais do que o partido, e que só ele tem levado o PSD a maiorias absolutas. Desta forma o PSD não fez refém a PR. O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser mas sabe que não precisa dele para um segundo mandato.
Mas estes dois factos são por demais evidentes, o que pode surpreender é dizer que ter 50.7% é melhor do que uma vitória com 60%. E na verdade Cavaco deve preferir ter os 50.7%, uma vez que assim quem lhe deu a vitória não foram os aparelhos do PSD ou do CDS/PP mas sim aquela margem de 8/9% de votantes que sempre votaram Cavaco (mas não PSD). Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar, mas assim não, o PSD sabe que não foi o partido que venceu mas sim o candidato Cavaco, mastrando mais uma vez, que ele como político (goste-se ou não) vale mais do que o partido, e que só ele tem levado o PSD a maiorias absolutas. Desta forma o PSD não fez refém a PR. O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser mas sabe que não precisa dele para um segundo mandato.
domingo, janeiro 22, 2006
Agora é que eu vou ser mau...
... para todos aqueles que acreditam que Alegre estava realmente só.
Na verdade o PS percebeu há muito tempo que Alegre vs Cavaco ou Soares vs. Cavaco eram derrotas garantidas.
Pensaram então que lançar um institucional, Soares, e um rebelde, Alegre. Assim se poderia evitar a vitória esmagadora de Cavaco. Pensaram que Soares teria 25% e Alegre comeria uns 5-7% a Cavaco (ficando com 15%), assim, a direcção do PS ficaria inabalada no alto, os outros ficavam contentes, e a derrota humilhante era evitada, mas e agora...
Conclusão:
...estratégias complicadas podem sempre dar resultados complicados.
(Esta é, apenas, uma hipótese maquiavélica, fruto da imaginação(?), ou será que não?).
Na verdade o PS percebeu há muito tempo que Alegre vs Cavaco ou Soares vs. Cavaco eram derrotas garantidas.
Pensaram então que lançar um institucional, Soares, e um rebelde, Alegre. Assim se poderia evitar a vitória esmagadora de Cavaco. Pensaram que Soares teria 25% e Alegre comeria uns 5-7% a Cavaco (ficando com 15%), assim, a direcção do PS ficaria inabalada no alto, os outros ficavam contentes, e a derrota humilhante era evitada, mas e agora...
Conclusão:
...estratégias complicadas podem sempre dar resultados complicados.
(Esta é, apenas, uma hipótese maquiavélica, fruto da imaginação(?), ou será que não?).
A confiar na última sondagem da Marktest vejamos...
Cavaco ganhou...
Com 50,59% dos votos, assim sendo não há segunda volta - pessoalmente é melhor assim, porque ele ganharia sempre, na primeira(como aconteceu) ou na segunda.
Agora podemos voltar aos nossos problemas diários e Portugal bem precisa que esses sejam resolvidos.
Embora ao contrário de outros, que aquando de uma derrota congratulam os vencedores e acham que se o vencedor é escolhido por uma democracia é o vencedor justo, pessoalmente dou-me por derrotado nas eleições, mas acho que os portugueses erraram e vão pagar o erro no futuro (o último homem providencial chamava-se Durão e os portugueses pagaram a factura). Tb faz parte das democracias pagar os erros.
Não sou mau perdedor (mau perdedor é agora congratular o vencedor e mais tarde dizer que eu bem disse que ia correr mal), mas como bom perdedor assumirei o custos futuros como se a escolha fosse minha, veremos quantos que votaram Cavaco fazem o mesmo.
Agora podemos voltar aos nossos problemas diários e Portugal bem precisa que esses sejam resolvidos.
Embora ao contrário de outros, que aquando de uma derrota congratulam os vencedores e acham que se o vencedor é escolhido por uma democracia é o vencedor justo, pessoalmente dou-me por derrotado nas eleições, mas acho que os portugueses erraram e vão pagar o erro no futuro (o último homem providencial chamava-se Durão e os portugueses pagaram a factura). Tb faz parte das democracias pagar os erros.
Não sou mau perdedor (mau perdedor é agora congratular o vencedor e mais tarde dizer que eu bem disse que ia correr mal), mas como bom perdedor assumirei o custos futuros como se a escolha fosse minha, veremos quantos que votaram Cavaco fazem o mesmo.
Não posso de deixar de disparar sobre...
... o margens de erro.
Não que os conteúdos não sejam bons ou interessantes, mas pela necessidade constante de se afirmar perante ouros blogs, neste caso veja-se isto aqui e aqui.
Doc Log coloca muitas dúvidas relativamente às sondagens, sobretudo quanto aos dados em bruto serem significativamente diferente entre amostras, insurge-se contra os jornais darem parangonas aos dados redistribuidos e não a estes (aliás veja-se isto aqui).
Margens de erro insurge-se sobretudo com o mail de Doc-Log, e eu não percebi porquê?
Sei que gosta de ser considerado uma referência nos blogs e terá medo de que alguém tome o seu lugar, mas desde logo quando diz:
...percentagens de "indecisos" e "abstencionistas" são altamente sensíveis a variações nos formatos dos questionários e em metodologias de inquirição, o que significa que nem eles são directamente comparáveis entre si nem os restantes resultados brutos, por arrastamento, o são....
está certo e errado, mas mais errado de que certo. Porquê? Porque a sensibilidade dos indecisos e abstencionistas é devido à má formatação dos questionários que podem induzir as respostas, aliás se os questionários forem idênticos estas percentagens devem ser idênticas em amostras repetidas e convergir para o verdadeiro número quando o número de inquiridos aumenta (lei dos grandes números).
Se ele acha que a sensibilidadeé natural é porque não se corrige os dados devido a problemas de endogeneidade e self-selection na amostra , aquilo que muitos microeconometristas se fazem devido a questionários mal formatados, e às vezes a formatação é tão má que os dados são intratáveis.
Exemplos, problema de self-selection: nos telfonemas só uma pessoa no agregado responde, ora em muitos destes agregados é o filho/filha que responde ao telfone (tem idade entre 16-18 anos), os jovens são tendencialmente de esquerda, logo pede-se para chamar um dos papás (ele/a escolhe a mão ou o pai que tenha uma tendência de voto parecida com a dela). Mesmo num método por quotas, o filho/a pode sempre dizer, não está quando pedem especificamente pelo pai ou mão, e ele sabe que vai responder contra a sua tendència.
Como é que lidam com isto? Qual o método - nota, não há segredos professionais quando se utilizam técnicas publicadas, os institutos devem dizer qual a método para corrigir os problemas de self selction.
Mas dando um tiro no escuro: se o autor é este, tem muito mérito pelos seus trabalhos de sociologia, mas deixe que lhe diga, deixe de pregar em mundos alheios (na matemática e estatística) ao insurgir-se contra quem se insurge legitimamente com o resultado das amostras, até pq os problemas de endogeneidade e self selction são testáveis.
Não que os conteúdos não sejam bons ou interessantes, mas pela necessidade constante de se afirmar perante ouros blogs, neste caso veja-se isto aqui e aqui.
Doc Log coloca muitas dúvidas relativamente às sondagens, sobretudo quanto aos dados em bruto serem significativamente diferente entre amostras, insurge-se contra os jornais darem parangonas aos dados redistribuidos e não a estes (aliás veja-se isto aqui).
Margens de erro insurge-se sobretudo com o mail de Doc-Log, e eu não percebi porquê?
Sei que gosta de ser considerado uma referência nos blogs e terá medo de que alguém tome o seu lugar, mas desde logo quando diz:
...percentagens de "indecisos" e "abstencionistas" são altamente sensíveis a variações nos formatos dos questionários e em metodologias de inquirição, o que significa que nem eles são directamente comparáveis entre si nem os restantes resultados brutos, por arrastamento, o são....
está certo e errado, mas mais errado de que certo. Porquê? Porque a sensibilidade dos indecisos e abstencionistas é devido à má formatação dos questionários que podem induzir as respostas, aliás se os questionários forem idênticos estas percentagens devem ser idênticas em amostras repetidas e convergir para o verdadeiro número quando o número de inquiridos aumenta (lei dos grandes números).
Se ele acha que a sensibilidadeé natural é porque não se corrige os dados devido a problemas de endogeneidade e self-selection na amostra , aquilo que muitos microeconometristas se fazem devido a questionários mal formatados, e às vezes a formatação é tão má que os dados são intratáveis.
Exemplos, problema de self-selection: nos telfonemas só uma pessoa no agregado responde, ora em muitos destes agregados é o filho/filha que responde ao telfone (tem idade entre 16-18 anos), os jovens são tendencialmente de esquerda, logo pede-se para chamar um dos papás (ele/a escolhe a mão ou o pai que tenha uma tendência de voto parecida com a dela). Mesmo num método por quotas, o filho/a pode sempre dizer, não está quando pedem especificamente pelo pai ou mão, e ele sabe que vai responder contra a sua tendència.
Como é que lidam com isto? Qual o método - nota, não há segredos professionais quando se utilizam técnicas publicadas, os institutos devem dizer qual a método para corrigir os problemas de self selction.
Mas dando um tiro no escuro: se o autor é este, tem muito mérito pelos seus trabalhos de sociologia, mas deixe que lhe diga, deixe de pregar em mundos alheios (na matemática e estatística) ao insurgir-se contra quem se insurge legitimamente com o resultado das amostras, até pq os problemas de endogeneidade e self selction são testáveis.
sábado, janeiro 21, 2006
Os perigos do investimento directo estrangeiro...
Sobre a Autoeuropa:
in DN:
O ministro escusou-se a revelar o modelo que será produzido, adiantando apenas que "é muito sofisticado e que foram negociados incentivos".
MAIS INCENTIVOS???????? Ainda mais, não foram suficientes os dados para colocar a fábrica em Palmela? Será que os inccentivos dados contemplam tb indemnizações por parte da VW caso retire a fábrica de Portugal?
in DN:
O ministro escusou-se a revelar o modelo que será produzido, adiantando apenas que "é muito sofisticado e que foram negociados incentivos".
MAIS INCENTIVOS???????? Ainda mais, não foram suficientes os dados para colocar a fábrica em Palmela? Será que os inccentivos dados contemplam tb indemnizações por parte da VW caso retire a fábrica de Portugal?
O Caso das disquetes...
in DN:... o Ministério Público, após ter recebido da Portugal Telecom as cinco disquetes...
disquetes?? Desculpem, mas hoje já ninguém usa disquetes. Para transferir dados temos os e-mails e as pen USB (raramente se usa uma disquete), mas para armazenar dados usam-se CD, DVD e Zips. Aliás um CD armazenaria toda a informação e se não for RW é impossível apagar os dados sem destruir fisicamente o CD . Então a PT e o Ministério Público usam disquetes? Deve ser piada.
Choque tecnológico precisa-se.
disquetes?? Desculpem, mas hoje já ninguém usa disquetes. Para transferir dados temos os e-mails e as pen USB (raramente se usa uma disquete), mas para armazenar dados usam-se CD, DVD e Zips. Aliás um CD armazenaria toda a informação e se não for RW é impossível apagar os dados sem destruir fisicamente o CD . Então a PT e o Ministério Público usam disquetes? Deve ser piada.
Choque tecnológico precisa-se.
Voltando ao espírito do blog, dar tiros...
mais um aqui.
O Sr. Rui, que viveu em Itália, meu Deus que culto faz um ataque desmesurado às dobragens. É verdade, em muitos países a dobragem é norma: Espanha, Alemanha, Itália, França...
... claro que a diobragem tem os seus problemas, as pessoas nunca ouviram a voz real dos autores, mas será que sim? Para a fiction, estes vão a cinemas com filmes em lingua original, para o público em geral faz alguma diferença??? Para eles aquela é a voz daquel actor, aliás quando ouvem a verdadeira pensam que não pode ser, tÊm basicamente a mesma reacção de que o Ex.mo. Rui tem quando ouviu pela primeira vez um filme dobrado em Italiano. Claro que as dobragens nem sempre são boas, mas quantas vezes um concerto de Madonna é feito em play-back? Será que ele o sabe? Quantas vezes um video-clip é gravado e a música ajustada por cima? quantoas vezes um filme original é de facto dobrado em inglès... ...isto é, após montagem não se gosta dos diálogos e alteram-se por cima? Enfim ,outros que não para os aficcionados a dobragem não representa um problema, e até pode representar uma vantagem:
- um filme não dobrado tem aquelas letrinhas irritantes (q cvlaro Rui lê, pq é impossível não ler) que tiram parte do prazer do filme.
- letrinhas irritantes, q passam irrityantemente depressa para aqueles com mais idade e que lêem mal (mas par Rui estes devem ser privados de ver um filme porque são incultos, que esquerda é esta?=
- E no final a enorme protecção às artes nacionais q significam. como dobrar é caro e o público está habituado a ouvir séries e filmes na língua mãe, não estanha quando passa de um filme nacional para um estrangeiro. Aqui combatem em igualdade d ecircunstâncias, além de que sendo a dobragem cara abre imenso espaço à ficção nacional nas TVs (mas disto Rui não se lembra, o que lhe interessa é ver os seus fetiches satisfeitos).
Finalmente os canais podem já hoje emitir dois canias de som, pq não um com o filme dobrado e outro em versão original. Pelos direitos de quem lê devagar, a minha avó agradecia (podia nunca ouvir a voz de Tom Hanks mas ao menos via os filmes).
O Sr. Rui, que viveu em Itália, meu Deus que culto faz um ataque desmesurado às dobragens. É verdade, em muitos países a dobragem é norma: Espanha, Alemanha, Itália, França...
... claro que a diobragem tem os seus problemas, as pessoas nunca ouviram a voz real dos autores, mas será que sim? Para a fiction, estes vão a cinemas com filmes em lingua original, para o público em geral faz alguma diferença??? Para eles aquela é a voz daquel actor, aliás quando ouvem a verdadeira pensam que não pode ser, tÊm basicamente a mesma reacção de que o Ex.mo. Rui tem quando ouviu pela primeira vez um filme dobrado em Italiano. Claro que as dobragens nem sempre são boas, mas quantas vezes um concerto de Madonna é feito em play-back? Será que ele o sabe? Quantas vezes um video-clip é gravado e a música ajustada por cima? quantoas vezes um filme original é de facto dobrado em inglès... ...isto é, após montagem não se gosta dos diálogos e alteram-se por cima? Enfim ,outros que não para os aficcionados a dobragem não representa um problema, e até pode representar uma vantagem:
- um filme não dobrado tem aquelas letrinhas irritantes (q cvlaro Rui lê, pq é impossível não ler) que tiram parte do prazer do filme.
- letrinhas irritantes, q passam irrityantemente depressa para aqueles com mais idade e que lêem mal (mas par Rui estes devem ser privados de ver um filme porque são incultos, que esquerda é esta?=
- E no final a enorme protecção às artes nacionais q significam. como dobrar é caro e o público está habituado a ouvir séries e filmes na língua mãe, não estanha quando passa de um filme nacional para um estrangeiro. Aqui combatem em igualdade d ecircunstâncias, além de que sendo a dobragem cara abre imenso espaço à ficção nacional nas TVs (mas disto Rui não se lembra, o que lhe interessa é ver os seus fetiches satisfeitos).
Finalmente os canais podem já hoje emitir dois canias de som, pq não um com o filme dobrado e outro em versão original. Pelos direitos de quem lê devagar, a minha avó agradecia (podia nunca ouvir a voz de Tom Hanks mas ao menos via os filmes).
sexta-feira, janeiro 20, 2006
O chato das eleições é...
...que dentro de 15 dias muitos blogs desaparecem ou são reformulados, os links de muitos outros têm de ser alterados.
Quantas horas de trabalho serão perdidas?
Quantas horas de trabalho serão perdidas?
Análise ...
Análise aos trÊs blogs linkados neste: O quadrado (Q), o pulo do lobo (PL) e super mário(SM).
Comecemos pelo (SM), dos três foi o que teve simultaneamente um postar mais contínuo e coerente. Deve-mos congratular-nos por isso? Só se gostarem do estilo, com uma verborreia anti-direita, anti-movimentos cívicos , sempre a atacar os candidatos opositores, sem grande espírito construtivo a continuidade só vem piorar a coerência do estilo.
Quanto aos textos, na melhor tradição intelectualóide, longos, com conexão de ideias vagas e alguns com pouco sentido, parece-lhes a eles que a quantidade é qualidade. Sem direito a resposta pq o intelctual é assim: acima de todos, só ele sabe a verdade.
No fundo, no fundo:
Não disse nada de relevante para o país e o futuro, acenando quase sempre com o perigo da direita para o país (deve ser sobretudo para os ordenados deles, e não para os outros).
O PL mudou um pouco de estilo nos últimos tempos aproximando-se do estilo crítico, de prosa literária, de profecias apocalípticas do SM. Mas no início era diferente, falava de coisas concretas, economia, sociedade, melhoria ou não do país. Os dados nem sempre eram os mais correctos ou apresentados de forma trasnparente, mas contribuiram para dar uma visão do q o país é e não é. É de saudar a caixa de comentários (q afinal só censurou insultos e não opositores).
No fundo, no fundo: Como apoiantes de Cavaco fizeram muito mais por Cavaco q os amigos de Soares.
O Q não era verdadeiramente um blog. Actualizações infrequentes, mas servia para que apoiantes (e opositores) discutissem a campanha no dia a dia. De quando em vez um post, mais das vezes para dizer como é bom uma visão lírica de um PR poeta fora dos partidos (e logo, verdadeiramente independenete).
No fundo, no fundo: Tal como o PL para Cavaco, Q contribuiu positivamente para a campanha de Alegre. Adicionou um espaço diferente, de discussão.
Mas faltou uma coisa aos três, uma visão de futuro, de como será Portugal dentro de dez anos, qual o posicionamento de Portugal na Europa e no mundo, que áreas chave deve o PR preocupar-se mais (a educação , o investimento, a UE, os EUA e porquê? Faltou discutir o futuro). Houve um ou outro post, mas faltou muito disso, discute-se demasiado o 25 de Abril, o comunismo, o liberalismo. MAS meus senhores, o muro caiu hâ mais de 15 anos, está na altura de tb cair em Portugal e deixarmo-nos de discussões estéreis.
PROFECIA : Potugal dentro de dez anos será o 23º país mais desenvolvido da Europa dos 27.
Comecemos pelo (SM), dos três foi o que teve simultaneamente um postar mais contínuo e coerente. Deve-mos congratular-nos por isso? Só se gostarem do estilo, com uma verborreia anti-direita, anti-movimentos cívicos , sempre a atacar os candidatos opositores, sem grande espírito construtivo a continuidade só vem piorar a coerência do estilo.
Quanto aos textos, na melhor tradição intelectualóide, longos, com conexão de ideias vagas e alguns com pouco sentido, parece-lhes a eles que a quantidade é qualidade. Sem direito a resposta pq o intelctual é assim: acima de todos, só ele sabe a verdade.
No fundo, no fundo:
Não disse nada de relevante para o país e o futuro, acenando quase sempre com o perigo da direita para o país (deve ser sobretudo para os ordenados deles, e não para os outros).
