quarta-feira, novembro 22, 2006

Gas, big business ahead?










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As Imagens anteriores mostram a evolução do preço do petróleo por barril e da gasolina nos EUA.
Pois bem, vê-se que uma acompanha a outra.
A pergunta que se fará é se o preço do barril do petróleo ajustará à volta dos 60$ ou descerá até aos $50?
De qualquer maneira se ficar nis $60 a inflação devido aos custos energéticos que foi uma constante durante o corrente ano (comparar preços deste ano com os do ano passado) vai desaparecer (e se descer até aos 50$ poderá ter um contributo negativo para a mesma).
Assim sendo com o BCE a subir as taxas de juro devido à inflação e a conseguir manter esta nos 2%, será que poderemos pensar que em meados de Abril do ano que vem teremos redução das taxas de juro????
Se assim for a Europa poderá manter um ritmo de crescimento acentuado (que em termos de PIB per capita será superior ao dos EUA, recorde-se que se o PIB da UE crescer menos 0.5/0.7% do que o dos EUA em termos per capita o crescimento será igual - é essa a diferença nos crescimentos populacionais).

domingo, novembro 19, 2006

Carga fiscal que as empresas portuguesas enfrentam...



Do quadro acima vemos que a carga fiscal das empresas portuguesas (o que inclui tb as contribuições para a segurança social) estão ao nível de países como a Holanda, a Noroega, a tão publicitada Finlandia e os liberais EUA.

De facto abaixo de Portugal só países como o Canadá, Suiça, Dinamarca e Islândia cujos estados têm uma vertente social forte e cujas contribuições vêm directamente dos salários ou um Reino Unido e Iralnda onde tudo foi privatizado.
Assim o nosso não crescimento não pode ser devido aos impostos pq se assim fosse a Grécia estaria amplamente estagnada.´

É em termos burocráticos que temos de agir, o número de horas "perdidas", só somos ultrapassados por Japão, Espanha e Itália (embora pertos dos tão liberais EUA). É aí que teremos de agir, reduzir e simplificar os processos de pagamento de impostos, embora a Espanha que pelos vistos tem um número monstruoso não pareça ser muito afectada por isso.

Figura: fonte The Economist

quarta-feira, novembro 08, 2006

Realidades em várias tonalidades...

... a Fox News e a CNN apresentam a mesma notícia sobre as eleições Norte-Americanas, mas a primeira tenta disfarçar a derrota dando a atribuição do Senado às 23:17 da seguinte forma:
Rep - 49
Dem - 49
Ind - 1

Enquanto a CNN:
Rep - 49
Dem - 50
Ind - 0

Até há poucas horas a Fox News considerava inclusivé a exitência de dois independentes, mas que independentes são estes:
Um é o de Vermont que foi reeleito e sempre alinhou pelas teses democratas o outro é o de Connecticut e este chama-se Joe Lieberman (lembram-se dele: candidato a candidato democrata às eleições presidenciais - portanto...)

A CNN não se prende tanto à designação de jure mas considera a afiliação de facto destes dois independentes. A Fox (próxima do presidente Bush) trabalha a diferentes velocidades: já considerou os dois independentes, agoa considera um, e mais tarde o que considerará... ...entretanto tenta mascarar o mais possível a derrota esperando que os Republicanos ganhem na Virginia, só que isso parece não ir acontecer...

A Fox é o exemplo de como esta direita trabalha, distorcendo a realidade, escondendo-se muitas vezes em situações de forma para esconder o conteúdo da realidade.

O que se incentivou em portugal foi a existência...

... deste tipo de trabalhadores:

Gold-collar worker (GCW) is rarely used compared to its blue-collar and white-collar counterparts. It is used as a marketing term more often than referring to a class of society.

A typical demographic of the gold-collar worker is a person who has attended vocational school, community college or other post-high school education, but didn't graduate or has a high school diploma or less, 18 to 25 years old and employed either full time or part time. This group tends to have more disposable income than college students, who pay high tuitions and manage loans and other debt. The big drawback is however that the income of college graduates by far exceeds that of these typical "gold collar" workers.

