Aqui
Apesar de concordar com grande parte do texto, nomeadamente as convulsões do Islão na adaptação ao progresso esta passagem não deixa de irritar:
"[O Islão]Actualmente sofre debaixo da dolorosa transformação gerada pela modernidade.
Trata-se do mesmo processo que o cristianismo, a mais global de todas, e o judaísmo, a mais resistente, sofreram há 200 anos. Hoje sabemos que ambas sobreviveram, mas o processo foi longo e muito difícil. Aliás, elas foram das poucas que resistiram, pois pelo caminho muitas outras culturas e elementos culturais soçobraram, do animismo ao xamanismo, passando pela aristocracia, monarquia absoluta, e também as lavadeiras, carruagens, chafarizes, perucas empoadas. Hoje é a vez de o islamismo, mas também o budismo e o hinduísmo, passarem pela mesma prova."
A parte em que compara "outras culturas e elementos culturais soçobraram, do ..., passando pela aristocracia, monarquia absoluta" com a religião não faz o mínimo sentido, nomeadamente quando a monarquia absoluta e a aristicracia eram manifestações culturais da sociedade e não elementos culturais per si.
Mas dizer que o o budismo e o hinduísmo tem de passar pela mesma prova que o islamismo?? Pois bem, o que quer dizer é que apenas o Cristianismo e o Judaísmo foram as únicas religiões a adpatarem-se... ...o que não é bem verdade.
Quer o Budismo, quer o hinduismo (postas no texto quase para não ser acusado de que se esqueceu, mas de facto fê-lo) têm-se adaptado ao mundo moderno, tão bem ou melhor do que o Cristianismo. Tbo Xamanismo e o animismo têm sabido manter-se actuais (não no mundo ocidental, onde despareceram, mas em África e na Ásia, realidade que o autor gosta de ignorar).
segunda-feira, agosto 21, 2006
sexta-feira, agosto 18, 2006
Dificuldade para controlar a despesa...
... embora o orçamento classifique a despesa e receita de acordo com um conjubto de critérios, falta um essencial. Uma previsão inicial da repartição das mesmas ao longo do ano, com ajustes mensais quando as medidas planeadas são antecipadas ou adiadas.
Sem essa ferramenta % de execução orçamental mês a mês diz muito pouco e é passível das mais variadas intrepretações.
Enfim...
Sem essa ferramenta % de execução orçamental mês a mês diz muito pouco e é passível das mais variadas intrepretações.
Enfim...
Duas linhas assustadoras....
... para além do crescimento da despesa e do défice, duas linhas nos quadros e anexos do :
Receita efectiva
2005 18 935.6 milhoes de euros 58.0% grau de execução
2006 20 461.5 milhoes de euros 58.3% grau de execução
Despesa efectiva
2005 23 028.0 milhoes de euros 53.5% grau de execução
2006 24 778.9 milhoes de euros 57.3% grau de execução
Ou seja se em termos de recitas o grau de execução orçamental é sensivelmente idêntico nos dois anos, o grau de execução das despesas é em 2006 mais alto do que em 2005.
O gráfico seguinte mostra a percentagem de execução orçamental da receita e despesa dos anos 2005 e 2006 assim como a coluna de uma execução igual e constante todos os meses (o que daria neste momento 50%).
Receita efectiva
2005 18 935.6 milhoes de euros 58.0% grau de execução
2006 20 461.5 milhoes de euros 58.3% grau de execução
Despesa efectiva
2005 23 028.0 milhoes de euros 53.5% grau de execução
2006 24 778.9 milhoes de euros 57.3% grau de execução
Ou seja se em termos de recitas o grau de execução orçamental é sensivelmente idêntico nos dois anos, o grau de execução das despesas é em 2006 mais alto do que em 2005.
O gráfico seguinte mostra a percentagem de execução orçamental da receita e despesa dos anos 2005 e 2006 assim como a coluna de uma execução igual e constante todos os meses (o que daria neste momento 50%).
quarta-feira, agosto 16, 2006
Muito mais interessante para a nossa economia do que...
... (quase) tudo o que se publica nos jornais sobre a nossa economia.
Aqui.
Aqui.
Interessante...
Traduzido daqui;
com base neste artigo aqui
Nos últimos 30 anos, o o preço do tigre esteve fixado em zero, enquanto milhões de dólares forem gastos para o proteger e proibir o comércio que poderia de facto ajudar na conservação da espécie. Apesar da burocracia e dos orçamentos ambientais crescentes, e apesar do proliferação dos conservationistas e das conferências, o tigre está tão perto da extinção agora como no início do projecto tigre, um projecto de conservação suportado em parte pelo WWF, lançado em 1972 e adoptado pelo governo da India um ano mais tarde.
Se nós valorizar-mos verdadeiramente o tigre, teremos uma oportunidade para comprar a via que impossibilitará a extinção que enfrenta agora. O tigre reproduz-se facilmente, mesmo em cativeiro; é dito constantemente pela autoridade central do jardim zoológico aos jardins zoológicos na India para não produzir tigres porque são caros de manter. Na China, que tem aproximadamente 4.000 tigres em cativeiro, a reprodução foi aperfeiçoada. De acordo com funcionários do estado que eu encontrei na China, se fosse dada a liberdade, o país poderia reproduzir 100.000 tigres nos próximos 10 a 15 anos.
Sim, precisamente. Em vez de fixar o preço do tigre em zero e de criar uma oportunidade do lucro para os caçadores furtivos, por que não permitir o negócio de cultivar o tigre? foi desta forma que se evitou a extinção do bisonte no século XIX. Definindo direitos de propriedade sobre os recursos que têm o valor, incluindo os animais selvagens, o aumentar-se-á a probabilidade de evitar a extinção devido a roubar e/ou caça.
Acrescento meu:
É verdade que a extinção do bisonte foi feita dessa forma, contudo outros animais cuja reprodução em cativeiro é díficil foram extintos, ou serão extintos se não houver medidas de protecção adequadas àqueles que habitam os seus habitats naturais.
Assim a proibição de comércio de animais que habitam os seus habtitas naturais é justa, o que se deve fazer é permitir comércio de animais criados em cativeiro.
com base neste artigo aqui
Nos últimos 30 anos, o o preço do tigre esteve fixado em zero, enquanto milhões de dólares forem gastos para o proteger e proibir o comércio que poderia de facto ajudar na conservação da espécie. Apesar da burocracia e dos orçamentos ambientais crescentes, e apesar do proliferação dos conservationistas e das conferências, o tigre está tão perto da extinção agora como no início do projecto tigre, um projecto de conservação suportado em parte pelo WWF, lançado em 1972 e adoptado pelo governo da India um ano mais tarde.
Se nós valorizar-mos verdadeiramente o tigre, teremos uma oportunidade para comprar a via que impossibilitará a extinção que enfrenta agora. O tigre reproduz-se facilmente, mesmo em cativeiro; é dito constantemente pela autoridade central do jardim zoológico aos jardins zoológicos na India para não produzir tigres porque são caros de manter. Na China, que tem aproximadamente 4.000 tigres em cativeiro, a reprodução foi aperfeiçoada. De acordo com funcionários do estado que eu encontrei na China, se fosse dada a liberdade, o país poderia reproduzir 100.000 tigres nos próximos 10 a 15 anos.
Sim, precisamente. Em vez de fixar o preço do tigre em zero e de criar uma oportunidade do lucro para os caçadores furtivos, por que não permitir o negócio de cultivar o tigre? foi desta forma que se evitou a extinção do bisonte no século XIX. Definindo direitos de propriedade sobre os recursos que têm o valor, incluindo os animais selvagens, o aumentar-se-á a probabilidade de evitar a extinção devido a roubar e/ou caça.
Acrescento meu:
É verdade que a extinção do bisonte foi feita dessa forma, contudo outros animais cuja reprodução em cativeiro é díficil foram extintos, ou serão extintos se não houver medidas de protecção adequadas àqueles que habitam os seus habitats naturais.
Assim a proibição de comércio de animais que habitam os seus habtitas naturais é justa, o que se deve fazer é permitir comércio de animais criados em cativeiro.
Confundir ganhos reais e ganhos contabilísticos...
aqui
Na verdade (e muitos de vós o sabem) os ganhos acumulados enquanto se detém títulos financeiros só são reais quando realizados, assim antes do crash bolsista ouvia-se muitos dizer quie já tinham ganho xxxxx, contudo após o crash e quando venderam tiveram perdas.
De facto o fundo de capitalização da Segurança Social obteve ganhos contabilísticos que davam para pagar 8.5 meses de pensões, contudo não foram usados.
O que aconteceria se fossem usados? De facto um montante apreciável de títulos seriam postos à venda no mercado aumentando a oferta e diminuindo o preço destes, diminuição maior se tivermos em conta a não absorção de títulos pelo fundo resultantes das trasferências efectuadas para este, transferências que aumentaram a procura de títulos, aumentaram os preços e inflacionaram os ganhos contabilísticos. Assim os ganhos reais seriam inferiores aos ganhos contabilísticos e não dariam para pagar os tais 8,5 meses.
Como o fundo de capitalização da Segurança Social é um agente com influência nos preços quem o gere não deve só olhar para os ganhos no papel, mas quais os ganhos se efectivamente vender parte do fundo para pagar reformas e esse trabalho não parece estar feito ou, pelo menos, divulgado.
Na verdade (e muitos de vós o sabem) os ganhos acumulados enquanto se detém títulos financeiros só são reais quando realizados, assim antes do crash bolsista ouvia-se muitos dizer quie já tinham ganho xxxxx, contudo após o crash e quando venderam tiveram perdas.
De facto o fundo de capitalização da Segurança Social obteve ganhos contabilísticos que davam para pagar 8.5 meses de pensões, contudo não foram usados.
O que aconteceria se fossem usados? De facto um montante apreciável de títulos seriam postos à venda no mercado aumentando a oferta e diminuindo o preço destes, diminuição maior se tivermos em conta a não absorção de títulos pelo fundo resultantes das trasferências efectuadas para este, transferências que aumentaram a procura de títulos, aumentaram os preços e inflacionaram os ganhos contabilísticos. Assim os ganhos reais seriam inferiores aos ganhos contabilísticos e não dariam para pagar os tais 8,5 meses.
Como o fundo de capitalização da Segurança Social é um agente com influência nos preços quem o gere não deve só olhar para os ganhos no papel, mas quais os ganhos se efectivamente vender parte do fundo para pagar reformas e esse trabalho não parece estar feito ou, pelo menos, divulgado.
segunda-feira, agosto 14, 2006
Novas ligações...
... a esmagadora maioria dos blogs Portugueses não têm links para blogs não portugueses. Na maior parte das vezes a sua internacionalização limita-se a ligações de jornais de outros países.
Este blog não fugiu à regra, contudo vai mudar.
A partir de hoje novos links serão adicionados para blogs não portugeses. Comecei por ligar aos melhores blogs políticos e económicos de acordo com a revista Forbes (e portanto americanos).
No futuro adicionarei outros, pode ser que a nossa comunidade blogueira se internacionalize.
Este blog não fugiu à regra, contudo vai mudar.
A partir de hoje novos links serão adicionados para blogs não portugeses. Comecei por ligar aos melhores blogs políticos e económicos de acordo com a revista Forbes (e portanto americanos).
No futuro adicionarei outros, pode ser que a nossa comunidade blogueira se internacionalize.
Aviso
Alguém na net utilizou o nick "SNYPER by" para fazer comentários difamatórios e ofensivos em caixas de comentários de outros blogs.
O BLOG DEL SNIPER e o seu autor (el sniper) vem por este meio informar que não tem qualquer relação com o nicl "SNYPER by".
O BLOG DEL SNIPER e o seu autor (el sniper) vem por este meio informar que não tem qualquer relação com o nicl "SNYPER by".
O conflito no Líbano disfarçou...
... um tremendo fracasso de Sócrates. Lá foi ele para o Brasil e voltou de mãos a abanar, apesar do markting que conseguiu passar. De tanta cerimónia as duas bandeiras que tráz são o processo de intençoes da EMBRAER verificar que componentes podem ser fabricados nas OGMA (por acaso a EMBRAER é detentora das mesmas e penso que a empresa a comprou com alguma intençao, não seria preciso Sócrates para a EMBRAER pensar no assunto) e o acordo com a PETROBRÁS para prospecção de petróleo nas costas portuguesas o que para já não trará nenhuma mais valia (e só haverá mais valias se houver petróleo).
Assim, pouco mais se viu, o resto foram acordos de investimento de portugueses no Brasil e logo benéfico para os grupos (que fizeram a viagem à pala do governo para concretizar investimentos já estudados) e para a economia do Brasil.
Assim no fim, pouco ou nada se viu.
Assim, pouco mais se viu, o resto foram acordos de investimento de portugueses no Brasil e logo benéfico para os grupos (que fizeram a viagem à pala do governo para concretizar investimentos já estudados) e para a economia do Brasil.
Assim no fim, pouco ou nada se viu.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Atentatado em Londres - Companhias aéreas, seguradoras e ladrões agradecem
A primeira reacção dos consumidores após um atentado realizado ou abortado é de se retairem nas viagens que fazem. Neste caso as companhias aéreas ressentem-se do menor número de clientes. Mas após o impacto, passado um tempo (que com a maior frequência de tentativas de atentados diminui) tudo volta ao normal.
Contudo as medidas implementadas ficam e agora virá para ficar o fim da bagagem de mão. Com o fim desta aumenta o espaço no interior dos aviões que poderá ser rentabilizado de formas alternativas (nomeadamente armazenar a comida de catering no aeroporto mais barato em que esse avião fizer escala, transportar carga comercial, ...) o que no caso dos bilhetes não ficarem mais baratos aumentará o lucros das companhias aéreas.
Por outro lado com a obrigatoriedade de colocar todos os dispositivos electrónicos no porão (câmeras de filmar e de fotografar, laptops, mp3, rádios, leitores de CD, suportes digitais,etc.) e com a não responsabilização das companhis/aeroportos por enventuais roubos destes (só se responsabilizam por roupa) a pergunta será: quem vai arriscar colocar um laptop? Ou será que os seguros vão passar a cobrir tais bens com o consequente aumento dos preços para pagar o seguro extra? Nesse caso as companhias seguradoras agradecem o aumento de negócio.
Dito assim parece que os atentados benefeciam no longo prazo as grandes companhias, logo será que estas não terão interesse no clima de medo que se gera?
PS: Isto não é um post sobre teorias de conspiração, é um post sobre o impacto dos atentados nos bolsos das pessoas e quem é que lucra. Se soubermos quem lucra poderemos verificar se não existem ligações "perigosas" entre algum capital ( em que algum até é detido por redes de crime organizado ) e os atentados.
Contudo as medidas implementadas ficam e agora virá para ficar o fim da bagagem de mão. Com o fim desta aumenta o espaço no interior dos aviões que poderá ser rentabilizado de formas alternativas (nomeadamente armazenar a comida de catering no aeroporto mais barato em que esse avião fizer escala, transportar carga comercial, ...) o que no caso dos bilhetes não ficarem mais baratos aumentará o lucros das companhias aéreas.
Por outro lado com a obrigatoriedade de colocar todos os dispositivos electrónicos no porão (câmeras de filmar e de fotografar, laptops, mp3, rádios, leitores de CD, suportes digitais,etc.) e com a não responsabilização das companhis/aeroportos por enventuais roubos destes (só se responsabilizam por roupa) a pergunta será: quem vai arriscar colocar um laptop? Ou será que os seguros vão passar a cobrir tais bens com o consequente aumento dos preços para pagar o seguro extra? Nesse caso as companhias seguradoras agradecem o aumento de negócio.
Dito assim parece que os atentados benefeciam no longo prazo as grandes companhias, logo será que estas não terão interesse no clima de medo que se gera?
PS: Isto não é um post sobre teorias de conspiração, é um post sobre o impacto dos atentados nos bolsos das pessoas e quem é que lucra. Se soubermos quem lucra poderemos verificar se não existem ligações "perigosas" entre algum capital ( em que algum até é detido por redes de crime organizado ) e os atentados.
terça-feira, agosto 08, 2006
No pior cenário o petróleo chegará aos 10.000 euros/barril
Cenário:
Todo o médio oriente fecha a produção e a exportação de petróleo.
O Egipto fecha o Suez.
A Venezuela com a morte de Fidel encerra por um ano a produção em sinal de luto.
A Nigéria é assolada por uma guerra civil que inviabiliza a produção.
O mar do Norte é assolado por tempestades danificando as plataformas.
Activistas ambientais fazem um bloqueio ao Alasca exigindo que a exploração de petróleo pare.
Tufões no Golfo do México atingem todo o Sul dos EUA arrasando com a produção e a refinação do mesmo.
etc. etc.
Nota: A Goldman-Sachs previu que no melhor cenário o petróleo estará a 60 dolares/barril em 2008.
Todo o médio oriente fecha a produção e a exportação de petróleo.
O Egipto fecha o Suez.
A Venezuela com a morte de Fidel encerra por um ano a produção em sinal de luto.
A Nigéria é assolada por uma guerra civil que inviabiliza a produção.
O mar do Norte é assolado por tempestades danificando as plataformas.
Activistas ambientais fazem um bloqueio ao Alasca exigindo que a exploração de petróleo pare.
Tufões no Golfo do México atingem todo o Sul dos EUA arrasando com a produção e a refinação do mesmo.
etc. etc.
Nota: A Goldman-Sachs previu que no melhor cenário o petróleo estará a 60 dolares/barril em 2008.
domingo, agosto 06, 2006
Além de perita em eduquês...
... agora também o é em jurisprudência.
Diz a senhora doutora (claro que a trato assim, penso que gosta do título):
"Invocando jurisprudência do Tribunal Constitucional, a ministra defende que "só há violação do princípio da protecção da confiança quando se frustrem certas expectativas, minimamente consolidadas, quanto à obtenção de um determinado resultado jurídico". DN
Ora quando os alunos com melhores notas nos primeiros exames viram estas afixadas na pauta será que a expectativa de entrar na faculdade no curso dos seus sonhos era ou não minimamente consolidada na obtenção de um resultado jurídico?
Quando esses mesmos alunos viram outros no segundo exame a alcançá-los ou mesmo a tirar melhor nota, fora essas expectativas frustradas?
Já agora se o resultado pretendido é:
"Até porque, no balanço feito sobre as notas da segunda fase, a governante defendeu que "valeu a pena" repetir as provas, porque o número de alunos com nota positiva a Química duplicou."
porque não fazer um exame de química com uma pergunta: símbolo químico da água?
De certeza que os alunos com nota positiva aumentavam, mas será que estariam preparados?
A educação é coisa séria e não algo onde se fabriquem estatísticas para parecer bem...
Diz a senhora doutora (claro que a trato assim, penso que gosta do título):
"Invocando jurisprudência do Tribunal Constitucional, a ministra defende que "só há violação do princípio da protecção da confiança quando se frustrem certas expectativas, minimamente consolidadas, quanto à obtenção de um determinado resultado jurídico". DN
Ora quando os alunos com melhores notas nos primeiros exames viram estas afixadas na pauta será que a expectativa de entrar na faculdade no curso dos seus sonhos era ou não minimamente consolidada na obtenção de um resultado jurídico?
Quando esses mesmos alunos viram outros no segundo exame a alcançá-los ou mesmo a tirar melhor nota, fora essas expectativas frustradas?
Já agora se o resultado pretendido é:
"Até porque, no balanço feito sobre as notas da segunda fase, a governante defendeu que "valeu a pena" repetir as provas, porque o número de alunos com nota positiva a Química duplicou."
porque não fazer um exame de química com uma pergunta: símbolo químico da água?
De certeza que os alunos com nota positiva aumentavam, mas será que estariam preparados?
A educação é coisa séria e não algo onde se fabriquem estatísticas para parecer bem...
quarta-feira, agosto 02, 2006
Pago pela CIA?
Este
É que se a Europa não impediu os atentados de Madrid e Londres (e o Reino Unido é usualmente apontado como um país europeu que segue os EUA) o que dizer dos EUA?
Já agora o que se faz de bom no Reino Unido é porque seguiu os conselhos dos EUA e o que acontece de mal é porque é Europeu? Vamos a ter juízo.
PS: Já agora, na sua tradução da divina comédia de Dante Aligheri coloque antes do seu nome tradutor, está bem?
É que se a Europa não impediu os atentados de Madrid e Londres (e o Reino Unido é usualmente apontado como um país europeu que segue os EUA) o que dizer dos EUA?
Já agora o que se faz de bom no Reino Unido é porque seguiu os conselhos dos EUA e o que acontece de mal é porque é Europeu? Vamos a ter juízo.
PS: Já agora, na sua tradução da divina comédia de Dante Aligheri coloque antes do seu nome tradutor, está bem?
quinta-feira, julho 27, 2006
Classificação destas medidas de acordo...
... com esta classificação.
Var aqui.
Assim quanto à saúde:
Não vai haver qualquer benefício para a sociedade pois os médicos investigados serão os que mais trabalham e portanto será um tiro seco. Assim não benefecia os outros.
Mas prejudica pois irá criar stress a quem trabalha e temporariamente poderá degradar o sistema de saúde.
O governate tira o benefício de parecer estar a afrontar uma classe corporativa.
Contudo o benefício próprio é inferior ao prejuízo colectivo.
Assim a medida é de um Bandido Estúpido.
Quanto ao ensino:
Degrada o ensino. Piora o ensino superior.
Poupa alguma coisa, pq não tem de contractar tantos professore sno secundário.