O PL mudou um pouco de estilo nos últimos tempos aproximando-se do estilo crítico, de prosa literária, de profecias apocalípticas do SM. Mas no início era diferente, falava de coisas concretas, economia, sociedade, melhoria ou não do país. Os dados nem sempre eram os mais correctos ou apresentados de forma trasnparente, mas contribuiram para dar uma visão do q o país é e não é. É de saudar a caixa de comentários (q afinal só censurou insultos e não opositores).
No fundo, no fundo: Como apoiantes de Cavaco fizeram muito mais por Cavaco q os amigos de Soares.
O Q não era verdadeiramente um blog. Actualizações infrequentes, mas servia para que apoiantes (e opositores) discutissem a campanha no dia a dia. De quando em vez um post, mais das vezes para dizer como é bom uma visão lírica de um PR poeta fora dos partidos (e logo, verdadeiramente independenete).
No fundo, no fundo: Tal como o PL para Cavaco, Q contribuiu positivamente para a campanha de Alegre. Adicionou um espaço diferente, de discussão.
Mas faltou uma coisa aos três, uma visão de futuro, de como será Portugal dentro de dez anos, qual o posicionamento de Portugal na Europa e no mundo, que áreas chave deve o PR preocupar-se mais (a educação , o investimento, a UE, os EUA e porquê? Faltou discutir o futuro). Houve um ou outro post, mas faltou muito disso, discute-se demasiado o 25 de Abril, o comunismo, o liberalismo. MAS meus senhores, o muro caiu hâ mais de 15 anos, está na altura de tb cair em Portugal e deixarmo-nos de discussões estéreis.
PROFECIA : Potugal dentro de dez anos será o 23º país mais desenvolvido da Europa dos 27.
DN diz que Cavaco sobe, mas...
os dados em bruto da marktest antes da distribuição dos indecisos é:
CS - 40.7
MA -15.8
MS - 9.5
JS - 5.4
FL - 5
GP - 0.4
O que podemos ver é que Cavaco volta a DESCER, que a subida após a distribuição proporcional é devido à quebra da MS (que engrossam os indecisos - indecisos estes que devem ser entre MS e MA
No margens de erro os resultados após eliminação dos brancos e não voto são por ordem:
CS - 43.6
Indecisos - 17.7
MA -16.9
MS - 10.2
JS - 5.8
FL - 5.4
GP - 0.4
A questão é saber se Cavaco ganha 6.4% dos indecisos ou se estes são todos de esquerda (curiosidadade , MA+MS+Ind=44.8% , próximo do votos no PS, não?).
Quanto à Eurosondagem , sendo uma amostra aleatória e por telefone (presumo que fixo) gostava de saber qual a distribuição etária e por regiões da mesma, é que o fenómeno do tel. celular e de telefones que exibem o número qd tocam podem levar a que muitos não façam parte do universo em estudo, e estes são sobretudo jovens, urbanos de classe média/alta, curiosamente aqueles que na Marktest mais votam Alegre e menos votam Soares.
Assim como assim, o número de indecisos é suficientemente alto para tudo acontecer, até GP pode passar à segunda volta
CS - 40.7
MA -15.8
MS - 9.5
JS - 5.4
FL - 5
GP - 0.4
O que podemos ver é que Cavaco volta a DESCER, que a subida após a distribuição proporcional é devido à quebra da MS (que engrossam os indecisos - indecisos estes que devem ser entre MS e MA
No margens de erro os resultados após eliminação dos brancos e não voto são por ordem:
CS - 43.6
Indecisos - 17.7
MA -16.9
MS - 10.2
JS - 5.8
FL - 5.4
GP - 0.4
A questão é saber se Cavaco ganha 6.4% dos indecisos ou se estes são todos de esquerda (curiosidadade , MA+MS+Ind=44.8% , próximo do votos no PS, não?).
Quanto à Eurosondagem , sendo uma amostra aleatória e por telefone (presumo que fixo) gostava de saber qual a distribuição etária e por regiões da mesma, é que o fenómeno do tel. celular e de telefones que exibem o número qd tocam podem levar a que muitos não façam parte do universo em estudo, e estes são sobretudo jovens, urbanos de classe média/alta, curiosamente aqueles que na Marktest mais votam Alegre e menos votam Soares.
Assim como assim, o número de indecisos é suficientemente alto para tudo acontecer, até GP pode passar à segunda volta
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Tb era importante...
...o PR não se pode preocupar apenas com os problemas internos do país, ele é no fim o Chefe da sForças Armadas Portuguesas e qq missão de paz só tem a particiapação do exército português se ele o consentir (veja-se o Iraque em que Durão teve de mandar a PSP e não o ex´rcito devido à oposição de Sampaio).
Nesta altura era importante que os candidatos tb falassem sobre isto, e qual o futuro das relações com os EUA e a administração Bush/Republicana.
PS: Este assunto é completamente esquecido, sobretudo nos blogs semi-oficiais das candidaturas. Sabendo que esses blogs reflectem a elite pensadora de Portugal, vê-se como à direita e à esquerda a preocupação com o nosso umbigo é maior do que a preocupação com o umbigo de todos.
Nesta altura era importante que os candidatos tb falassem sobre isto, e qual o futuro das relações com os EUA e a administração Bush/Republicana.
PS: Este assunto é completamente esquecido, sobretudo nos blogs semi-oficiais das candidaturas. Sabendo que esses blogs reflectem a elite pensadora de Portugal, vê-se como à direita e à esquerda a preocupação com o nosso umbigo é maior do que a preocupação com o umbigo de todos.
Sondagem Marktest - Dia 19
CS - 41.2
MA - 15
MS - 11
JS - 5.6
FL - 4.8
GP - 0.5
Esquerda - 36.9
Diferença - 4.3
MA - 15
MS - 11
JS - 5.6
FL - 4.8
GP - 0.5
Esquerda - 36.9
Diferença - 4.3
Cavaco alerta...
...para estes quadros aqui.
E pergunta, como é possível que a Rep. Checa nos tenha ultrapassado?
A resposta é simples, apesar de terem coquistado a democracia há quase 15 anos, a verdade é que:
- Os países de leste têm uma mão de obra mais qualificada (o que fez Cavaco em 10 anos como PM? Pouco.
- Alguns países de leste construiram um sitema fiscal transparente e simples (não os complexos IRS e IRC herdados de Cavaco silva que defendiam alguns interesses).
- Portugal herdou da ditadura uma mentalidade de condicionamento industrial e de protecção dos interesses instalados (que os dez anos de Cavaco não combateram), os países de leste construiram um sistema capitalista a partir do zero.
- A rep. Checa era no império Austro-Hungaro uma das regiões com maior densidade de ferrovia, e é-o ainda hoje na Europa (Cavaco esqueceu-se da ferrovia e só apostou nas auto-estradas).
- Os países de leste estão muito mais perto dos grandes mercados.
- A rep. Checa, de facto separou-se da parte pobre do país (a Eslovaquia), não estaria Portugal melhor se o litoral se separasse do interior e Alentejo?
Se ele não percebe as razões de fundo (algumas herdadas do seu governo) então como poderá ele querer resolver os problemas do país? Além de que qq pessoa com dois dedos de testa via este cenário á acontecer já em 2000 (o próximo a ultrapassar-nos é a Hungria - mesma razões da Rep. Checa).
E pergunta, como é possível que a Rep. Checa nos tenha ultrapassado?
A resposta é simples, apesar de terem coquistado a democracia há quase 15 anos, a verdade é que:
- Os países de leste têm uma mão de obra mais qualificada (o que fez Cavaco em 10 anos como PM? Pouco.
- Alguns países de leste construiram um sitema fiscal transparente e simples (não os complexos IRS e IRC herdados de Cavaco silva que defendiam alguns interesses).
- Portugal herdou da ditadura uma mentalidade de condicionamento industrial e de protecção dos interesses instalados (que os dez anos de Cavaco não combateram), os países de leste construiram um sistema capitalista a partir do zero.
- A rep. Checa era no império Austro-Hungaro uma das regiões com maior densidade de ferrovia, e é-o ainda hoje na Europa (Cavaco esqueceu-se da ferrovia e só apostou nas auto-estradas).
- Os países de leste estão muito mais perto dos grandes mercados.
- A rep. Checa, de facto separou-se da parte pobre do país (a Eslovaquia), não estaria Portugal melhor se o litoral se separasse do interior e Alentejo?
Se ele não percebe as razões de fundo (algumas herdadas do seu governo) então como poderá ele querer resolver os problemas do país? Além de que qq pessoa com dois dedos de testa via este cenário á acontecer já em 2000 (o próximo a ultrapassar-nos é a Hungria - mesma razões da Rep. Checa).
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Tirar os crucifixos das escolas foi só truque... ...para ateu acreditar.
In As Beiras:
... trasladação do corpo da Irmã Lúcia do Convento das Carmelitas, em Coimbra, para o Santuário de Fátima vai realizar–se dentro de um mês, a 19 de Fevereiro, domingo.
As três televisões generalistas portuguesas já confirmaram o seu interesse em transmitir a cerimónia em directo, ...
ora que a SIC e a TVI o façam é lá com elas, são privadas, mas a RTP? Não é que me oponha a que a RTP faça mais esta transmissão, contudo deve dar um tratamento igual a todas as religiões. Quando o Dalai Lama esteve em Portugal, que me lembre, não houve nenhuma transmissão em directo da sua chegada ou da sua oração em Lisboa. Ou o canal público trata todas as religiões por igual ou o melhor é recolocar os crucifixos nas escolas.
... trasladação do corpo da Irmã Lúcia do Convento das Carmelitas, em Coimbra, para o Santuário de Fátima vai realizar–se dentro de um mês, a 19 de Fevereiro, domingo.
As três televisões generalistas portuguesas já confirmaram o seu interesse em transmitir a cerimónia em directo, ...
ora que a SIC e a TVI o façam é lá com elas, são privadas, mas a RTP? Não é que me oponha a que a RTP faça mais esta transmissão, contudo deve dar um tratamento igual a todas as religiões. Quando o Dalai Lama esteve em Portugal, que me lembre, não houve nenhuma transmissão em directo da sua chegada ou da sua oração em Lisboa. Ou o canal público trata todas as religiões por igual ou o melhor é recolocar os crucifixos nas escolas.
Cavaco a descer na primeira a subir na segunda.
Marktest dia 18:
(Dados brutos)
CS - 41.3
MA - 14.8
MS - 10.4
FL - 4.9
JS - 5.6
GP - 0.7
Esquerda - 36.4
Vantagem de Cavaco - 4.9
2 ª volta
CS - 46.6
MA - 37.0
Diferença - 9.6
(Dados brutos)
CS - 41.3
MA - 14.8
MS - 10.4
FL - 4.9
JS - 5.6
GP - 0.7
Esquerda - 36.4
Vantagem de Cavaco - 4.9
2 ª volta
CS - 46.6
MA - 37.0
Diferença - 9.6
terça-feira, janeiro 17, 2006
Direcção da AAC-OAF RUA...
Marcel emprestado ao BEnfica...
Contrapartidas ZERO... (Diário de Coimbra diz que nehum jogador será cedido pelo Benfica).
Eu bem dizia isto...
E eu lembro-me do caso João Tomás (na altura custou-nos a subida à 1ª), agora esta cedência pode-nos custar a descida à segunda. Para todos os Academistas que são Benfiquistas está na hora de escolher ou um ou outro é que o SLB já nos tramou 2 vezes.
Contrapartidas ZERO... (Diário de Coimbra diz que nehum jogador será cedido pelo Benfica).
Eu bem dizia isto...
E eu lembro-me do caso João Tomás (na altura custou-nos a subida à 1ª), agora esta cedência pode-nos custar a descida à segunda. Para todos os Academistas que são Benfiquistas está na hora de escolher ou um ou outro é que o SLB já nos tramou 2 vezes.
Confirma-se, a iliteracia numérica nas bandas do Mário...
Em primeiro lugar vamos definir a palavra:
O dicionário da Porto Editora define-a assim:
«1. dificuldade em ler e interpretar, e escrever; 2. falta de conhecimentos considerados básicos; analfabetismo.»
Vimos já que no Super Mário (link ao lado) não sabem fazer contas, engolindo todas as sondagens que lhes dão.
Mas agora foi o Martinho d'Arcada.
A incapacidade de ler quadros de sondagens é tão grande que fizeram confusão entre a sub-amostra daqueles que expressam a vontade de voto com a amostra total. Ver aqui a amável explicação do margensdeerro.
Começo a pensar que se estas são as cabeças pensadoras de Portugal estamos f... , é que se não sabem ler a p#### de um quadro, como poderão gerir um país?
O dicionário da Porto Editora define-a assim:
«1. dificuldade em ler e interpretar, e escrever; 2. falta de conhecimentos considerados básicos; analfabetismo.»
Vimos já que no Super Mário (link ao lado) não sabem fazer contas, engolindo todas as sondagens que lhes dão.
Mas agora foi o Martinho d'Arcada.
A incapacidade de ler quadros de sondagens é tão grande que fizeram confusão entre a sub-amostra daqueles que expressam a vontade de voto com a amostra total. Ver aqui a amável explicação do margensdeerro.
Começo a pensar que se estas são as cabeças pensadoras de Portugal estamos f... , é que se não sabem ler a p#### de um quadro, como poderão gerir um país?
Marktest e Cavaco a descerrrrrrr!...
Evolução dos dados da marktest, dados em bruto.
Dia 16
CS - 44
MA - 15.2
MS -8.9
NS+NR - 11 + 4.9
Esquerda: 34
Vantagem Cavaco: 10
2a volta:
CS vs MA - 47.4 - 38.2
CS vs MS - 53.9 - 25.9
Dia 17
CS - 42.9
MA - 14.4
MS -10.3
NS+NR - 11.2 + 4.3
2a volta:
Esquerda: 35.5
Vantagem Cavaco: 7.4
CS vs MA - 46.8 - 38.1
CS vs MS - 53.1 - 27.1
Assim por um lado Cavaco continua em queda, Soares aproxima-se de Alegre mas este mantém-se como melhor candidato para bater Cavaco numa segunda volta (está só a 8.7%, ontem estava a 9.2%).
Dia 16
CS - 44
MA - 15.2
MS -8.9
NS+NR - 11 + 4.9
Esquerda: 34
Vantagem Cavaco: 10
2a volta:
CS vs MA - 47.4 - 38.2
CS vs MS - 53.9 - 25.9
Dia 17
CS - 42.9
MA - 14.4
MS -10.3
NS+NR - 11.2 + 4.3
2a volta:
Esquerda: 35.5
Vantagem Cavaco: 7.4
CS vs MA - 46.8 - 38.1
CS vs MS - 53.1 - 27.1
Assim por um lado Cavaco continua em queda, Soares aproxima-se de Alegre mas este mantém-se como melhor candidato para bater Cavaco numa segunda volta (está só a 8.7%, ontem estava a 9.2%).
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Super Mário não sabe fazer contas.. ió!
já sabíamos que no blog Super Mário não sabiam fazer contas (facto que os amigos do pulo do lobo tentaram explorar para fabricar uns indicadores pró-Cavaco).
Agora sabemos tb que não sabem ler sondagens. Veja-se aqui o que o Ivan (terrível em Matemática) diz.
Comecemos pelo seguinte facto, de que o post é de 16 de Janeiro e vejamos as frases com que nos diverte:
Afirmação 1 -
«...A amostra nova da marktest é de apenas 150 pessoas, um universo muito pequeno...»
É verdade que diariamente a marktest entrevista 150 pessoas, mas os resultados apresntados são de 4 dias, a amostra, sobre a qual os cálculos se baseiam no dia 16 de Janeiro é de 607 pessoas. Não acredita? Veja aqui quadro 1 , página 2. O q a marktest faz é entrevistar 150 novas pessoas todos os dias e substituir as 150 de quatro dias atrás.
Afirmação 2 (com direito a link) -
«A primeira é que, embora Alegre tenha dito que o lançamento da sua candidatura era o que evitava a vitória de Cavaco Silva à primeira volta, a única sondagem realizada desde Setembro que deu Cavaco Silva abaixo dos 50% »
A sondagem que se refere pode ser encontrada aqui:
Resultados brutos
Cavaco Silva: 27%
Mário Soares: 15%
Francisco Louçã: 5%
Jerónimo de Sousa: 5%
Outro: 3%
B/N:3%
Não vai votar: 16%
Não sabe: 19%
Não responde: 7%
Estimativa de resultados eleitorais*:
Cavaco Silva: 49%
Mário Soares:32%
Jerónimo de Sousa: 11%
Francisco Louçã: 7%
Pode-se ver que a estimativa dos res. eleitorais soma 99% (deve ser a erros de arredondamento), mas há algo estranho? FL passa de 5% expressos para 7% e JS passa de 5% para 11%? Soares mais do que dobra a votação e Cavaco não?
Vejamos como distirubiram eles os indecisos que são só 29% - NS/NR e Outro:
Se fizermos o método de distribuição dos votos expressos (como faz a marktest), eliminando os Outros, B/N, Não sabe, Não responde teremos:
CS - 52%
MS - 29%
FL - 9.5%
JS - 9.5%
Já agora sabe a ponderação dos indecisos que dava aqueles resultados? Era esta:
CS-43%
MS-40%
FL-2,5%
JS-14%
E segundo a sondagem era fazendo uma segunda pergunta aos indecisos (se votava PS então era dado o voto a MS se era PSD a Cavaco e como podemos ver pela Marktest 15,6% dos PS's votam Cavaco, logo)...
Agora sabemos tb que não sabem ler sondagens. Veja-se aqui o que o Ivan (terrível em Matemática) diz.
Comecemos pelo seguinte facto, de que o post é de 16 de Janeiro e vejamos as frases com que nos diverte:
Afirmação 1 -
«...A amostra nova da marktest é de apenas 150 pessoas, um universo muito pequeno...»
É verdade que diariamente a marktest entrevista 150 pessoas, mas os resultados apresntados são de 4 dias, a amostra, sobre a qual os cálculos se baseiam no dia 16 de Janeiro é de 607 pessoas. Não acredita? Veja aqui quadro 1 , página 2. O q a marktest faz é entrevistar 150 novas pessoas todos os dias e substituir as 150 de quatro dias atrás.
Afirmação 2 (com direito a link) -
«A primeira é que, embora Alegre tenha dito que o lançamento da sua candidatura era o que evitava a vitória de Cavaco Silva à primeira volta, a única sondagem realizada desde Setembro que deu Cavaco Silva abaixo dos 50% »
A sondagem que se refere pode ser encontrada aqui:
Resultados brutos
Cavaco Silva: 27%
Mário Soares: 15%
Francisco Louçã: 5%
Jerónimo de Sousa: 5%
Outro: 3%
B/N:3%
Não vai votar: 16%
Não sabe: 19%
Não responde: 7%
Estimativa de resultados eleitorais*:
Cavaco Silva: 49%
Mário Soares:32%
Jerónimo de Sousa: 11%
Francisco Louçã: 7%
Pode-se ver que a estimativa dos res. eleitorais soma 99% (deve ser a erros de arredondamento), mas há algo estranho? FL passa de 5% expressos para 7% e JS passa de 5% para 11%? Soares mais do que dobra a votação e Cavaco não?