"These people are going to be cash-rich 19-year-olds and cash-poor 30-year-olds... If you're making 22 grand a year and not paying for college, you can earn enough disposable income to have an apartment and a car. But it tops out there. Job security is not good, and you end up in the lower middle class and working poor."
-Anthony Carnevale, National Center on Education and the Economy


Because gold-collar workers have more disposable income, their spending can be dictated more by taste and preference rather than utility.

A concern for gold-collar workers is poor job security and the lack of job advancement opportunities due to less education


Desitiram de estudar, ganham um ordenado razoável aos 19/20 anos, não têm obrigações familiares e podem comprar quase tudo o que querem, mas aos 30 anos com essas obrigações familiares passam de dourados a pobres. Portugal com a ideia de que as licenciaturas não serviam para arranjar emprego fez com que se produzisse uma % destes trabalhadores e agora 20 anos depois de entrarmos na UE, já existe uma faixa larga desses trabalhadores entre os 30 a 40 anos que são efectivamente pobres e culpam os "ricos" e os que estudaram, e o governo vai na cantiga decretando aumentos maiores para estes "dourados" dos que efectivamente fizeram um sacrificio na sua vida, estudando, vivendo mal enquanto viam os "dourados" a passearem nos seus carros.

Assim, foi Portugal, mas pior é que assim continua a ser...

terça-feira, novembro 07, 2006

3º Melhor do mundo, dizem os japoneses...

" O Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) é um dos três melhores do Mundo. A avaliação foi feita pela Agência Japonesa da Ciência e Tecnologia."

As Beiras

Mas como todos sabemos se não são os "sabe tudo" Potaloios a dizer, esta avaliação será desvalorizada. Aliás o que sabem os Japoneses de Informática?

E os outros tb não acreditam...

... quando economistas portugueses não acredtiam no OE 2007 e nos seus objectivos, Sócrates e o seu ministro desvalorizam as críticas e (quase) chama os críticos de ignorantes. Então o FMI e a Comissão Europeia tb o serão?

Hospitais SA

O ministro da saúde já defendeu que os hospitais SA são um modelo de g4estão para diminuir o défice na saúde e aumentar a qualidade, então como comentará a notícia de hoje do DN em que as auditorias mostram um aumento da despesa nestes hospitais. Claro que aumentou a eficiência (quererá dizer que viu mais doentes, mas se gastou mais dinheiro não seria díficil. Mas a "verdadeira" qualidade é a percepção que o cliente faz do serviço, e esta baixou.

Em resumo: Aumentou eficiência à custa de mais dinheiro, ou seja a eficiência económica por paciente diminuiu e diminuiu a qualidade. Se fosse verdadeiras empresas privadas já estavam a fechar e a ser substituidas por concorrentes mais eficientes e de melhor qualidade. Como não são, são apenas um fetiche do ministro ficam abertos, e como todos sabem os fetiches costumam ser caros.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Tiro à ministra da educação...

... a ministra até pode ter (algumas) boas ideias, mas a sua arrogância de que só ela está certa leva a uma conflitualidade que não é benéfica.

Tomemos o exemplo:
Quando propõe quotas para a promoção, responde, se o interlocutor conhece outro sitema de avaliação eficiente. Adicionado, que ela não, se alguém souber então diga-o.
Na verdade existem vários sistemas de avaliação e nehum 100% eficiente (nem o das quotas), todos têm vantagens e desvantagens, e contudo ele (à boa maneira de investigadores de carreira portuguesa com a carreira toda feita no mesmo lugar
(Provas de Agregação em Sociologia no ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - 2003
Doutoramento em Sociologia no ISCTE - 1996
Licenciatura em Sociologia no ISCTE - 1984 ) que depois se consideram sabichões em tudo não sabem , não querem saber que fora da casa onde trabalham há outros lugares, com outros métodos e com outros pensamentos. É com investigadores assim que a ciência anda tão mal em Portugal e o pior é que depois põe-nos a governar Portugal.