Contudo o saldo prejuízo/benefício ou é negativo ou nulo.
Benefício próprio - ZERO ( ou negativo pq não tem impacto na opinião pública mas as pessoas do ensino superior consideram que todo o processo foi mal gerido - há um problema de incompatibilidade com datas legais)
Logo ou a medida é neutra (Zero/zero) ou Estúpida (-/-)
Var aqui.
Assim quanto à saúde:
Não vai haver qualquer benefício para a sociedade pois os médicos investigados serão os que mais trabalham e portanto será um tiro seco. Assim não benefecia os outros.
Mas prejudica pois irá criar stress a quem trabalha e temporariamente poderá degradar o sistema de saúde.
O governate tira o benefício de parecer estar a afrontar uma classe corporativa.
Contudo o benefício próprio é inferior ao prejuízo colectivo.
Assim a medida é de um Bandido Estúpido.
Quanto ao ensino:
Degrada o ensino. Piora o ensino superior.
Poupa alguma coisa, pq não tem de contractar tantos professore sno secundário.
Contudo o saldo prejuízo/benefício ou é negativo ou nulo.
Benefício próprio - ZERO ( ou negativo pq não tem impacto na opinião pública mas as pessoas do ensino superior consideram que todo o processo foi mal gerido - há um problema de incompatibilidade com datas legais)
Logo ou a medida é neutra (Zero/zero) ou Estúpida (-/-)
Um governo desesperado e cego...
A meta do défice está difícel de atingir e assim o governo em desespero de causa começa cegamente a tomar decissões inarráveis sem preocupação para com o bom funcionamento dos serviços que são da sua competência.
Comecemos pela decisão de abrir investigações a aos médicos que mais prescrevem. Eu não sou contra investigações quando o número de prescrições é exagerado, contudo esse exagero mede-se tomando em conta vários factores: número de consultas, tamanho do ficheiro de cada médico, idade média do ficheiro, prestação de serviços em SAP, etc. Uma análise estatística disto não é difícil (mas como vimos no post anterior o governo não sabe utilizar essa ferramente essencial no mundo de hoje para fazer controlos). Assim cegamente abre inquéritos a quem mais prescreve (sob o pretexto de investigar a relação com os laboratórios médicos). Na verdade se esses médicos forem aqueles que mais brio têm na sua profissão, em que tentam atender o máximo número de pacientes, que sacrificam horas de almoço e jantar em família para ateender o máximo número de pacientes, que não dizem não a qualquer pessoa desesperada que chegue a um centro de saúde, então vai perseguir os que mais trabalham. Mesmo que no final o inquérito seja arquivado tudo isto fica na memória da pessoa alvo de inquérito e daqui para frente em vez de ver 20 a 30 doentes por manhã, antenderá o número mínimo que a lei impõe (12), sairá à hora que deve e não sacrificará o almoço. Assim o governo será feliza: gaste menos em medicamentos (embora possa ter de gastar mais em subsídios de funeral e receba menos impostos).
A segunda decisão cega prende-se com o ensino superior. Neste havia docentes do secundário destacados para leccionar aulas (a falta de doutorados levava a esta necessidade para colmatar falhas de pessoal). O governo entendeu acabar com este tipo de destacamento e na verdade bem. Dentro de uma medida de valorização da investigação é óbvio que estes pessoas não têm lugar no ensino superior e portanto a substituição destas por doutorados e pessoas que além de ensinar realizem investigação seria um passo na direcção correcta. MAS o governo não tem esta intençao, a única intenção é CORTAR nas despesas, assim além de indeferir estes destacamentos proibiu as unidades de contratar novos docentes e portanto não haverá ninguém para os substituir. Assim a única solução será de aumentar o tamanho das turmas com a óbvia redução da qualidade do ensino. Corta-se hoje na despesa, mas amnhã não se queixem que os nossos licenciados são piores, menos produtivos e geradores de menos receitas.
Assim na base de dois pretextos que para a população parecem meritórios, não há nada de meritório em tudo isto. O único objectivo é reduzir despesas, mas corta-se em quem trabalha e não em funcionários do estado que bem encostados acumulam funções em institutos, em politécnicos e na privada (e consequnetemente nunca estão em lado nenhum, lavando à necessidade de contractar mais pessoas), e pasme-se com alguns desses contractos em tempo integral.
Foi assim que começou o início do fim dos governos do Cavaco, com cortes e perseguições cegas, sem objectivo outro que não o manter o bucho cheio da élite partidária e tentando prejudicar os que não estando "encostados" trabalhavam que oerdeu as eleições, mas tb deixou o país no estado de fragilidade económica que hoje vive (Guterres poderá ter ajudado, mas não fez tudo sózinho...)
Comecemos pela decisão de abrir investigações a aos médicos que mais prescrevem. Eu não sou contra investigações quando o número de prescrições é exagerado, contudo esse exagero mede-se tomando em conta vários factores: número de consultas, tamanho do ficheiro de cada médico, idade média do ficheiro, prestação de serviços em SAP, etc. Uma análise estatística disto não é difícil (mas como vimos no post anterior o governo não sabe utilizar essa ferramente essencial no mundo de hoje para fazer controlos). Assim cegamente abre inquéritos a quem mais prescreve (sob o pretexto de investigar a relação com os laboratórios médicos). Na verdade se esses médicos forem aqueles que mais brio têm na sua profissão, em que tentam atender o máximo número de pacientes, que sacrificam horas de almoço e jantar em família para ateender o máximo número de pacientes, que não dizem não a qualquer pessoa desesperada que chegue a um centro de saúde, então vai perseguir os que mais trabalham. Mesmo que no final o inquérito seja arquivado tudo isto fica na memória da pessoa alvo de inquérito e daqui para frente em vez de ver 20 a 30 doentes por manhã, antenderá o número mínimo que a lei impõe (12), sairá à hora que deve e não sacrificará o almoço. Assim o governo será feliza: gaste menos em medicamentos (embora possa ter de gastar mais em subsídios de funeral e receba menos impostos).
A segunda decisão cega prende-se com o ensino superior. Neste havia docentes do secundário destacados para leccionar aulas (a falta de doutorados levava a esta necessidade para colmatar falhas de pessoal). O governo entendeu acabar com este tipo de destacamento e na verdade bem. Dentro de uma medida de valorização da investigação é óbvio que estes pessoas não têm lugar no ensino superior e portanto a substituição destas por doutorados e pessoas que além de ensinar realizem investigação seria um passo na direcção correcta. MAS o governo não tem esta intençao, a única intenção é CORTAR nas despesas, assim além de indeferir estes destacamentos proibiu as unidades de contratar novos docentes e portanto não haverá ninguém para os substituir. Assim a única solução será de aumentar o tamanho das turmas com a óbvia redução da qualidade do ensino. Corta-se hoje na despesa, mas amnhã não se queixem que os nossos licenciados são piores, menos produtivos e geradores de menos receitas.
Assim na base de dois pretextos que para a população parecem meritórios, não há nada de meritório em tudo isto. O único objectivo é reduzir despesas, mas corta-se em quem trabalha e não em funcionários do estado que bem encostados acumulam funções em institutos, em politécnicos e na privada (e consequnetemente nunca estão em lado nenhum, lavando à necessidade de contractar mais pessoas), e pasme-se com alguns desses contractos em tempo integral.
Foi assim que começou o início do fim dos governos do Cavaco, com cortes e perseguições cegas, sem objectivo outro que não o manter o bucho cheio da élite partidária e tentando prejudicar os que não estando "encostados" trabalhavam que oerdeu as eleições, mas tb deixou o país no estado de fragilidade económica que hoje vive (Guterres poderá ter ajudado, mas não fez tudo sózinho...)
segunda-feira, julho 24, 2006
Uma ideia romântica que custa dinheiro...
A ministra de educação teve mais uma daquelas ideias româticas, tão ao estilo dos educólogos, que cheia de boas intenções não atingirá os objectivos desejados embora tenha um custo apreciável.
Decidiu ela e o seu ministério que os alunos do 4º e 6º ciclo de educação farão testes de aferição dos conhecimentos em matemática e português com o objectivo de avaliar a situação. Esses testes não terão consequências sobre os alunos, será só para medir a evolução destes (e por ventura avaliar professores).
Comecemos pela impossibilidade de atingir os objectivos. Os alunos sabendo que os testes não os afectam minimamente não irão esforçar-se ao máximo para demonstrar os seus conhecimentos (se calhar muitos poderão inclusivé entregar provas em branco poupando-se ao esforço de pensar e raciocionar durante uma hora). Desta forma os resultados obtidos não irão medir o que eles sabem, irão sim medir o grau de romantismo da sociedade portuguesa: mostrar que sei só pelo prazer do o fazer. Todos os alunos que não têm ideiais românticos, que são práticos, positivistas e orientados por objectivos não vão querer mostrar coisa nenhuma. Vão simplesmente ignorar o teste, não estudarão para este, não farão um preparação aturada para este e com o aval dos pais (para quê queimar neurónios se não conta para nada?).
Mas, não atingindo o objectivo, o que já em si fará com que o custo destes exames seja um desperdício, a ministra quer maximizar o desperdício ao fazer um exame (que para nada conta e cujos resultados serão muito dúbios) a TODOS os alunos. Para fazer uma aferição do estado de nação, não é necessário realizar o teste a todos mas apenas a uma amostra representativa (5000 alunos avaliados chegariam), é isso que o projecto de avaliação da educação da OCDE - PISA - faz. Avalia uma amostra e com métodos estatísticos intrereta os resultados. Aliás a ministra devia saber que as técnicas estatísticas foram desenvolvidas para poupar dinheiro: Muitas empresas que produzem diariamente milhares de unidades de um mesmo componente sujeitam-nos a um teste de qualidade superficial e selccionam uma amostra para um teste de qualidade em profundidade. Só se na amostra a % de falhas é elevada é que o lote é retirado ou avaliado na totalidade.
Então como avaliar com poucos custos: primeiro utiliza-se a existência de testes globais feitos em todas as escolas (q contam para a nota) para numa amostra seleccionada dar aos alunos o mesmo teste sem estes o saberem. Assim os alunos sendo avaliados farão o esfroço normal e obtém os resultados desse esforço (que é o que se quer medir), e se não sabem se fazem parte da amostra ou não retirará problemas de os resultados serem endógenos (i.e. se eles souberem que para além de estarem a ser avaliados, o teste é utilizado para aferir resultados globais podem preparar-se mais/menos do q o normal para o exame, enviesando para melhor/pior os resultados obtidos).
Conclusão: a ministra até tem a boa ideia de avaliar, mas continua presa ao romântismo da avaliação sem consequências. Assim não vamos lá. Já Almeida Garret ao descrever o que os soldados espanhóis diziam dos soldados portugueses diza: são uns românticos, bons para a poesia....
Decidiu ela e o seu ministério que os alunos do 4º e 6º ciclo de educação farão testes de aferição dos conhecimentos em matemática e português com o objectivo de avaliar a situação. Esses testes não terão consequências sobre os alunos, será só para medir a evolução destes (e por ventura avaliar professores).
Comecemos pela impossibilidade de atingir os objectivos. Os alunos sabendo que os testes não os afectam minimamente não irão esforçar-se ao máximo para demonstrar os seus conhecimentos (se calhar muitos poderão inclusivé entregar provas em branco poupando-se ao esforço de pensar e raciocionar durante uma hora). Desta forma os resultados obtidos não irão medir o que eles sabem, irão sim medir o grau de romantismo da sociedade portuguesa: mostrar que sei só pelo prazer do o fazer. Todos os alunos que não têm ideiais românticos, que são práticos, positivistas e orientados por objectivos não vão querer mostrar coisa nenhuma. Vão simplesmente ignorar o teste, não estudarão para este, não farão um preparação aturada para este e com o aval dos pais (para quê queimar neurónios se não conta para nada?).
Mas, não atingindo o objectivo, o que já em si fará com que o custo destes exames seja um desperdício, a ministra quer maximizar o desperdício ao fazer um exame (que para nada conta e cujos resultados serão muito dúbios) a TODOS os alunos. Para fazer uma aferição do estado de nação, não é necessário realizar o teste a todos mas apenas a uma amostra representativa (5000 alunos avaliados chegariam), é isso que o projecto de avaliação da educação da OCDE - PISA - faz. Avalia uma amostra e com métodos estatísticos intrereta os resultados. Aliás a ministra devia saber que as técnicas estatísticas foram desenvolvidas para poupar dinheiro: Muitas empresas que produzem diariamente milhares de unidades de um mesmo componente sujeitam-nos a um teste de qualidade superficial e selccionam uma amostra para um teste de qualidade em profundidade. Só se na amostra a % de falhas é elevada é que o lote é retirado ou avaliado na totalidade.
Então como avaliar com poucos custos: primeiro utiliza-se a existência de testes globais feitos em todas as escolas (q contam para a nota) para numa amostra seleccionada dar aos alunos o mesmo teste sem estes o saberem. Assim os alunos sendo avaliados farão o esfroço normal e obtém os resultados desse esforço (que é o que se quer medir), e se não sabem se fazem parte da amostra ou não retirará problemas de os resultados serem endógenos (i.e. se eles souberem que para além de estarem a ser avaliados, o teste é utilizado para aferir resultados globais podem preparar-se mais/menos do q o normal para o exame, enviesando para melhor/pior os resultados obtidos).
Conclusão: a ministra até tem a boa ideia de avaliar, mas continua presa ao romântismo da avaliação sem consequências. Assim não vamos lá. Já Almeida Garret ao descrever o que os soldados espanhóis diziam dos soldados portugueses diza: são uns românticos, bons para a poesia....
quarta-feira, julho 19, 2006
Repetição de exames...
... vamo por partes. Qual a razão de fundo para haver repetição de exames? Pelos vistos é pq as notas dos exames dos alunos do novo programa foram muito inferiores aos que leccionavam no programa antigo... ...mas? Havia dois programas? É aqui que está o problema, havia dois programas. Isto coloca os alunos de programas diferenciados em situações diferenciadas. Qd se muda, tem de se mudar para todos, só isso é que é justo e se se colocou alguns alunos num novo programa e outros não, é fazer desses alunos cobaias. Agora como a experiência falhou vêm os panos quentes, contudo a palavra chave é: "experiência ". Na educação não pode haver experimentalismo em tempo real, não se pode jogar com o futuro das pessoas. Qd as coisas mudam tem de ser para todos e com a certeza do que foi feito, pois andamos há mais de dez anos com programa novo, programa antigo, programa reformulado. Será que ainda não perceberam que o essencial do problema não é o conteúdo programático e assim sendo será o conteúdo pedagógico.
Dar condiçoes de ensino, re-avaliar a doer desde a 1ª classe (nada de passagens automáticas até ao nono ano), e considerar essencial o conhecimento CORRECTO não apenas a busca do conhecimento.
Dar condiçoes de ensino, re-avaliar a doer desde a 1ª classe (nada de passagens automáticas até ao nono ano), e considerar essencial o conhecimento CORRECTO não apenas a busca do conhecimento.
Orçamento de Estado...
... coisas que não percebo. Como é que os salários pagos pelo Estado tiveram uma redução e mesmo assim a despesa aumentou? É que se se transferiram despesas de salários para prestações de serviços ficou tudo na mesma. O futuro não é risonho para este ministro das finanças e na minha opinião a ameaça de usar a "lei" para atingir o objectivo de 4,6% significa uma só coisa: o objectivo não está a ser atingido. Esperemos por Janeiro.
quarta-feira, julho 12, 2006
Mau perder...
... Zidane foi expulso e bem. Claro que Materazzi chamou p**** }à mãe, à irmã, mas de certeza que Mr. Z tb insultou os adversários, se não neste noutros jogos. Mas agora o mau perder francês, encabeçado pelo mau perder do treinador começa a ultrapassar todos os limites. Gallas já afirmou que quer dar uns murros em Materazzi, existem acusações de racimso aos italianos por parte dos franceses e agora isto.
Mas, então não foram estes franceses que antes da semi-final disseram que os portugueses eram fiteiros, batoteiros, provacadores e tinham falta de fair-play? Isso não foi racismo? Isso não influenciou o árbitro? Isso não influenciou a própria actuação da equipa portuguesa?
De resto quanto às simulações eu vi pelo menos duas na final por parte de Zidane, mas não acho que o fossem, pois quando um jogador vai em corrida e finta um adversário tem duas soluções, ou continua a correr e embate na perna do adversário arriscando-se a lesionar-se ou tenta saltar por cima e invariavelmente cai. Ora as duas "simulaçõs" de Zidane na final foram deste tipo, as várias de Cristiano na semi-final também.
A FIFA deveria ter mais atenção a este facto, se um jogador cai para evitar uma colisão (e onde ganharia a falta) então não deveria começar a pensar em sancionar essas faltas (aqui o replay é indespensável) ou pelo menos as entradas.
Mas, então não foram estes franceses que antes da semi-final disseram que os portugueses eram fiteiros, batoteiros, provacadores e tinham falta de fair-play? Isso não foi racismo? Isso não influenciou o árbitro? Isso não influenciou a própria actuação da equipa portuguesa?
De resto quanto às simulações eu vi pelo menos duas na final por parte de Zidane, mas não acho que o fossem, pois quando um jogador vai em corrida e finta um adversário tem duas soluções, ou continua a correr e embate na perna do adversário arriscando-se a lesionar-se ou tenta saltar por cima e invariavelmente cai. Ora as duas "simulaçõs" de Zidane na final foram deste tipo, as várias de Cristiano na semi-final também.
A FIFA deveria ter mais atenção a este facto, se um jogador cai para evitar uma colisão (e onde ganharia a falta) então não deveria começar a pensar em sancionar essas faltas (aqui o replay é indespensável) ou pelo menos as entradas.
sexta-feira, julho 07, 2006
Perdemos...
... e podíamos ter ganho, mas perdemos. O penalti foi penalti, o árbitro não influiu no resultado e de facto não perdemos contra toda a França, mas contra os filhos dos imigrantes em França. É curioso, como um país que coloca estes à margem da sociedade tem neles o orgulho das vitórias no mundial. Será que é necessário aumentar a exclusão social para que os poucos que vingam no desporto possam dar ao país que não trata bem os seus colegas de escola as alegrias das vitórias?
Eu por mim prefiro sair derrotado mas saber que se combate a exclusão social, a desigualdade e o racismo (e racismo não é só contra os que têm uma coloração de pele difrente, RACISMO foi a forma como a imprensa francesa tratou os portugueses, a selecção e o país nas vésperas dos jogos).
Mas... ...da próxima temos de ganhar.
Eu por mim prefiro sair derrotado mas saber que se combate a exclusão social, a desigualdade e o racismo (e racismo não é só contra os que têm uma coloração de pele difrente, RACISMO foi a forma como a imprensa francesa tratou os portugueses, a selecção e o país nas vésperas dos jogos).
Mas... ...da próxima temos de ganhar.
terça-feira, julho 04, 2006
Eliminar um tabu...
... as reformas não podem ser um mecanismo de justiça social devido às injustiças que causam.
Uma vez que agora conta toda a vida contribuinte de um cidadão, vejamos o caso de dois cidadãos: um que descontou durante 40 anos e outro que descontou só 35 anos. Se pensarmos que aquele que descontou 45 teve a trabalhar enquanto estudou ganhando próximo do salário mínimo e que após o curso ambos ganharam o mesmo, de facto ocomo os dois tiveram uma carreira contributiva "completa" o segundo ganhará mais de reforma que o primeiro.
A conta é f+acil. Imagine-se que durante 35 anos o segundo ganhou Y euros o primeiro ganhou Y euros nos últimos 35 anos e X (X menor do que Y) nos primeiros 5.
Assim o segundo cidadão terá uma reforma de:
35*Y/35 = Y
O primeiro terá
(35*Y+5*X)/40= 35/40*Y + 5/40*X= 7/8 Y + 1/8 * X
Comparemos (2º - 1º):
Y - (7/8 Y + 1/8 * X) = 1/8 (Y-X) >0.
Logo o primeiro contribuiu mais, durante mais tempo e GANHA MENOS.
A fórmula deveria ser ajustada pelos anos trabalhados tendo em conta a esperança de vida à idade de reforma, ou seja, corrigido por um factor do tipo:
Anos trabalhados / E(vida|reforma)
Se se reforma antes então a reforma diminui, se trabahla mais tempo a reforma aumenta.
Mas as fórmulas do governo é só uma:
SACAR O MÁXIMO
RESPONSABILIZAR-SE O MÍNIMO.
Uma vez que agora conta toda a vida contribuinte de um cidadão, vejamos o caso de dois cidadãos: um que descontou durante 40 anos e outro que descontou só 35 anos. Se pensarmos que aquele que descontou 45 teve a trabalhar enquanto estudou ganhando próximo do salário mínimo e que após o curso ambos ganharam o mesmo, de facto ocomo os dois tiveram uma carreira contributiva "completa" o segundo ganhará mais de reforma que o primeiro.
A conta é f+acil. Imagine-se que durante 35 anos o segundo ganhou Y euros o primeiro ganhou Y euros nos últimos 35 anos e X (X menor do que Y) nos primeiros 5.
Assim o segundo cidadão terá uma reforma de:
35*Y/35 = Y
O primeiro terá
(35*Y+5*X)/40= 35/40*Y + 5/40*X= 7/8 Y + 1/8 * X
Comparemos (2º - 1º):
Y - (7/8 Y + 1/8 * X) = 1/8 (Y-X) >0.