Vejamos como distirubiram eles os indecisos que são só 29% - NS/NR e Outro:
Se fizermos o método de distribuição dos votos expressos (como faz a marktest), eliminando os Outros, B/N, Não sabe, Não responde teremos:
CS - 52%
MS - 29%
FL - 9.5%
JS - 9.5%
Já agora sabe a ponderação dos indecisos que dava aqueles resultados? Era esta:
CS-43%
MS-40%
FL-2,5%
JS-14%
E segundo a sondagem era fazendo uma segunda pergunta aos indecisos (se votava PS então era dado o voto a MS se era PSD a Cavaco e como podemos ver pela Marktest 15,6% dos PS's votam Cavaco, logo)...
domingo, janeiro 15, 2006
Sinal da avanço
Retirado daqui
Portugal devia proibir, como Espanha, fumar em todos os locais públicos fechados?
Sim
572
Não
84
votos: 656
PS: Eu fumo e concordo, é que gosto do MEU fumo mas não do fumo DOS OUTROS.
Portugal devia proibir, como Espanha, fumar em todos os locais públicos fechados?
Sim
572
Não
84
votos: 656
PS: Eu fumo e concordo, é que gosto do MEU fumo mas não do fumo DOS OUTROS.
Cretinice é isto...
... aqui.
Se Cavaco Silva diz que não costuma beber vinhos, penso que é um direito que lhe assiste. Não bebe pq não gosta, pq lhe faz mal ou por outra qq razão. Dizer que «... ficámos a saber que não costuma beber vinhos. O que naturalmente deveria ser condição suficiente para não qualificar para o cargo ao qual se candidata.».
Ou seja, qt mais beberolas melhor, um presidente à la Ieltsin é que era bom, não? Pensava que democracia era tb o direito a escolher o que se consome, mas pleos vistos não.
E a juntar a isto: ...provincianismo quando afirma que os vinhos bons são os portugueses ... qualificar de provincianismo a defesa do produto nacional é daqueles proto-saloios portugueses que não acham bem dizer estas coisas (É daqueles portugueses que fora do país, acham-se muito cultos por falar mal do próprio país, enfim...), para eles bom é dizer qe apreciam um Bordeus ou um Chianti ou um Rioja, tb fica bem dizer que o California White é muito bom e que a Austrália tem óptimo vinho. Tudo isto pode, e em alguns casos , é verdade, mas numa televisão um candidato deve é defender o nosso produto Já viram um Espanhol a defender o vinho Português, para eles até o Vino Rojo (uma mistela intragavel) é melhor que um Terras de Sá (Douro que particularmente aprecio).
Finalmente Cavaco qd afirma ... quando afirma que nomear um é ser injusto para outros ... ele sabe do que fala, imagine que diria e gosto é de beber o Vinho XZT, as vendas deste disparariam, ele sabe a influència que tem sobre muitos que cegamente o seguem e não quer benefeciar um produtor em detrimento de muitos outros
Assim chamar cretino a quem:
1 - Defende o produto português,
2 - Não quer benefeciar nenhum produtor,
3 - por opção não bebe vinho,
É porque:
1 - Não se importa com essa defesa, deixando os nossos produtores indefeses (face a ultra defesa nacionalista de outros países).
2 - Gosta de benefeciar alguém (se calhar um amigo)ç
3 - Quer introduzir mais um requisito para ser PR , o seja ser bebedor de vinho.
E quem é o cretino?
Se Cavaco Silva diz que não costuma beber vinhos, penso que é um direito que lhe assiste. Não bebe pq não gosta, pq lhe faz mal ou por outra qq razão. Dizer que «... ficámos a saber que não costuma beber vinhos. O que naturalmente deveria ser condição suficiente para não qualificar para o cargo ao qual se candidata.».
Ou seja, qt mais beberolas melhor, um presidente à la Ieltsin é que era bom, não? Pensava que democracia era tb o direito a escolher o que se consome, mas pleos vistos não.
E a juntar a isto: ...provincianismo quando afirma que os vinhos bons são os portugueses ... qualificar de provincianismo a defesa do produto nacional é daqueles proto-saloios portugueses que não acham bem dizer estas coisas (É daqueles portugueses que fora do país, acham-se muito cultos por falar mal do próprio país, enfim...), para eles bom é dizer qe apreciam um Bordeus ou um Chianti ou um Rioja, tb fica bem dizer que o California White é muito bom e que a Austrália tem óptimo vinho. Tudo isto pode, e em alguns casos , é verdade, mas numa televisão um candidato deve é defender o nosso produto Já viram um Espanhol a defender o vinho Português, para eles até o Vino Rojo (uma mistela intragavel) é melhor que um Terras de Sá (Douro que particularmente aprecio).
Finalmente Cavaco qd afirma ... quando afirma que nomear um é ser injusto para outros ... ele sabe do que fala, imagine que diria e gosto é de beber o Vinho XZT, as vendas deste disparariam, ele sabe a influència que tem sobre muitos que cegamente o seguem e não quer benefeciar um produtor em detrimento de muitos outros
Assim chamar cretino a quem:
1 - Defende o produto português,
2 - Não quer benefeciar nenhum produtor,
3 - por opção não bebe vinho,
É porque:
1 - Não se importa com essa defesa, deixando os nossos produtores indefeses (face a ultra defesa nacionalista de outros países).
2 - Gosta de benefeciar alguém (se calhar um amigo)ç
3 - Quer introduzir mais um requisito para ser PR , o seja ser bebedor de vinho.
E quem é o cretino?
sábado, janeiro 14, 2006
Interessante...
In DN 14/02/2006, aqui:
"[Alegre]voltou a receber palavras de incentivo de muitos militantes socialistas. O DN quis saber se não receiam sanções. Resposta de um deles, encolhendo os ombros "Haviam de ser muitos a ser expulsos. Tirando os que são do tacho, quase ninguém segue o Soares." "
"[Alegre]voltou a receber palavras de incentivo de muitos militantes socialistas. O DN quis saber se não receiam sanções. Resposta de um deles, encolhendo os ombros "Haviam de ser muitos a ser expulsos. Tirando os que são do tacho, quase ninguém segue o Soares." "
Tiro ao porta aviões
Eles escreveram isto na quarta-feira passada.
e deram estes resulados sobre Cavaco:
Cavaco Silva continua imparável na corrida para o Palácio de Belém, tendo hoje 60,3% (mais 0,1% do que ontem, embora menos 0,7% do que na antevéspera). Conjugada a sua ligeira subida com os resultados de Alegre e Soares, o ex-primeiro-ministro aumenta a distância que o separa do segundo candidato mais votado (que é agora de 46,4%, contra os 46,2% de ontem) - e reforça a fidelização do voto em si, que é agora de 92,2%, enquanto os que admitem mudar o seu sentido de voto diminuíram para 3,1%.
Mas amanhã não houve mais, nem na sexta. Será que é porque nos resultados de sexta-feira comparando como os que o barquito de avionetas descreveu na quarta:
Cavaco nos votos expressos desceu de 60.3% para 56.8% (Sexta dia 13),
A vantagem para o segundo desceu de 46,4% para 41.2%,
A fidelização desceu de 92,2% para 89.6%,
Ou porque os votos em bruto, sem atribuição de indecisos em Cavaco de quarta para sexta passou de 48.3% para 44.4%,
ou porque os votos sem atribuição de indecisos à esquerda passou de 31.8% para 33.7%,
ou pq distância Cavaco vs. esquerda diminui de 16.5 para 10.7%;
E ainda, na última sondagem, os que não sabem são 10.4% e os NR 4.6%. pensando que os NR não votam, e os indecisos são maioritarimente entre os candidatos de esquerda (só 1.2% dos do PSD estão indecisose 10.4% dos eleitores do PS) Está-se mesmo a ver que a distância Cavaco vs. Esquerda é menos do que os 10.7% que os resultados em bruto mostram.
Será que o amanhã há mais que não veio foi por causa disto???
sondagens aqui, têm de se registar, é gratuito.
e deram estes resulados sobre Cavaco:
Cavaco Silva continua imparável na corrida para o Palácio de Belém, tendo hoje 60,3% (mais 0,1% do que ontem, embora menos 0,7% do que na antevéspera). Conjugada a sua ligeira subida com os resultados de Alegre e Soares, o ex-primeiro-ministro aumenta a distância que o separa do segundo candidato mais votado (que é agora de 46,4%, contra os 46,2% de ontem) - e reforça a fidelização do voto em si, que é agora de 92,2%, enquanto os que admitem mudar o seu sentido de voto diminuíram para 3,1%.
Mas amanhã não houve mais, nem na sexta. Será que é porque nos resultados de sexta-feira comparando como os que o barquito de avionetas descreveu na quarta:
Cavaco nos votos expressos desceu de 60.3% para 56.8% (Sexta dia 13),
A vantagem para o segundo desceu de 46,4% para 41.2%,
A fidelização desceu de 92,2% para 89.6%,
Ou porque os votos em bruto, sem atribuição de indecisos em Cavaco de quarta para sexta passou de 48.3% para 44.4%,
ou porque os votos sem atribuição de indecisos à esquerda passou de 31.8% para 33.7%,
ou pq distância Cavaco vs. esquerda diminui de 16.5 para 10.7%;
E ainda, na última sondagem, os que não sabem são 10.4% e os NR 4.6%. pensando que os NR não votam, e os indecisos são maioritarimente entre os candidatos de esquerda (só 1.2% dos do PSD estão indecisose 10.4% dos eleitores do PS) Está-se mesmo a ver que a distância Cavaco vs. Esquerda é menos do que os 10.7% que os resultados em bruto mostram.
Será que o amanhã há mais que não veio foi por causa disto???
sondagens aqui, têm de se registar, é gratuito.
Interpretações
Ño margens de erro a interpretação das recentes evoluções das sondagens é esta:
«...Os eleitores, mesmo os do PS, estão maioritariamente persuadidos quer da sua vitória quer do facto de essa vitória não ter consequências de maior para a governação. Logo, estas eleições já não são sobre quem vai ganhar. E assim, Soares, o único visto como podendo derrotar Cavaco, perde o gás definitivamente na abertura do ano de 2006, no rescaldo dos debates e dos ataques à comunicação social. Os incentivos para o voto útil à esquerda desapareceram: Louçã, Jerónimo e até Alegre (cujas debilidades foram expostas ao longo da campanha e o tinham levado à descida), ficam com os despojos desta batalha perdida, e parecem crescer na recta final...»
Fica por explicar a descida de Cavaco. Parte desta é devido aos indecisos serem maiorotariamente entre Soares e Alegre e a atribuição proporcional destes darem a cavaco cerca de metade. Com a descida dos indecisos e a divisão destes entre Soares e Alegre, Cavaco desceria, mas então como explicar a recente descida de votos em Cavaco antes da divisão dos indecisos (no tracking poll da marktest já desce de 48% para 44%)? A explicação pode ser basicamente esta: muitas pessoas do centro não gostam de Soares e à medida que este crescia, Alegre não era uma solução eficaz anti-Soares logo inclinavam-se para Cavaco por forma a derrotá-lo logo à primeira volta, era a forma de o humilhar. Mas estas pessoas não gostam de Cavaco, o seu voto era anti-Soares. Com a descida de Soares e Cavaco num patamar elevado, estas pessoas para humilhar mais Soares até poderão votar Alegre por forma a que este ultrapasse Soares, isso coloca um perigo para a eleição de Cavaco na primeira volta, logo veremos se assim é.
Claro que isto colocará a Alegre um problema numa eventual segunda volta, já que estes eleitores anti-Soares poderão aí retornar a Cavaco e dar-lhe a vitória.
«...Os eleitores, mesmo os do PS, estão maioritariamente persuadidos quer da sua vitória quer do facto de essa vitória não ter consequências de maior para a governação. Logo, estas eleições já não são sobre quem vai ganhar. E assim, Soares, o único visto como podendo derrotar Cavaco, perde o gás definitivamente na abertura do ano de 2006, no rescaldo dos debates e dos ataques à comunicação social. Os incentivos para o voto útil à esquerda desapareceram: Louçã, Jerónimo e até Alegre (cujas debilidades foram expostas ao longo da campanha e o tinham levado à descida), ficam com os despojos desta batalha perdida, e parecem crescer na recta final...»
Fica por explicar a descida de Cavaco. Parte desta é devido aos indecisos serem maiorotariamente entre Soares e Alegre e a atribuição proporcional destes darem a cavaco cerca de metade. Com a descida dos indecisos e a divisão destes entre Soares e Alegre, Cavaco desceria, mas então como explicar a recente descida de votos em Cavaco antes da divisão dos indecisos (no tracking poll da marktest já desce de 48% para 44%)? A explicação pode ser basicamente esta: muitas pessoas do centro não gostam de Soares e à medida que este crescia, Alegre não era uma solução eficaz anti-Soares logo inclinavam-se para Cavaco por forma a derrotá-lo logo à primeira volta, era a forma de o humilhar. Mas estas pessoas não gostam de Cavaco, o seu voto era anti-Soares. Com a descida de Soares e Cavaco num patamar elevado, estas pessoas para humilhar mais Soares até poderão votar Alegre por forma a que este ultrapasse Soares, isso coloca um perigo para a eleição de Cavaco na primeira volta, logo veremos se assim é.
Claro que isto colocará a Alegre um problema numa eventual segunda volta, já que estes eleitores anti-Soares poderão aí retornar a Cavaco e dar-lhe a vitória.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
As reformas e a falência da segurança social.
Pedro A. Silva aqui fala da necessidade de «Para salvar a segurança social, serve de pouco ... acenar com panaceias milagrosas».
Frase com a qual concordo, mas a seguir diz:
«aumentando a eficácia administrativa, combatendo a fraude; alterando a fórmula de cálculo das pensões, evitando manipulações do sistema; limitando os valores das pensões mais elevadas, introduzindo equidade; promovendo o envelhecimento activo, estimulando a contributividade; e, claro, com abertura e criatividade na busca de novas soluções para o financiamento, de que é exemplo a afectação de 50% cento do aumento do IVA ao sistema.»
Em todas as questões faltou-lhe o cerne da questão.
Vou só exemplificar, actualmente as reformas são pagas com as contribuições de quem está a trabalhar, de forma que o valor das reformas obedece à seguinte equação:
(Reforma média)*(População envelhecida) = Contribuições média * Pop. Activa ou:
(Reforma média)/Contribuições média =Pop. Activa/((População envelhecida)
Com o envelhecimento da pop. o rácio Pop. Activa/((População envelhecida) decresce, logo ou a reforma média diminui ou as contribuições aumentam.
Vejamos as várias soluções propostas e explicação:
1 e 2 Aumentando a eficácia administrativa e combatendo a fraude - aumenta as contribuições, mas tem um limite a partir daí voltamos a ter o mesmo problema, logo a solução é temporária.
3 Alterando a fórmula de cálculo das pensões - reduz a reforma média, mas para ser permanente tem-se de indexar o cálculo ao envelhecimento da população.
4 Limitando os valores das pensões mais elevadas - reduz a pensão média mas tem limites, logo a solução é temporária, considerando que as contribuições destes se mantinham e isso é igual a aumentar os impostos sobre quem mais ganha (o que pode não ser boa solução - sobretudo com a deslocalização dos centros de decisão, os que mais ganhos podem mudar os escritórios para Madrid)
5 Promovendo o envelhecimento activo - aumenta as contribuições, mas o efeito tem limites, logo não resolve o problema a longo prazo.
6 Afectação de 50% cento do aumento do IVA ao sistema - aumenta as contribuições mas tb é um efeito temporário de quando se introduz, não resolve o problema, e pode levar à criaçao de um efeito nefasto, de cada vez que a Seg. social tem problemas aumenta-se o IVA.
Assim quase todas as medidas são temporárias, panaceias que resolvem o problema por 10 ou 20 anos (tirando a alteração do cálculo das pensões, se for indexado ao envelhecimento da pop.). Assim, se estas medidas temporárias não forem acompanhadas de medidas de fundo que mantenham o rácio daqui a 10 anos estamos na mesma e depois?.
Então que medidas?
Como
a contribuição média*pop. activa/pop. Envelhecida=reforma média:
Temos que o lado esquerdo da equação cresce à taxa da taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores+ taxa de crescimento da pop. activa. - taxa de crescimento da pop. envelhecida.
A reforma média cresce à taxa de crescimento das reformas
Logo:
taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores + taxa de crescimento da pop. activa = taxa de crescimento da reforma média + taxa de crescimento da pop. envelhecida.
ou seja:
taxa de crescimento real da reforma média - taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores = taxa de crescimento da pop. activa - taxa de crescimento da pop. envelhecida.
Se a pop. envelhecer a lado direito da equação é negativo logo o crescimento das reformas tem de ser menor que o crescimento económico. E esta é a única medida, para as reformas crescerem teremos de incentivar o crescimento demográfico ou a imigração (fazer crescer a pop. activa mais do que a pop. envelhecida).
E os fundos privados? Porque funcionam? Na base a fórmula é a mesma, só que as contribuições vêm dos investimentos em capital e dos rendimentos destes. Como nas economias no longo prazo a % de rendimentos de capital e trabalho é constante, se os PPR investirem tudo na Europa então a questão mantém-se, o crescimento das reformas serão menores de que o crescimento da produtividade por trabalhador, a única forma era os PPR investirem em países cuja pop. cresce e que tem crescimentos elevados, mas esses têm GRANDES riscos cambiais e a qq altura o fundo pode falir.
E não se iludam porque os PPR dão uma rentabilidade fixa, mas a real será essa taxa - inflação, logo com o envelhecimento da pop. com mais pessoas a consumir e menos a produzir a inflação subirá (não poderemos pedir empréstimos para importar para sempre), e assim is PPR podem sobreviver pois : (taxa de crescimento real da reforma média - taxa de produtividade por trabalhador) será negativa.
E é esta a única forma, ou aumentamos a natalidada (toca lá a fazer filhos) ou então vamos ter de pensar que os aumentos das reformas irão ser abaixo do crescimento da taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores(e na nossa até tem sido quase zero...). Não podemos é fazer equidade via reformas, pq se não aumentamos as reformas acima dos aumentos da produtividade dos trabalhadores.
Frase com a qual concordo, mas a seguir diz:
«aumentando a eficácia administrativa, combatendo a fraude; alterando a fórmula de cálculo das pensões, evitando manipulações do sistema; limitando os valores das pensões mais elevadas, introduzindo equidade; promovendo o envelhecimento activo, estimulando a contributividade; e, claro, com abertura e criatividade na busca de novas soluções para o financiamento, de que é exemplo a afectação de 50% cento do aumento do IVA ao sistema.»
Em todas as questões faltou-lhe o cerne da questão.
Vou só exemplificar, actualmente as reformas são pagas com as contribuições de quem está a trabalhar, de forma que o valor das reformas obedece à seguinte equação:
(Reforma média)*(População envelhecida) = Contribuições média * Pop. Activa ou:
(Reforma média)/Contribuições média =Pop. Activa/((População envelhecida)
Com o envelhecimento da pop. o rácio Pop. Activa/((População envelhecida) decresce, logo ou a reforma média diminui ou as contribuições aumentam.
Vejamos as várias soluções propostas e explicação:
1 e 2 Aumentando a eficácia administrativa e combatendo a fraude - aumenta as contribuições, mas tem um limite a partir daí voltamos a ter o mesmo problema, logo a solução é temporária.