Adenda: Qd diz que um professor que falta (por doença ou requisição) não pode progredir porque têm um vínculo com os alunos e a escola e deverá cumprir o programa, pergunto eu se esta Doutora mantém o SEU vínculo com a sua escola (ISCTE) e com os seus alunos, dando as aulas a que obviamente está a faltar pq está no governo? Ou o que é válido para os professores do secundário não é válido para a minitra?
E já agora, um dos requisitos elementares de um professor universitário é manter a sua página Web minimamente actualizada, este é a dela no ISCTE (aqui), será isto um compromisso com os alunos? Ou completa falta de respeito? Ou simplesmente, não sabe actualizar a página, e como de bom tom dos sabichões não pede ajuda?

terça-feira, outubro 31, 2006

O caminho é lento...

... pode-se ver aqui, ou na edição de ontem do Jornal de Negócios, contudo como nãi foi uma Univ. de Lisboa a ficar à frente a divulgação tem sido a conta-gotas.
Veja-se esta pesquisa no Sapo: "ranking universidades times":
aparece o "universia " e "AS Beiras", o resto refere-se à rankings de 2005 e 2004, nomeadamente no Diário Económico.

Triste Portugal centralista.

quarta-feira, outubro 25, 2006

A actual recuperação económica é obra... ...da evolução natural da economia...


O governo tem andado ufano sobre os resultados do crescimento do PIB.
Na tabela anterior tirada do FMI (mm com um crescimento previsto de 1.2 e não 1,4) pode-se ver na última tabela que Portugal está em divergência com a Zona Euro e com a EU25, contudo o pico da divergência deu-se em 2003 e tem vindo a diminuir desde aí.
É natural que tal suceda, pois com o choque de 2001, a subsequente guerra do golfo, parte II e o choque petrolídero diferentes economias encaixaram o choque de forma diferente, As que estavam mais bem preparadas (Espanha, Irlanda, Grécia) puderam aproveitar o momento de maior fragilidade para realizar ganhos sobre as mais fracas e incapazes de responder como foi Portugal. Se repararmos bem, o diferencial dessas economias que cresceram muito mais do que a média tem vindo a diminuir, i.e., após o choque, os impactos diferenciados em vencedores e derrotados os crescimentos económicos estão a regressar ao ponto de partida, convergindo para os valores normais. Isso passa-se em Ptg desde 2003 e pelo ritmo parece-me que nem este governo, nem o(s) anterior(es), têm qq mérito. Estes limitam-se a ser guiados por um barco, que por sorte, vai num caminho aceitável, é assim...

terça-feira, outubro 24, 2006

Tiro ao presidente da entidade reguladora do sector eléctrico

Quando confrotado com a pergunta de que se a EDP não tem lucros elevados (´prós e contras de ontem) este respondeu que a EDP é um grande grupo e nem só a distribuição é que está sobre a sua alçada.
Neste caso disse que a EDP - distribuição tinha um lucro de (+-)130 milhões de euros e que (coitadinhos) tinham visto o seu lucro descer desde que a ERSE entrou em funções.
Mas a seguir disse que a EDP produção (e a ERSE não regula esses preços) tinha lucros de mais de 300 milhões de euros.

Mas estamos parvos ou quê. A EDP até está a ser "boazinha" pois podia na distribuição apresentar prejuízos, transferindo o lucro para a produção. É que comprando e vendendo electricidade a si própria, pode simplesmente aumentar os preços na produção (aumentando o lucro) e depois qeuixar-se na distribuição que as tarifas não cobrem os custos desta e por isso tem lucros baixos.
Enfim... ...se não sabe o que é transferência de lucros entre diferentes empresas de um mesmo sector, se calhar não devia estar onde está....

PS1: Pergunta que fica... ...e se com os novos preços o consumo de electricidade diminuir e não recuperar custos antigos, vão fazer mais aumentos no futuro?