Logo o primeiro contribuiu mais, durante mais tempo e GANHA MENOS.
A fórmula deveria ser ajustada pelos anos trabalhados tendo em conta a esperança de vida à idade de reforma, ou seja, corrigido por um factor do tipo:
Anos trabalhados / E(vida|reforma)
Se se reforma antes então a reforma diminui, se trabahla mais tempo a reforma aumenta.
Mas as fórmulas do governo é só uma:
SACAR O MÁXIMO
RESPONSABILIZAR-SE O MÍNIMO.
quinta-feira, junho 22, 2006
Repetir uma mentira mil vezes...
... muito ao gosto dos políticos que gostam de afirmar o que o nosso PR afirmou:
"...«As universidades estão fechadas na sua torre de marfim, mas esperto que isso mude», enfatizou Cavaco Silva... "
Ao visitar o Biocant (por acaso uma pareceria entre a Universidade de Coimbra e várias empresas), depois de visitar a Critical (resultante de esforços de investigação dentro da mesma UC e que com o apoio desta na incubadora de empresas se tornou numa empresa de sucesso), enfim...
... mas é sempre assim: em Portugal políticos, industriais gostam de repetir a frase, mas quando as universidades vão ter com eles, são eles que fecham as portas. Usualmente o medo de ter ao lado quem sabe algo em vez de ser uma honra é visto como uma vergonha, pois todos são sabichões e ai de quem disser: "...isso não é bem verdade...".
Basta pensar um pouco para ver que as universidades não estão fechadas:
1 . Qq carreira académica faz-se com investigação;
2 . Muita investigação é aplicada
3. Logo que melhor lugar do que junto das empresas.
Contudo o espírito empresarial português é diferente:
1 . A maioria quer o lucro fácil aqui e agora
2 . A investigação demora tempo a dar frutos
3 . Logo parcerias com as Universidades são uma perda de tempo (?)
Claro que cientistas e empresários falam línguas diferentes, mas porque é que têm de ser sempre as universidades a apanhar com as culpas todas? Já repararam que de facto o investimento em I&D privado em Portugal é practicamente nulo? Se de facto a culpa fosse das universidades portuguesas então os empresários fariam parcerias com universidades de países em que supostamente não estão em torres (não de marfim, pois não têm dinheiro mas de latão), e haveria imensas parcerias entre empresas portuguesas e universidades espanholas, inglesas, americanas, ... ... mas, por acaso tb não há. De quem é a culpa?
Claro, das universidades, é o alvo mais fácil (façam o que fizerem, esforcem-se com se esforçarem...).
"...«As universidades estão fechadas na sua torre de marfim, mas esperto que isso mude», enfatizou Cavaco Silva... "
Ao visitar o Biocant (por acaso uma pareceria entre a Universidade de Coimbra e várias empresas), depois de visitar a Critical (resultante de esforços de investigação dentro da mesma UC e que com o apoio desta na incubadora de empresas se tornou numa empresa de sucesso), enfim...
... mas é sempre assim: em Portugal políticos, industriais gostam de repetir a frase, mas quando as universidades vão ter com eles, são eles que fecham as portas. Usualmente o medo de ter ao lado quem sabe algo em vez de ser uma honra é visto como uma vergonha, pois todos são sabichões e ai de quem disser: "...isso não é bem verdade...".
Basta pensar um pouco para ver que as universidades não estão fechadas:
1 . Qq carreira académica faz-se com investigação;
2 . Muita investigação é aplicada
3. Logo que melhor lugar do que junto das empresas.
Contudo o espírito empresarial português é diferente:
1 . A maioria quer o lucro fácil aqui e agora
2 . A investigação demora tempo a dar frutos
3 . Logo parcerias com as Universidades são uma perda de tempo (?)
Claro que cientistas e empresários falam línguas diferentes, mas porque é que têm de ser sempre as universidades a apanhar com as culpas todas? Já repararam que de facto o investimento em I&D privado em Portugal é practicamente nulo? Se de facto a culpa fosse das universidades portuguesas então os empresários fariam parcerias com universidades de países em que supostamente não estão em torres (não de marfim, pois não têm dinheiro mas de latão), e haveria imensas parcerias entre empresas portuguesas e universidades espanholas, inglesas, americanas, ... ... mas, por acaso tb não há. De quem é a culpa?
Claro, das universidades, é o alvo mais fácil (façam o que fizerem, esforcem-se com se esforçarem...).
segunda-feira, junho 19, 2006
Não é por estar a jogar bem...
... que penso que seja útil.
É verdade que no jogo de Angola foi ele que fez a arrancada para o golo, mas queríamos um número dez e Figo após essa arrancada nada fez, não coordenou, não fez passes, não recuperou bolas e passou a ser um buraco negro no meio de campo, todas as bolas passavam por lá, mas de lá nada saiu.
Contra o Irão, fez bem quando fez o que devia... ...descair para uma das alas, sendo o que ele é: um extremo, e aí foi o Figo de qualidade que deveria ser sempre, o pior foi que quase sempre andou perdido no meio do campo a fazer sabe-se lá o quê...
... quando vierem equipas mais fortes ou este elemento joga tacticamente como deve ( e como o treinador do Inter , após o deixar de fora vários jogos, o obrigou) ou passamos a jogar desfalcados de uma asa, e não se surpreendam então se o golo adversário vier pela ala onde Figo deveria estar.
É verdade que no jogo de Angola foi ele que fez a arrancada para o golo, mas queríamos um número dez e Figo após essa arrancada nada fez, não coordenou, não fez passes, não recuperou bolas e passou a ser um buraco negro no meio de campo, todas as bolas passavam por lá, mas de lá nada saiu.
Contra o Irão, fez bem quando fez o que devia... ...descair para uma das alas, sendo o que ele é: um extremo, e aí foi o Figo de qualidade que deveria ser sempre, o pior foi que quase sempre andou perdido no meio do campo a fazer sabe-se lá o quê...
... quando vierem equipas mais fortes ou este elemento joga tacticamente como deve ( e como o treinador do Inter , após o deixar de fora vários jogos, o obrigou) ou passamos a jogar desfalcados de uma asa, e não se surpreendam então se o golo adversário vier pela ala onde Figo deveria estar.
quarta-feira, junho 14, 2006
Alive and kicking...
Nestes dias não houve um tema que, quer nos jornais, quer nas TVs, que fosse merecedor de um comentário individualizado. Não porque não os houvesse, mas porque eram às dúzias:
* O crescimento de 1% do PIB comparando trimestres com cerca de 70 dias úteis com outro com cerca de 65 e férias pelo meio (note-se a produção industrial já a cair este mês);
* A agressão à professora que mostra que o governo está a conseguir o que quer: descredibilizar o ensino;
* O PR que em vez de ouvir os portugueses os manda calar;
* Uma SPORT TV que transmite todos os jogos, mas não vendeu nenhuma retransmissão e agora está aflita por falta de receitas;
* Um Scolari que nos chamou racista (e somos tão racistas como qq outro povo);
....
Mais parece um país em agonia profunda:
* lê-se nas estrelas a retoma e a qq indicador diz-se que está aí
* tenta-se q os portugueses se calem perante injustiças entre aqueles que trabalham no estado e os que trabalham PARA ESTAR no estado/governo
* descredibiliza-se o estudo, mas tb o trabalho através de condecorações a quem não fez mais do que trabalhar com deve (parece que é para dizer que quem cumpre os deveres é uma excepção, logo se não queres uma comenda que para nada serve bem podes perguiçar).
Assim não vamos bem. Basta ver os dados do The Economist, há três meses atrás só a Itália crescia menos do que Portugal, agora, ... ..., nem isso, estamos mesmo em último. Merecemos? Claro que sim, elegemos quem nos prometia o céu sem trabalhar e ficámos muito próximos do que queríamos, bem a dizer mesmo ao lado, no purgatório.
* O crescimento de 1% do PIB comparando trimestres com cerca de 70 dias úteis com outro com cerca de 65 e férias pelo meio (note-se a produção industrial já a cair este mês);
* A agressão à professora que mostra que o governo está a conseguir o que quer: descredibilizar o ensino;
* O PR que em vez de ouvir os portugueses os manda calar;
* Uma SPORT TV que transmite todos os jogos, mas não vendeu nenhuma retransmissão e agora está aflita por falta de receitas;
* Um Scolari que nos chamou racista (e somos tão racistas como qq outro povo);
....
Mais parece um país em agonia profunda:
* lê-se nas estrelas a retoma e a qq indicador diz-se que está aí
* tenta-se q os portugueses se calem perante injustiças entre aqueles que trabalham no estado e os que trabalham PARA ESTAR no estado/governo
* descredibiliza-se o estudo, mas tb o trabalho através de condecorações a quem não fez mais do que trabalhar com deve (parece que é para dizer que quem cumpre os deveres é uma excepção, logo se não queres uma comenda que para nada serve bem podes perguiçar).
Assim não vamos bem. Basta ver os dados do The Economist, há três meses atrás só a Itália crescia menos do que Portugal, agora, ... ..., nem isso, estamos mesmo em último. Merecemos? Claro que sim, elegemos quem nos prometia o céu sem trabalhar e ficámos muito próximos do que queríamos, bem a dizer mesmo ao lado, no purgatório.
segunda-feira, junho 05, 2006
Não estudes, traballha...
... associado à recente orgia de ataques a quem tem qualificações o governo produziu mais uma pérola: dar equivalência ao 12º ano reconhecendo as competências ganhas na vida profissional.
A medida é boa... ...para melhorar as estatísticas portuguesas e eelvar o número de pessoas com 12 anos de escolaridade (20%) , mas é só isso.
Essas pessoas sabem mais? Não.
Estão mais qualificadas? Não.
O mercado de trabalho pagará mais? Não.
Até poderia ser bom o estado reconhecer as competências e produzir certificados, mas não devia misturar esses certificados com os da escolaridade. As competências e qualificações ganham-se em dois estágios: aprendizagem escolar e experiência. Fazer equivaler o segundo ao primeiro é de quem despreza a escola e dá o sinal às pessoas que não vale a pena estudar (assim, como assim, terão o 12º ano com a experiência professional). Mas o conjunto de competências que só na escola se aprende: raciocínio abstracto, língua portuguesa (eu não sou exemplo), capacidade de comunicação, articulação de ideias, capacidade de adaptação, ser um solucionador de problemas e não um mero executante de soluções, tudo isso fica para trás. E são essas as qualificações que não temos, as profissionais já o mercada as avalia, basta olhar para os CVs e é aí que estão as competências profissionais, o resto... ...o resto é melhorar as estatísticas e olhar para o lado, assim não vê que a qualificação média é a mesma, que as competências são as mesmas e que num mercado interncional que ganha quem for mais qualificado (escola + experiência) ficaremos para trás. É que digam o que quiserem, mas colocar a escola em segundo plano é querer correr com os outros com uma perna a menos...
A medida é boa... ...para melhorar as estatísticas portuguesas e eelvar o número de pessoas com 12 anos de escolaridade (20%) , mas é só isso.
Essas pessoas sabem mais? Não.
Estão mais qualificadas? Não.
O mercado de trabalho pagará mais? Não.
Até poderia ser bom o estado reconhecer as competências e produzir certificados, mas não devia misturar esses certificados com os da escolaridade. As competências e qualificações ganham-se em dois estágios: aprendizagem escolar e experiência. Fazer equivaler o segundo ao primeiro é de quem despreza a escola e dá o sinal às pessoas que não vale a pena estudar (assim, como assim, terão o 12º ano com a experiência professional). Mas o conjunto de competências que só na escola se aprende: raciocínio abstracto, língua portuguesa (eu não sou exemplo), capacidade de comunicação, articulação de ideias, capacidade de adaptação, ser um solucionador de problemas e não um mero executante de soluções, tudo isso fica para trás. E são essas as qualificações que não temos, as profissionais já o mercada as avalia, basta olhar para os CVs e é aí que estão as competências profissionais, o resto... ...o resto é melhorar as estatísticas e olhar para o lado, assim não vê que a qualificação média é a mesma, que as competências são as mesmas e que num mercado interncional que ganha quem for mais qualificado (escola + experiência) ficaremos para trás. É que digam o que quiserem, mas colocar a escola em segundo plano é querer correr com os outros com uma perna a menos...
Continuação...
... deste post aqui.
Vejam hoje no causa nossa um constitucionalista, versado em direito a dar dicas de economia e a atacar os mesmos...
... já agora os boys e amigos que meteu nos diversos organismos do estado (os quadros médios), quanto ganham, e quanto ganham na Europa nas mesmas funções...
... mas disso não fala (mais uma vez a inveja mesquinha a vir ao de cima).
Vejam hoje no causa nossa um constitucionalista, versado em direito a dar dicas de economia e a atacar os mesmos...
... já agora os boys e amigos que meteu nos diversos organismos do estado (os quadros médios), quanto ganham, e quanto ganham na Europa nas mesmas funções...
... mas disso não fala (mais uma vez a inveja mesquinha a vir ao de cima).
O destabilizador...
Portugal fez uma boa campanha de qualificação para o Mundial. Os jogadores tacticamente e disciplinarmente não deram problemas, mas agora tudo está diferente:
Tacticamente andam perdidos, disciplinarmente de cabeça perdida e aparentemente nada mudou... nada?... quase nada... Existe um novo membro no plantel, um que estave fora da selecção algum tempo mas que DESEJOU regressar.
Este novo membro foi protagonista de uma cotovelada a um jogador do Luxemburgo, mas ninguém viu, nem comentadores, nem impressa,... ...continua a ser um menino bonito, já Cristiano Ronaldo (pressionado pela competição acrescida e sabe-se lá o que terá ouvido desse elemento) está sob observação...
... enfim, um homem que não sabe perder (lembram-se da camisa atirada ao chão nas meis finais contra a França no Euro 2000?), não sabe passar para segundo plano (lembram-se da fita quando foi substituido no Euro 2004, lembram-se dos problemas - cudaddosamente filtrados na imprensa portuguesa - que deu no actual clube pois quando chegou não foi logo titular), e tem de resolver o jogo (deu um penalti, mas perdeu bolas a querer fintar três adversários, pede sempre a bola, agarra-se a ela e acha que é ele que tem de resolver tudo e que é a estrela - tem de se perdoar o comportamento de C. Ronaldo que era estrela sem nada disto, mas que agora ao ver o exemplo percebe que só o será se se comportar como o colega), enfim um homem que não tem ética nos contractos (passagem do Barça para o Real, mas pior foi quando passou do Sprting para o Barça ao assinar simultâneamente com Parma e Juventus), enfim tou a falar de...
Tacticamente andam perdidos, disciplinarmente de cabeça perdida e aparentemente nada mudou... nada?... quase nada... Existe um novo membro no plantel, um que estave fora da selecção algum tempo mas que DESEJOU regressar.
Este novo membro foi protagonista de uma cotovelada a um jogador do Luxemburgo, mas ninguém viu, nem comentadores, nem impressa,... ...continua a ser um menino bonito, já Cristiano Ronaldo (pressionado pela competição acrescida e sabe-se lá o que terá ouvido desse elemento) está sob observação...
... enfim, um homem que não sabe perder (lembram-se da camisa atirada ao chão nas meis finais contra a França no Euro 2000?), não sabe passar para segundo plano (lembram-se da fita quando foi substituido no Euro 2004, lembram-se dos problemas - cudaddosamente filtrados na imprensa portuguesa - que deu no actual clube pois quando chegou não foi logo titular), e tem de resolver o jogo (deu um penalti, mas perdeu bolas a querer fintar três adversários, pede sempre a bola, agarra-se a ela e acha que é ele que tem de resolver tudo e que é a estrela - tem de se perdoar o comportamento de C. Ronaldo que era estrela sem nada disto, mas que agora ao ver o exemplo percebe que só o será se se comportar como o colega), enfim um homem que não tem ética nos contractos (passagem do Barça para o Real, mas pior foi quando passou do Sprting para o Barça ao assinar simultâneamente com Parma e Juventus), enfim tou a falar de...
quarta-feira, maio 31, 2006
Eu tb quero...
In DN:
"Os cinco partidos com assento parlamentar acordaram ontem alterar a ordem de trabalhos da Assembleia da República, no próximo dia 21 de Junho, de forma a que a discussão plenária não coincida com a hora do jogo Portugal-México, a contar para o Mundial. A decisão, em conferência de líderes foi tomada por consenso, merecendo também a concordância do presidente da AR, Jaime Gama. "
E eu, e os milhões de portugueses que têm de trabalhar a essa hora? É mais um exemplo do que os políticos actuais pedem aos portugueses: sacrifícios para sair da crise? ou para eles continuarem com os bolsos cheias e as regalias intactas?
Já disse uma vez, duas, três e digo outra vez: A classe política portuguesa não tem ética, não tem capacidade de gerir o país. É necessário e urgente a substituição dos partidos do arco governamental por outros, com projectos novos, ambição e sem medo de trabalhar (mesmo que se perca o jogo Portugal-México).
"Os cinco partidos com assento parlamentar acordaram ontem alterar a ordem de trabalhos da Assembleia da República, no próximo dia 21 de Junho, de forma a que a discussão plenária não coincida com a hora do jogo Portugal-México, a contar para o Mundial. A decisão, em conferência de líderes foi tomada por consenso, merecendo também a concordância do presidente da AR, Jaime Gama. "
E eu, e os milhões de portugueses que têm de trabalhar a essa hora? É mais um exemplo do que os políticos actuais pedem aos portugueses: sacrifícios para sair da crise? ou para eles continuarem com os bolsos cheias e as regalias intactas?
Já disse uma vez, duas, três e digo outra vez: A classe política portuguesa não tem ética, não tem capacidade de gerir o país. É necessário e urgente a substituição dos partidos do arco governamental por outros, com projectos novos, ambição e sem medo de trabalhar (mesmo que se perca o jogo Portugal-México).
domingo, maio 28, 2006
Quem estudou está sob ataque ou cópia de comment no Lodo do Cais
A popularidade do PS deve-se apenas a uma e só uma coisa: estar a atacar as classes sociais ditas privilegiadas.
A parte da população que nem o 12º ano tem (cerca de 80%) gosta de ver médicos, juristas, professores, executivos, farmacêuticos, etc. a serem atacados. Essa população que por uma razão ou outra desitiram da escola ( não me venham dizer que era por não terem oportunidades, pois tive na faculdade muitos colegas cujas famílias eram bem pobres e passaram muitos sacrifícios) tem um ódio a quem se sacrificou para obter mais qualificações - basta ver o tratamento dual dado aos médicos, de senhor doutor pela frente a filho da p+++ que vai a congressos pagos por nós por de trás.
Veja-se o recente exemplo da dar aos pais a avaliação de professores, claro que muitos em Coimbra, Lisboa e Porto, assim como noutros centros urbanos têm qualificação para tal, mas nas vilas, nas aldeias, no Portugal dos 80% que qualificação tem um pai com o 9º ano (e seria bom que o tivesse) para avaliar os professores???
A reforma da seg. social foi vendida tb ela como um ataque a quem ganha mais (como se essas pessoas fossem culpadas de terem o mérito e a capacidade de tal), logo muito popular, até porque a classe de fracos rendimentos após a reforma continua muitas vezes a trabalhar logo a reforma da seg. social quase não os afecta.
E é isto que o PS está a fazer com consequências graves para o futuro do país. Atacando quem ao longo da vida se esforça para obter qualificações dá o sinal de que estas de pouco valem, pois serão esses que pagarão a crise dos outros.
Não se admirem, pois, se o abandono escolar daqui a cinco anos aumentar, se o nível médio das qualificações descer.
Claro que para o PSD é qq outro é difícil dizer alto e bem som que os culpados da crise são os que não estudaram, não só representam 80% dos votos como são os mais pobres, mas de facto os culpados da crise portuguesa são todos aqueles entre os 16 e os 35 anos (tinham 15 em 1986) que não estudaram, preferiram abandonar a escola, seriam esses os que tb deviam ser penalizados, pois quem usou o sistema educativo sem tirar nenhuma qualificação desperdiçando os recursos do estado deveria ser sujeito a uma penalidade (mais 2% no IRS por exemplo). Mas como fazer esta oposição a um PS que tb ele odeia quem tem qualificações???
Veja-se Sócrates com um bacharel num politécnico e curso numa privada, quase por obrigação familiar e partidária, agora Seguro (nº 2???) tb ele licenciado por obrigação partidária. Estes são aqueles que tiram o curso para ter o eng. ou dr. atrás do nome mas dizem que nada aprenderam na escola, logo não é de admirar que o discurso passe bem.
A parte da população que nem o 12º ano tem (cerca de 80%) gosta de ver médicos, juristas, professores, executivos, farmacêuticos, etc. a serem atacados. Essa população que por uma razão ou outra desitiram da escola ( não me venham dizer que era por não terem oportunidades, pois tive na faculdade muitos colegas cujas famílias eram bem pobres e passaram muitos sacrifícios) tem um ódio a quem se sacrificou para obter mais qualificações - basta ver o tratamento dual dado aos médicos, de senhor doutor pela frente a filho da p+++ que vai a congressos pagos por nós por de trás.
Veja-se o recente exemplo da dar aos pais a avaliação de professores, claro que muitos em Coimbra, Lisboa e Porto, assim como noutros centros urbanos têm qualificação para tal, mas nas vilas, nas aldeias, no Portugal dos 80% que qualificação tem um pai com o 9º ano (e seria bom que o tivesse) para avaliar os professores???