3 Alterando a fórmula de cálculo das pensões - reduz a reforma média, mas para ser permanente tem-se de indexar o cálculo ao envelhecimento da população.
4 Limitando os valores das pensões mais elevadas - reduz a pensão média mas tem limites, logo a solução é temporária, considerando que as contribuições destes se mantinham e isso é igual a aumentar os impostos sobre quem mais ganha (o que pode não ser boa solução - sobretudo com a deslocalização dos centros de decisão, os que mais ganhos podem mudar os escritórios para Madrid)
5 Promovendo o envelhecimento activo - aumenta as contribuições, mas o efeito tem limites, logo não resolve o problema a longo prazo.
6 Afectação de 50% cento do aumento do IVA ao sistema - aumenta as contribuições mas tb é um efeito temporário de quando se introduz, não resolve o problema, e pode levar à criaçao de um efeito nefasto, de cada vez que a Seg. social tem problemas aumenta-se o IVA.
Assim quase todas as medidas são temporárias, panaceias que resolvem o problema por 10 ou 20 anos (tirando a alteração do cálculo das pensões, se for indexado ao envelhecimento da pop.). Assim, se estas medidas temporárias não forem acompanhadas de medidas de fundo que mantenham o rácio daqui a 10 anos estamos na mesma e depois?.
Então que medidas?
Como
a contribuição média*pop. activa/pop. Envelhecida=reforma média:
Temos que o lado esquerdo da equação cresce à taxa da taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores+ taxa de crescimento da pop. activa. - taxa de crescimento da pop. envelhecida.
A reforma média cresce à taxa de crescimento das reformas
Logo:
taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores + taxa de crescimento da pop. activa = taxa de crescimento da reforma média + taxa de crescimento da pop. envelhecida.
ou seja:
taxa de crescimento real da reforma média - taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores = taxa de crescimento da pop. activa - taxa de crescimento da pop. envelhecida.
Se a pop. envelhecer a lado direito da equação é negativo logo o crescimento das reformas tem de ser menor que o crescimento económico. E esta é a única medida, para as reformas crescerem teremos de incentivar o crescimento demográfico ou a imigração (fazer crescer a pop. activa mais do que a pop. envelhecida).
E os fundos privados? Porque funcionam? Na base a fórmula é a mesma, só que as contribuições vêm dos investimentos em capital e dos rendimentos destes. Como nas economias no longo prazo a % de rendimentos de capital e trabalho é constante, se os PPR investirem tudo na Europa então a questão mantém-se, o crescimento das reformas serão menores de que o crescimento da produtividade por trabalhador, a única forma era os PPR investirem em países cuja pop. cresce e que tem crescimentos elevados, mas esses têm GRANDES riscos cambiais e a qq altura o fundo pode falir.
E não se iludam porque os PPR dão uma rentabilidade fixa, mas a real será essa taxa - inflação, logo com o envelhecimento da pop. com mais pessoas a consumir e menos a produzir a inflação subirá (não poderemos pedir empréstimos para importar para sempre), e assim is PPR podem sobreviver pois : (taxa de crescimento real da reforma média - taxa de produtividade por trabalhador) será negativa.
E é esta a única forma, ou aumentamos a natalidada (toca lá a fazer filhos) ou então vamos ter de pensar que os aumentos das reformas irão ser abaixo do crescimento da taxa de crescimento da produtividade dos trabalhadores(e na nossa até tem sido quase zero...). Não podemos é fazer equidade via reformas, pq se não aumentamos as reformas acima dos aumentos da produtividade dos trabalhadores.
Mais um indicador...
Na tracking poll da marktest:
Alegre já tinha ultrapssado Soares, nas indicações de voto.
Cavaco está em queda com os indecisos a dminuirem (estes são maioritariamente entre Alegre e Soares e a distribuição por quotas dava exarcebava a vantagem de Cavaco).
E agora os que acham, se houver segunda volta é entre Alegre e Cavaco ultrapssou os que escolhem Soares e Cavaco:
Cavaco Silva e Manuel Alegre 46.1
Cavaco Silva e Mário Soares 41.6
Ver aqui
Alegre já tinha ultrapssado Soares, nas indicações de voto.
Cavaco está em queda com os indecisos a dminuirem (estes são maioritariamente entre Alegre e Soares e a distribuição por quotas dava exarcebava a vantagem de Cavaco).
E agora os que acham, se houver segunda volta é entre Alegre e Cavaco ultrapssou os que escolhem Soares e Cavaco:
Cavaco Silva e Manuel Alegre 46.1
Cavaco Silva e Mário Soares 41.6
Ver aqui
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Para aqueles que preferem Alegre mas pensam que Soares está melhor colocado...
... dados da Marktest do dia 11/2, sobre a segunda volta (votaria?(Resultados com base apenas naqueles que expressaram sentido de voto numa hipótese de 2ª volta)
Cavaco vs Soares
CS - 72
MS - 28
Cavaco vs Alegre
CS - 62.5
MA - 37.5
Portanto colocar a cruz no Soares na primeira volta é garantir Cavaco na segunda.
Cavaco vs Soares
CS - 72
MS - 28
Cavaco vs Alegre
CS - 62.5
MA - 37.5
Portanto colocar a cruz no Soares na primeira volta é garantir Cavaco na segunda.
terça-feira, janeiro 10, 2006
Quem vota Soares?
Veja aqui.
Assim se for ver as diversas idades e o extracto social, Soares está de momento à frente de Alegre devido aos mais velhos (+54 anos) e aos mais pobres (baixa/média baixa). Portanto os idosos pobres votam soares.
Já Cavaco tem mais votos entre os mais velhos e os mais ricos. São os idosos ricos que mais votam Cavaco, apesar de ganhar em todos os escalões.
Já Alegre tem mais votos entre a população activa (dos 18 aos 54 anos) e com mais dinheiro - basicamente aqueles que sentem as suas perspectivas de um futuro melhor devido ao esforço pessoal de instrução e trabalho defraudadas pela classe política. É um sinal de que existe uma tendència de voto a longo prazo, para fora dos políticos tradicionais para as alternativas fora das estuturas partidárias, contudo não é forte para fazer perigar o monópolio dos partidos por pelo menos mais vinte anos, mas se eles não virem o que se passa ainda se tornam dinossauros e extinguem-se. Talvez em 2030 tenhamos uma renovação do espectro partidário, sem dramas, pq acontece em todos os países.
Mais uma nota: se virem os resultados diários há fortes oscilações nas votações de Alegre e Soares o q significa que os indecisos devem estar aí, logo a atribuição porporcional às intenções de voto por todos os candidatos está a sobrevalorizar Cavaco.
Mais um dado curioso, aqui
pergunta 5: 2a volta CS vs MS
CS - 56.8
Ms - 23.1
Nenhum 11.2
Não Sabe 6.9
Não responde 2.0
pergunta 7: 2a volta CS vs MA
CS - 54.5
MA - 29.9
Nenhum 6.1
Não Sabe 7.1
Não responde 2.5
E assim cai o mito de que Mario Soares está melhor colocado para bater Alegre na segunda volta.
Assim se for ver as diversas idades e o extracto social, Soares está de momento à frente de Alegre devido aos mais velhos (+54 anos) e aos mais pobres (baixa/média baixa). Portanto os idosos pobres votam soares.
Já Cavaco tem mais votos entre os mais velhos e os mais ricos. São os idosos ricos que mais votam Cavaco, apesar de ganhar em todos os escalões.
Já Alegre tem mais votos entre a população activa (dos 18 aos 54 anos) e com mais dinheiro - basicamente aqueles que sentem as suas perspectivas de um futuro melhor devido ao esforço pessoal de instrução e trabalho defraudadas pela classe política. É um sinal de que existe uma tendència de voto a longo prazo, para fora dos políticos tradicionais para as alternativas fora das estuturas partidárias, contudo não é forte para fazer perigar o monópolio dos partidos por pelo menos mais vinte anos, mas se eles não virem o que se passa ainda se tornam dinossauros e extinguem-se. Talvez em 2030 tenhamos uma renovação do espectro partidário, sem dramas, pq acontece em todos os países.
Mais uma nota: se virem os resultados diários há fortes oscilações nas votações de Alegre e Soares o q significa que os indecisos devem estar aí, logo a atribuição porporcional às intenções de voto por todos os candidatos está a sobrevalorizar Cavaco.
Mais um dado curioso, aqui
pergunta 5: 2a volta CS vs MS
CS - 56.8
Ms - 23.1
Nenhum 11.2
Não Sabe 6.9
Não responde 2.0
pergunta 7: 2a volta CS vs MA
CS - 54.5
MA - 29.9
Nenhum 6.1
Não Sabe 7.1
Não responde 2.5
E assim cai o mito de que Mario Soares está melhor colocado para bater Alegre na segunda volta.
Tiro a Marcelo Rebelo de Sousa à EDP e etc.
Marcelo na RTP (ver DN) diz:
... E mais a EDP é concessionária de um serviço público de interesse geral, não é qualquer pessoa que produz energia...
o que não é verdade, em Portugal a construção de mini-hidricas e de parques eólicos é já feito por qq pessoa, inclusive se o Governo deixasse, a construção de barragens tb poderia ser feito por qq empresa. A EDP é só o maior produtor de energia eléctrica em Portugal e até recentemente o único distribuidor. Com a liberalização europeia do mercado a distribuição poderá ser feita por qq um, daí que se quisermos e se as empresas estiverem interessadas poderemos começar, dentro de alguns anos, a comprar electricidade a empresas francesas (em vez de a EDP importar e depois revender, os consumidores podem fazer o contracto directamente com as empresas francesas). Sendo assim o que é estratégico? Temos de deixar de pensar que o produtor de electricidade como algo sacro-santo e pensar na rede eléctrica como as estradas. Estas, sim, são fundamentais, pois são elas que asseguram a distribuição de electricidade por todos, tal como as estradas distribuem mercadorias e pessoas. Se pensarmos desta forma e se considerarmos que a EDP é estratégica, então tb teremos de renacionalizar as rodoviárias e nacionalizar as empresa transportadoras (tal como a EDP elas usam caminhos para distribuir mercadorias) e temos de ir mais longe, assegurar o controlo de todas as empresas produtoras de bens (estas são como a EDP quando porduz uma mercadoria). Ver a necessidade de controlo da EDP por nacionais é uma visão pró-soviética ou antiquada em que se via este tipo de empresas como monópolios naturais, mas a tecnologia tudo alterou, agora todas as empresas europeias de electricidade poderão concorrer entre si e se calhar dentro de 20 anos vão sobreviver três ou quatro grandes empresas europeias, a questão é saber de que grupo a EDP vai fazer parte.
Esta visão antiquada tb se vê no discurso de MRD qd diz ...é pena que não sejam os poucos portugueses que percebem de petróleo, como a Gulbenkian e Patrick Monteiro de Barros..., não vivemos num regimo comunista ou fascista corporativo, em que se tÊm de ser estes que controlam a GALP. Aliás se eles o quisessem fazer teriam-no feito, não cabe ao governo dizer: Tu percebes de batatas e vais plantar batatas para as berlengas porque eu quero. Se o governo quer plantar batatas nas berlengas abre um concurso e vê quem está interessado.
Mas há há outra questão, as dos centros de decisão. Estes centros são empregadores de pesoas qualificadas e não é por serem portugueses que vão fazer as vontades aos governos (a menos que haja contrapartidas, mas aí qq emresa o fará), eles vão-se reger por principios económicos e fazer as escolhas que derem mais lucros, q não são necessariamente as melhores para o país como um todo (é aqui que entram as agèncias de regulamentação, mas estas tanto reguulamentam a ctividade de empresas portuguesas como de empresas estrangeiras a operar em Portugal), portanto será indiferente se o centro está em Portugal ou em Berlim. Mas e os empregos? Bem, vamos ter de nos habituar que num mercado europeu o mercado de trabalho será europeu. Já hoje muitos licenciados trabalham em Madrid, Barcelona ou Paris. Mudam frequentemente de emprego e de cidade, e é esse o futuro e não o emprego à porta de casa.
Finalmente, podem perguntar, se a GALP, EDP e outras são controladas por estrangeiros o que resta a Portugal? Restará porduzir e inovar em todos os bens, exportar e não nos importarmos se os bens produzidos em Portugal e vendidos em Portugal são ou não de empresas controladas por capitais portugueses ou estrangeiros até porque os capitais hoje não têm nacionalidade, portugueses ou não, os cpaitais se for mais rentável deslocalizam para fora do país.
Se nos preocuparmos mais com o que inovamos do que quem é dono de quê
poderia ser que fossemos mais ricos, a Irlanda é-o e não se importa de a maioria das empresas serem norte-americanas.
... E mais a EDP é concessionária de um serviço público de interesse geral, não é qualquer pessoa que produz energia...
o que não é verdade, em Portugal a construção de mini-hidricas e de parques eólicos é já feito por qq pessoa, inclusive se o Governo deixasse, a construção de barragens tb poderia ser feito por qq empresa. A EDP é só o maior produtor de energia eléctrica em Portugal e até recentemente o único distribuidor. Com a liberalização europeia do mercado a distribuição poderá ser feita por qq um, daí que se quisermos e se as empresas estiverem interessadas poderemos começar, dentro de alguns anos, a comprar electricidade a empresas francesas (em vez de a EDP importar e depois revender, os consumidores podem fazer o contracto directamente com as empresas francesas). Sendo assim o que é estratégico? Temos de deixar de pensar que o produtor de electricidade como algo sacro-santo e pensar na rede eléctrica como as estradas. Estas, sim, são fundamentais, pois são elas que asseguram a distribuição de electricidade por todos, tal como as estradas distribuem mercadorias e pessoas. Se pensarmos desta forma e se considerarmos que a EDP é estratégica, então tb teremos de renacionalizar as rodoviárias e nacionalizar as empresa transportadoras (tal como a EDP elas usam caminhos para distribuir mercadorias) e temos de ir mais longe, assegurar o controlo de todas as empresas produtoras de bens (estas são como a EDP quando porduz uma mercadoria). Ver a necessidade de controlo da EDP por nacionais é uma visão pró-soviética ou antiquada em que se via este tipo de empresas como monópolios naturais, mas a tecnologia tudo alterou, agora todas as empresas europeias de electricidade poderão concorrer entre si e se calhar dentro de 20 anos vão sobreviver três ou quatro grandes empresas europeias, a questão é saber de que grupo a EDP vai fazer parte.
Esta visão antiquada tb se vê no discurso de MRD qd diz ...é pena que não sejam os poucos portugueses que percebem de petróleo, como a Gulbenkian e Patrick Monteiro de Barros..., não vivemos num regimo comunista ou fascista corporativo, em que se tÊm de ser estes que controlam a GALP. Aliás se eles o quisessem fazer teriam-no feito, não cabe ao governo dizer: Tu percebes de batatas e vais plantar batatas para as berlengas porque eu quero. Se o governo quer plantar batatas nas berlengas abre um concurso e vê quem está interessado.
Mas há há outra questão, as dos centros de decisão. Estes centros são empregadores de pesoas qualificadas e não é por serem portugueses que vão fazer as vontades aos governos (a menos que haja contrapartidas, mas aí qq emresa o fará), eles vão-se reger por principios económicos e fazer as escolhas que derem mais lucros, q não são necessariamente as melhores para o país como um todo (é aqui que entram as agèncias de regulamentação, mas estas tanto reguulamentam a ctividade de empresas portuguesas como de empresas estrangeiras a operar em Portugal), portanto será indiferente se o centro está em Portugal ou em Berlim. Mas e os empregos? Bem, vamos ter de nos habituar que num mercado europeu o mercado de trabalho será europeu. Já hoje muitos licenciados trabalham em Madrid, Barcelona ou Paris. Mudam frequentemente de emprego e de cidade, e é esse o futuro e não o emprego à porta de casa.
Finalmente, podem perguntar, se a GALP, EDP e outras são controladas por estrangeiros o que resta a Portugal? Restará porduzir e inovar em todos os bens, exportar e não nos importarmos se os bens produzidos em Portugal e vendidos em Portugal são ou não de empresas controladas por capitais portugueses ou estrangeiros até porque os capitais hoje não têm nacionalidade, portugueses ou não, os cpaitais se for mais rentável deslocalizam para fora do país.
Se nos preocuparmos mais com o que inovamos do que quem é dono de quê
poderia ser que fossemos mais ricos, a Irlanda é-o e não se importa de a maioria das empresas serem norte-americanas.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Eurostat visita Portugal para decidir défices de 2002 a 2004
Quando se preparou Portugal para entrar no EURO ninguém parece ter levado a sério o PEC (o pacto de estabilidade e crescimento). Criticado por muitos economistas de renome internacional o político português pensou que era apenas letra de lei e não lei para cumprir e apenas se preparou Portugal para ter um déficit abaixo dos 3% em 1999, esperando que o PEC fosse abolido de vez. Como a Europa teimava em o manter foram-se inventando contabilizações originais para esconder a realidade esperando que as dificuldades de Itália , França e Alemanha viessem por fim ao PEC. Mas o PEC manteve-se e agora não há como esconder a realidade, a Europa deu-nos 3 mais 3 anos para reduzir o deficit abaixo dos 3% primeiro e para 0.5% depois. Até pode ser que o PEC desapareça entretanto, mas os países europeus, o contrário de Portugal têm uma característica interessante: pode-se não concordar com a lei, mas enquanto vigorar tem de se cumprir como se fosse ad eternum. Esperemos que os politicos portugueses tenham tenham aprendido a lição e agora levem este ultimatum a sério, pq se não poderemos ser expulsos da área Euro.
Já agora a comissão europeia quer harmonizar a forma como é cobrado o imposto automóvel em todo a Europa, não no acto de compra (como em Portugal), mas pagá-lo anualmente. Vamos ter de fazer uma transição, e se esta não for feita com tempo no ano em que formos obrigados a mudar, as receitas vão-se resentir. Que tal começar já? Ou vamos fazer como com o deficit, ver até onde a Europa vai de facto aplicar a lei (já vimos que realmente a aplica) e esticar a corda?
Já agora a comissão europeia quer harmonizar a forma como é cobrado o imposto automóvel em todo a Europa, não no acto de compra (como em Portugal), mas pagá-lo anualmente. Vamos ter de fazer uma transição, e se esta não for feita com tempo no ano em que formos obrigados a mudar, as receitas vão-se resentir. Que tal começar já? Ou vamos fazer como com o deficit, ver até onde a Europa vai de facto aplicar a lei (já vimos que realmente a aplica) e esticar a corda?
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Espermos por segunda feira,...
... para ver se ele consegue escrever uma opinião, mais longa, articulada e coerente, porque textos rápidos e fáceis tipo slogan todos nós os fazemos nos blogs, só que uns têm o seu blog publicado nhá 9 anos no jornal.
Artigo de Teodora Cardoso e pequena adenda
Vejam-no aqui.
Já agora convém relembrar este post aqui, e este aqui e também este e este e p+ara finalizar este e quase esqueciamos este.