PS2: Todo o documento apresentado aqui não está a apresentar uma clara imagem do porquê dos preços aumentarem 18%, simplesmente e de forma desgarrada tenta justificar o porquê. De facto um documento deste deverá simplesmente mostrar as contas e o resultado final e não o contrário, primeiro apresenta o resultado final e depois tenta explicar... ...parece mesmo que a forma de encontrar os preços foi mesmo essa. Primeiro decidiu-se, depois procuraram-se soluções.

PS3: Passar-se-á com a EDP o mesmo do que com outras companhias? Pq mal preparada para uma liberalização tenta-se injectar capital (à custa dos contribuintes) para se reestruturar, qd o já devia ter feito há anos?

quinta-feira, outubro 19, 2006

Despenalização do aborto...

... (ou liberalização da interrupção voluntária da gravidez - IVG)...
... (ou o que se queira)...

In DN
"O Governo admite que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) já está preparado para o day after ao referendo ao aborto. Em declarações ao DN, o ministro da Saúde, Correia de Campos avança que, tecnicamente, "com certeza" que o SNS está apto a responder aos casos de interrupções voluntárias da gravidez até às dez semanas - caso vença o "sim" no referendo e depois de aprovado, ratificado e promulgado o projecto de lei do PS. O ministro garante também que não será necessária mais legislação sobre a matéria: "Não, é preciso apenas a lei geral, quanto muito alguns despachos e portarias de execução". Isto para adaptar os hospitais e serviços de saúde às novas necessidades."

O governo PS prepara-se para promover abortos ou IVG no SNS. Pois bem, o SNS é isso mesmo: um sistema de saúde. Assim, excepto nos casos já previstos na lei todos os outros (IVGs) não são um problema de saúde. Aliás contraria o que seria desejável numa sociedade, que deveria combater este fenómeno(embora a proibição tenha resultado no que resultou: não os eliminou e causa a morte de mulheres por parteiras e aborteiras de vão de escada).
Assim o Estado ao promover que as IVG se façam dentro do SNS e ainda por cima alguns reclamando que os médicos podem ser "forçados" a fazê-los ( in DN "Santos Silva responde: "A objecção de consciência dos médicos é um direito." Um direito que, para o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, não pode ser confundido "com o cumprimento da lei geral e da Constituição. Os médicos estão sujeitos às leis do País", diz.") vêm sim promover esta forma de planeamento familiar.

Na verdade o tabaco é livre e o álcool tb mas o Estado deseja combater os vícios, daí que os não forneça e aplica impostos altos sobre os mesmos. Não digo que se deva cobrar um imposto por aborto, mas que não deveriam ser feitos no SNS mas em clínicas que os queiram fazer, clínicas essas supervisionadas e sujeitas a taxação especial (por exemplo 50% de IRC).
E o argumento de que isso tornava o aborto elitista não pega, pq se agora é ilegal e consequentemente o preço é alto e pessoas de todos os extractos sociais o fazem pq não poderão fazer depois???
A IVG é um "produto" não essencial à vida das pessoas, danoso para a saúde e para a sociedade, daí que deva ser combatido, não proibindo mas desincentivando. Mas como Sócrates disse que o objectivo não é acabar com os abortos mas ´tão sómente despenalizar as mulheres (e quem os faz).

PS: Parece que o ministro da saúde quer deixar de comparticipar a pílula anti-concepcional. Assim, o estado lança um sinal: não gaste dinheiro em precaver que depois nós resolvê-mos o assunto no SNS - com um custo miserável de 20 ou 30 euros (2 ou 3 dias de internamento).

quarta-feira, outubro 18, 2006

A Universidade de Coimbra foi considerada a melhor universidade em Portugal...

ver aqui

As únicas portuguesas incluídas no top das 520 melhores mundiais são:

266 - Universidade de Coimbra
277 - Universidade Nova de Lisboa
328 - Universidade Católica de Lisboa

E na desagregação poderemos ver onde se ganha e onde se perde (nota - valor reporta à % relativamente à melhor universidade. Por exemplo Students/Faculty 35.4, significa que este rácio é 35% do melhor rácio no mundo).