A reforma da seg. social foi vendida tb ela como um ataque a quem ganha mais (como se essas pessoas fossem culpadas de terem o mérito e a capacidade de tal), logo muito popular, até porque a classe de fracos rendimentos após a reforma continua muitas vezes a trabalhar logo a reforma da seg. social quase não os afecta.
E é isto que o PS está a fazer com consequências graves para o futuro do país. Atacando quem ao longo da vida se esforça para obter qualificações dá o sinal de que estas de pouco valem, pois serão esses que pagarão a crise dos outros.
Não se admirem, pois, se o abandono escolar daqui a cinco anos aumentar, se o nível médio das qualificações descer.
Claro que para o PSD é qq outro é difícil dizer alto e bem som que os culpados da crise são os que não estudaram, não só representam 80% dos votos como são os mais pobres, mas de facto os culpados da crise portuguesa são todos aqueles entre os 16 e os 35 anos (tinham 15 em 1986) que não estudaram, preferiram abandonar a escola, seriam esses os que tb deviam ser penalizados, pois quem usou o sistema educativo sem tirar nenhuma qualificação desperdiçando os recursos do estado deveria ser sujeito a uma penalidade (mais 2% no IRS por exemplo). Mas como fazer esta oposição a um PS que tb ele odeia quem tem qualificações???
Veja-se Sócrates com um bacharel num politécnico e curso numa privada, quase por obrigação familiar e partidária, agora Seguro (nº 2???) tb ele licenciado por obrigação partidária. Estes são aqueles que tiram o curso para ter o eng. ou dr. atrás do nome mas dizem que nada aprenderam na escola, logo não é de admirar que o discurso passe bem.
sexta-feira, maio 26, 2006
É inaceitável...
In Público:
Litro de gasóleo vai ter cinco por cento de biodiesel
26.05.2006 - 15h21 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que, a partir de Junho, cada litro de gasóleo vai passar a incorporar cinco por cento de biodiesel, uma medida prevista na legislação da União Europeia e que pretende defender o ambiente.
Em declarações aos jornalistas, no final do debate mensal na Assembleia da República, José Sócrates referiu que a medida do Governo está enquadrada "na legislação da União Europeia", que visa "incentivar a utilização deste combustível" e "proteger o ambiente".
E é inaceitével porquê, se o biodiesel reduz as emissões poluentes, se é renovável, se, no fim de contas é bom para o ambiente?... ...porque na verdade é MAIS CARO que o Diesel convencional (se não já todos tinham mudado). Adicionar 5% de biodiesel no combustível significará aumentar o preço do gasóleo.
Então como fazer para promover o ambientalismo sem ser às custas do cidadão? Na verdade um meio ambiente mais limpo implica menos gastos do estado na limpeza do mesmo (no caso do diesel, menos limpezas a monumentos, casas, edifícios e melhor ar para todos e menos gastos de saúde), assim a medida correcta seria dar uma redução fiscal no Imposto sobre produtos petrolíferos na mistura diesel + biodiesel por forma a ser mais competitiva, mas não, o governo opta pela má solução: OBRIGAR.
Eu quero ser LIVRE de escolher (embora escolhesse o biodiesel).
Litro de gasóleo vai ter cinco por cento de biodiesel
26.05.2006 - 15h21 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que, a partir de Junho, cada litro de gasóleo vai passar a incorporar cinco por cento de biodiesel, uma medida prevista na legislação da União Europeia e que pretende defender o ambiente.
Em declarações aos jornalistas, no final do debate mensal na Assembleia da República, José Sócrates referiu que a medida do Governo está enquadrada "na legislação da União Europeia", que visa "incentivar a utilização deste combustível" e "proteger o ambiente".
E é inaceitével porquê, se o biodiesel reduz as emissões poluentes, se é renovável, se, no fim de contas é bom para o ambiente?... ...porque na verdade é MAIS CARO que o Diesel convencional (se não já todos tinham mudado). Adicionar 5% de biodiesel no combustível significará aumentar o preço do gasóleo.
Então como fazer para promover o ambientalismo sem ser às custas do cidadão? Na verdade um meio ambiente mais limpo implica menos gastos do estado na limpeza do mesmo (no caso do diesel, menos limpezas a monumentos, casas, edifícios e melhor ar para todos e menos gastos de saúde), assim a medida correcta seria dar uma redução fiscal no Imposto sobre produtos petrolíferos na mistura diesel + biodiesel por forma a ser mais competitiva, mas não, o governo opta pela má solução: OBRIGAR.
Eu quero ser LIVRE de escolher (embora escolhesse o biodiesel).
terça-feira, maio 23, 2006
Previsão da OCDE
Aqui
Pior do que a previsão de um crescimento de 0.7% do PIB para o ano corrente é a previsão do défice público para 2006 e 2007: 5% e 4.5% respectivamente. Ou seja começam a falhar as metas propostas, nomeadamente os 4.8% para o ano corrente.
Interessante é tb o parágrafo introdutório:
The high level of the fiscal deficit means that it is crucial to sustain on-going consolidation efforts. Besides tax increases and current measures to control the public sector wage bill in the short term, decisive action should continue to better control primary spending. Further efforts to raise
Portugal’s human capital, modernise the economy and increase competition are essential for a return to sustained economic growth.
Ou seja, mais importante do que aumentar impostos ou reduzir salários, seria importante diminuir outras despesas. Além de que tem de haver mais esforço para aumentar o capital humano da população (educação). Será que se conseguirá melhor educação pagando menos a quem educa?
Pior do que a previsão de um crescimento de 0.7% do PIB para o ano corrente é a previsão do défice público para 2006 e 2007: 5% e 4.5% respectivamente. Ou seja começam a falhar as metas propostas, nomeadamente os 4.8% para o ano corrente.
Interessante é tb o parágrafo introdutório:
The high level of the fiscal deficit means that it is crucial to sustain on-going consolidation efforts. Besides tax increases and current measures to control the public sector wage bill in the short term, decisive action should continue to better control primary spending. Further efforts to raise
Portugal’s human capital, modernise the economy and increase competition are essential for a return to sustained economic growth.
Ou seja, mais importante do que aumentar impostos ou reduzir salários, seria importante diminuir outras despesas. Além de que tem de haver mais esforço para aumentar o capital humano da população (educação). Será que se conseguirá melhor educação pagando menos a quem educa?
sexta-feira, maio 12, 2006
O caso dos selos...
...não é a primeira vez que um caso como o dos selos acontece. No mundo financeiro várias empresas que prometem rentabilidades elevadas têm ido à falência levando à perda da poupança dos investidores que nelas acreditavam, apesar de no início o negócio parecer de confiança e, de factom rentável. E isto porquê? Será que no início era tudo um engodo? A resposta É invariavelmente , não. No início tudo funciona como deve ser, os títulos vendem-se, os investimentos fazm-se e as rentabilidades esperadas atingem-se... ...o pior vem depois, quando o sucesso é notório o número de agentes que querem investir aumenta exponencialmente e a fórmula do sucesso inicial não está preparada para alimentar rentabilidades elevadas para um tal volume de capital. Vejamos o caso dos selos, inicialmente a empresa investia em selos e estes valorizavam, contudo o aumento da procura que a empresa criou no mercado não alterou os preços e portanto tudo corria como deve ser. Quando a fórmula começou a atrair mais e mais investidores as necessidades de investimento em selos cresceram exponencialmente, como a oferta de selos é inelástica o aumento de preços destes no mercado começou a subir exponencialmente. Nesta altura a empresa estava a influir na subida do preço dos mesmos, era óbvio que mais tarde ou mais cedo o influxo de capitais parava e, portanto, a bolha especulativa iria rebentar. Quando foss necessário realizar liquidez não haveria compradores no mercado e o preço dos activos (selos) iria cair, uma vez que o grande comprador que tinha feito subir os preços tinha desaparecido e tornado-se grande vendedor. Assim as rentabilidades prometidas não eram alcançadas e a empresa falia.
Todo e qualquer investimento em activos de risco que prometam rentabilidades elevadas certas têm dentro de si a fórmula de fracasso, pois acabam por criar bolhas que rebentam. É certo que no longo prazo a rentabilidade até pode ser de 6%/ano, mas não se pode prometer atingir esta SEMPRE. Fazê-lo leva a que a mais pequena estagnação pontual do mercado leve à falência do mesmo.
Assim para futuros investidores o conselhoe é: vejam qual o activo que estão a comprar, se as taxas de rentabilidade dadas são elevadas tenham como certo riscos elevados, i.e., preparem-se para anos de grande cresicmento e anos de perdas e se vos oferecem rentabilidades elevadas como certas nem que seja num prazo fixo (5 ou 10 anos) sem risco e a todos os que quiserem entrar, então algo tem forçosamente de estar errado, pois quem gere a carteira não pode garantir que no dia de vencimento desta não tenha havido um crash nos preços cuja alta anterior ele próprio tenha alimentado. Os fundos de investimento fechados* (quantidade de capital a investir fixo à partida) são mais confiáveis pq não alimentam bolhas contudo são mais iliquidos, i.e., mais dificeis de vender. Neste caso vejam se estão cotados em bolsa ou preparem-se para ficar com o capital parado durante muito tempo.
*Atenção fechados de facto - i.e. o investidor não lança séries sucessivas de fundos fechados com a mesma fórmula, nesse caso o prorblema mantém-se.
Todo e qualquer investimento em activos de risco que prometam rentabilidades elevadas certas têm dentro de si a fórmula de fracasso, pois acabam por criar bolhas que rebentam. É certo que no longo prazo a rentabilidade até pode ser de 6%/ano, mas não se pode prometer atingir esta SEMPRE. Fazê-lo leva a que a mais pequena estagnação pontual do mercado leve à falência do mesmo.
Assim para futuros investidores o conselhoe é: vejam qual o activo que estão a comprar, se as taxas de rentabilidade dadas são elevadas tenham como certo riscos elevados, i.e., preparem-se para anos de grande cresicmento e anos de perdas e se vos oferecem rentabilidades elevadas como certas nem que seja num prazo fixo (5 ou 10 anos) sem risco e a todos os que quiserem entrar, então algo tem forçosamente de estar errado, pois quem gere a carteira não pode garantir que no dia de vencimento desta não tenha havido um crash nos preços cuja alta anterior ele próprio tenha alimentado. Os fundos de investimento fechados* (quantidade de capital a investir fixo à partida) são mais confiáveis pq não alimentam bolhas contudo são mais iliquidos, i.e., mais dificeis de vender. Neste caso vejam se estão cotados em bolsa ou preparem-se para ficar com o capital parado durante muito tempo.
*Atenção fechados de facto - i.e. o investidor não lança séries sucessivas de fundos fechados com a mesma fórmula, nesse caso o prorblema mantém-se.
quinta-feira, maio 11, 2006
Ministro das Finanças, a ignorância compensa...
... relativamente à questão dos títulos filatélicos, o nosso querido (gosto de dizer querido, antes de criticar, dá um ar familiar à coisa...) ministro diz que fica à espera dos relatórios e fiscalização do BP e da CMVM. Bem, aqui está o problema, nenhuma destas duas instituições tem competência para fiscalizar a instituição, facto apontado pelo governador do Banco de Portugal. O ministro revelou uma falta de CONHECIMENTO (e foi ele Presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ) da lei portuguesa e sobretudo de uma lei directamente relacionada com o SEU ministério. Ora, num país em que a opinião pública exigisse dos seus governantes um mínimo de competência este ministro seria demitido, mas em Portugal não, corrigirá o tiro e continuará como se nada tivesse acontecido. Contudo, fiquei com uma questão: Quantas leis o nosso querido ministro desconhece e age como se as conhecesse?
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?
* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?
* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Ministro das Finanças, a ignorância compensa...
... relativamente à questão dos títulos filatélicos, o nosso querido (gosto de dizer querido, antes de criticar, dá um ar familiar à coisa...) ministro diz que fica à espera dos relatórios e fiscalização do BP e da CMVM. Bem, aqui está o problema, nenhuma destas duas instituições tem competência para fiscalizar a instituição, facto apontado pelo governador do Banco de Portugal. O ministro revelou uma falta de CONHECIMENTO (e foi ele Presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ) da lei portuguesa e sobretudo de uma lei directamente relacionada com o SEU ministério. Ora, num país em que a opinião pública exigisse dos seus governantes um mínimo de competência este ministro seria demitido, mas em Portugal não, corrigirá o tiro e continuará como se nada tivesse acontecido. Contudo, fiquei com uma questão: Quantas leis o nosso querido ministro desconhece e age como se as conhecesse?
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?
* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?
* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
segunda-feira, maio 08, 2006
Rever política de imigração...
Tirado do DN:
"O envelhecimento da população poderá fazer de Portugal o país em toda a União Europeia com um nível de riqueza por pessoa mais baixo em 2050, apenas conseguindo igualar a Grécia, e sendo ultrapassado por todos os países do alargamento. A projecção é realizada num estudo sobre o impacto ..."
Mas o estudo é apenas baseado numa projecção demográfica baseado nos dados actuais, logo um crescimento da população activa poderá resolver o problema, mas...
... um aumento da natalidade agora terá consequências imediatas de piorar a situação. Se pensarmos que durante os próxmos anos vamos aumentar a taxa de natalidade só daqui a 20 anos a primeira corte chega à idade activa. Assim haverá uma época transitória em que o número de pessoas em idade activa será muito reduzido quando comparado com os idosos e jovens. Só daqui a 40 anos é que esse grupo terá um aumento relativo. Assim, embora necessário, o problema do crescimento para a geração actual não pode passar por aí, embora devamos criar as condições para que o problema não perdure para sempre, assim, como aumentar a população activa durante essa fase?
1 ...imigração, vamos ter que recorrer a imigrantes e deixar-mos de ser uma sociedade monocultural. Termos de aceitar asiáticos, árabes e sul americanos na nossa sociedade, de preferência com um nível de qualificação médio ou elevado. É válido para toda a Europa e mais para Portugal, só assim poderemos ultrapassar a prevísivel recessão. E contudo, não nos podemos esquecer que não é trazê-los e colocá-los num guetto mas sim integrá-los, torná-los portugueses por forma a que as tensões sociais não se tornem um problema no futuro, não como fez a França.
2 ...aumento da produtividade através da qualificação. Apesar de não ter efeitos negativos a curto prazo demorará o seu tempo e será que o temos?
"O envelhecimento da população poderá fazer de Portugal o país em toda a União Europeia com um nível de riqueza por pessoa mais baixo em 2050, apenas conseguindo igualar a Grécia, e sendo ultrapassado por todos os países do alargamento. A projecção é realizada num estudo sobre o impacto ..."
Mas o estudo é apenas baseado numa projecção demográfica baseado nos dados actuais, logo um crescimento da população activa poderá resolver o problema, mas...
... um aumento da natalidade agora terá consequências imediatas de piorar a situação. Se pensarmos que durante os próxmos anos vamos aumentar a taxa de natalidade só daqui a 20 anos a primeira corte chega à idade activa. Assim haverá uma época transitória em que o número de pessoas em idade activa será muito reduzido quando comparado com os idosos e jovens. Só daqui a 40 anos é que esse grupo terá um aumento relativo. Assim, embora necessário, o problema do crescimento para a geração actual não pode passar por aí, embora devamos criar as condições para que o problema não perdure para sempre, assim, como aumentar a população activa durante essa fase?
1 ...imigração, vamos ter que recorrer a imigrantes e deixar-mos de ser uma sociedade monocultural. Termos de aceitar asiáticos, árabes e sul americanos na nossa sociedade, de preferência com um nível de qualificação médio ou elevado. É válido para toda a Europa e mais para Portugal, só assim poderemos ultrapassar a prevísivel recessão. E contudo, não nos podemos esquecer que não é trazê-los e colocá-los num guetto mas sim integrá-los, torná-los portugueses por forma a que as tensões sociais não se tornem um problema no futuro, não como fez a França.
2 ...aumento da produtividade através da qualificação. Apesar de não ter efeitos negativos a curto prazo demorará o seu tempo e será que o temos?
quarta-feira, maio 03, 2006
Tiros aos jornais portugueses... ...menos ao Público.
... às vezes o hábito faz-me reparar em coisas interessantes.
Estava eu a consultar o site do NY Times e decidi carregar no linh para CIÊNCIA, por acaso a seguir fui ao The Economist e fiz o mesmo (sim ,sou subscritor).
Como tb gosto do meu país fui ver o DN e acto contínuo cria clicar no mesmo link (ciência) e, NÃO HÁ. Fui ao JN e não há a secção. Fui ao Público e por acaso há uma secção de ciência, embora lá no fim, e não com um canal dedicado.
Comecei a indagar, por esse mundo fora no corriere della sera a dita ligação existe, no Repubblica tb, no El Pais idem aspas, aspas, no Le Monde também. Eu sei que a amostra é reduzida, mas todos os jornais de referência por esse mundo desenvolvido têm uma secção dedicada em exclusivo à CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Em Portugal só o Público (na edição em papel do Expresso tb não me lembro de ver tal coisas). Ora um choque tecnológico tb tem que passar pelos media, que incentivem o gosto pela ciência e este gosto quer se queira quer não passa pela divulgação da mesma. Um facto curioso é que em Portugal todos têm uma secção dedicada ao lazer, boa vida, ou seja à arte de GASTAR.
Estava eu a consultar o site do NY Times e decidi carregar no linh para CIÊNCIA, por acaso a seguir fui ao The Economist e fiz o mesmo (sim ,sou subscritor).
Como tb gosto do meu país fui ver o DN e acto contínuo cria clicar no mesmo link (ciência) e, NÃO HÁ. Fui ao JN e não há a secção. Fui ao Público e por acaso há uma secção de ciência, embora lá no fim, e não com um canal dedicado.
Comecei a indagar, por esse mundo fora no corriere della sera a dita ligação existe, no Repubblica tb, no El Pais idem aspas, aspas, no Le Monde também. Eu sei que a amostra é reduzida, mas todos os jornais de referência por esse mundo desenvolvido têm uma secção dedicada em exclusivo à CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Em Portugal só o Público (na edição em papel do Expresso tb não me lembro de ver tal coisas). Ora um choque tecnológico tb tem que passar pelos media, que incentivem o gosto pela ciência e este gosto quer se queira quer não passa pela divulgação da mesma. Um facto curioso é que em Portugal todos têm uma secção dedicada ao lazer, boa vida, ou seja à arte de GASTAR.
domingo, abril 30, 2006
Sobre anti-vírus e vírus...
... há coisas que gostava de ver investigadas em mais detalhe, nomeadamente os autores e criadores dos vírus informáticos, porque de facto as companhias que vendem anti-vírus e actualizações anuais, baseiam toda a sua actividade no facto de estarem sempre a surgir novas variantes e mutações.
Mas, estes vírus não são bichos que aparecem por aí mas criaçõs humanas, logo alguém os deve criar e lançar na net para atacar computadores, telemóveis e qq dia automóveis, electrodomésticos, etc.
Tirando um ou outro caso em que um vírus se espalha pela net infectando milhões de computadores e para os quais as companhias anti-vírus não produziram uma vacina em tempo record (demoraram um ou dois dias), os autores de todos os outros que não causam grande incómodo devido a vacinas que aparecem em menos de cinco minutos ficam impunes, ou será que quem cria a vacina conhece o vírus tão bem porque...
Mas, estes vírus não são bichos que aparecem por aí mas criaçõs humanas, logo alguém os deve criar e lançar na net para atacar computadores, telemóveis e qq dia automóveis, electrodomésticos, etc.
Tirando um ou outro caso em que um vírus se espalha pela net infectando milhões de computadores e para os quais as companhias anti-vírus não produziram uma vacina em tempo record (demoraram um ou dois dias), os autores de todos os outros que não causam grande incómodo devido a vacinas que aparecem em menos de cinco minutos ficam impunes, ou será que quem cria a vacina conhece o vírus tão bem porque...
Copiada do "Politicopata" - só para provar que o site não é à prova de cópias

José Alberto Coelho said...
Hoje na sede nacional do PSD, pelas 18:00 a tua presença é importante.Aparece, juntos vamos voltar a dar a palavra aos militantes.
E diz o Politicopata: E mai nada... Vamo lá a dáre vitamina C à laranjinha...
Zé Beto!
Zé Beto!
Zé Beto!
Zé Beto!
blog além
Causa nossa com propostas...
... uma concocrdo: a portgem da AE de Cascais e da ponte 25 de Abril;
... mas a outra: aumento das propinas no ensino superior público, não. Não é uma discordar completo mas relativo porque a ideia do aumento será para fazer os que podem pagar subsidiar os que não podem. Contudo com o sistema fiscal que temos, a fuga generalizada aos impostos, de facto será apenas mais um imposto sobre uma classe média, trabalhadora por conta de outrém que já paga muitos impostos. Não me parece que seja a forma sensata de levar mais pessoas ao ensino superior, aliás, países como a Suécia vêem o aluno, não como o filho de alguém mas como um adulto sem rendimentos, concedendo-lhes um empréstimo para estudar (que depois pagam ao longo da vida). Aumentar as propinas é afastar mais pessoas da classe média do ensino superior, é manter os jovens amarrados à ajuda dos pais e impedir uma das fornmações que a universidade tb deve dar: independência.