A minha conclusão é só uma, só durante 77-78 e 83-85 tivemos boas políticas económicas: mérito de Soares? Não, dos planos do FMI, os governos só têm de os seguir. Pode ser que mais dois ou três anitos a comssão europeia imponha um plano de recuperação a Portugal... ...e assim teremos o terceiro período de boas políticas económicas.
Não é só Cavaco... ..que usa a política e o ciclo económico.
Vejamos:
Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, aumentam os impostos e prometem baixá-los no futuro, assim criaram expectativas de que no futuro o investimento e o consumo são mais baratos (o argumento em economiquês é complexo) e assim os agentes económicos adiam as decisões de consumo e de investimento. Esperavam eles que em 3/4 anos o consumo e o investimento retomassem (qd os agentes s percebessem que os impostos não iam descer) e com eles a recuperção da crise só que... ...esqueceram-se que a economia portuguesa é muito rigida e se a crise que eles aumentaram num outro país duraria dois anos, em Portugal prologou-se pq não houve nenhuma flexibilização à priori (laboral, burocrática, de fal~encias, de criação de empresas, etc...) - e estas coisas fazem-se à priori e não à posteriori a tentar emendar erros.
Vejamos Sócrates: o actual ministro das finanças já veio dizer que poderá baixar os impostos no futuro - mais uma vez a criar expectativas por forma a adiar a recuperação para mais perto das eleições, mas pode ser perigoso.
O problema é que muitos dos nossos economistas andaram a ler artigos económicos da última década: os RBC e os neo-Keynesianos, mas esqueceram-se de ver as suposições que vêm logo no início e verificar se Portugal as cumpre e em que grau.
Já agora convém relembrar este post aqui, e este aqui e também este e este e p+ara finalizar este e quase esqueciamos este.
A minha conclusão é só uma, só durante 77-78 e 83-85 tivemos boas políticas económicas: mérito de Soares? Não, dos planos do FMI, os governos só têm de os seguir. Pode ser que mais dois ou três anitos a comssão europeia imponha um plano de recuperação a Portugal... ...e assim teremos o terceiro período de boas políticas económicas.
Não é só Cavaco... ..que usa a política e o ciclo económico.
Vejamos:
Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, aumentam os impostos e prometem baixá-los no futuro, assim criaram expectativas de que no futuro o investimento e o consumo são mais baratos (o argumento em economiquês é complexo) e assim os agentes económicos adiam as decisões de consumo e de investimento. Esperavam eles que em 3/4 anos o consumo e o investimento retomassem (qd os agentes s percebessem que os impostos não iam descer) e com eles a recuperção da crise só que... ...esqueceram-se que a economia portuguesa é muito rigida e se a crise que eles aumentaram num outro país duraria dois anos, em Portugal prologou-se pq não houve nenhuma flexibilização à priori (laboral, burocrática, de fal~encias, de criação de empresas, etc...) - e estas coisas fazem-se à priori e não à posteriori a tentar emendar erros.
Vejamos Sócrates: o actual ministro das finanças já veio dizer que poderá baixar os impostos no futuro - mais uma vez a criar expectativas por forma a adiar a recuperação para mais perto das eleições, mas pode ser perigoso.
O problema é que muitos dos nossos economistas andaram a ler artigos económicos da última década: os RBC e os neo-Keynesianos, mas esqueceram-se de ver as suposições que vêm logo no início e verificar se Portugal as cumpre e em que grau.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
A verdadeira partidocracia vê-se pelo facto de...
... os candidatos a candidato a PR se são 100% independentes têm dificuldades em reunir as assinaturas, veja-se o que diz Manuela Magno no seu site: "...Desde logo, realça-se o absurdo atraso, para lá de todos os prazos legais, de várias juntas de freguesia em enviar as certidões de capacidade eleitoral activa que em muito condicionou todo o processo de apresentação da presente candidatura..".
Se é verdade que as Juntas de Freguesia (quase todas partidariamente controladas) se atrasam para lá dos prazos legais na entrega das certidões, isto mostra uma tentativa concertada ou não para impedir o surgir de independentes a candidatar-se. De nada vale dizer que entregaram as certidões antes de 22 de Dezembro, pq quem não tem uma estrutura espalhada pelo país precisa de planear com antecedência a recolha das certidões (não pode ir a Bragança e a Faro no dia 21 de Dezembro).
A CNE devia investigar se de facto estes atrasos se verificaram e se sim considerar que impediram a recolha atempada das assinaturas e ANULAR as eleições, mas já se sabe que se alguma investigação (que não acredito que surja) houver será breve e para dar o carimbo às inúmeras ilegalidades e atropelos à democracia que os partidos políticos fazem à democracia por formaa manter Portugal uma partidocracia.
Se é verdade que as Juntas de Freguesia (quase todas partidariamente controladas) se atrasam para lá dos prazos legais na entrega das certidões, isto mostra uma tentativa concertada ou não para impedir o surgir de independentes a candidatar-se. De nada vale dizer que entregaram as certidões antes de 22 de Dezembro, pq quem não tem uma estrutura espalhada pelo país precisa de planear com antecedência a recolha das certidões (não pode ir a Bragança e a Faro no dia 21 de Dezembro).
A CNE devia investigar se de facto estes atrasos se verificaram e se sim considerar que impediram a recolha atempada das assinaturas e ANULAR as eleições, mas já se sabe que se alguma investigação (que não acredito que surja) houver será breve e para dar o carimbo às inúmeras ilegalidades e atropelos à democracia que os partidos políticos fazem à democracia por formaa manter Portugal uma partidocracia.
Mais uma do Super Mário...
Ivan diz o seguinte aqui: "...o economista de Boliqueime e o poeta de Coimbra...", referindo-se a Cavaco e Alegre respectivamente.
Não é por nada, esta forma de se referir aos dois mostra desprezo e arrogância face a Cavaco mas tanbém face às aldeias e vilas de Portugal, e porquê?
Porque Cavaco nasce em Boliqueime, mas faz o curso de Economia e Finanças no actual ISEG em Lisboa, cidade onde vive e onde fez a sua carreira. Alegre andou na Universidade em Coimbra (direito, que não acabou), a sua carreira de Poeta começa nessa cidade, mas ele nasceu em Águeda. Logo se Ivan quer qualificar os dois ou considera o local onde nasceram: "...o economista de Boliqueime e o poeta de Águeda...", ou onde estruturaram a sua carreira: "...o economista de Lisboa e o poeta de Coimbra...", fazer como fez foi só a pensar que referindo uma localidade mais pequena está a denegrir aquele de quem fala, é a costumeira brejeirice saloia dos lisboetas (não dos alfacinhas) que julgam Lisboa como o centro do mundo - o saloio, por desconhecimento do mundo, julga sempre que o centro do mundo é onde vive.
Não é por nada, esta forma de se referir aos dois mostra desprezo e arrogância face a Cavaco mas tanbém face às aldeias e vilas de Portugal, e porquê?
Porque Cavaco nasce em Boliqueime, mas faz o curso de Economia e Finanças no actual ISEG em Lisboa, cidade onde vive e onde fez a sua carreira. Alegre andou na Universidade em Coimbra (direito, que não acabou), a sua carreira de Poeta começa nessa cidade, mas ele nasceu em Águeda. Logo se Ivan quer qualificar os dois ou considera o local onde nasceram: "...o economista de Boliqueime e o poeta de Águeda...", ou onde estruturaram a sua carreira: "...o economista de Lisboa e o poeta de Coimbra...", fazer como fez foi só a pensar que referindo uma localidade mais pequena está a denegrir aquele de quem fala, é a costumeira brejeirice saloia dos lisboetas (não dos alfacinhas) que julgam Lisboa como o centro do mundo - o saloio, por desconhecimento do mundo, julga sempre que o centro do mundo é onde vive.
Em Espanha já nos percebem...
... e compreendem como tudo funciona em Portugal, os Italianos não. O facto de a Iberdrola ter a assento nos órgãos sociais da EDP de uma forma fácil deve-se não só ao facto do no passado ter-se tornado accionista da EDP como também ter convidado para presidente para a Iberdrola Portugal um antigo ministroda economia e das finanças, que também é deputado do partido que actualmente é governo. A sua influência deve ter tornado mais fácil um processo que para a ENI na GALP foi muito dificil.
Não que seja contra a entrada de capitais estrangeiros em firmas nacionais, nem estou preocupado com o controlo, só me preocupo com o quanto parecemos sérios a fazer negócios, um antigo minitro da economia e das finanças não se pode envolver em negócios estratégicos com empresas em que o estado tem uma participação importante sob o risco de fazer parecer que os nossos governantes, desde que lhes assegurem um salário condigno, colocam o nosso país a saque.
É urgente, para a moralização da política, que haja um estatuto de incompatibilidades quando os governantes saem dos seus cargos (quantos presidentes de câmara, uma vez acabando o seu mandato vão integrar a administração de empresas de construção civil locais, será que estas empresas estão a pagar favor passados?) por forma a que o Estado não seja lesado nos negócios que faz devido a futuros proveitos particulares do governante.
Não que seja contra a entrada de capitais estrangeiros em firmas nacionais, nem estou preocupado com o controlo, só me preocupo com o quanto parecemos sérios a fazer negócios, um antigo minitro da economia e das finanças não se pode envolver em negócios estratégicos com empresas em que o estado tem uma participação importante sob o risco de fazer parecer que os nossos governantes, desde que lhes assegurem um salário condigno, colocam o nosso país a saque.
É urgente, para a moralização da política, que haja um estatuto de incompatibilidades quando os governantes saem dos seus cargos (quantos presidentes de câmara, uma vez acabando o seu mandato vão integrar a administração de empresas de construção civil locais, será que estas empresas estão a pagar favor passados?) por forma a que o Estado não seja lesado nos negócios que faz devido a futuros proveitos particulares do governante.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Dúvidas quanto ao blog Mário Super
Este blog usa a imagem adulterada de um conhecido boneco de videogames para fazer camapnha por um candidato a PR. A pergunta que hoje me assombra é saber se para utilizar a imagem adulterada é necessário comprar os direitos de autor ou não? Em caso afirmativo será que a pagaram? E se sim quanto custou?
As "sortes" de Soares
Até agora o nome de Mário Soares entrou em dois sorteios, um para os debates e outro para o boletim de voto. Nos debates já sabemos o que aconteceu, teve a "sorte" de fechar os debates contra Cavaco Silva, era impossível melhor, a imagem dele como o homem contra Cavaco foi a que ficou e substituiu na retina dos portugueses as imgens dos anteriores. Mas como a sorte vem sempre acompanhada o seu nome ficou em último lugar no boletim de voto (é por de mais sabido que o último e o primeiro nome de um boletim são beneficiados em poucas décimas mas podem ser as suficientes para ficar à frente de Alegre e forçar a segunda volta). Mas há mais factos curiosos. Os quatro grandes da esquerda são os quatro últimos nomes do boletim, quase a apelar a uma reflexão. Alegre aparece entalado entre Louçã e Jerónimo quase a dizer que faz parte de uma esquerda radical entre BE e PCP. A leitura dos quatro nomes parece uma seta a dizer para colocar a cruz no no último nome. Cavaco aparece acima destes, com um nome no meio (deve ser a servir de separador se este for até ao fim, se não aparece logo antes). É um sorteio curioso, os possíveis cinco últimos nomes do boletim, se Botelho Ribeiro for desclassificado (actualização: este candidato vai ser desclassificado, pois segundo o diário digital só entregou 200 assinaturas), parecem dizer ou Cavaco ou um dos quatro abaixo.
Já agora a lista é esta:
Diamantino Maurício da Silva
Josué Rodrigues Gonçalves Pedro
Teresa Lameiro
Garcia Pereira
Manuela Magno
Carmelinda Pereira
Luís Filipe Guerra
Aníbal Cavaco Silva
Luís Botelho Ribeiro
Francisco Louçã
Manuel Alegre
Jerónimo de Sousa
Mário Soares
Já agora a lista é esta:
Diamantino Maurício da Silva
Josué Rodrigues Gonçalves Pedro
Teresa Lameiro
Garcia Pereira
Manuela Magno
Carmelinda Pereira
Luís Filipe Guerra
Aníbal Cavaco Silva
Luís Botelho Ribeiro
Francisco Louçã
Manuel Alegre
Jerónimo de Sousa
Mário Soares
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Prémio: eu não sei em que país vivo.
"O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admitiu ontem que a imposição de portagens à circulação automóvel nos centros das cidades poderá ser uma das soluções para melhorar a qualidade do ar nas zonas urbanas. As cidades de Coimbra, Lisboa e Porto encontram-se no topo das medidas a implementar"
Muitas das áreas em redor do Porto e Coimbra (tb Lx, mas em menor medida) não têm transportes públicos colectivos que assegurem o fluxo diário de entrade e saída de pessoas destas cidades, logo uma portagem não é pare reduzir a poluição (pq penso que os transportes públicos vão continuar com a actual oferta( é simplesmente para obter mais receitas. Enfim, em vez de fazer uma análise do problema, criar alternativas que possam reduzir a poluição e no FIM DE TUDO colocar as portagens, começamos pelas portagens nas cidades com mais poder de compra, mas é só pq o dinheiro no orçamento faz falta.
Já agora na competição inter-cidades se estas têm portagens porque é que Aveiro, Leiria, Braga, Setúbl não têm?
Este senhor merece dois prémios:
I - Eu não sei em que país vivo.
II - Eu penso que engano os cidadãos.
Muitas das áreas em redor do Porto e Coimbra (tb Lx, mas em menor medida) não têm transportes públicos colectivos que assegurem o fluxo diário de entrade e saída de pessoas destas cidades, logo uma portagem não é pare reduzir a poluição (pq penso que os transportes públicos vão continuar com a actual oferta( é simplesmente para obter mais receitas. Enfim, em vez de fazer uma análise do problema, criar alternativas que possam reduzir a poluição e no FIM DE TUDO colocar as portagens, começamos pelas portagens nas cidades com mais poder de compra, mas é só pq o dinheiro no orçamento faz falta.
Já agora na competição inter-cidades se estas têm portagens porque é que Aveiro, Leiria, Braga, Setúbl não têm?
Este senhor merece dois prémios:
I - Eu não sei em que país vivo.
II - Eu penso que engano os cidadãos.
Indicador de Atraso IV
Na maior parte dos países civilizados os políticos sabem que quando ocupam um lugar governamental, esse cargo não é um trabalho das 8h às 17h , é ums função a tempo integral e têm de comportar-se como tal. Ora em Portugal isso não acontece, misturado na conversa saloia dos direitos individuais gostam de ser ora o ministro, ora o membro do partido , ora o cidadão normal. Na verdade quando estão no governo eles são sempre o ministro (ou primeiro ministro), deixam e perdem a qualidade de cidadão normal. Este facto não é o cortar direitos, cortar direitos era obrigá-los a terem ocupado o cargo no governo e eles são livres de dizerem que não para manterem a sua liberdade. Quando livremente assumem os cargos, assume também os deveres inclusivé a perda de algumas liberdades.
Mas no saloio-parolismo nacional isso parece ser indmíssivel (os direitos são eternos, os deveres são temporários) e é isso que leva o nosso PM a poder fazer o que o DN publicita:
"Mário Soares revelou ontem nos Açores que José Sócrates lhe telefonou "porque esteve a assistir ao debate (com Cavaco Silva) e gostou e quis felicitar-me".
A pergunta é se o PM pode andar a felicitar um candidato a PR (e muito menos apoiá-lo), porque se perde que coabitação terá com o vencedor?
Pela natureza do cargo, os governantes deveriam demitir-se de apoiar um ou outro candidato, nem a título pessoal pq são SEMPRE governantes das 0H às 24H, 7 dias por semana, 52 semanas por ano. Mas enfim, este Portugal onde os governantes não percebem as responsabilidades e deveres dos cargos que ocupam leva a que os cidadãos os sigam nos maus exemplos e assim paulatinamente vamos chegar a 25º lugar entre os actuais estados da UE.
Mas no saloio-parolismo nacional isso parece ser indmíssivel (os direitos são eternos, os deveres são temporários) e é isso que leva o nosso PM a poder fazer o que o DN publicita:
"Mário Soares revelou ontem nos Açores que José Sócrates lhe telefonou "porque esteve a assistir ao debate (com Cavaco Silva) e gostou e quis felicitar-me".
A pergunta é se o PM pode andar a felicitar um candidato a PR (e muito menos apoiá-lo), porque se perde que coabitação terá com o vencedor?
Pela natureza do cargo, os governantes deveriam demitir-se de apoiar um ou outro candidato, nem a título pessoal pq são SEMPRE governantes das 0H às 24H, 7 dias por semana, 52 semanas por ano. Mas enfim, este Portugal onde os governantes não percebem as responsabilidades e deveres dos cargos que ocupam leva a que os cidadãos os sigam nos maus exemplos e assim paulatinamente vamos chegar a 25º lugar entre os actuais estados da UE.
Indicador de Atraso III
A Espanha, à semelhança de outros países prepara-se para proibir o fumo dentro de cafés, bares, restaurantes, etc. Apesar de ser uma medida restritiva da liberdade do fumador este pode sempre vir à porta fumar.
Mas em Portugal para quando este debate, para quando esta medida ou teremos de esperar por um regulamento comunitário?.
Mas em Portugal para quando este debate, para quando esta medida ou teremos de esperar por um regulamento comunitário?.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
classificar Portugal...
Do mesmo site do qual tirei o diagrama do post abaixo...
'Cipolla segnala che, intanto che il fattore Y è costante nel tempo, come nello spazio, una società in ascesa (ascensão) tiene un percentuale maggiore di gente intelligente, come una società in declino tiene un allarmante percentuale di banditi con una forte fattore di stupidità (subquadrante Bs) fra le persone al potere ed egualmente un allarmante percentuale di sfortunati (area D) fra quelli che non sono al potere.
Logo em Portugal que está em declínio somos geralmente azarados ou crédulos (usando a tradução de PAS) e temos um alarmante % de bandidos estúpidos no poder (e exportámos logo um dos que ocupava o pder para Bruxelas, que a Europa tenha medo porque a % de bandidos estúpidos no poder de Portugal é alta).
'Cipolla segnala che, intanto che il fattore Y è costante nel tempo, come nello spazio, una società in ascesa (ascensão) tiene un percentuale maggiore di gente intelligente, come una società in declino tiene un allarmante percentuale di banditi con una forte fattore di stupidità (subquadrante Bs) fra le persone al potere ed egualmente un allarmante percentuale di sfortunati (area D) fra quelli che non sono al potere.
Logo em Portugal que está em declínio somos geralmente azarados ou crédulos (usando a tradução de PAS) e temos um alarmante % de bandidos estúpidos no poder (e exportámos logo um dos que ocupava o pder para Bruxelas, que a Europa tenha medo porque a % de bandidos estúpidos no poder de Portugal é alta).
Procura-se definição...
Procura-se definição para este comentário, aqui.
... porque dizendo que os estúpidos são segundo M. Cipolla : “uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo”,
e no final afirmando:
“Pegando na tipologia de Carlo Cipolla, poder-se-ia dizer que bandidos estiveram certamente por detrás do que realmente se passou na Casa Pia. Antes de mais, por terem sido os verdadeiros responsáveis pelos bárbaros abusos sexuais, mas, igualmente, porque depois foram capazes de gerar uma enorme confusão em redor do processo. Contudo, a prossecução deste fim requereu o auxílio de “estúpidos”, sem os quais não teriam alcançado os seus objectivos. Ao longo destes anos eles foram vários“
Assim , como este cometário pode causar um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, e sabendo ele qual a definição de estúpido (« sem que disso resulte alguma vantagem para si») logo não o é, assim sendo a perguntas é óbvia...