É intolerável que em Portugal com a carga fiscal enorme o Estado continue a orientar-se por uma lógica de ajuda familiar para atribuir subsídios: se os teus pais ganham mais ou menos, se o filho/a ganha mais ou menos então não levas subsídio ... ... mas a lógica de um estado social não era substituir a lógica de ajuda intra-familiar pela ajuda comunitária? Pelos vistos em Portugal não... ... é pena que aqueles que são da classe média não só tenham que ajudar familiares mais desafortunados como pagar impostos sabe-se lá para quê... ...para reduzir a pobreza em Portugal é que não é...
... mas a outra: aumento das propinas no ensino superior público, não. Não é uma discordar completo mas relativo porque a ideia do aumento será para fazer os que podem pagar subsidiar os que não podem. Contudo com o sistema fiscal que temos, a fuga generalizada aos impostos, de facto será apenas mais um imposto sobre uma classe média, trabalhadora por conta de outrém que já paga muitos impostos. Não me parece que seja a forma sensata de levar mais pessoas ao ensino superior, aliás, países como a Suécia vêem o aluno, não como o filho de alguém mas como um adulto sem rendimentos, concedendo-lhes um empréstimo para estudar (que depois pagam ao longo da vida). Aumentar as propinas é afastar mais pessoas da classe média do ensino superior, é manter os jovens amarrados à ajuda dos pais e impedir uma das fornmações que a universidade tb deve dar: independência.
É intolerável que em Portugal com a carga fiscal enorme o Estado continue a orientar-se por uma lógica de ajuda familiar para atribuir subsídios: se os teus pais ganham mais ou menos, se o filho/a ganha mais ou menos então não levas subsídio ... ... mas a lógica de um estado social não era substituir a lógica de ajuda intra-familiar pela ajuda comunitária? Pelos vistos em Portugal não... ... é pena que aqueles que são da classe média não só tenham que ajudar familiares mais desafortunados como pagar impostos sabe-se lá para quê... ...para reduzir a pobreza em Portugal é que não é...
sexta-feira, abril 28, 2006
Fiscalidades que não percebo...
Tirado da Automotor:
"Dotado de um novo posicionamento comercial, o novo Hyundai Santa Fe, que aposta num visual mais elegante, apresenta um inovador conceito face ao modelo antecessor. Designado 7Wagon, situa-se a meio caminho entre uma espaçosa carrinha e um monovolume compacto, embalado por um visual estilo SUV. A lotação máxima de sete lugares (todas as versões) permitiu com que fosse homologado como monovolume (o peso e as dimensões assim o definiram), residindo aqui o segredo dos seus preços competitivos, uma vez que beneficia de uma redução de 40% no Imposto Automóvel (a versão 4x4 pagará 100%). "
Poruqe é que o mesmo corro com 2 rodas motorizes paga 40% do IA e com 4 paga 100%? Não é o mesmo carro? 4 rodas motorizes não são mais seguras em condições de chuva e piso degradado?
Enfim... ...como a redução do IA foi feita para os carros produzidos em Palmela, pode ser que para o ano a redução seja em cabrios desportivos...
"Dotado de um novo posicionamento comercial, o novo Hyundai Santa Fe, que aposta num visual mais elegante, apresenta um inovador conceito face ao modelo antecessor. Designado 7Wagon, situa-se a meio caminho entre uma espaçosa carrinha e um monovolume compacto, embalado por um visual estilo SUV. A lotação máxima de sete lugares (todas as versões) permitiu com que fosse homologado como monovolume (o peso e as dimensões assim o definiram), residindo aqui o segredo dos seus preços competitivos, uma vez que beneficia de uma redução de 40% no Imposto Automóvel (a versão 4x4 pagará 100%). "
Poruqe é que o mesmo corro com 2 rodas motorizes paga 40% do IA e com 4 paga 100%? Não é o mesmo carro? 4 rodas motorizes não são mais seguras em condições de chuva e piso degradado?
Enfim... ...como a redução do IA foi feita para os carros produzidos em Palmela, pode ser que para o ano a redução seja em cabrios desportivos...
quinta-feira, abril 27, 2006
A Espanha como destino...
... ao contrário de Portugal a Espanha tem tido um assinálavel crescimento económico ao passo que Portugal tem estagnado. Até á pouco dizia-se que eles tinham um desemprego enorme comparado com o nosso, mas até quando será superior:
Desemprego em Espanha Fev2006: 8.7 (um ano antes 9.9)
Desemprego em Portugal Q42005: 8.0 (um ano antes 7.1)
Parece que o destino dos portugueses será Espanha, sobretudo dos mais qualificados, deixando Portugal mais pobre, mas a culpa será dos que ficam...
Desemprego em Espanha Fev2006: 8.7 (um ano antes 9.9)
Desemprego em Portugal Q42005: 8.0 (um ano antes 7.1)
Parece que o destino dos portugueses será Espanha, sobretudo dos mais qualificados, deixando Portugal mais pobre, mas a culpa será dos que ficam...
Uma ideia de Denver...
...THE step is small, but a revolutionary principle lies behind it. Since the beginning of the year, Denver's school district has been running a new salary system, ProComp, which is implicitly based on a simple notion: that some teachers do their job better than others, and should be paid for it.... in The Economist.
Claro que o sistema implica impostos mais altos (aumento de 25% nos impostos imobiliários), porque não há volta a dar: para obter melhores resultados paga-se de acordo com os resultados e, evidentemente, os resultados de facto melhoram e a despesa aumenta.
É a mesma ideia que o ministro da saúde quer implementar, mas com um senão: baixar salários e melhorar resultados, é óbvio que não resulta... ... ou faz um ou faz o outro, querer obter tudo é o primeiro passo para obter nada....
Claro que o sistema implica impostos mais altos (aumento de 25% nos impostos imobiliários), porque não há volta a dar: para obter melhores resultados paga-se de acordo com os resultados e, evidentemente, os resultados de facto melhoram e a despesa aumenta.
É a mesma ideia que o ministro da saúde quer implementar, mas com um senão: baixar salários e melhorar resultados, é óbvio que não resulta... ... ou faz um ou faz o outro, querer obter tudo é o primeiro passo para obter nada....
Vale a pena....
.... ter uma das cargas fiscais mais altas da Europa, ter um esforço fiscal dos que mais cresceu nos últimos anos, ter um défice de 6% se o Estado Português é dos que menos combate a desigualdade na Europa? (Ver aqui)
A segunda pergunta é se o orçamento não é para combater a pobreza é para quê? De lembrar que muitas das classes consideradas priviligiadas (médicos, professores, advogados, jornalistas, ...) ganhariam o mesmo - se não mesmo mais - num sistema de mercado, logo ou Estado limita-se a replicar a desigualdade na sociedade com os prejuízos das distorções que cria, ou de facto transfere parte para uma clientela partidária. Era curioso saber qual o rendimento médio de um filiado no PS ou PSD e compara com o da população em geral controlando pelo nível de educação... ...que tal o INE tentar fazer esses esutdo?
A segunda pergunta é se o orçamento não é para combater a pobreza é para quê? De lembrar que muitas das classes consideradas priviligiadas (médicos, professores, advogados, jornalistas, ...) ganhariam o mesmo - se não mesmo mais - num sistema de mercado, logo ou Estado limita-se a replicar a desigualdade na sociedade com os prejuízos das distorções que cria, ou de facto transfere parte para uma clientela partidária. Era curioso saber qual o rendimento médio de um filiado no PS ou PSD e compara com o da população em geral controlando pelo nível de educação... ...que tal o INE tentar fazer esses esutdo?
quarta-feira, abril 26, 2006
Tiros de metralha ao causa nossa...
Professor Doutor V. M. pde ser um grande jurista, um grande sabedor das leis, o problema é pensar que sabe da economia - aliás mal generalizado instalado entre juristas e advogados.
Tem, assim, apresentado no seu blog medidads de combate ao défice. Vejamos:
1ª medida: estabelecer um limite máximo para as novas pensões de reforma.
Diz que é iníquo receber pensões acima dos 5.000 e muitos não desocontaram para tal. Deveria sim considerar que as pensões auferidas deveriam ser proporcionais aos descontos (independentemente do montante) de toda a vida. Assim não sendo estará apenas a aumentar a carga fiscal sobre quem mais ganha o que levará a que muitas empresas desloquem as sedes para Madrid, pois aí os gestores de topo terão uma fiscalidade mais favrável. E com as sedes vão inúmeros empregos m«enos bem remunerados: telefonistas, secretárias, recepcionistas, agentes de limpeza, ... ... claro que está certo combate o défice aumentando de facto a carga fiscal.
2ª medida: eliminar, ou reduzir drasticamente, as deduções fiscais para despesas de educação e de saúde, salvo nos casos em que os correspondentes sistemas públicos não proporcionam os respectivos serviços em condições aceitáveis.
Claro que até posso concordar, mas ter aulas de inglês numa escola especializada é despesa ou não... ...a propina do ens. superior é despesa aceitável? Na verdade isto abre o caminho para menos educação no geral (menos livros, menos qualificação...). Corte na despesa, os seus netos a sentirão no crescimento económico...
3ª medida: Concordo mas foi o PS que as criou...
4ª medida: Concordo...
5ª medida: Acabar com os hospitais militares e demais instituições militares que deixaram de ter a justificação que tinham. Ao menos vá mais longe e acabe com os militares. Tb concordo.
6ª medida: Municipalizar os transportes públicos urbanos da área de Lisboa e do Porto e transferir para os municípios beneficiários dos mesmos - mas isto é o estado a gastar por A ou pr B, o efeito líquido é ZERO.
7ª medida: Jornalistas e advogados??? E então os amigos que coloca a ganhar do Estado, sem concursom, sem nada. Na verdade esses subsídios fazem parte do salário, o que quer é cortar nos salários, o nome das diversas componentes é indiferente...
Tem, assim, apresentado no seu blog medidads de combate ao défice. Vejamos:
1ª medida: estabelecer um limite máximo para as novas pensões de reforma.
Diz que é iníquo receber pensões acima dos 5.000 e muitos não desocontaram para tal. Deveria sim considerar que as pensões auferidas deveriam ser proporcionais aos descontos (independentemente do montante) de toda a vida. Assim não sendo estará apenas a aumentar a carga fiscal sobre quem mais ganha o que levará a que muitas empresas desloquem as sedes para Madrid, pois aí os gestores de topo terão uma fiscalidade mais favrável. E com as sedes vão inúmeros empregos m«enos bem remunerados: telefonistas, secretárias, recepcionistas, agentes de limpeza, ... ... claro que está certo combate o défice aumentando de facto a carga fiscal.
2ª medida: eliminar, ou reduzir drasticamente, as deduções fiscais para despesas de educação e de saúde, salvo nos casos em que os correspondentes sistemas públicos não proporcionam os respectivos serviços em condições aceitáveis.
Claro que até posso concordar, mas ter aulas de inglês numa escola especializada é despesa ou não... ...a propina do ens. superior é despesa aceitável? Na verdade isto abre o caminho para menos educação no geral (menos livros, menos qualificação...). Corte na despesa, os seus netos a sentirão no crescimento económico...
3ª medida: Concordo mas foi o PS que as criou...
4ª medida: Concordo...
5ª medida: Acabar com os hospitais militares e demais instituições militares que deixaram de ter a justificação que tinham. Ao menos vá mais longe e acabe com os militares. Tb concordo.
6ª medida: Municipalizar os transportes públicos urbanos da área de Lisboa e do Porto e transferir para os municípios beneficiários dos mesmos - mas isto é o estado a gastar por A ou pr B, o efeito líquido é ZERO.
7ª medida: Jornalistas e advogados??? E então os amigos que coloca a ganhar do Estado, sem concursom, sem nada. Na verdade esses subsídios fazem parte do salário, o que quer é cortar nos salários, o nome das diversas componentes é indiferente...
terça-feira, abril 18, 2006
Maus sinais vindos da execução orçamental...
.. e vou falar da DESPESA.
in DN
«De acordo com o Boletim de Execução Orçamental de Março divulgado ontem ao fim da tarde pelo Ministério das Finanças, a taxa de execução da despesa total realizada no subsector Estado foi de 22,1%, um valor que fica abaixo dos 25% que, se todos os trimestres fossem iguais em termos de despesa, corresponderiam aos primeiros três meses do ano».
Contudo nem todos os trimestres são iguais, desde logo pq os portugueses recebem os salários em 14 fatias. 3 no primeiro , 4 no segundo , 3 no terceiro e 4 no quarto trimestre.
3/14 são 0.2142. Esta é a percentagem anual aproximada da despesa do estado em salários no primeiro trimestre e pecará por estar sobreavaliada pois ao longo do ano as promoções (por mérito pq as outras estão congeladas) vão aumentando o valor da despesa.
Além disso os reembolsos a ser feitos em Junho, o lançamento de obras de conservação que são feitas na Primavera e Verão leva a que as despesas do estado usualmente aumentem durante o ano. Estar tão perto dos 25%, acima da percentagem em gastos salariais no primeiro trimestre se estes fossem constantes ao longo do ano é um MAU sinal, SINAL DE DERRAPAGEM?
Parece qe sim, porque o importante é comparar anos consecutivos e, no mesmo artigo:
"...a despesa cresceu 5,6% face a igual período do ano passado, sendo o resultado ainda mais preocupante ao nível da despesa corrente primária (6,7%)... ".
O que levanta outra questão: Sabendo que os salários da administração pública cresceram 1.5% (os mais baixos acima disso, digamos uma média de 2% e já é alta), que a inflação homóloga é de 3,1% (os preços em Março deste ano são 3.1% mais caros do que em Março do ano passado) a pergunta que fica relativa à despesa primária é onde se gastaram os outros 3%-4% de aumento?
Será que a contenção é para todos?
Quanto às receitas nem vou falar...
in DN
«De acordo com o Boletim de Execução Orçamental de Março divulgado ontem ao fim da tarde pelo Ministério das Finanças, a taxa de execução da despesa total realizada no subsector Estado foi de 22,1%, um valor que fica abaixo dos 25% que, se todos os trimestres fossem iguais em termos de despesa, corresponderiam aos primeiros três meses do ano».
Contudo nem todos os trimestres são iguais, desde logo pq os portugueses recebem os salários em 14 fatias. 3 no primeiro , 4 no segundo , 3 no terceiro e 4 no quarto trimestre.
3/14 são 0.2142. Esta é a percentagem anual aproximada da despesa do estado em salários no primeiro trimestre e pecará por estar sobreavaliada pois ao longo do ano as promoções (por mérito pq as outras estão congeladas) vão aumentando o valor da despesa.
Além disso os reembolsos a ser feitos em Junho, o lançamento de obras de conservação que são feitas na Primavera e Verão leva a que as despesas do estado usualmente aumentem durante o ano. Estar tão perto dos 25%, acima da percentagem em gastos salariais no primeiro trimestre se estes fossem constantes ao longo do ano é um MAU sinal, SINAL DE DERRAPAGEM?
Parece qe sim, porque o importante é comparar anos consecutivos e, no mesmo artigo:
"...a despesa cresceu 5,6% face a igual período do ano passado, sendo o resultado ainda mais preocupante ao nível da despesa corrente primária (6,7%)... ".
O que levanta outra questão: Sabendo que os salários da administração pública cresceram 1.5% (os mais baixos acima disso, digamos uma média de 2% e já é alta), que a inflação homóloga é de 3,1% (os preços em Março deste ano são 3.1% mais caros do que em Março do ano passado) a pergunta que fica relativa à despesa primária é onde se gastaram os outros 3%-4% de aumento?
Será que a contenção é para todos?
Quanto às receitas nem vou falar...
segunda-feira, abril 17, 2006
Prodi vai durar?
Os analistas de direita gostam de dizer que não, que basta a birra de um pequeno partido de esquerda para Prodi cair, mas esquecem-se que a lei eleitoral italiana com o prémio de maioria dividiu os votos da seguinte forma:
Camera
Esquerda, Unione:
Ulivo (DS + Margherita + Republicani Europei): 220
Rifondazione Comunisti : 41
La Rosa nel pugno : 18
Comunisti Italini : 16
Di Pietri : 16
Verdi : 15
UDEUR : 10
SVP : 4
Aut. Lib Dem. (Partido do Vale dºAosta): 1
Eleitos no estrangeiro : 7
Total 348
Direita, CDL:
Forza Italia: 137
AN : 71
UDC : 39
Lega Nord : 26
Nuovo PSI : 4
Eleitos no estrangeiro : 4
Total 281
Diferença: 67 deputados.
Assim não basta um pequeno partido, por ex. os Comunisti Italiani + Verdi = 31, podem estes mudar-se e o governo não cai. Inclusive podem os da Rifondazioni + os Comunisti Italiani sairem do governo e absterem-se na câmara de deputados ( 57 votos) que o Prodi fica à mesma.
Mesmo que mudem mais partidos não é de colocar de parte um realinhamente com o Ulivo da UDC ou do Nuovo PSI. De recordar que o governo de Berlusconi caiu e foi reconduzido quando a UDC se demitiu do governo.
Mais factos:
Não é de esquecer que os partidos do Ulivo + Rifondazioni+ Di Pietro + UDEUR + Verdi participaram nas primárias da Unione, ficando de fora o PCI e a Rosa q com os partidos autonomistas (SVP é um partido autonomista do Alto Adige) têm apenas 39 lugares, sendo assim...
No Senado:
Esquerda, Unione:
DS: 62
Margherita: 39
Rifondazione Comunisti : 27
Insieme com lÚnione (Verdi+Rifondazione) : 11
Di Pietri : 4
UDEUR : 3
Unione+SVP : 3
SVP : 2
Aut. Lib Dem. (Partido do Vale dºAosta): 1
Ulivo (DS+Margherita): 1
Eleitos no estrangeiro : 4 (Unione)
Total: 158
Direita, CDL:
Forza Italia: 78
AN : 41
UDC : 21
Lega Nord : 13
Cdl: 2
Eleitos no estrangeiro : 1
Total: 156
Aqui é que a coisa está mais compicada, mas temos de tomar em conta que os partidos mais imprevísiveis (Rosa nel pugno - Radicali+SDI - e PCI) não têm um único senador. Todos os senadores foram eleitos por partidos que participaram activamente nas primárias que elegeram Prodi como cabeça da coligação, logo isso deve-lhe dar alguma força. A isto tem de se contar que o independente da América do Sul apoiará Prodi e os senadores vitalícios são maioritariamente pró-esquerda.
Finalmente se Berlusconi se mantiver em cena, a ameaça de ganhar novas eleições será tão grande que a esquerda não se autodestuirá.
PS:
Já agora o comissário europeu fraco, Romano Prodi, é o mesmo que permitiu uma transição tranquila para o EURO quando muitas pressões a queriam adiar; que conseguiu que 15 ministros da UE assinassem a constituição Europeia (foi com o forte Barroso que os referendos a rejeitaram); que negociou a entrada do Leste na União Europeia (Barroso sofrendo pressões da Alemanha, França e Itália quer adiar a entrada da Roménia e da Bulgária). O único fracasso relativo foi a constituição Europeia que foi chumbada em Referenfo na França e na Holanda, mas aí Durão Barroso recusou-se a explicar aos cidadãos o que era a constituição...
Para comissário fraco,... ...vamos ver se este é mais forte?
Camera
Esquerda, Unione:
Ulivo (DS + Margherita + Republicani Europei): 220
Rifondazione Comunisti : 41
La Rosa nel pugno : 18
Comunisti Italini : 16
Di Pietri : 16
Verdi : 15
UDEUR : 10
SVP : 4
Aut. Lib Dem. (Partido do Vale dºAosta): 1
Eleitos no estrangeiro : 7
Total 348
Direita, CDL:
Forza Italia: 137
AN : 71
UDC : 39
Lega Nord : 26
Nuovo PSI : 4
Eleitos no estrangeiro : 4
Total 281
Diferença: 67 deputados.
Assim não basta um pequeno partido, por ex. os Comunisti Italiani + Verdi = 31, podem estes mudar-se e o governo não cai. Inclusive podem os da Rifondazioni + os Comunisti Italiani sairem do governo e absterem-se na câmara de deputados ( 57 votos) que o Prodi fica à mesma.
Mesmo que mudem mais partidos não é de colocar de parte um realinhamente com o Ulivo da UDC ou do Nuovo PSI. De recordar que o governo de Berlusconi caiu e foi reconduzido quando a UDC se demitiu do governo.
Mais factos:
Não é de esquecer que os partidos do Ulivo + Rifondazioni+ Di Pietro + UDEUR + Verdi participaram nas primárias da Unione, ficando de fora o PCI e a Rosa q com os partidos autonomistas (SVP é um partido autonomista do Alto Adige) têm apenas 39 lugares, sendo assim...
No Senado:
Esquerda, Unione:
DS: 62
Margherita: 39
Rifondazione Comunisti : 27
Insieme com lÚnione (Verdi+Rifondazione) : 11
Di Pietri : 4
UDEUR : 3
Unione+SVP : 3
SVP : 2
Aut. Lib Dem. (Partido do Vale dºAosta): 1
Ulivo (DS+Margherita): 1
Eleitos no estrangeiro : 4 (Unione)
Total: 158
Direita, CDL:
Forza Italia: 78
AN : 41
UDC : 21
Lega Nord : 13
Cdl: 2
Eleitos no estrangeiro : 1
Total: 156
Aqui é que a coisa está mais compicada, mas temos de tomar em conta que os partidos mais imprevísiveis (Rosa nel pugno - Radicali+SDI - e PCI) não têm um único senador. Todos os senadores foram eleitos por partidos que participaram activamente nas primárias que elegeram Prodi como cabeça da coligação, logo isso deve-lhe dar alguma força. A isto tem de se contar que o independente da América do Sul apoiará Prodi e os senadores vitalícios são maioritariamente pró-esquerda.
Finalmente se Berlusconi se mantiver em cena, a ameaça de ganhar novas eleições será tão grande que a esquerda não se autodestuirá.
PS:
Já agora o comissário europeu fraco, Romano Prodi, é o mesmo que permitiu uma transição tranquila para o EURO quando muitas pressões a queriam adiar; que conseguiu que 15 ministros da UE assinassem a constituição Europeia (foi com o forte Barroso que os referendos a rejeitaram); que negociou a entrada do Leste na União Europeia (Barroso sofrendo pressões da Alemanha, França e Itália quer adiar a entrada da Roménia e da Bulgária). O único fracasso relativo foi a constituição Europeia que foi chumbada em Referenfo na França e na Holanda, mas aí Durão Barroso recusou-se a explicar aos cidadãos o que era a constituição...
Para comissário fraco,... ...vamos ver se este é mais forte?
Ajuda internacional...

Que os EUA transferem uma baixa percentagem do seu PIB em ajuda externa era asabido.
Que os países Europeus transferem uma percentagem maior também.
Triste. triste é Portugal transferir em ajuda externa em % do PIB menos do que os EUA, até porque esta é, muitas vezes, a ponte de contacto para relações económicas frutuosas para os dois lados.
Qualquer dia fala-se francês em Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Inglês em Moçambique e Angola. E assim nem a língua se salvará como recordação dos descobrimentos.
Lisboa, a 59a melhor cidade do mundo para se viver...
... Mercer publicou há uns dias o index de qualidade de vida para expatriados, i.e., empregaodos de governos e multinacionais em missões internacionais. Como é óbvio aqui não estamos a falar da qualidade de vida dos nacionais com os salários normais do país, mas apenas aquilo que a cidade oferece aos quadros de multinacionais, trabalhadores de organizações internacionais, diplomatas, etc...
53 LISBON Portugal 98.9 (100 New York)
Mais aqui
53 LISBON Portugal 98.9 (100 New York)
Mais aqui
sábado, abril 15, 2006
Andam para aí a comentar as eleições em Itália, mas...
... quem fala de maiorias à justa esquece-se que na câmara a esquerda tem uma vantagem grande fruto da lei Berlusconi (cerca de 55% dos deputados). No senado tem mais 2 (três se contarmos o independente Sul Americano pró- Prodi) e ainda a maioria dos senadores vitalícios - sete se não me engano.
... e ainda este facto. Para o Senado só vota quem tem mais de 25 anos e aí Berlusconi ganhou com mais 400.000 votos, para a câmara votam todos e aí Prodi ganha com 25.000, o que significa grosso modo que no eleitorado de 18 a 25 ganhou 425.000.
A Itália mais velha para quem ainda a esquerda são os comunistas que comem crianças e o papa o mentor da vida, jámais votarão na esquerda ou deixarão esta chegar ao poder. A Itália jovem, para quem o pré-1991, a primeira républica, a cortina de ferro diz muito pouco votou em Prodi e votou pela economia.
E finalmente a vitória da esquerda "é a economia, estúpido", porque desde 1991 pela PRIMEIRA VEZ em eleições paralamentares a esquerda junta teve MAIS VOTOS do que a direita.
Enfim... ...quem quer minimizar a vitória de Prodi onde um historial de eleições jámais tinha dado à esquerda uma maioria, onde a lei foi feita por um fascista da Lega del Nord, é querer muito, se calhar quer fazer parte destes aqui.
... e ainda este facto. Para o Senado só vota quem tem mais de 25 anos e aí Berlusconi ganhou com mais 400.000 votos, para a câmara votam todos e aí Prodi ganha com 25.000, o que significa grosso modo que no eleitorado de 18 a 25 ganhou 425.000.
A Itália mais velha para quem ainda a esquerda são os comunistas que comem crianças e o papa o mentor da vida, jámais votarão na esquerda ou deixarão esta chegar ao poder. A Itália jovem, para quem o pré-1991, a primeira républica, a cortina de ferro diz muito pouco votou em Prodi e votou pela economia.
E finalmente a vitória da esquerda "é a economia, estúpido", porque desde 1991 pela PRIMEIRA VEZ em eleições paralamentares a esquerda junta teve MAIS VOTOS do que a direita.
Enfim... ...quem quer minimizar a vitória de Prodi onde um historial de eleições jámais tinha dado à esquerda uma maioria, onde a lei foi feita por um fascista da Lega del Nord, é querer muito, se calhar quer fazer parte destes aqui.
quarta-feira, abril 12, 2006
Tiro ao margens de erro...
.. este blog diz:
5.Eu disse coligação "mais votada"? Não é bem "mais votada": é mais votada depois de redistribuidos os votos dos partidos que não passaram a cláusula-barreira de 2%, ou seja, com toda a probabilidade, vários partidos da Unione.
6. Logo, é perfeitamente possível que a Unione tenha mais votos que a Casa, mas fique com menos após a redistribuição e que, logo, seja a Casa de Berlusconi fique com o bónus e, logo, com uma maioria absoluta, apesar de ter, em absoluto, menos votos!
Eu sei que Itália é complicada, mas as regras são:
Coligações elegem se tiverem mais de 20% ou 10% (senado ou câmara)
Partidos elegem se tiverem mais de 8% ou 4%
Partidos em coligações elegem se tiverem mais de 4% ou 2%.
Assim quando uma coligação obtém mais de 10% ou 20% divide os eleitos pelas listas de partidos que ultrapassam os 4% ou 2% e eventualmente o maior partido que não tenha atingido a fasquia.
Além disso há que ter em conta que em duas regiões (Trentino Alto Adige e Valle de Aosta elege-se por círculo uninominal o que foge à lógica anterior).
Depois para determinar a coligação vencedora soma-se os votos de todos os partidos parte dessa coligação, todos até os que têm 1 voto.
Logo Margensdeerro errou...
... finalmente numas eleições tão próximas os erros eram para surgir, até porque a lei é complicada na atribuição de lugares para o senado uma vez que dá um mínimo de 55% dos lugares à grande coligação que vença cada região. Assim ter vitórias de 51% vs 49% numa região é equivalente a ter 55% vs 45%. Excepções são os círculos com 2 senadores, onde a segunda força tem direito a um senador e onde só há um que fica para a lista vencedera. Veja-se na Europa Unione 54% Fi 23%, cada um com um senador.
América do Norte e central, Unione 34% FI+AN cerca de 40% mas como se apresentaram separadas o senador foi para a Unione, tipo círculo uninominal.
Complicado, não? E assim querem que quem faz sondagens acerte em eleições renhidas com um sitema novo e complicado.
5.Eu disse coligação "mais votada"? Não é bem "mais votada": é mais votada depois de redistribuidos os votos dos partidos que não passaram a cláusula-barreira de 2%, ou seja, com toda a probabilidade, vários partidos da Unione.
6. Logo, é perfeitamente possível que a Unione tenha mais votos que a Casa, mas fique com menos após a redistribuição e que, logo, seja a Casa de Berlusconi fique com o bónus e, logo, com uma maioria absoluta, apesar de ter, em absoluto, menos votos!
Eu sei que Itália é complicada, mas as regras são:
Coligações elegem se tiverem mais de 20% ou 10% (senado ou câmara)
Partidos elegem se tiverem mais de 8% ou 4%
Partidos em coligações elegem se tiverem mais de 4% ou 2%.
Assim quando uma coligação obtém mais de 10% ou 20% divide os eleitos pelas listas de partidos que ultrapassam os 4% ou 2% e eventualmente o maior partido que não tenha atingido a fasquia.
Além disso há que ter em conta que em duas regiões (Trentino Alto Adige e Valle de Aosta elege-se por círculo uninominal o que foge à lógica anterior).
Depois para determinar a coligação vencedora soma-se os votos de todos os partidos parte dessa coligação, todos até os que têm 1 voto.
Logo Margensdeerro errou...
... finalmente numas eleições tão próximas os erros eram para surgir, até porque a lei é complicada na atribuição de lugares para o senado uma vez que dá um mínimo de 55% dos lugares à grande coligação que vença cada região. Assim ter vitórias de 51% vs 49% numa região é equivalente a ter 55% vs 45%. Excepções são os círculos com 2 senadores, onde a segunda força tem direito a um senador e onde só há um que fica para a lista vencedera. Veja-se na Europa Unione 54% Fi 23%, cada um com um senador.
América do Norte e central, Unione 34% FI+AN cerca de 40% mas como se apresentaram separadas o senador foi para a Unione, tipo círculo uninominal.
Complicado, não? E assim querem que quem faz sondagens acerte em eleições renhidas com um sitema novo e complicado.
terça-feira, abril 11, 2006
Contar os partidos nas eleições italianas:
Alguns dizem que são 14 (Unione) vs 10 (Cdl).
Vejamos:
Parlamento:
FORZA ITALIA 9.045.384 23,71 137
ALLEANZA NAZIONALE 4.706.654 12,34 71
UDC 2.579.951 6,76 39
LEGA NORD 1.748.066 4,58 26
DEM.CRIST.-NUOVO PSI 285.744 0,75 4
ALTER.SOC.MUSSOLINI 255.410 0,67 -
FIAMMA TRICOLORE 231.313 0,61 -
NO EURO 58.757 0,15 -
PENSIONATI UNITI 28.317 0,07 -
AMBIENTA-LISTA 17.574 0,05 -
P.LIBERALE ITALIANO 12.334 0,03 -
S.O.S. ITALIA 6.956 0,02 -
Totale CDL - Casa Delle Liberta' 18.976.460 49,73 277
L'ULIVO 11.928.362 31,26 220
RIF.COM. 2.229.604 5,84 41
LA ROSA NEL PUGNO 991.049 2,6 18
COMUNISTI ITALIANI 884.912 2,32 16
DI PIETRO IT. VALORI 877.159 2,3 16
FED.DEI VERDI 783.944 2,05 15
U.D.EUR POPOLARI 534.553 1,4 10
PART.PENS. 333.983 0,88 -
SVP 182.703 0,48 4
I SOCIALISTI 115.105 0,3 -
LISTA CONSUMATORI 73.720 0,19 -
ALL.LOMB.AUT. 44.580 0,12 -
LIGA FRONTE VENETO 22.010 0,06 -
Totale Unione 19.001.684 49,8 340
Senado:
FORZA ITALIA 8.201.688 24,01 78
ALLEANZA NAZIONALE 4.234.693 12,4 41
UDC 2.309.174 6,76 21
LEGA NORD 1.530.366 4,48 13
ALTER.SOC.MUSSOLINI 214.617 0,63 -
FIAMMA TRICOLORE 204.473 0,6 -
DEM.CRIST.-NUOVO PSI 190.724 0,56 -
PENSIONATI UNITI 61.824 0,18 -
PRI 45.133 0,13 -
AMBIENTA-LISTA 37.656 0,11 -
NUOVA SICILIA 33.437 0,1 -
NO EURO 30.515 0,09 -
PATTO PER LA SICILIA 20.833 0,06 -
P.LIBERALE ITALIANO 15.762 0,05 -
PATTO CRIST.ESTESO 9.730 0,03 -
RIFORMATORI LIBERALI 7.668 0,02 -
S.O.S. ITALIA 4.963 0,01 -
Totale CDL - Casa Delle Liberta' 17.153.256 50,2 153
DEMOCRATICI SINISTRA 5.977.313 17,5 62
DL.LA MARGHERITA 3.664.622 10,73 39
RIF.COM. 2.518.624 7,37 27
INSIEME CON L'UNIONE 1.423.226 4,17 11
DI PIETRO IT. VALORI 986.046 2,89 4
LA ROSA NEL PUGNO 851.875 2,49 -
U.D.EUR POPOLARI 476.938 1,4 3
PART.PENS. 340.279 1 -
I SOCIALISTI 126.625 0,37 -
ALL.LOMB.AUT. 90.943 0,27 -
LISTA CONSUMATORI 72.139 0,21 1
L'ULIVO 59.499 0,17 1
PSDI 57.339 0,17 -
REPUBBLICANI EUROPEI 51.001 0,15 -
LIGA FRONTE VENETO 23.209 0,07 -
DEM. CRIST. UNITI 5.399 0,02 -
Totale Unione 16.725.077 48,95 148
Agora contem, vá lá, contem, ...
Vejamos:
Parlamento:
FORZA ITALIA 9.045.384 23,71 137
ALLEANZA NAZIONALE 4.706.654 12,34 71
UDC 2.579.951 6,76 39
LEGA NORD 1.748.066 4,58 26
DEM.CRIST.-NUOVO PSI 285.744 0,75 4
ALTER.SOC.MUSSOLINI 255.410 0,67 -
FIAMMA TRICOLORE 231.313 0,61 -
NO EURO 58.757 0,15 -
PENSIONATI UNITI 28.317 0,07 -
AMBIENTA-LISTA 17.574 0,05 -
P.LIBERALE ITALIANO 12.334 0,03 -
S.O.S. ITALIA 6.956 0,02 -
Totale CDL - Casa Delle Liberta' 18.976.460 49,73 277
L'ULIVO 11.928.362 31,26 220
RIF.COM. 2.229.604 5,84 41
LA ROSA NEL PUGNO 991.049 2,6 18
COMUNISTI ITALIANI 884.912 2,32 16
DI PIETRO IT. VALORI 877.159 2,3 16
FED.DEI VERDI 783.944 2,05 15
U.D.EUR POPOLARI 534.553 1,4 10
PART.PENS. 333.983 0,88 -
SVP 182.703 0,48 4
I SOCIALISTI 115.105 0,3 -
LISTA CONSUMATORI 73.720 0,19 -
ALL.LOMB.AUT. 44.580 0,12 -
LIGA FRONTE VENETO 22.010 0,06 -
Totale Unione 19.001.684 49,8 340
Senado:
FORZA ITALIA 8.201.688 24,01 78
ALLEANZA NAZIONALE 4.234.693 12,4 41
UDC 2.309.174 6,76 21
LEGA NORD 1.530.366 4,48 13
ALTER.SOC.MUSSOLINI 214.617 0,63 -
FIAMMA TRICOLORE 204.473 0,6 -
DEM.CRIST.-NUOVO PSI 190.724 0,56 -
PENSIONATI UNITI 61.824 0,18 -
PRI 45.133 0,13 -
AMBIENTA-LISTA 37.656 0,11 -
NUOVA SICILIA 33.437 0,1 -
NO EURO 30.515 0,09 -
PATTO PER LA SICILIA 20.833 0,06 -
P.LIBERALE ITALIANO 15.762 0,05 -
PATTO CRIST.ESTESO 9.730 0,03 -
RIFORMATORI LIBERALI 7.668 0,02 -
S.O.S. ITALIA 4.963 0,01 -
Totale CDL - Casa Delle Liberta' 17.153.256 50,2 153
DEMOCRATICI SINISTRA 5.977.313 17,5 62
DL.LA MARGHERITA 3.664.622 10,73 39
RIF.COM. 2.518.624 7,37 27
INSIEME CON L'UNIONE 1.423.226 4,17 11
DI PIETRO IT. VALORI 986.046 2,89 4
LA ROSA NEL PUGNO 851.875 2,49 -
U.D.EUR POPOLARI 476.938 1,4 3
PART.PENS. 340.279 1 -
I SOCIALISTI 126.625 0,37 -
ALL.LOMB.AUT. 90.943 0,27 -
LISTA CONSUMATORI 72.139 0,21 1
L'ULIVO 59.499 0,17 1
PSDI 57.339 0,17 -
REPUBBLICANI EUROPEI 51.001 0,15 -
LIGA FRONTE VENETO 23.209 0,07 -
DEM. CRIST. UNITI 5.399 0,02 -
Totale Unione 16.725.077 48,95 148
Agora contem, vá lá, contem, ...
Resultados para as eleições de Itália, circunscrição de Portugal
Senado:
L'UNIONE 446 48,11 %
FORZA ITALIA 252 27,18 %
UDC 70 7,55 %
PER ITALIA NEL MONDO 52 5,61 %
DI PIETRO IT. VALORI 40 4,31 %
LEGA NORD 31 3,34 %
P.ITALIANI NEL MONDO 24 2,59 %
ALTRASICILIAPERILSUD 5 0,54 %
U.D.EUR POPOLARI 4 0,43 %
FIAMMA TRICOLORE 3 0,32 %
Parlamento
L'UNIONE 477 47,89 %
FORZA ITALIA 278 27,91 %
UDC 79 7,93 %
DI PIETRO IT. VALORI 52 5,22 %
PER ITALIA NEL MONDO 48 4,82 %
LEGA NORD 30 3,01 %
P.ITALIANI NEL MONDO 19 1,91 %
ALTER.SOC.MUSSOLINI 4 0,4 %
U.D.EUR POPOLARI 4 0,4 %
ALTRASICILIAPERILSUD 3 0,3 %
AMARE L'ITALIA 2 0,2 %
A bold os partidos da coaligação de esquerda
A itálico os da Cdl e apoiantes
Os outros realmente penso que não estão incluidos ou se estão desconheço
dados em www.corriere.it
L'UNIONE 446 48,11 %
FORZA ITALIA 252 27,18 %
UDC 70 7,55 %
PER ITALIA NEL MONDO 52 5,61 %
DI PIETRO IT. VALORI 40 4,31 %
LEGA NORD 31 3,34 %
P.ITALIANI NEL MONDO 24 2,59 %
ALTRASICILIAPERILSUD 5 0,54 %
U.D.EUR POPOLARI 4 0,43 %
FIAMMA TRICOLORE 3 0,32 %
Parlamento
L'UNIONE 477 47,89 %
FORZA ITALIA 278 27,91 %
UDC 79 7,93 %
DI PIETRO IT. VALORI 52 5,22 %
PER ITALIA NEL MONDO 48 4,82 %
LEGA NORD 30 3,01 %
P.ITALIANI NEL MONDO 19 1,91 %
ALTER.SOC.MUSSOLINI 4 0,4 %
U.D.EUR POPOLARI 4 0,4 %
ALTRASICILIAPERILSUD 3 0,3 %
AMARE L'ITALIA 2 0,2 %
A bold os partidos da coaligação de esquerda
A itálico os da Cdl e apoiantes
Os outros realmente penso que não estão incluidos ou se estão desconheço
dados em www.corriere.it
segunda-feira, abril 10, 2006
Carlos Encarnação disse:
“Cada pessoa é responsável pelo seu pedaço de cidade”
Então faça favor de se demitir da direcção da minha parte e ponha lá alguém competente.
Já agora um amigo contou-me esta história passada há um mês num restaurante de Coimbra.
Tinha ido ele e a familia ao dito restaurante. Havia pessoas à espera pois as mesas estavam reservadas, e essas pessoas até esperaram bastnate, cerca de 20min.
Quando chega o sr. presidente ao dito restaurante. A sua esposa fala com o empregado que se disponibiliza para arranjar mesa imeditamente pois a sra tem um neto pequeno. Nisto quem espera indigna-se, pois chegaram primeiro. Assunto arrumado: arranja-se logo mesa para essas pessoas e como é óbvio outra para a família do presidente. Passados 5 min. chegam os que tinham reservado uma mesa (que como é óbvio já não existia), indignam-se , protestam, mas no final teriam de esperar (de realçar que tb esta familia tinha um bebé), e acabaram por ir embora (fizeram mal, pois estava na altura de pedir o livro de reclamações ali à frente do presidente, teriam coragen de não o dar?).
Conclusão, se não és o presidente da câmara terás, e bem de, esperar porque não reservaste, se és o presidente passarás à frente de quem espera e ficarás com a mesa de quem reservou.
Lição de democracia... ...respeito pelos eleitores?
Então faça favor de se demitir da direcção da minha parte e ponha lá alguém competente.
Já agora um amigo contou-me esta história passada há um mês num restaurante de Coimbra.
Tinha ido ele e a familia ao dito restaurante. Havia pessoas à espera pois as mesas estavam reservadas, e essas pessoas até esperaram bastnate, cerca de 20min.
Quando chega o sr. presidente ao dito restaurante. A sua esposa fala com o empregado que se disponibiliza para arranjar mesa imeditamente pois a sra tem um neto pequeno. Nisto quem espera indigna-se, pois chegaram primeiro. Assunto arrumado: arranja-se logo mesa para essas pessoas e como é óbvio outra para a família do presidente. Passados 5 min. chegam os que tinham reservado uma mesa (que como é óbvio já não existia), indignam-se , protestam, mas no final teriam de esperar (de realçar que tb esta familia tinha um bebé), e acabaram por ir embora (fizeram mal, pois estava na altura de pedir o livro de reclamações ali à frente do presidente, teriam coragen de não o dar?).
Conclusão, se não és o presidente da câmara terás, e bem de, esperar porque não reservaste, se és o presidente passarás à frente de quem espera e ficarás com a mesa de quem reservou.
Lição de democracia... ...respeito pelos eleitores?
quinta-feira, abril 06, 2006
Mais DN , mais opiniões, mais ...
...este senhor outra vez.
Começamos por esta frase: " As estimativas para 2006 do FMI apontam para um crescimento da economia iraquiana entre 10% e 11%, depois de 53,2% em 2004 e 2,6 em 2005."
O Iraque sofreu sançoes durante dez anos e uma guerra que parou o país, seria no mínimo estranho que não houvesse crescimento, e 2,6% em 2005 é verdadeiramente mau. Já a previsão do FMI é isso mesmo, uma previsão, e sobretudo num país tão instável como o Iraque é cedo para gritar vitória. Mais, crescimentos de 10% não são estranhos ao Iraque, ver aqui página 11, o PIB do Iraque em PPP cresceu de 1996 a 2001 a uma média anual de 10%, e este é um relatório pós-guerra.