Será este comentário azarado (e não crédulo como o autor afirma no texto); inteligente; ou bandido?
Para facilitar coloco aqui um diagrama:

o eixo do x mede o benefício próprio, o eixo dos y mede o beneficio dos outros,
Logo o comentário sobre os outros ou só prejudicará outros (os visados e não muda a a justiça) ou beneficiará os outros (porque muda a justiça e isso sobrepõe-se ao prejuízo dos visados), e o autor não sabe qual o resultado.
Presumindo que não é estúpido e não sabendo o efeito sobre os outros tem que trazer-lhe benefícios (quanto mais nãi seja a visibilidade de escrever num jornal) assim o comentário:
1 . só prejudicará outros, e recolhe benefícios logo é bandido.
2. Se beneficiará outros e recolhe benefícios logo é inteligente.
A minha opinão é que é inteligente, mas cada um decida por si...
... porque dizendo que os estúpidos são segundo M. Cipolla : “uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo”,
e no final afirmando:
“Pegando na tipologia de Carlo Cipolla, poder-se-ia dizer que bandidos estiveram certamente por detrás do que realmente se passou na Casa Pia. Antes de mais, por terem sido os verdadeiros responsáveis pelos bárbaros abusos sexuais, mas, igualmente, porque depois foram capazes de gerar uma enorme confusão em redor do processo. Contudo, a prossecução deste fim requereu o auxílio de “estúpidos”, sem os quais não teriam alcançado os seus objectivos. Ao longo destes anos eles foram vários“
Assim , como este cometário pode causar um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, e sabendo ele qual a definição de estúpido (« sem que disso resulte alguma vantagem para si») logo não o é, assim sendo a perguntas é óbvia...
Será este comentário azarado (e não crédulo como o autor afirma no texto); inteligente; ou bandido?
Para facilitar coloco aqui um diagrama:

o eixo do x mede o benefício próprio, o eixo dos y mede o beneficio dos outros,
Logo o comentário sobre os outros ou só prejudicará outros (os visados e não muda a a justiça) ou beneficiará os outros (porque muda a justiça e isso sobrepõe-se ao prejuízo dos visados), e o autor não sabe qual o resultado.
Presumindo que não é estúpido e não sabendo o efeito sobre os outros tem que trazer-lhe benefícios (quanto mais nãi seja a visibilidade de escrever num jornal) assim o comentário:
1 . só prejudicará outros, e recolhe benefícios logo é bandido.
2. Se beneficiará outros e recolhe benefícios logo é inteligente.
A minha opinão é que é inteligente, mas cada um decida por si...
A Ota e Lisboa...
... todos os que se opõe à OTA só falam de uma coisa: fica longe de Lisboa. É verdade, e depois acrescentam: o TAXI é caro.
Estas visões enfermam de dois males terceiro mundistas, o primeiro é que só a capital conta, é verdade fica mais longe de Lisboa, mas mais perto de Leiria, Santarém, Coimbra, Viseu, Guarda, Aveiro, etc. etc. e o segundo mal é eu tenho de ir de carrinho, claro que se pensa num TGV para as pessoas comodamente irem da OTA até Lisboa em menos de 20 minutos e meus senhores é o tempo e não a distância o que realmente conta.
E depois vêm com a da perda de turismo em Lisboa, e de facto esta é real, pois quem vem para visitar o Centro de Portugal ou ir a Fátima tem de ir de véspera para Lisboa quando os seus voos são de manhã (não há alfas ou intercidades a chegarem do norte a lisboa-Oriente antes das 9h17, mais quinze minutos para o aeroporto digamos 9h30, façamos o check-in com 1h de antecdência o voo só pode partir às 10h30, e é preciso que tudo corra bem). Claro que muitos dos turistas que vêm a Portugal vão a Lisboa dormir de véspera. Mas e de carro? Com um voo matinal arriscam-se a ficar presos no tráfego da A1 à entrade Lx e perder o avião, é melhor ir de vépera. E, é sobretudo este o turismo que se vai perder em Lisboa, que não indo dormir a Lisboa ficará noutra parte do país.
...mas eu tenho um proposta, porque não fazer os aviões aterrarem no Marquês, assim os turistas até iam á pé para os hóteis.
Estas visões enfermam de dois males terceiro mundistas, o primeiro é que só a capital conta, é verdade fica mais longe de Lisboa, mas mais perto de Leiria, Santarém, Coimbra, Viseu, Guarda, Aveiro, etc. etc. e o segundo mal é eu tenho de ir de carrinho, claro que se pensa num TGV para as pessoas comodamente irem da OTA até Lisboa em menos de 20 minutos e meus senhores é o tempo e não a distância o que realmente conta.
E depois vêm com a da perda de turismo em Lisboa, e de facto esta é real, pois quem vem para visitar o Centro de Portugal ou ir a Fátima tem de ir de véspera para Lisboa quando os seus voos são de manhã (não há alfas ou intercidades a chegarem do norte a lisboa-Oriente antes das 9h17, mais quinze minutos para o aeroporto digamos 9h30, façamos o check-in com 1h de antecdência o voo só pode partir às 10h30, e é preciso que tudo corra bem). Claro que muitos dos turistas que vêm a Portugal vão a Lisboa dormir de véspera. Mas e de carro? Com um voo matinal arriscam-se a ficar presos no tráfego da A1 à entrade Lx e perder o avião, é melhor ir de vépera. E, é sobretudo este o turismo que se vai perder em Lisboa, que não indo dormir a Lisboa ficará noutra parte do país.
...mas eu tenho um proposta, porque não fazer os aviões aterrarem no Marquês, assim os turistas até iam á pé para os hóteis.
Figo, por favor...
... cala-te e joga.
Aqui critica o Real Madrid, e diz que começa a estar satisfeito no Inter. Será que o facto de Maldini estar a pensar trocá-lo em Janeiro pesa nesta afirmação, é que o treindor do Inter não gosta das suas arrancadas, fintas, e ... ...fintas e mais fintas e nada de passar a bola, porque nada de vale três fintas bonitas se o resultado final é perder a bola. Também o facto de se mostrar desagradado com o treinador quando é substituido não pesa a seu favor e já agora, Maldini já experimenta um esquema sem Figo nos treinos, se calhar...
... e não é com esta atitude de prima donna que será útil à nossa selecção (o apuramento foi feito sem ele, qd chegou estava tudo quase decidido), ou já esquecemos que Scolari no Europeu só começou a ganhar quando o Figo deixou de ser intocável.
É, sem dúvida um grande jogador, infelizmente para ele o futebol joga-se com 11 e com a equipa não é como o Basket em que um jogador faz muita diferença.
Dúvidas, vejam aqui?
extracto: ...Intanto Figo, sostituito per l'undicesima volta in campionato, non fa polemiche verbali ma sembra non essere felicissimo per il trattamento che gli sta riservando Mancini. Sabato è uscito dal campo gettando con stizza i guanti per terra e poi si è allontanato da San Siro prima della conclusione della gara...
Aqui critica o Real Madrid, e diz que começa a estar satisfeito no Inter. Será que o facto de Maldini estar a pensar trocá-lo em Janeiro pesa nesta afirmação, é que o treindor do Inter não gosta das suas arrancadas, fintas, e ... ...fintas e mais fintas e nada de passar a bola, porque nada de vale três fintas bonitas se o resultado final é perder a bola. Também o facto de se mostrar desagradado com o treinador quando é substituido não pesa a seu favor e já agora, Maldini já experimenta um esquema sem Figo nos treinos, se calhar...
... e não é com esta atitude de prima donna que será útil à nossa selecção (o apuramento foi feito sem ele, qd chegou estava tudo quase decidido), ou já esquecemos que Scolari no Europeu só começou a ganhar quando o Figo deixou de ser intocável.
É, sem dúvida um grande jogador, infelizmente para ele o futebol joga-se com 11 e com a equipa não é como o Basket em que um jogador faz muita diferença.
Dúvidas, vejam aqui?
extracto: ...Intanto Figo, sostituito per l'undicesima volta in campionato, non fa polemiche verbali ma sembra non essere felicissimo per il trattamento che gli sta riservando Mancini. Sabato è uscito dal campo gettando con stizza i guanti per terra e poi si è allontanato da San Siro prima della conclusione della gara...
quarta-feira, dezembro 14, 2005
E se fosse o Belmiro a perguntar...
...então fazem as compras no meu hipermercado?
Ficavam chocados? E então isto aqui?
Ficavam chocados? E então isto aqui?
Tiro II ao Super Mário
JPC diz:
....Há muita gente que, embora habitualmente vote no PS, está farta das suas trampolinices e do seu famigerado "aparelho", mesmo que não esteja muito certa do que isso venha a ser.
Para todos esses, a candidatura de Manuel Alegre é uma oportunidade de darem uma bofetada de luva branca ao PS, sem todavia renegarem os princípios em que acreditam...
e depois diz:
...é impossível que (Alegre) vença Cavaco numa eventual segunda volta...
vejamos os que estão fartos do aparelho do PS se Soares passar à segunda volta nem vão votar, essas pessoas não engolem tudo e mais alguma coisa, simplesmente abstêm-se e logo é mais fácil Cavaco vencer. A somar à abstenção teremos muitos eleitores de FL que muito dificilmente votarão Soares, para eles será indiferente.
Se Alegre passar à segunda volta os eleitores do FL não terão problemas em votar Alegre na segunda volta, assim como os de JS e os eleitores de Soares? (penso que estes elitores engolem quase qq sapo, e o ódio ao Cavaco é suficentemente elevado para levá-los a votar Alegre). Alegre é de facto o único que numoa 2ª volta congregará toda a esquerda e que de facto terá mais possibilidades de ganhar, já Soares...
quanto à sua convicção sobre Zenha penso que está errada, se Zenha passasse à segunda volta Zenha venceria...
...quanto ao Jorge Coelho, deixe o homem fora disto, pelo que vejo julgo que o homem terá motivos pessoais muito fortes para abandonar os cargos, e não é altura de sequer usar o seu nome.
(Finalmente os bloguistas do super mário desceram da estratosfera lirica onde se tinham refugiado, as minhas boas vindas ao campo de batalha de facto).
....Há muita gente que, embora habitualmente vote no PS, está farta das suas trampolinices e do seu famigerado "aparelho", mesmo que não esteja muito certa do que isso venha a ser.
Para todos esses, a candidatura de Manuel Alegre é uma oportunidade de darem uma bofetada de luva branca ao PS, sem todavia renegarem os princípios em que acreditam...
e depois diz:
...é impossível que (Alegre) vença Cavaco numa eventual segunda volta...
vejamos os que estão fartos do aparelho do PS se Soares passar à segunda volta nem vão votar, essas pessoas não engolem tudo e mais alguma coisa, simplesmente abstêm-se e logo é mais fácil Cavaco vencer. A somar à abstenção teremos muitos eleitores de FL que muito dificilmente votarão Soares, para eles será indiferente.
Se Alegre passar à segunda volta os eleitores do FL não terão problemas em votar Alegre na segunda volta, assim como os de JS e os eleitores de Soares? (penso que estes elitores engolem quase qq sapo, e o ódio ao Cavaco é suficentemente elevado para levá-los a votar Alegre). Alegre é de facto o único que numoa 2ª volta congregará toda a esquerda e que de facto terá mais possibilidades de ganhar, já Soares...
quanto à sua convicção sobre Zenha penso que está errada, se Zenha passasse à segunda volta Zenha venceria...
...quanto ao Jorge Coelho, deixe o homem fora disto, pelo que vejo julgo que o homem terá motivos pessoais muito fortes para abandonar os cargos, e não é altura de sequer usar o seu nome.
(Finalmente os bloguistas do super mário desceram da estratosfera lirica onde se tinham refugiado, as minhas boas vindas ao campo de batalha de facto).
Tiro ao super mário e ao Quadrado
Pedro Adão e silva diz isto no Super:
«...Ensinaram-me que quando alguém fala connosco, devemos olhar nos olhos. Não o fazer revela, não apenas falta de educação, como também um problema de carácter...»
tb Inês Pedrosa n'O Quadrado diz:
«...a sua verdade ontológica, que é a de não olhar nos olhos os adversários...»
Bem, não sei porque aprenderam isto, na verdade quando se fala com uma pessoa deve-se em primeiro lugar OUVIR a pessoa, a forma como se ouve não é indiferente e revela carácteres da personalidade da pessoa. Bem ,quando alguém quer charma-nos à atenção sobre qq coisa temos sempre a tendência de baixar a cabeça em sinal de aceitação do que o outro diz (um pouco subordinar-se ao outro). Se o outro quer é que se aprenda e não se seja submisso diz qualquer coisa como: 'Olha para mim'.
Duas pessoas que se respeitam usalamente olham uma para a outra, mas NÃO: OLHOS NOS OLHOS.
Esta posição de olhar para o olhar do outro que está a falar é incomodativo para quem fala. É a posição de quem quer subordinar o outro, elevar-se acima do outro. Se é isto que PAS fala de carácter e IP de etiqueta, para eles qualquer conversa é uma luta, de quem abandona primeiro o olhar nos olhos, quem se submete primeiro, enfim...
...ser educado é olhar para o outro, mas não fixamente nos olhos.
PS: E se querem ser realmente incomodativos para quem fala olhem para o nariz (não a ponta mas mais ao menos no meio), o outro pensa que o estamos a olhar nos olhos mas não encontra o nosso olhar para essa luta de quem subordina quem.
«...Ensinaram-me que quando alguém fala connosco, devemos olhar nos olhos. Não o fazer revela, não apenas falta de educação, como também um problema de carácter...»
tb Inês Pedrosa n'O Quadrado diz:
«...a sua verdade ontológica, que é a de não olhar nos olhos os adversários...»
Bem, não sei porque aprenderam isto, na verdade quando se fala com uma pessoa deve-se em primeiro lugar OUVIR a pessoa, a forma como se ouve não é indiferente e revela carácteres da personalidade da pessoa. Bem ,quando alguém quer charma-nos à atenção sobre qq coisa temos sempre a tendência de baixar a cabeça em sinal de aceitação do que o outro diz (um pouco subordinar-se ao outro). Se o outro quer é que se aprenda e não se seja submisso diz qualquer coisa como: 'Olha para mim'.
Duas pessoas que se respeitam usalamente olham uma para a outra, mas NÃO: OLHOS NOS OLHOS.
Esta posição de olhar para o olhar do outro que está a falar é incomodativo para quem fala. É a posição de quem quer subordinar o outro, elevar-se acima do outro. Se é isto que PAS fala de carácter e IP de etiqueta, para eles qualquer conversa é uma luta, de quem abandona primeiro o olhar nos olhos, quem se submete primeiro, enfim...
...ser educado é olhar para o outro, mas não fixamente nos olhos.
PS: E se querem ser realmente incomodativos para quem fala olhem para o nariz (não a ponta mas mais ao menos no meio), o outro pensa que o estamos a olhar nos olhos mas não encontra o nosso olhar para essa luta de quem subordina quem.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Esclarecimento sobre os meus posts ao pulo-do-lobo...
... e não ao super-mário.
Desde já para dizer que postei algumas vezes no Quadrado e tb já critiquei abertamente os autores deste blog, mas só para que os autores do pulo-do-lobo não pensem que os persigo:
Em primeiro lugar devo dizer que alguns dos posts são no meu ponto de vista incompletos e tento (às vezes indo longe demais) tantar provocar que o autor se complete.
Em segubdo lugar porque no pulo-do-lobo se discutem factos que são controversos e que são os que vão levar ao voto ou não em Cavaco .
Em terceiro, pq não atacar o Super-Mário, basicmaente pq ultimamente os autores deste limitam-se a fazer uma destas duas coisas:
-- Comentar/criticar a campanha e os adversários (M.A. e C.S.) em si e não as ideias.
-- Entrar em devaneios socio-filosóficos que não merecem sequer resposta, parecem que andam no mundo da lua, mas enfim. E no entanto no início até falavam de coisas sérias,mas agora parece que têm medo de criar controvérsias que possam ser fracturantes (será que tem a ver com o facto de MS ter tão poucos votos que têm medo de perder alguns dos q restam?).
Parece que no Super Mário esqueceram-se que é da discussão que surgem as soluções e apenas se querem esquivar delas. Desta forma e sem subscrever as ideias do pulo-do-lobo saúdo-os por não se esquivarem a uma boa esfrega de ideias.
Finalmente aos autores de O Quadrado, a saudação é também para vocês.
PS: Os links estão na coluna do lado.
Desde já para dizer que postei algumas vezes no Quadrado e tb já critiquei abertamente os autores deste blog, mas só para que os autores do pulo-do-lobo não pensem que os persigo:
Em primeiro lugar devo dizer que alguns dos posts são no meu ponto de vista incompletos e tento (às vezes indo longe demais) tantar provocar que o autor se complete.
Em segubdo lugar porque no pulo-do-lobo se discutem factos que são controversos e que são os que vão levar ao voto ou não em Cavaco .
Em terceiro, pq não atacar o Super-Mário, basicmaente pq ultimamente os autores deste limitam-se a fazer uma destas duas coisas:
-- Comentar/criticar a campanha e os adversários (M.A. e C.S.) em si e não as ideias.
-- Entrar em devaneios socio-filosóficos que não merecem sequer resposta, parecem que andam no mundo da lua, mas enfim. E no entanto no início até falavam de coisas sérias,mas agora parece que têm medo de criar controvérsias que possam ser fracturantes (será que tem a ver com o facto de MS ter tão poucos votos que têm medo de perder alguns dos q restam?).
Parece que no Super Mário esqueceram-se que é da discussão que surgem as soluções e apenas se querem esquivar delas. Desta forma e sem subscrever as ideias do pulo-do-lobo saúdo-os por não se esquivarem a uma boa esfrega de ideias.
Finalmente aos autores de O Quadrado, a saudação é também para vocês.
PS: Os links estão na coluna do lado.
Luis Delgado e o erro...
É espantoso que alguém que tantas vezes erra em factos concretos nos seus comentários continue a ser comentador, mas enfim.
Aqui fica mais uma pérola:
''Cavaco mais descontraído, menos carregado no fato e gravata, mais sorridente, foi traído por um leve tremor nos dedos, o que demonstrava o seu nervosismo inicial, embora sem nunca perder o fio à meada, ou o vigor da sua mensagem. Valeu, sem nenhuma dúvida, 3,5 pontos. Muito melhor do que o seu primeiro debate.
Louçã ganhou, à tangente, com 4 pontos, e isso aconteceu porque não entrou no seu estilo demagógico, matafórico e ilusionista. Foi certeiro no conteúdo, tentou colar Cavaco ao passado (é um erro, porque esse é o grande crédito do ex- -primeiro-ministro), e não entrou, por evidente cuidado, em grande teorias económicas, pela simples razão de que perderia''
Dizer que num debate economicista Louçã perderia face a Cavaco é desconhecer o CV de F.L. como economista. F.L. tem um curriculo de publicações internacionais muito mais vasto do que C.S. (de facto C.S. nunca publicou em nenhuma revista com referee fora de Portugal, já Louçã...).