Quanto à guerra civil, se não está em curso então estes números devem ser idiotas:
Iraqi Security Forces and Civilian Deaths
Period Total
Apr-06 196
Mar-06 1094
Feb-06 846
Jan-06 780
Tirado hoje daqui
ou estes:
Military Fatalities: By Month
Period US UK Other* Total Avg Days
4-2006 16 0 0 16 2.67 6
3-2006 31 0 2 33 1.06 31
2-2006 55 3 0 58 2.07 28
1-2006 62 2 0 64 2.06 31
12-2005 68 0 0 68 2.19 31
11-2005 84 1 1 86 2.87 30
10-2005 96 2 1 99 3.19 31
Total 2344 103 105 2552 2.29 1114
(desde 3-2003)
A média não dá sinais de diminuir, pode não ser o Vietnam, mas que não deixa de ser um atoleiro não o deixa de ser. A pergunta fica. O que acontecerá se os EUA retirarem?
Podemos ser pró-EUA, anti-EUA. Mas as coisas devem ser vistas como são. Não é uma guerra civil de larga escala, mas não deixa de ser uma guerra civil.
Não é um mar de rosas, como o reconhece, mas outra coisa é querer negar a evidência, porque se como diz tem o potencial de se tornar melhor, tb tem o potencial muito maior de se tornar pior do que pode imaginar.
Começamos por esta frase: " As estimativas para 2006 do FMI apontam para um crescimento da economia iraquiana entre 10% e 11%, depois de 53,2% em 2004 e 2,6 em 2005."
O Iraque sofreu sançoes durante dez anos e uma guerra que parou o país, seria no mínimo estranho que não houvesse crescimento, e 2,6% em 2005 é verdadeiramente mau. Já a previsão do FMI é isso mesmo, uma previsão, e sobretudo num país tão instável como o Iraque é cedo para gritar vitória. Mais, crescimentos de 10% não são estranhos ao Iraque, ver aqui página 11, o PIB do Iraque em PPP cresceu de 1996 a 2001 a uma média anual de 10%, e este é um relatório pós-guerra.
Quanto à guerra civil, se não está em curso então estes números devem ser idiotas:
Iraqi Security Forces and Civilian Deaths
Period Total
Apr-06 196
Mar-06 1094
Feb-06 846
Jan-06 780
Tirado hoje daqui
ou estes:
Military Fatalities: By Month
Period US UK Other* Total Avg Days
4-2006 16 0 0 16 2.67 6
3-2006 31 0 2 33 1.06 31
2-2006 55 3 0 58 2.07 28
1-2006 62 2 0 64 2.06 31
12-2005 68 0 0 68 2.19 31
11-2005 84 1 1 86 2.87 30
10-2005 96 2 1 99 3.19 31
Total 2344 103 105 2552 2.29 1114
(desde 3-2003)
A média não dá sinais de diminuir, pode não ser o Vietnam, mas que não deixa de ser um atoleiro não o deixa de ser. A pergunta fica. O que acontecerá se os EUA retirarem?
Podemos ser pró-EUA, anti-EUA. Mas as coisas devem ser vistas como são. Não é uma guerra civil de larga escala, mas não deixa de ser uma guerra civil.
Não é um mar de rosas, como o reconhece, mas outra coisa é querer negar a evidência, porque se como diz tem o potencial de se tornar melhor, tb tem o potencial muito maior de se tornar pior do que pode imaginar.
segunda-feira, abril 03, 2006
Reengenharia II...
... Até Junho deverá ser conhecida a lista de funcionários excedentários de, pelo menos, alguns ministérios. É nesse sentido que aponta a resolução do Conselho de Ministros de 4 de Agosto de 2005....
DN (Hoje)
Pergunta que fica... ...como é que se seleccionarão os excedentários. Sem critérios objectivos apertados e fiscalização os excedentários poderão ser aqueles que não têm compadrios, conhecimentos e "encostos" e que, portanto, são os que mais trabalham neste momento na administração pública pois são os que estão sujeitos a repreensões e ao afastamento de progressões desejadas. Será que a reorganização da administração pública levará a que à sombra de mais eficiência lançar borda fora os que a tornariam eficaz?
Esta pergunta é necessária, e não esperem pelos sindicatos, uma vez que estes, estando muitas vezes incluidos nos aparelhos políticos (UGT, TSD e muitos sindicatos independentes) talvez não sejam as entidades de controlo necessárias. É sobretudo preciso uma sociedade civil independente. Desde já ponho este blog à disposição de quem quiser denunciar casos em que o "encosto" fica e o "eficiente" é lançado aos tubarões...
DN (Hoje)
Pergunta que fica... ...como é que se seleccionarão os excedentários. Sem critérios objectivos apertados e fiscalização os excedentários poderão ser aqueles que não têm compadrios, conhecimentos e "encostos" e que, portanto, são os que mais trabalham neste momento na administração pública pois são os que estão sujeitos a repreensões e ao afastamento de progressões desejadas. Será que a reorganização da administração pública levará a que à sombra de mais eficiência lançar borda fora os que a tornariam eficaz?
Esta pergunta é necessária, e não esperem pelos sindicatos, uma vez que estes, estando muitas vezes incluidos nos aparelhos políticos (UGT, TSD e muitos sindicatos independentes) talvez não sejam as entidades de controlo necessárias. É sobretudo preciso uma sociedade civil independente. Desde já ponho este blog à disposição de quem quiser denunciar casos em que o "encosto" fica e o "eficiente" é lançado aos tubarões...
Reengenharia...
Na década de 90 do século passado houve uma moda em gestão: a reengenharia. Esta revolução consistia em reorganizar completamente uma empresa. Considerava-se então que se a empresa apresentava maus resultados tal devia-se a um mau esquema organizativo, logo fazer uma reorganização completa da mesma iria ultrapassar esses problemas e tornar-se lucrativa. A reengenharia deu usualmente maus resultados porque se esqueceram de um ponto fundamental: saber porque a estutura anterior funcinava mal. Em muitos casos a nova organização apenas herdava os problemas da anterior e a as empresas faliam mais depressa do que o previsto pois as empresas tinham que ultrapassar dois problemas: os anteriores e a adaptação a uma nova organização. A conclusão dessas experiências foi que a organização pode optimizar os resultados mas que a pior organização possível a funcionar bem daria sempre melhores resultados do que uma boa organização a funcionar mal.
Este problema vai-se colocar na reorganização da administração pública, será que todos os problemas são devidos a uma má organização, ou haverá outros que a reorganização não resolve? Na minha opinião a reorganização é um passo certo, mas tem de ser acompanhada de outros, nomeadamente na selecção de pessoas (tentar eliminar as cunhas e compadrios que minam todo o sistema), na motivação destas, na criação de um espírito e de missão de servidor público em cada funcionário, no combate ao desperdício (poder-se-ia dar um bónus salarial se um centro de custos não gastar todo o dinheiro orçamentado e cunprir os objectivos definidos).
Sem uma mudança do funcionamento da estutura a mudança desta última resolverá poucos problemas e só no curto prazo. Será que a reforma proposta pelo governo vai ao cerne da questão: as pessoas, ou vai ficar-se pelo embrulho: a estrutura? Se assim for será uma reforma falhada e as reformas falhadas trazem mais prejuízos do que os imediatos uma vez que põe em causa futuras alterações.
Mas o eleitor não deve ficar à espera para ver, como muitas vezes dizem os descrentes, os críticos e os cépticos. Não devemos ficar à espera, devemos sim aproveitar a iniciativa do governo que quer reformar para exigir que se vá mais longe e propondo soluções. Aliás se os povos do Leste Europeu ficassem à espera de ver no que é que a Perestroika iria dar ainda hoje haveria cortina de ferro, esses povos aproveitaram a abertura para exigir a reforma completa do sistema político.
O mesmo devemos fazer todos nós para que a reforma da administração pública não sejasó o mudar de embrulho, devemos, todos e não só os fiuniconários públicos, estar vigilantes para que estas reformas não sejam um novo embrulho, propondo soluções e denunciando tudo o que está mal.
Este problema vai-se colocar na reorganização da administração pública, será que todos os problemas são devidos a uma má organização, ou haverá outros que a reorganização não resolve? Na minha opinião a reorganização é um passo certo, mas tem de ser acompanhada de outros, nomeadamente na selecção de pessoas (tentar eliminar as cunhas e compadrios que minam todo o sistema), na motivação destas, na criação de um espírito e de missão de servidor público em cada funcionário, no combate ao desperdício (poder-se-ia dar um bónus salarial se um centro de custos não gastar todo o dinheiro orçamentado e cunprir os objectivos definidos).
Sem uma mudança do funcionamento da estutura a mudança desta última resolverá poucos problemas e só no curto prazo. Será que a reforma proposta pelo governo vai ao cerne da questão: as pessoas, ou vai ficar-se pelo embrulho: a estrutura? Se assim for será uma reforma falhada e as reformas falhadas trazem mais prejuízos do que os imediatos uma vez que põe em causa futuras alterações.
Mas o eleitor não deve ficar à espera para ver, como muitas vezes dizem os descrentes, os críticos e os cépticos. Não devemos ficar à espera, devemos sim aproveitar a iniciativa do governo que quer reformar para exigir que se vá mais longe e propondo soluções. Aliás se os povos do Leste Europeu ficassem à espera de ver no que é que a Perestroika iria dar ainda hoje haveria cortina de ferro, esses povos aproveitaram a abertura para exigir a reforma completa do sistema político.
O mesmo devemos fazer todos nós para que a reforma da administração pública não sejasó o mudar de embrulho, devemos, todos e não só os fiuniconários públicos, estar vigilantes para que estas reformas não sejam um novo embrulho, propondo soluções e denunciando tudo o que está mal.
sexta-feira, março 31, 2006
O nosso legislador diz-se justo, social, que quer promover a equidade entre todos...
...veja-se este exemplo do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis):
Isenção:
Informação Fiscal > Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)
Benefícios Fiscais - IMI
Os imóveis estão sujeitos ao pagamento anual do IMI. No entanto, em determinadas situações podem beneficiar de isenção deste imposto.
Podem estar isentos nos primeiros anos após a compra, os imóveis adquiridos para:
habitação permanente do comprador, cônjuge e filhos; arrendamento para habitação permanente (exclui a casa de férias ou o arrendamento à época).
O número de anos de isenção varia consoante o valor patrimonial tributável do imóvel (ver na caderneta predial). Actualmente, aplica-se a seguinte tabela:
Valor Tributável Nº de Anos de Isenção
Até 150.000,00 EUR 6 ANOS
De 150.000,01 EUR até 225.000,00 EUR 3 ANOS.
Vejamos os dois casos seguintes:
O sr A, solteiro compra uma casa por 150.000Euros -> 6 anos de isenção
O casal B, 2 pessoas compra uma casa por 250.000EUros -> 0 anos de isenção.
Ora, em sede de IRS os cálculos da taxa fazem-se por rendimento /1 se solteiro a dividir por 2 se casado (i.e. a viver maritalmente com outra pessoa de sexo oposto).
Em IMI é por valor da casa (????).
Realmente a equidade no IRS não existe muito mas no IMI (?????). Enfim...
Solução: As pessoas do casal B não se casam e compram dois apartamentos contíguos um por 100.000 e outro por 150.000 (vivem maritalmente mas não o dizem às finanças) -> 6 anos de isenção (entretanto pedem ao construtor para abrir uma porta entre os dois apartamentos).
PS:
Em muitos dos artº do IRS ainda estão mencionados impostos extintos, exemplo:
Artigo 46.º
Valor de aquisição a título oneroso de bens imóveis
1 - No caso da alínea a) do n.º 1 do artigo 10.º, se o bem imóvel houver sido adquirido a título oneroso, considera-se valor de aquisição o que tiver servido para efeitos de liquidação da sisa.
2 - Não havendo lugar à liquidação da sisa, considera-se o valor que lhe serviria de base, caso fosse devida, determinado de harmonia com as regras próprias daquele imposto.
Ou
Artº 44
1 -Para a determinação dos ganhos sujeitos a IRS, considera-se valor de realização:
a) No caso de troca, o valor atribuído no contrato aos bens ou direitos recebidos, ou o valor de mercado, Quando aquele não exista ou este for superior, acrescidos ou diminuídos, um ou outro, da importância em dinheiro a receber ou a pagar;
b) No caso de expropriação, o valor da indemnização;
c) No caso de afectação de quaisquer bens do património particular do titular de rendimentos da categoria B a actividade empresarial e profissional, o valor de mercado à data da afectação;
d)No caso de valores mobiliários alienados pelo titular do direito de exercício de warrants autónomos de venda, e para efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo 10.º, o preço de mercado no momento do exercício;
(Redacção da Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
e) Tratando-se de bens ou direitos referidos na alínea d) do n.º 4 do artigo 24.º, quando não exista um preço ou valor previamente fixado, o valor de mercado na data referida;
(Aditado pela Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
f) Nos demais casos, o valor da respectiva contraprestação.
(Aditada pela Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
2 - Nos casos das alíneas a), b) e f) do número anterior, tratando-se de direitos reais sobre bens imóveis, prevalecerão, quando superiores, os valores por que os bens houverem sido considerados para efeitos de liquidação de sisa ou, não havendo lugar a esta liquidação, os que devessem ser, caso fosse devida.
Em casos de querer saber o valor de aquisição o sisa fará sentido para imóveis adquiridos antes daquela data, mas agora para valor de realização e imóveis mais recentes????
Ou seja, esta foi uma reforma feita à pressa...
Isenção:
Informação Fiscal > Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)
Benefícios Fiscais - IMI
Os imóveis estão sujeitos ao pagamento anual do IMI. No entanto, em determinadas situações podem beneficiar de isenção deste imposto.
Podem estar isentos nos primeiros anos após a compra, os imóveis adquiridos para:
habitação permanente do comprador, cônjuge e filhos; arrendamento para habitação permanente (exclui a casa de férias ou o arrendamento à época).
O número de anos de isenção varia consoante o valor patrimonial tributável do imóvel (ver na caderneta predial). Actualmente, aplica-se a seguinte tabela:
Valor Tributável Nº de Anos de Isenção
Até 150.000,00 EUR 6 ANOS
De 150.000,01 EUR até 225.000,00 EUR 3 ANOS.
Vejamos os dois casos seguintes:
O sr A, solteiro compra uma casa por 150.000Euros -> 6 anos de isenção
O casal B, 2 pessoas compra uma casa por 250.000EUros -> 0 anos de isenção.
Ora, em sede de IRS os cálculos da taxa fazem-se por rendimento /1 se solteiro a dividir por 2 se casado (i.e. a viver maritalmente com outra pessoa de sexo oposto).
Em IMI é por valor da casa (????).
Realmente a equidade no IRS não existe muito mas no IMI (?????). Enfim...
Solução: As pessoas do casal B não se casam e compram dois apartamentos contíguos um por 100.000 e outro por 150.000 (vivem maritalmente mas não o dizem às finanças) -> 6 anos de isenção (entretanto pedem ao construtor para abrir uma porta entre os dois apartamentos).
PS:
Em muitos dos artº do IRS ainda estão mencionados impostos extintos, exemplo:
Artigo 46.º
Valor de aquisição a título oneroso de bens imóveis
1 - No caso da alínea a) do n.º 1 do artigo 10.º, se o bem imóvel houver sido adquirido a título oneroso, considera-se valor de aquisição o que tiver servido para efeitos de liquidação da sisa.
2 - Não havendo lugar à liquidação da sisa, considera-se o valor que lhe serviria de base, caso fosse devida, determinado de harmonia com as regras próprias daquele imposto.
Ou
Artº 44
1 -Para a determinação dos ganhos sujeitos a IRS, considera-se valor de realização:
a) No caso de troca, o valor atribuído no contrato aos bens ou direitos recebidos, ou o valor de mercado, Quando aquele não exista ou este for superior, acrescidos ou diminuídos, um ou outro, da importância em dinheiro a receber ou a pagar;
b) No caso de expropriação, o valor da indemnização;
c) No caso de afectação de quaisquer bens do património particular do titular de rendimentos da categoria B a actividade empresarial e profissional, o valor de mercado à data da afectação;
d)No caso de valores mobiliários alienados pelo titular do direito de exercício de warrants autónomos de venda, e para efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo 10.º, o preço de mercado no momento do exercício;
(Redacção da Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
e) Tratando-se de bens ou direitos referidos na alínea d) do n.º 4 do artigo 24.º, quando não exista um preço ou valor previamente fixado, o valor de mercado na data referida;
(Aditado pela Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
f) Nos demais casos, o valor da respectiva contraprestação.
(Aditada pela Lei n.º 109-B/2001, de 27 de Dezembro)
2 - Nos casos das alíneas a), b) e f) do número anterior, tratando-se de direitos reais sobre bens imóveis, prevalecerão, quando superiores, os valores por que os bens houverem sido considerados para efeitos de liquidação de sisa ou, não havendo lugar a esta liquidação, os que devessem ser, caso fosse devida.
Em casos de querer saber o valor de aquisição o sisa fará sentido para imóveis adquiridos antes daquela data, mas agora para valor de realização e imóveis mais recentes????
Ou seja, esta foi uma reforma feita à pressa...
Viva Portugal, tem um défice orçamental de
... 6% (???).
Quando as metas a atingir são baixas não devemos colocar os festejos num patamar demasiado elevado. A verdadeira prova será os 4.6% deste ano...
PS: Será que Sócrates se demite se falhar esta meta e a de 2007?
Quando as metas a atingir são baixas não devemos colocar os festejos num patamar demasiado elevado. A verdadeira prova será os 4.6% deste ano...
PS: Será que Sócrates se demite se falhar esta meta e a de 2007?
2 medidas a aplaudir, mas 1 para vigiar.
A desburocratização do Estado e o extinguir e fundir mais de 200 organismos passam por uma ideia de revolução no Estado, tornando-o mais ágil, mais rápido. As duas medidas são de aplaudir.
Contudo a extinção de mais de 200 organismos é compensada com a criação de 60. É aqui que devemos estar vigilantes:
1 - Para que os 60 não sejam só no papel, continuando a haver de facto 260 entidades;
2 - Para que não se transformem em monstros pesados que em vez de agilizar o Estado o mantêm parado;
3 - Para que a extinção de 246 e a criação de 60 não dê azo a que pessoas que entraram na FP por mérito e fizeram a carreira por mérito não sejam postas de lado e os lugares do novos 60 organismos sejam ocupados por "boys" partidários. Não era a primeira vez que na substituição de organismos tal tenha acontecido.
Saudar sim ,mas temos de estar vigilantes...
Contudo a extinção de mais de 200 organismos é compensada com a criação de 60. É aqui que devemos estar vigilantes:
1 - Para que os 60 não sejam só no papel, continuando a haver de facto 260 entidades;
2 - Para que não se transformem em monstros pesados que em vez de agilizar o Estado o mantêm parado;
3 - Para que a extinção de 246 e a criação de 60 não dê azo a que pessoas que entraram na FP por mérito e fizeram a carreira por mérito não sejam postas de lado e os lugares do novos 60 organismos sejam ocupados por "boys" partidários. Não era a primeira vez que na substituição de organismos tal tenha acontecido.
Saudar sim ,mas temos de estar vigilantes...
quarta-feira, março 29, 2006
Mais DN, mais opiniões deslumbrantes...
VGM fala de bolas de sabão. Primeiro quer falar não de bolas de sabão mas da sua vasta experiência cultural descrevendo quadros que as representam. Depois científica sobre um artigo da arte e técnica da bola de sabão. E no final para quê? Para dizer que o governo faz bolas de sabão, que as medidas são bolas de sabão. É uma opinião, e mais, digo eu, é impossivel discordar ou concordar com ela porque simplesmente lança a frase para o ar. Não diz quais as medidas (diz todas, mas quais?), não argumenta o porquê da sua brilhante conclusão, apenas o diz... ...se lê artigos científicos deve saber que não basta afirmar, tem de dizer o porquê, e isso não o faz...
Se calhar muitas das colunas de opinião caberiam dentro deste artigo, aqui, premiado além. A fim e ao cabo mais parecem XXXXX a voar.
Se calhar muitas das colunas de opinião caberiam dentro deste artigo, aqui, premiado além. A fim e ao cabo mais parecem XXXXX a voar.
terça-feira, março 28, 2006
Não há obra em Coimbra que não dê bronca...
...por erros de engenharia civil.
Agora foi esta, isto depois da ponte Rainha Santa e do Hospital Pediátrico.
Tanto mais de estranhar quando a UC tem um departamento de civil muito bom, mas quando a adm. regional contrata pessoas que demoram mais de uma década a acabar cursos com médias muito baixas e não conseguem (ao contário dos que acabam em tempo normal) empregos em empresas privadas é óbvio que estes problemas irão sempre acontecer.
Agora foi esta, isto depois da ponte Rainha Santa e do Hospital Pediátrico.
Tanto mais de estranhar quando a UC tem um departamento de civil muito bom, mas quando a adm. regional contrata pessoas que demoram mais de uma década a acabar cursos com médias muito baixas e não conseguem (ao contário dos que acabam em tempo normal) empregos em empresas privadas é óbvio que estes problemas irão sempre acontecer.
As colunas do DN de hoje (ou falta de neurónios à segunda-feira)...