Por favor DN ou mete este comentador na rua ou pede-lhe para começar a ser exacto nos seus comentários.
Já agora ambos os candidatos de que aqui se fala devem ser tratados com senhor Professor, são ambos Professore um catedrático e outro associado (a diferença de idades explica a diferemça de grau) advinhe em quê... ...em Economia, ambos...
veja um aqui e o outro aqui
Aqui fica mais uma pérola:
''Cavaco mais descontraído, menos carregado no fato e gravata, mais sorridente, foi traído por um leve tremor nos dedos, o que demonstrava o seu nervosismo inicial, embora sem nunca perder o fio à meada, ou o vigor da sua mensagem. Valeu, sem nenhuma dúvida, 3,5 pontos. Muito melhor do que o seu primeiro debate.
Louçã ganhou, à tangente, com 4 pontos, e isso aconteceu porque não entrou no seu estilo demagógico, matafórico e ilusionista. Foi certeiro no conteúdo, tentou colar Cavaco ao passado (é um erro, porque esse é o grande crédito do ex- -primeiro-ministro), e não entrou, por evidente cuidado, em grande teorias económicas, pela simples razão de que perderia''
Dizer que num debate economicista Louçã perderia face a Cavaco é desconhecer o CV de F.L. como economista. F.L. tem um curriculo de publicações internacionais muito mais vasto do que C.S. (de facto C.S. nunca publicou em nenhuma revista com referee fora de Portugal, já Louçã...).
Por favor DN ou mete este comentador na rua ou pede-lhe para começar a ser exacto nos seus comentários.
Já agora ambos os candidatos de que aqui se fala devem ser tratados com senhor Professor, são ambos Professore um catedrático e outro associado (a diferença de idades explica a diferemça de grau) advinhe em quê... ...em Economia, ambos...
veja um aqui e o outro aqui
O Crucifixo, o natal e o presépio...
... aqueles que hoje batalham para retirar os crucifixos das escolas deviam pensar que o seu acto terá repercussões mais vastas do que os crucifixos e as escolas. Desde logo começamos pelo Natal e pelo presépio. Muitas autarquias colocam presépios junto da câmara, não será isto também de condenar? Muitos organismos do estado enviam cartões a desejar um bom Natal (ou mesmo boas festas - pq a festa não é de todas as religiões), e organizam jantares de Natal. Não deverá um Estado laico abolir a palavra Natal do seu vocabulário? E o que dizer das pausas das escolas, férias de Natal e da Páscoa? Mas se o estado é laico Natal e Páscoa não deverão constar do vocabulário do ano escolar. E nem estou a falar dos inúmeros feriados de matiz católica que gozamos (um estado laico deveria aboli-los).
No fim, será isto que queremos?
Se sim então a luta contra os crucifixos nas escolas terá de ser mais lata.
Mas se não, não querer abolir feriados católicos, não abolir Natal e Páscoa (ou mesmo boas festas) do vocabulário do estado, então calem-se.
No fim, será isto que queremos?
Se sim então a luta contra os crucifixos nas escolas terá de ser mais lata.
Mas se não, não querer abolir feriados católicos, não abolir Natal e Páscoa (ou mesmo boas festas) do vocabulário do estado, então calem-se.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Coisas que passam ao lado...
''The Bush administration based a crucial prewar assertion about ties between Iraq and Al Qaeda on detailed statements made by a prisoner while in Egyptian custody who later said he had fabricated them to escape harsh treatment, according to current and former government officials.''
NY TIMES
NY TIMES
Nova refinaria em Portugal...
... um dos maiores investimentos indutriaos a executar em Portugal...
... dará emprego a 800 trabalhadore (nota para o Sócrates: só faltam mais 149200)...
... envolve um investimento superior ao da Autoeuropa...
... A manter-se este cenário, um projecto daquela dimensão poderá pagar-se no prazo de quatro a cinco anos...
Dn aqui
Mas será que em Portugal ninguém tem dois dedos de testa e vê futuro. Desde logo este investimento é financiado ''com a participação de capitais árabes e norte-americanos''. Assim sendo todos os lucros não beneficiarão Portugal mas contribuirão a encher os bolsos a amigos de Bush e ao fim de 4 anos quando o projecto se pagar (uma taxa de lucro de 25%) o que poderá acontecer? Os capitais já recuperaram o investimento, e mais uns anitos torna-se rentável, aqui poderão sempre pressionar o governo e trabalhadores (como já acontece na Auto-Europa) para obterem mais subsídios, isenções de impostos e salários mais baixos. Portugal não terá nada para contrapor e ou aceita ou não e a empresa vai-se embora.
Este é o tipo de política industrial que não precisamos, precisávamos o inverso: promover a internacionalização das empresas portugueses, promover a inovação das empresas portuguesas, promver a produtividade das empresas portuguesas e não continuar a usar a nossa mão de obra barata para financar projectos de capitais alheios, porque se é verdade que a nossa balança de transacções correntes tem uma grande melhoria,a nossa balança de capitais piora (não importamos o gasóleo mas repatria-se os lucros), o nosso PIB aumenta mas o Rendimento Nacional mantém-se quase inalterado (ou seja mais 800 salários), além de que, ao contrário da Auto-Europa que promove outros sectores (componentes automóveis) as refinarias não arrastam sector nenhum, estão a jusante do processo produtivo, não a montante.
Já isto é diferente, esperemos que ganhe (apesar do BCP já não ser de capitais portugueses)...
... dará emprego a 800 trabalhadore (nota para o Sócrates: só faltam mais 149200)...
... envolve um investimento superior ao da Autoeuropa...
... A manter-se este cenário, um projecto daquela dimensão poderá pagar-se no prazo de quatro a cinco anos...
Dn aqui
Mas será que em Portugal ninguém tem dois dedos de testa e vê futuro. Desde logo este investimento é financiado ''com a participação de capitais árabes e norte-americanos''. Assim sendo todos os lucros não beneficiarão Portugal mas contribuirão a encher os bolsos a amigos de Bush e ao fim de 4 anos quando o projecto se pagar (uma taxa de lucro de 25%) o que poderá acontecer? Os capitais já recuperaram o investimento, e mais uns anitos torna-se rentável, aqui poderão sempre pressionar o governo e trabalhadores (como já acontece na Auto-Europa) para obterem mais subsídios, isenções de impostos e salários mais baixos. Portugal não terá nada para contrapor e ou aceita ou não e a empresa vai-se embora.
Este é o tipo de política industrial que não precisamos, precisávamos o inverso: promover a internacionalização das empresas portugueses, promover a inovação das empresas portuguesas, promver a produtividade das empresas portuguesas e não continuar a usar a nossa mão de obra barata para financar projectos de capitais alheios, porque se é verdade que a nossa balança de transacções correntes tem uma grande melhoria,a nossa balança de capitais piora (não importamos o gasóleo mas repatria-se os lucros), o nosso PIB aumenta mas o Rendimento Nacional mantém-se quase inalterado (ou seja mais 800 salários), além de que, ao contrário da Auto-Europa que promove outros sectores (componentes automóveis) as refinarias não arrastam sector nenhum, estão a jusante do processo produtivo, não a montante.
Já isto é diferente, esperemos que ganhe (apesar do BCP já não ser de capitais portugueses)...
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Serviço público - Tenham cuidado com as fraudes
Recebi no email associado ao blog o mail transcrito no tiro (comentário). Como me parece óbvio é mais uma tentativa de fraude , na linha das histórias nigerianas, ou o attachment trazia virus (nem o abri). Quem envia é o programme cordinator e o título é INFORMACION
Por isso tenham cuidado.
Por isso tenham cuidado.
Indicador de atraso II
Os grandes blogs de apoio aos nossos queridos candidatos mostram bem como quanto falta a Portugal evoluir, basta ver que sendo hoje feriado, são já 14h20 e nem um novo post, será que é um indicador de:
I - Fraca peentração da Internet nos lares portugueses?
ou/e
II - Postar enquanto se devia estar a trabalhar?
Enfim, exemplos a não seguir...
PS: O autor deste blog trabalha a maior parte do tempo em casa, mas tb ele usa os recursos do emprego para postar. A crítica tb é a mim.
I - Fraca peentração da Internet nos lares portugueses?
ou/e
II - Postar enquanto se devia estar a trabalhar?
Enfim, exemplos a não seguir...
PS: O autor deste blog trabalha a maior parte do tempo em casa, mas tb ele usa os recursos do emprego para postar. A crítica tb é a mim.
Parabéns Benfica....
... apesar de não ser adepto do SLB.
Não fosse o SLB Portugal arriscou-se a ter um «annus horribilis» nas competições europeias , mas mesmo assim só uma campanha extraordinária do Benfica poderá minimizar os estragos que SCP e FCP fizeram. Ver tabela dos rankings aqui.
Só com alguma sorte não seremos ultrapassados pela Holanda que com 4 equipas em jogo (podemos contar só três porque o Heerenveen só com muita sorte passará à fase seguinte) contra duas (uma porque o V. Guimaraes já não passa à próxima ronda da UEFA) arrica-se a fazer tão bem como o ano passado, a ver vamos (para já está a 4 pontos e qq coisa).
Assim como assim, o sexto e o sétimo levam 6 equipas a diferenca é que o sexta mete duas na L.C. uma na terceira ronda de acesso e trÊs na UEFA, já o Sexto mete uma equipa na LC, uma na terceira ronda de acesso à LC e 4 na UEFA.
Não fosse o SLB Portugal arriscou-se a ter um «annus horribilis» nas competições europeias , mas mesmo assim só uma campanha extraordinária do Benfica poderá minimizar os estragos que SCP e FCP fizeram. Ver tabela dos rankings aqui.
Só com alguma sorte não seremos ultrapassados pela Holanda que com 4 equipas em jogo (podemos contar só três porque o Heerenveen só com muita sorte passará à fase seguinte) contra duas (uma porque o V. Guimaraes já não passa à próxima ronda da UEFA) arrica-se a fazer tão bem como o ano passado, a ver vamos (para já está a 4 pontos e qq coisa).
Assim como assim, o sexto e o sétimo levam 6 equipas a diferenca é que o sexta mete duas na L.C. uma na terceira ronda de acesso e trÊs na UEFA, já o Sexto mete uma equipa na LC, uma na terceira ronda de acesso à LC e 4 na UEFA.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Indicador de atraso I
ESTE
'Portugal foi o país da União Europeia (UE) que fez o maior corte nas suas despesas de investigação e desenvolvimento (I&D) entre 2001 e 2004 4,3% ao ano, em termos reais, revelou ontem o Eurostat, o departamento de estatísticas da UE, em Bruxelas. '
e
'Quanto à participação das empresas nesta despesa, em Portugal, ela não chegou sequer a um terço da verba total, ficando-se pelos 31,7% em 2003, enquanto a média da União Europeia ascendeu a 54,3% em 2004. '
'Portugal foi o país da União Europeia (UE) que fez o maior corte nas suas despesas de investigação e desenvolvimento (I&D) entre 2001 e 2004 4,3% ao ano, em termos reais, revelou ontem o Eurostat, o departamento de estatísticas da UE, em Bruxelas. '
e
'Quanto à participação das empresas nesta despesa, em Portugal, ela não chegou sequer a um terço da verba total, ficando-se pelos 31,7% em 2003, enquanto a média da União Europeia ascendeu a 54,3% em 2004. '
Sobre o debate...
... recuso-me a comentar debates não democráticos, onde nem todos são convidados a participar.
As televisões não podem continuar a condicionar a opinião pública fazendo crer que só existem estes candidatos, é uma clara violoção do princípio da igualdade e o que dizem os blogues dos apoiantes de Soares, Alegre e Cavaco?
ARTIGO 13 já! TODOS OS PORTUGUESES DEVEM MERECER IGUAL TRATAMENTO!
PS: Blog Super Mário atingiu ontem as 1000 visitas, valor que já não atingia desde 22-24 de novembro, será que o trend voltou a subir?
('Já avisei neste blog que se entram num blog pelos referrals do Site meter o dono do blog visitado consegue aceder às estatísticas do vosso site meter usando o referral.')
As televisões não podem continuar a condicionar a opinião pública fazendo crer que só existem estes candidatos, é uma clara violoção do princípio da igualdade e o que dizem os blogues dos apoiantes de Soares, Alegre e Cavaco?
ARTIGO 13 já! TODOS OS PORTUGUESES DEVEM MERECER IGUAL TRATAMENTO!
PS: Blog Super Mário atingiu ontem as 1000 visitas, valor que já não atingia desde 22-24 de novembro, será que o trend voltou a subir?
('Já avisei neste blog que se entram num blog pelos referrals do Site meter o dono do blog visitado consegue aceder às estatísticas do vosso site meter usando o referral.')
E agora a convergência com a UE...

o gráfico acima é construido a partir dos dados da OECD - National Accounts (2004 Book). Os PIB sao tirados a precos e taxas de cambio constantes (ano de base 2000).
Para a EU15 e Portugal as linhas são as taxas de crescimento, a linha amarela é a diferenca entre as duas.
Média de 1986 a 1994 de Portugal - EU : 0.49%
Média de 1986 a 1995 de Portugal - EU : 0.52%
Média de 1989 a 1994 de Portugal - EU : 0.18%
Média de 1996 a 2001 de Portugal - EU : 0.38%
Média de 1995 a 2001 de Portugal - EU : 0.44%
Média de 1996 a 2002 de Portugal - EU : 0.28%
Nem o melhor de Guterres foi tão bom como o de Cavaco, nem o pior foi tão mau, nomeadamente de 1989 a 1994, I QCA foi o pior de todos, mas os anos após adesão à UE (86,87,88) com os efeitos pós-adesão foram os melhores.
Assim Cavaco não foi o D. Sebastião da economia, aliás de 1992 a 1994 divergimos, nem Guterres o 'Troll'.
Dúvidas q podem surgir ao leitor...
Porque diverge este gráfico com o apresentado no Pulo do Lobo (de autoria Abel Mateus)?
Na verdade não são directamnte comparáveis, A. M. usa um período de 4 anos (porquê 4 e não três ou dois?) para fazer a comparação, depois pq os dados que ele utilizou eram mais antigos (estes já foram revistos, é de notar que só ao fim de uns anos é que se chega a um consenso sobre o PIB de um determinado país), finalmente estou a fazer a comparação a taxas de cambio de 2000 isso pode dar alguma diferença. mas era o único a preços constantes disponivel para os UE15.
Porque é que as taxas de cresimento diferem neste gráfico com o anterior?
Na verdade ambos são construídos com séries diferentes. O deste post é construído directamente da base da OCDE e reflecte o cresimento do PIB medido em USD a taxas de cambio de 2000 a preços constantes (ano base 2000). Esta transformacao é devido à necessidade de comparar PIBs, eles têm de estar na mesmo medida.
O do anterior post era o PIB nominal em moeda local (escudo e depois Euro), dividido por população (PIB per capita) e deflacionado pelo IPC de modo a ter a evolução da capacidade aquisitiva do PIB em moeda nacional.
De qq forma a silhueta do crescimento/decrescimento é idêntica, só as percentagens é que se alteram.
Se houver mais dúvidas sobre os gráficos tenho todo o gosto em explicar como foram construídos e se eu tiver errado algures em corrigirei o erro (não é como alguns autores q insistem nos erros).
Cavaco teve uma conjuntura favorável enquanto PM...

... esta afirmação apareceu uns dias atrás no Super-Mario blog.
A figura acima, tirada daqui , figura 6, página 41 mostra o ciclo europeu desde 1987 até 2001. Podia arranjar outras fontes com a decada de oitenta (fui preguiçoso, confesso).
O que podemos ver, que desde 1987 ate 1990 uma alta constante do ciclo (os numeros nao querem dizer nada a nao ser que 2 e o dobro de 1, sao indicadores), sendo que é durante 88 que o ciclo europeu está mais alto.
Do gráfico em anterior post podemos ver que nos anos de 87 e 88 Portugal teve um crscimento elevado mas ja em 89 comecou a quebra do crescimento, o ano de 88 foi um dos melhores anos para Portugal mas tb foi para a Europa.
Apos isso tanto Portugal como o Ciclo europeu estão em quebra, acabando com um recessao, sendo que o ponto mais baixo em Portugal é 1993 e na Europa é em Dezembro de 1992.
Até aqui o crescimento português replicou, mais ou menos o ciclo europeu.
Em 1994 a europa atinge um novo pico, isso já nao acontece com Portugal. A nova expansao Europeia vai de 1995 a 1999 (com uma breve crise em 97) coincidindo com e expanao de Guterres que nao sente a crise de 1997, mas começa a diminuir o crescimento já em 1999, a Europa só começa a entrar numa queda no fim desse mesmo anos.
A expansao do ciclo europeu do final da década de 80 foi a mais duradoura e atingiu valores mais elevados (tal como o crescimento português), a do final dos anos 90 teve mais quebras (ex: 97) e nunca atingiu valores tão elevados, o crescimento português foi mais estável mas com valores mais baixos do que anteriormente.
Assim, pode-se dizer o que se quiser sobr os nossos governantes, mas na verdade os nossos períodos de expansão acompanharam mais ou menos o ciclo europeu.
É verdade que o que interessa é a convergencia.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
César, césar...
César das Neves no DN aqui até começa bem:
'...Nunca se deve esquecer que, dada a impossibilidade lógica de demonstrar a inexistência de Deus, o ateísmo é apenas a crença de que Deus não existe.
A recusa da divindade é uma fé, tal como o negro está na pintura e a pausa faz parte da música... '
mas acaba mal...
'...Aliás, constitui uma seita das mais pequenas, que, por isso mesmo, costuma ser extremista e fanática...'
Em primeiro lugar não é uma das crenças mais pequenas se incluirmos agnósticos e areligiosos (ver aqui), só o é se considerarmos apenas os verdadeiramente ateus (esses são poucos), mas...
Mas não são só os ateus a pedir a retirada dos crucifixos, na verdade a maioria das pessoas que o pedem são agnósticos, seculares ou areligiosos e este grupo todo é a terceira opção no mundo.
Depois ser pequeno não é sinónimo de ser fanático. Exemplos disso são os Xintoistas, Jainistas, Judeus, etc. etc. etc.,
Um pouco mais de cuidado era necessário para não considerar religiões pequenas como religiões de fanáticos (aqui um pedido de desculpas generalizado é necessário).
mas tb se contradiz:
«..Laicidade não é recusa de Deus e ausência de religião, mas liberdade de religião.
Deus está na escola, ...»
se considerou os ateus uma escolha religiosa, então não é deus é a opcão religiosa que está na escola - aliás Deus como o entendemos só existe nas religiões ocidentais.
E finalmente...
...finalmente esta da opção da escola é que me deixa estupefacto, é que se a maioria da comunidade quiser um crucifixo pode colocá-lo na escola, então e se a maioria for comunista pode colocar o símbolo do PCP nas salas de aula? Ou se for fascista, um busto de Hitler, porque não?
César, César...
...retirar os crucifixos não é negar Deus, negar Deus seria substitui-lo pela frase 'Deus não existe'.
'...Nunca se deve esquecer que, dada a impossibilidade lógica de demonstrar a inexistência de Deus, o ateísmo é apenas a crença de que Deus não existe.
A recusa da divindade é uma fé, tal como o negro está na pintura e a pausa faz parte da música... '
mas acaba mal...
'...Aliás, constitui uma seita das mais pequenas, que, por isso mesmo, costuma ser extremista e fanática...'
Em primeiro lugar não é uma das crenças mais pequenas se incluirmos agnósticos e areligiosos (ver aqui), só o é se considerarmos apenas os verdadeiramente ateus (esses são poucos), mas...
Mas não são só os ateus a pedir a retirada dos crucifixos, na verdade a maioria das pessoas que o pedem são agnósticos, seculares ou areligiosos e este grupo todo é a terceira opção no mundo.
Depois ser pequeno não é sinónimo de ser fanático. Exemplos disso são os Xintoistas, Jainistas, Judeus, etc. etc. etc.,
Um pouco mais de cuidado era necessário para não considerar religiões pequenas como religiões de fanáticos (aqui um pedido de desculpas generalizado é necessário).
mas tb se contradiz:
«..Laicidade não é recusa de Deus e ausência de religião, mas liberdade de religião.
Deus está na escola, ...»
se considerou os ateus uma escolha religiosa, então não é deus é a opcão religiosa que está na escola - aliás Deus como o entendemos só existe nas religiões ocidentais.
E finalmente...
...finalmente esta da opção da escola é que me deixa estupefacto, é que se a maioria da comunidade quiser um crucifixo pode colocá-lo na escola, então e se a maioria for comunista pode colocar o símbolo do PCP nas salas de aula? Ou se for fascista, um busto de Hitler, porque não?
César, César...
...retirar os crucifixos não é negar Deus, negar Deus seria substitui-lo pela frase 'Deus não existe'.
Ajudem-na...
Um homem, , um mito, uma verdade...

O gráfico acima dá o cresimento do PIB per capita (defalcionado pelo índice de preços ao consumidor e não pelo deflacionador do PIB, assim não mostra correctamente o crescimento do PIB mas o crescimento da capacidade do poder de compra que o PIB proporciona... ...para quem não percebe a diferença entre as duas formas de deflacionar tb se pode dizer que os valores não eram muito diferentes).
Vejamos, Portugal entra na CEE (mais tarde UE) em 1986, temos logo ali o impacto da entrada. Este pode.se ver com um crescimento de 4% em 1985 (efeito de um choque anunciado) e de 11% em 1986, 6/7% em 1987 e 9% em 1988. Foram estes as anos de grande crescimento do PIB português, e não foi devido a Cavaco Silva, este é o chamado efeito de adesao à CEE (passámos de uma situação sem fundos para uma situação com fundos e isso dá um impacto no crescimento ao criar inteiros sectores de actividade - por exemplo consultores para elaborar projectos além de que aquando da adesão Portugal tinha um conjunto de medidas que protegiam a economia de uma concorrencia agrssiva dos parceiros das UE, medidas essas que forma gradualmente desparecendo e hoje são nulas). Uma vez passados estes três primeiros anos (e pode-se dizer que a coisa podia correr mal, C.S. não se portou mal) houve a reforma dos fundos na UE. Passamos a ter QCA.
Vejamos o primeiro QCA, até 1991 , cresicmentos de 4/3%. Após isso guerra do golfo cruise mundial e recessão, que tb afectou Portugal. Com o eng. Gueterres recuperou-se dessa recessão e voltamos a estabilizar em torno dos 4% até 1999. Ano em que se começa a fazer sentir o ciclo negativo internacional com a queda em 2001.
Portanto quem foi melhor. Para mim foram iguais, mau, mau foi o inicio da década de 1980, nao pelo cresimento de 80, mas pela estagancao segunite que levou a que se tivesse que fazer um plano d austeridade do FMI q em 1984 levou a um decrescimo acentuado do PIB, mas em 1985 os efeitos dessas reformas e da adesaao à CEE ja se faziam sentir. Cavaco jogou bem a carta, sabia que o dificil tinha passado, que vinham aí bom anos e toma conta do PSD, deita abaixo o parceiro de governo e governa.
Fe bem, fez mal, fez melhor do que Guterres? Na minha opinao nemf ez bem ,nem mal, governou a conjutura tal como Guterres mas a estrutura economica protuguesa manteve-se, uma economia dependente das sub-contratacoes, antes textil agora tb de componentes automoveis, faltou uma politica industrial. O mito deve-se mais aos anos de 1986 a 1988 do que aos restantes e nem tudo foi mau, mas tb nao deixou uma economia forte, independenete, internacionalizada.
PS: Esqueci-me de duas coisas, o crash da bolsa de 1989 e o mini-crash da bolsa dos .com de 1999(?). Se o primeiro pode justificar a queda no crescimento do mesmo ano, o facto é que o crescimento nunca mais recuperou (e se esse crash explica o fraco crescimento a grande bolha especulativa anterior contribuiu para o crescimento anterior). O mesmo se pode dizer para os anos de Guterres (mas nem a bolha foi tao grande - em termos relativos - nem o crash tao acentuado).
domingo, dezembro 04, 2005
Diogo Pires Aurélio deve corrigir o seu artigo...
... no DN diz:
«...Durante as próximas duas semanas, cada um dos candidatos à Presidência da República defrontará, um por um, os adversários,...»
Como se sabe ainda não fechou a possibilidade de apresentar candidaturas e como se vê nos links ao lado os há mais candidatos do que aqueles que aparecem nos debates, não se deveria dizer:
Durante as próximas duas semanas, alguns dos candidatos à Presidência da República defrontará, os mais directos adversários, ...
«...Durante as próximas duas semanas, cada um dos candidatos à Presidência da República defrontará, um por um, os adversários,...»
Como se sabe ainda não fechou a possibilidade de apresentar candidaturas e como se vê nos links ao lado os há mais candidatos do que aqueles que aparecem nos debates, não se deveria dizer:
Durante as próximas duas semanas, alguns dos candidatos à Presidência da República defrontará, os mais directos adversários, ...
Miguel, miguel... ...
...Miguel Poiares Madureo escreve no DN um artigo de opinião que é fútil só à primeira vista, de facto tentem colocar o vosso nome no Google, se não aparecem é porque não existem. Esta é mais ou menos a verdade dos dias de hoje, e aqueles quequerem defender a privacidade das suas vidas podem ter o seu trabalho redobradamente dificultado (razão pq sou anónimo neste site), mas Miguel esta frase:
«... descobri que as mulheres têm preferência por homens com nomes como "50 cent" e "Bob Esponja".»
Aqui está o site de Sponge Bob, (Bob esponja), como se vê não é um homem, mas sim um cartoon, se calhar muitas mulheres querem é saber o boneco do qual os seus filhos são fãs. É uma pequena correcção, mas necessária para não deitar fora um excelente artigo.
«... descobri que as mulheres têm preferência por homens com nomes como "50 cent" e "Bob Esponja".»
Aqui está o site de Sponge Bob, (Bob esponja), como se vê não é um homem, mas sim um cartoon, se calhar muitas mulheres querem é saber o boneco do qual os seus filhos são fãs. É uma pequena correcção, mas necessária para não deitar fora um excelente artigo.
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Pulo do lobo faz as suas contas
Veja aqui estas contas do pulo do lobo
Contas do pulo do lobo:
Crescimento face aos G7:
1985-95 (Cavaco): 3,07%
1995-2002 (Guterres): 2,82%
Fundos Europeus*:
(valores aproximados)
1º pacote (1989-1993): 9.400 M€
2º pacote (1994-1999): 17.600 M€
3º pacote (2000-2006): 22.800 M€
Por períodos de governação :
Cavaco: 12.300 M€
Guterres : 22.795 M€
Barroso/Santana: 9.750 M€
Sócrates(até 2006):5.000 M€
Médias por ano:
Cavaco: 1.230 M€
Guterres: 3.800 M€
Barroso/Santana: 3.270
Sócrates (22 meses): 2.275 M€
Bem nao as percebo.
Vejamos, Cavaco governou de 85 a 95, mas só nos dão os fundos de 89 a 93 (5 anos pois 89 e 93 contam).
Assim Cavaco de 89 a 93 recebeu por ano: 1880M Euros
O segundo pacote dá 2933.33 M Euros por ano
e o terceiro da 3257 Milhoes de Euros por ano.
Assim cavaco governou de 1985 a 1995, mas como só temos dados dos fundos desde 1989 (já agora o que se diz que cada governante recebeu respeita a 1989 para a frente já que a soma dos três programas é +- igual à soma dos governantes) só podemos saber quanto recebeu em média de 1989 a 1994. (Vou deixar o ano de 1995 de fora para Cavaco e Guterres, e isto benefecia Cavaco)
Sao os tais 9400 + 2933.33 (de 1994)=12333.33 (que é o que dizem que Cavaco recebeu)
mas isto divide-se de 1989 a 1994 (6 e nao nove ou dez como fizeram) que dá:
Média anual de Cavaco de 89 a 94: 2055.55 Milhoes de Euros ano.
Para Guterres deixo tb de fora 1995, faço as contas de 1996 a 2001 (6 anos, deixo tb de fora 2002 ano de transicao e permite-me ter tempos de base iguais: 6 anos):
(4*2933.33 + 2*3257)/6= 3041 milhoes de euros ano(e nao os 3800, aliás nao percebo como pode ser se nenhum pacote da isso em media)
Assim temos Cavaco de 89 a 94 - 2055.55 MEuros por ano
Guterres de 96 a 2001 - 3041 MEuros por ano
Agora vamos ver em termos reais. Media do Indice de precos ao consumidor (fonte OCDE) ano base 2000=1 é :
Cavaco de 89 a 94 - 0.699
Guterres de 96 a 2001 - 0.9835
Assim em termos reais:
Cavaco de 89 a 94 - 2055.55/0.699 = 2940 MEuros
Guterres de 96 a 2001 - 3041 / 0.9835 = 3092 MEuros
O que dá valores MUITO, mas, MUITO diferentes dos apresentados.
Como nao encontrei nenhum PIB nominal nas mesmas unidades de conta fiz uma normalizaçao de tudo, uma vez que o que conta é a comparação dos períodos.
Então, se normalizarmos as medias dos fundos e do PIB nominal de 1989 a 1994 para 1 significará que Guterres recebeu em termos de fundos 1.48 vezes mais o que Cavaco recebeu (nominalmente, já vimos que em termos reais a coisa é diferente) e a media do PIB nominal de 1996 0 2001 era 1.72 vezes mais do que o do Cavaco.
Assim Cavaco
Fundos - 1
PIB nominal -1
Fundos / PIB = 1
Assim Guterres
Fundos - 1.48
PIB nominal - 1.72
Fundos / PIB = 0.86
Ou seja os fundos que Guterrs recebeu de 1996 a 2002 representaram em termos de PIB 0.86 daquilo que Cavaco recebeu de 1989 a 1994.
Sendo assim em termos do PIB português o influxo de fundos durante os governos de Cavaco foi superior ao que Guterres recebeu, logo efeitos maiores....
Nota final: Já é a segunda vez que tentam "modificar" as contas (veja aqui), se estas são as contas de Cavaco Silva estamos tramados.
Contas do pulo do lobo:
Crescimento face aos G7:
1985-95 (Cavaco): 3,07%
1995-2002 (Guterres): 2,82%
Fundos Europeus*:
(valores aproximados)
1º pacote (1989-1993): 9.400 M€
2º pacote (1994-1999): 17.600 M€
3º pacote (2000-2006): 22.800 M€
Por períodos de governação :
Cavaco: 12.300 M€
Guterres : 22.795 M€
Barroso/Santana: 9.750 M€
Sócrates(até 2006):5.000 M€
Médias por ano:
Cavaco: 1.230 M€
Guterres: 3.800 M€
Barroso/Santana: 3.270
Sócrates (22 meses): 2.275 M€
Bem nao as percebo.
Vejamos, Cavaco governou de 85 a 95, mas só nos dão os fundos de 89 a 93 (5 anos pois 89 e 93 contam).
Assim Cavaco de 89 a 93 recebeu por ano: 1880M Euros
O segundo pacote dá 2933.33 M Euros por ano
e o terceiro da 3257 Milhoes de Euros por ano.
Assim cavaco governou de 1985 a 1995, mas como só temos dados dos fundos desde 1989 (já agora o que se diz que cada governante recebeu respeita a 1989 para a frente já que a soma dos três programas é +- igual à soma dos governantes) só podemos saber quanto recebeu em média de 1989 a 1994. (Vou deixar o ano de 1995 de fora para Cavaco e Guterres, e isto benefecia Cavaco)
Sao os tais 9400 + 2933.33 (de 1994)=12333.33 (que é o que dizem que Cavaco recebeu)
mas isto divide-se de 1989 a 1994 (6 e nao nove ou dez como fizeram) que dá:
Média anual de Cavaco de 89 a 94: 2055.55 Milhoes de Euros ano.
Para Guterres deixo tb de fora 1995, faço as contas de 1996 a 2001 (6 anos, deixo tb de fora 2002 ano de transicao e permite-me ter tempos de base iguais: 6 anos):
(4*2933.33 + 2*3257)/6= 3041 milhoes de euros ano(e nao os 3800, aliás nao percebo como pode ser se nenhum pacote da isso em media)
Assim temos Cavaco de 89 a 94 - 2055.55 MEuros por ano
Guterres de 96 a 2001 - 3041 MEuros por ano
Agora vamos ver em termos reais. Media do Indice de precos ao consumidor (fonte OCDE) ano base 2000=1 é :
Cavaco de 89 a 94 - 0.699
Guterres de 96 a 2001 - 0.9835
Assim em termos reais:
Cavaco de 89 a 94 - 2055.55/0.699 = 2940 MEuros
Guterres de 96 a 2001 - 3041 / 0.9835 = 3092 MEuros
O que dá valores MUITO, mas, MUITO diferentes dos apresentados.
Como nao encontrei nenhum PIB nominal nas mesmas unidades de conta fiz uma normalizaçao de tudo, uma vez que o que conta é a comparação dos períodos.
Então, se normalizarmos as medias dos fundos e do PIB nominal de 1989 a 1994 para 1 significará que Guterres recebeu em termos de fundos 1.48 vezes mais o que Cavaco recebeu (nominalmente, já vimos que em termos reais a coisa é diferente) e a media do PIB nominal de 1996 0 2001 era 1.72 vezes mais do que o do Cavaco.
Assim Cavaco
Fundos - 1
PIB nominal -1
Fundos / PIB = 1
Assim Guterres
Fundos - 1.48
PIB nominal - 1.72
Fundos / PIB = 0.86
Ou seja os fundos que Guterrs recebeu de 1996 a 2002 representaram em termos de PIB 0.86 daquilo que Cavaco recebeu de 1989 a 1994.
Sendo assim em termos do PIB português o influxo de fundos durante os governos de Cavaco foi superior ao que Guterres recebeu, logo efeitos maiores....
Nota final: Já é a segunda vez que tentam "modificar" as contas (veja aqui), se estas são as contas de Cavaco Silva estamos tramados.
Se não fosse triste era ridículo...
No pulo do lobo faz-se referência a qual liberalismo é C.S. adepto. Pasme-se, parece ser o de Herculano e de Garrett, o do século XIX.
M.S. e o PS sempre tiveram orgulho nas sua origens republicanas do mesmo século e M.A. ainda faz referência aos seus antepassados mortos pelos absolutistas em pleno séc. XIX.
Enfim passou um século e Portugal não evoluiu, estamos no séc. XIX, discutimos séc. XIX ( enquanto muitos outros países avançam pelo séc. XXI), os mesmos temas, as mesmas ideias. Era bom lembrar que esses fervilhar de ideias que foi o nosso século XIX resultou na desgraça da primeira república que abriu alas ao fascismo.
Será que vamos outra vez pelo mesmo caminho?
M.S. e o PS sempre tiveram orgulho nas sua origens republicanas do mesmo século e M.A. ainda faz referência aos seus antepassados mortos pelos absolutistas em pleno séc. XIX.
Enfim passou um século e Portugal não evoluiu, estamos no séc. XIX, discutimos séc. XIX ( enquanto muitos outros países avançam pelo séc. XXI), os mesmos temas, as mesmas ideias. Era bom lembrar que esses fervilhar de ideias que foi o nosso século XIX resultou na desgraça da primeira república que abriu alas ao fascismo.
Será que vamos outra vez pelo mesmo caminho?
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Preocupante.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu deixar de contratar fumadores a partir desta quinta-feira, ao mesmo tempo que oferece apoio médico e económico aos trabalhadores actuais para que deixem de fumar.
Será que é por razões de credibilidade ou porque os seguros estavam a ficar muito caros?
Será que pode discriminar desta forma e ir contra as leis de muitos países que a subsidiam (inclusivé Portugal)?
Próximos passos para credibilizar a OMS:
- Não contratar obesos;
- Não contratar infectados com HIV;
- Não contratar paraplégicos resultantes de acidentes provocados pelo próprio;
pois, é que contratar esta gente descredibiliza a OMS. Mas na verdade fora do ambiente de trabalho o que tem a OMs a ver com isso? Esta posição é mais uma afronta à liberdade individual (ver post antigo aqui)
Será que é por razões de credibilidade ou porque os seguros estavam a ficar muito caros?
Será que pode discriminar desta forma e ir contra as leis de muitos países que a subsidiam (inclusivé Portugal)?
Próximos passos para credibilizar a OMS:
- Não contratar obesos;
- Não contratar infectados com HIV;
- Não contratar paraplégicos resultantes de acidentes provocados pelo próprio;
pois, é que contratar esta gente descredibiliza a OMS. Mas na verdade fora do ambiente de trabalho o que tem a OMs a ver com isso? Esta posição é mais uma afronta à liberdade individual (ver post antigo aqui)
Timor Leste fica...
... aqui.
Adenda: Ena, tantos visitantes Americanos, exactamente após ter colocado on-line esta referência a Timor-Leste, será que é porque usei um "link" da CIA.
Adenda: Ena, tantos visitantes Americanos, exactamente após ter colocado on-line esta referência a Timor-Leste, será que é porque usei um "link" da CIA.
A democracia não nasce...
...nem se conquista pela força das armas...
...compra-se. Esta é a nova visão dos EUA.
Ler artigo do NY Times aqui
extracto: "... the article was prepared by the United States military as part of a multimillion-dollar covert campaign to plant paid propaganda in the Iraqi news media and pay friendly Iraqi journalists monthly stipends, military contractors and officials said.
The article was one of several in a storyboard, the military's term for a list of articles, that was delivered Tuesday to the Lincoln Group, a Washington-based public relations firm paid by the Pentagon,
..."
...compra-se. Esta é a nova visão dos EUA.
Ler artigo do NY Times aqui
extracto: "... the article was prepared by the United States military as part of a multimillion-dollar covert campaign to plant paid propaganda in the Iraqi news media and pay friendly Iraqi journalists monthly stipends, military contractors and officials said.
The article was one of several in a storyboard, the military's term for a list of articles, that was delivered Tuesday to the Lincoln Group, a Washington-based public relations firm paid by the Pentagon,
..."
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