Bem sei que hoje é terça-feira, mas aquelas colunas são escritas na segunda, ou pelo menos terminadas na segunda-feira. Neste dia, devido à pausa do fim-de-semana os nossos neurónios são menos reactivos e demoram mais tempo a arrancar, mas tal não justifica o conjunto de asneiras ditas.
Helena Garrido num arigo de opinião sobre a simplificação da administração pública, em vez de falar das benesses que trará para Portugal acaba com a preocupação "o Governo não pode ignorar ou esquecer os efeitos colaterais do Simplex. Porque no curto prazo pode destruir mais do que criar emprego.".
Claro que fala das vantagens futuras, do melhor que será o futuro, mas acaba com este grito de alerta: coitadinhos dos que vivem da burocracia, olhem que vão para o desemprego... ...na verdade a burocracia a atrasar os processos de arranque de novas empresas destroem emprego numa escala maior do que cria, logo o simples processo de simplificação trará um aumento de emprego e de empregos que de facto criam riqueza, e esse aumento será quase imediato. Não temos de nos preocupar com os que vivem da burocracia, estes terão de se adaptar e procurar um novo emprego, ou será que esta senhora quer que o governo desvie fundos para a reconversão destas pessoas? Criando um novo sistema de burocracia que substitua o anterior. Em
A seguir continuamos com José Medeiros Ferreira que acaba com esta pérola:
"Mas os erros mais caros são aqueles que os economistas cometem ao avaliarem a taxa de inflação, a previsão das receitas da Segurança Social, a percentagem do défice orçamental"
Em primeiro lugar este senhor não sabe o que é uma previsão. Esta não é o valor que os jornais trazem na primeira página, de facto a previsão é constituída por valores e probabilidades, logo quando os valores anunciados estão errados de facto muitas vezes a previsão está certa. Nesses casos a previsão tem um intervalo de valores possíveis grande e saber ler a previsão como um todo: valor central e probabilidade, poderá fazer com que se perceba o quadro sobre o qual se navega. (Mais ainda, fazer acusações destas sem nomes é querer afundar toda a ciência económica, porque será?).
Finalmente José Manuel Barroso que é contra a regionalização diz:
"... o argumento de que o País é demasiado pequeno para ser dividido em autarquias político-administrativas intermédias entre o poder central e os municípios, autarquias de custos elevados e sem muita coerência histórico-cultural, terá sido considerado, pelos eleitores, como simples questão de bom-senso..." e continua:
"...De resto, Portugal não tem uma tradição de regiões..."
e diz que viveu: "...a viver em África, na Madeira e no Porto,..." (deve pensar que é o estrangeiro). E acaba por dizer que a desconcentração nas CCR é bom senso.
Perguntas ao iluminado:
A Dinamarca, Irlanda, Holanda e Grécia são países enormes não? E estão
regionalizados....
A tradição de feudalismo da Idade Média era para continuar para todo o sempre, porque era essa a nossa tradição?....
A desconcertação e descentralização de poderes nas CCR é bom porquê? Porque os cargos são distribuidos pelo governo central fazendo com que não sejam órgãos democráticos que respondam perante as pessoas da região, mas ao poder central, fazendo as vontades deste?.
Enfim, ...uma preocupa-se com o desemprego de profissões que existem devido à burocracia e deve querer que o estado transfira fundos para este.
Outro não sabe ler previsões e ataca a economia e suas previsões.
O terceiro que viveu nesses sítios estrangeiros e desenvolvidos como sejam África, Madeira e Porto acha que a regionalização serve para todos os países europeus e não para Portugal. Se calhar tem razão, com estes artigos de opinião mais parecemos um país Africano preocupado em manter as elites gordas e anafadas à custa do OE.
Helena Garrido num arigo de opinião sobre a simplificação da administração pública, em vez de falar das benesses que trará para Portugal acaba com a preocupação "o Governo não pode ignorar ou esquecer os efeitos colaterais do Simplex. Porque no curto prazo pode destruir mais do que criar emprego.".
Claro que fala das vantagens futuras, do melhor que será o futuro, mas acaba com este grito de alerta: coitadinhos dos que vivem da burocracia, olhem que vão para o desemprego... ...na verdade a burocracia a atrasar os processos de arranque de novas empresas destroem emprego numa escala maior do que cria, logo o simples processo de simplificação trará um aumento de emprego e de empregos que de facto criam riqueza, e esse aumento será quase imediato. Não temos de nos preocupar com os que vivem da burocracia, estes terão de se adaptar e procurar um novo emprego, ou será que esta senhora quer que o governo desvie fundos para a reconversão destas pessoas? Criando um novo sistema de burocracia que substitua o anterior. Em
A seguir continuamos com José Medeiros Ferreira que acaba com esta pérola:
"Mas os erros mais caros são aqueles que os economistas cometem ao avaliarem a taxa de inflação, a previsão das receitas da Segurança Social, a percentagem do défice orçamental"
Em primeiro lugar este senhor não sabe o que é uma previsão. Esta não é o valor que os jornais trazem na primeira página, de facto a previsão é constituída por valores e probabilidades, logo quando os valores anunciados estão errados de facto muitas vezes a previsão está certa. Nesses casos a previsão tem um intervalo de valores possíveis grande e saber ler a previsão como um todo: valor central e probabilidade, poderá fazer com que se perceba o quadro sobre o qual se navega. (Mais ainda, fazer acusações destas sem nomes é querer afundar toda a ciência económica, porque será?).
Finalmente José Manuel Barroso que é contra a regionalização diz:
"... o argumento de que o País é demasiado pequeno para ser dividido em autarquias político-administrativas intermédias entre o poder central e os municípios, autarquias de custos elevados e sem muita coerência histórico-cultural, terá sido considerado, pelos eleitores, como simples questão de bom-senso..." e continua:
"...De resto, Portugal não tem uma tradição de regiões..."
e diz que viveu: "...a viver em África, na Madeira e no Porto,..." (deve pensar que é o estrangeiro). E acaba por dizer que a desconcentração nas CCR é bom senso.
Perguntas ao iluminado:
A Dinamarca, Irlanda, Holanda e Grécia são países enormes não? E estão
regionalizados....
A tradição de feudalismo da Idade Média era para continuar para todo o sempre, porque era essa a nossa tradição?....
A desconcertação e descentralização de poderes nas CCR é bom porquê? Porque os cargos são distribuidos pelo governo central fazendo com que não sejam órgãos democráticos que respondam perante as pessoas da região, mas ao poder central, fazendo as vontades deste?.
Enfim, ...uma preocupa-se com o desemprego de profissões que existem devido à burocracia e deve querer que o estado transfira fundos para este.
Outro não sabe ler previsões e ataca a economia e suas previsões.
O terceiro que viveu nesses sítios estrangeiros e desenvolvidos como sejam África, Madeira e Porto acha que a regionalização serve para todos os países europeus e não para Portugal. Se calhar tem razão, com estes artigos de opinião mais parecemos um país Africano preocupado em manter as elites gordas e anafadas à custa do OE.
terça-feira, março 21, 2006
Nomes independentes para a EDP...
... antes de se envolver na política era um promissor assitente de Direito na Universidade de Lisboa, promissor como todos os jovens promissores assistentes que têm uma tese de doutoramento agendada para as calendas gregas e que no final seria um grande tratado de direito realizado em 10 ou 15 anos (note-se que fora do país o mesmo se faz em 4 ou 5 anos, mas por cá somos diferentes... ...melhores!!!).
Agora na politica é só lugares como este. Percebe-se enfim porque não teve vontade de ser ministro, a verdadeira causa do senhor é embolsar $$$$$.
Note-se que equilibrio do costume, ao lado dos políticos duas pessoas competentes e que sabem. Vão ser estes que darão os grandes inputs a todo o órgão, mas serão os primeiros a ser glorificados pelo óptimo trabalho realizado - é o costume, uns trabalham, os outros (os que escalam pela via do conhecimento pessoal) glorificam-se e todos nós ficamos mais pobres.
Agora na politica é só lugares como este. Percebe-se enfim porque não teve vontade de ser ministro, a verdadeira causa do senhor é embolsar $$$$$.
Note-se que equilibrio do costume, ao lado dos políticos duas pessoas competentes e que sabem. Vão ser estes que darão os grandes inputs a todo o órgão, mas serão os primeiros a ser glorificados pelo óptimo trabalho realizado - é o costume, uns trabalham, os outros (os que escalam pela via do conhecimento pessoal) glorificam-se e todos nós ficamos mais pobres.
segunda-feira, março 20, 2006
Tiro a César ...
No DN aqui
César das Neves diz:
"A primeira é Nineteen Eighty-Four (1949) de George Orwell, que se pode tomar como a clássica representação de um estado totalitário e sufocante, o protótipo dos sistemas opressivos, do nazismo às teocracias recentes. ... Ao contrário da maioria destas histórias, a acção não se situa num futuro remoto, mas uns meros 35 anos depois da sua publicação. Só que a previsão falhou. Inspirado na URSS, ..."
Esta visão de que a obra 1984 é inspirada na URSS é falsa (ou pelo menos parcialmente falsa), mas o resultado da intrepretação dos leitores da obra e da realidade e propaganda sobre a qual viveram.
De facto o livro retrata vários aspectos da vida social dos EUA e do RU na data que foi escrito. Diz-se que Orwell disse que o livro retrata a situação politica-social do RU em 1948 qd a economia britânica estave em caos, o império a cair e os jornais noticiando os triunfos desta, e Oceania não é mais do que o futuro do império britânico (um império naval onde os marinheiros são louvados) e muita da inspiração para os actos de propaganda provém sobretudo da Alemanha Nazi mas claro que tb da URSS.
Mas dizer que é inspirado no regime da URSS é querer fazer uma analogia entre o que se leu e o que a nossa propaganda nos "vendeu". O livro é a visão do futuro da sociedade na altura que acaba por resvalar para o fascismo em todos os lugares, não concretamente uma crítica à URSS.
PS:
Um facto que 1984 previu foi que a "Oceania" tratava os prisioneiros de guerra como criminosos de guerra, na altura foi uma crítica ao tribunal de Nuremberga, mas hoje não é isso que os EUA fazem em Guantanamo?
César das Neves diz:
"A primeira é Nineteen Eighty-Four (1949) de George Orwell, que se pode tomar como a clássica representação de um estado totalitário e sufocante, o protótipo dos sistemas opressivos, do nazismo às teocracias recentes. ... Ao contrário da maioria destas histórias, a acção não se situa num futuro remoto, mas uns meros 35 anos depois da sua publicação. Só que a previsão falhou. Inspirado na URSS, ..."
Esta visão de que a obra 1984 é inspirada na URSS é falsa (ou pelo menos parcialmente falsa), mas o resultado da intrepretação dos leitores da obra e da realidade e propaganda sobre a qual viveram.
De facto o livro retrata vários aspectos da vida social dos EUA e do RU na data que foi escrito. Diz-se que Orwell disse que o livro retrata a situação politica-social do RU em 1948 qd a economia britânica estave em caos, o império a cair e os jornais noticiando os triunfos desta, e Oceania não é mais do que o futuro do império britânico (um império naval onde os marinheiros são louvados) e muita da inspiração para os actos de propaganda provém sobretudo da Alemanha Nazi mas claro que tb da URSS.
Mas dizer que é inspirado no regime da URSS é querer fazer uma analogia entre o que se leu e o que a nossa propaganda nos "vendeu". O livro é a visão do futuro da sociedade na altura que acaba por resvalar para o fascismo em todos os lugares, não concretamente uma crítica à URSS.
PS:
Um facto que 1984 previu foi que a "Oceania" tratava os prisioneiros de guerra como criminosos de guerra, na altura foi uma crítica ao tribunal de Nuremberga, mas hoje não é isso que os EUA fazem em Guantanamo?
domingo, março 19, 2006
O SNS e...
... esta opinião.
Parece ponto assente para muitos que com o crescimento da despesa o SNS não tem futuro a longo prazo porque o OE não aguenta.
De facto é preciso reduzir o desperdício de quem produz e de quem consome:
1 - Não me aflige que haja sistemas contracto público/privados para o sector da saúde (desde que não sejam sistemas para certas empresas aumentarem os lucros à conta do Estado e não da eficiência). O RU é um pradigma de que pode funcionar, o da Dinamarca tb (tem um sistema de médico de família privado - o estado financia integralmente a consulta e o médico recebe directamente a comparticipação do estado, mas não consultas repetidas sem motivo).
2 - Não me aflige que quem recorre às urgências obtenha uma bola vermelha(2 pts)/amarela (1 pt)/verde(0 pt) no cartão e quando atinge os 20 pontos tenha uma multa por sobre uso não justificado (eu tb dou sugestões).
Contudo, a opinão de alguns é aumentar os custos ao utente, mas agora pergunto-me eu: se o OE não aguenta, aguentará a carteira dos portugueses a melhoria dos serviços de saúde? É óbvio que não, se a economia não cresce rapidamente nem o OE nem os salários dos portugueses poderão manter um crescimento na qualidade do SNS para todos, logo o que parece inevitavel é que o SNS não poderá estar na fronteira do conhecimento mas uns furos mais abaixo. Se for uma decisão que o estado toma através do OE ninguém a aceitará e culpará o(s) ministro(s), mas se o estado privatizar a saúde então o decréscimo na qualidade será geral e todos considerarão isso um facto natural tal como na alimentação: o rico como caviar e o pobre come o que pode comprar.
A questão que nos vendem é falsa. Ela não é que modelo para o SNS: público, privado, semi-privado. A questão é que qualidade deverá o SNS oferecer e se a querem reduzir é óbvio que convencer as pessoas da sua privatização é a forma mais fácil, mas...
...os governos existem para resolver problemas, não para fugir deles!
Parece ponto assente para muitos que com o crescimento da despesa o SNS não tem futuro a longo prazo porque o OE não aguenta.
De facto é preciso reduzir o desperdício de quem produz e de quem consome:
1 - Não me aflige que haja sistemas contracto público/privados para o sector da saúde (desde que não sejam sistemas para certas empresas aumentarem os lucros à conta do Estado e não da eficiência). O RU é um pradigma de que pode funcionar, o da Dinamarca tb (tem um sistema de médico de família privado - o estado financia integralmente a consulta e o médico recebe directamente a comparticipação do estado, mas não consultas repetidas sem motivo).
2 - Não me aflige que quem recorre às urgências obtenha uma bola vermelha(2 pts)/amarela (1 pt)/verde(0 pt) no cartão e quando atinge os 20 pontos tenha uma multa por sobre uso não justificado (eu tb dou sugestões).
Contudo, a opinão de alguns é aumentar os custos ao utente, mas agora pergunto-me eu: se o OE não aguenta, aguentará a carteira dos portugueses a melhoria dos serviços de saúde? É óbvio que não, se a economia não cresce rapidamente nem o OE nem os salários dos portugueses poderão manter um crescimento na qualidade do SNS para todos, logo o que parece inevitavel é que o SNS não poderá estar na fronteira do conhecimento mas uns furos mais abaixo. Se for uma decisão que o estado toma através do OE ninguém a aceitará e culpará o(s) ministro(s), mas se o estado privatizar a saúde então o decréscimo na qualidade será geral e todos considerarão isso um facto natural tal como na alimentação: o rico como caviar e o pobre come o que pode comprar.
A questão que nos vendem é falsa. Ela não é que modelo para o SNS: público, privado, semi-privado. A questão é que qualidade deverá o SNS oferecer e se a querem reduzir é óbvio que convencer as pessoas da sua privatização é a forma mais fácil, mas...
...os governos existem para resolver problemas, não para fugir deles!
Retorno...
... as férias do blog vão terminar. De realçar que foi o blog que tirou férias, não eu. Julguei que era necessário afastar-me um pouco da blogoesfera para manter um certo espírito de equidistância e repensar a linha editorial do blog. Deveria este ser um blog que apenas dava tiros aos outros (intenção inicial) ou ser um blog mais generalista que fala um pouco sobre tudo (e aí a palavra sniper tinha pouco siginificado)?
De realçar que não consegui chegar a uma conclusão, por isso até novas férias tentará ser tudo menos uma garrafa lançada ao mar,i.e., andar com a corrente.
Vamos a coisas sérias. Primeiro ler isto.
Então agora o facto do filho de Rosberg, Hill e Villeneuve serem bons pilotos é genético? Deve ser uma genética curiosa porque só aparece nos anos 90. De 1950 a 1990 houve muito poucos filhos a seguir as pisadas dos papás e nenhum com sucesso. Mas agora falamos de genética para aquilo que é na verdade um misto de várias coisas: ensinamentos de pais para filhos , contactos (conhecimentos) e oportunidade. É óbvio que um filho de um piloto de F1 tem acesso a mais conhecimento do que os seus colegas aumentando a possibilidade de singrar na mesma carreira.
Mas esses edge não chega, os contactos (ser amigo dos patrões das equipas mais fortes em categorias inferiores) ajuda a ter resultados e com resultados chegar a F1. E oportunidade, na F1 o filho de Rosberg mesmo sem correr já dava lucro ao ser mostrado nos Telejornais do mundo dentro do Williams (já os outros rookies não tiveram a mesma exposição mediática nos testes de inverno).
E esse mix de ensinamento, contactos e oportunidade que explica o facto.
O mesmo se passa em muitos lugares de relevo em Portugal, o ensinamento que dá uma vantagem importante porque o sistema da ensino não é igualizador mas mantém as diferenças entre os que têm posses para pagar a explicadores e os outros; os conhecimentos em que ao filho do amigo se dá 15 em vez de 14, 17 em vez de 16, e ponto a ponto obtém melhores médias; e oportunidade porque se eu beneficiar o filho do outro, o outro poderá beneficiar-me no futuro em júris de progressão de carreira ou a obtençao de um biscate bem pago na Adm. Pública..
A genética não deixa de ter um papel, mas numa sociedade em que a escola fosse igualizadora, o amiguismo inexistente e a transacção de favores não desse lucro poderíamos verificar que de facto a genética seria importante para explicar as diferenças existentes, talvez essas fossem na ordem de 1%, talvez menos, mas não no grau que se assite quer na F1 de hoje (onde o dinheiro manda, compra o acesso mas não a vitória) e com mais relevo em Portugal, onde se compra o acesso e a VITÒRIA.
Como resolver o problema em Portugal? Talvez fazendo sentir aos cunhistas que o são. Cortar amizades e contactos com eles (usualmente não são competentes e precisam dos outros para esconder a sua ignorância), quando nos referimos a eles realçar a qualidade de trepador pela cunha, criar-lhes um ambiente social hostil. E não é impossível, porque os fumadores enfrentam diariamente um ambiente social hostil em muitos países, os toxicodependentes recuperados (injustamente, diga-se) )tb, logo é só fazer o mesmo.
De realçar que não consegui chegar a uma conclusão, por isso até novas férias tentará ser tudo menos uma garrafa lançada ao mar,i.e., andar com a corrente.
Vamos a coisas sérias. Primeiro ler isto.
Então agora o facto do filho de Rosberg, Hill e Villeneuve serem bons pilotos é genético? Deve ser uma genética curiosa porque só aparece nos anos 90. De 1950 a 1990 houve muito poucos filhos a seguir as pisadas dos papás e nenhum com sucesso. Mas agora falamos de genética para aquilo que é na verdade um misto de várias coisas: ensinamentos de pais para filhos , contactos (conhecimentos) e oportunidade. É óbvio que um filho de um piloto de F1 tem acesso a mais conhecimento do que os seus colegas aumentando a possibilidade de singrar na mesma carreira.
Mas esses edge não chega, os contactos (ser amigo dos patrões das equipas mais fortes em categorias inferiores) ajuda a ter resultados e com resultados chegar a F1. E oportunidade, na F1 o filho de Rosberg mesmo sem correr já dava lucro ao ser mostrado nos Telejornais do mundo dentro do Williams (já os outros rookies não tiveram a mesma exposição mediática nos testes de inverno).
E esse mix de ensinamento, contactos e oportunidade que explica o facto.
O mesmo se passa em muitos lugares de relevo em Portugal, o ensinamento que dá uma vantagem importante porque o sistema da ensino não é igualizador mas mantém as diferenças entre os que têm posses para pagar a explicadores e os outros; os conhecimentos em que ao filho do amigo se dá 15 em vez de 14, 17 em vez de 16, e ponto a ponto obtém melhores médias; e oportunidade porque se eu beneficiar o filho do outro, o outro poderá beneficiar-me no futuro em júris de progressão de carreira ou a obtençao de um biscate bem pago na Adm. Pública..
A genética não deixa de ter um papel, mas numa sociedade em que a escola fosse igualizadora, o amiguismo inexistente e a transacção de favores não desse lucro poderíamos verificar que de facto a genética seria importante para explicar as diferenças existentes, talvez essas fossem na ordem de 1%, talvez menos, mas não no grau que se assite quer na F1 de hoje (onde o dinheiro manda, compra o acesso mas não a vitória) e com mais relevo em Portugal, onde se compra o acesso e a VITÒRIA.
Como resolver o problema em Portugal? Talvez fazendo sentir aos cunhistas que o são. Cortar amizades e contactos com eles (usualmente não são competentes e precisam dos outros para esconder a sua ignorância), quando nos referimos a eles realçar a qualidade de trepador pela cunha, criar-lhes um ambiente social hostil. E não é impossível, porque os fumadores enfrentam diariamente um ambiente social hostil em muitos países, os toxicodependentes recuperados (injustamente, diga-se) )tb, logo é só fazer o mesmo.
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