266= University of Coimbra Portugal
peer review 17.7
recruiter review 17.5
Intl. Faculty 5.8
Intl. Students 9.7
Students/Faculty 35.4
Citatios/Faculty 2.5
Total 24.1

277 Universidade Nova de Lisboa Portugal 14.8 22.0 7.9 11.7 36.1 1.5 23.2
peer review 14.8
recruiter review 22.0
Intl. Faculty 7.9
Intl. Students 11.7
Students/Faculty 36.1
Citations/Faculty 1.5
Total 23.2

338= Universidade Catolica Portuguesa, Lisboa
peer review 9.3
recruiter review 19.6
Intl. Faculty 6.8
Intl. Students 9.1
Students/Faculty 39.1
Citations/Faculty 0.0
Total 20.1

Mais uma nota de centralismo: esta notícia apareceu num jornal regional de Coimbra, e nos nacionais, ainda não vi NADA...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Corrupção? Não, não é importante...

... quando o nosso PR, saiba-se lá porquê, veio falar da necessidade do combate à corrupção esta chamada de atenção não gerou grandes consensos. Já se levantam um conjunto de vozes desculpabilizando a corrupação, dizendo que esta nos está nos genes, que a culpa é do estado.
Mas a verdade é que esta tem de ser combatida, e não é só a grande corrupção (saiba-se lá porque é que a Teixeira Duarte que falhou redondamente no túnel do Terreiro do Paço ganhou a requalificação do túnel do Rossio), é também o favorecimento dos amigos e dos conhecidos que coloca entraves ao nosso desenvolvimento. E porquê? Porque este favorecimento prejudica os que mais se esforçam e são mais aptos em deterimento dos amigos e conhecidos. Assim, todos os que ganharam no passado alguma coisa com esta pequena corrupção, o chamado amiguismo ou a "cunha" estão em pé de guerra. Têm medo de ser apontados como tendo sido alvos de algum favorecimento especial. Deve ser esse medo que leva este aqui a escrever aquelas coisas.

PS: Se por acaso ler isto, reflicta se tudo o que tem, se tudo o que obteve, não teve a mão de amigos por detrás. Só se puder dizer não é que poderá argumentar como argumenta, mas nesse caso não se perceberá porque é que queira ser prejudicado.

domingo, outubro 08, 2006

Prémio Nobel da Economia - amanhã

A minha aposta arriscada:
Thomas S. Sargent.

Acordo MIT- Portugal...

... ou melhor dizendo MIT - Lisboa.
A presença das faculdades de ciências/engenharias do Minho, Porto e Coimbra não disfarça o centralismo do projecto, chegando no caso da Gestão a só incluir instituições de Lisboa e até uma privada ( se a católica quer ter uma parceria com o MIT não deve ser às custas do Estado).

Claro que seria rídicula não incluir as Univ. do Porto/Minho/Coimbra nas engenharias já que estas são as que têm projectos académicos de mais visibilidade interncional (concursos de robótica e o Shell Marathon), mas naquilo em q o markting e o interesse político podem influir o centralismo está lá. Exemplo: ISCTE, não nos podemos esquecer que numa análise de publicações internacionais por professor esta instituição ficou nos últimos lugares (já Aveiro e Algarve ficaram bem classificadas) mas isso não importa, pq o que importa é que o ISCTE não podia faltar para "comer" parte do bolo... ... e a parte de leão fica como costume em Lisboa.

Enfim, o centralismo levado ao extremo.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) passam-se coisas estranhas....

.... começando por esta notícia do DC.

Então não houve um único candidato ao regime especial de acesso para maiores de 23 anos com nota negativa? Claro se a prova de ingresso é feita através de uma combinação entre provas específicas, avaliação do currículo profissional e entrevista, é normal. Dois dos critérios são tão subjectivos e sujeitos a cunhas/corrupção que estas notas são normais.

Bem, basta ver a lista de docentes, aqui para termos uma ideia do que lá se passa, mas que é estranho que só haja uma pessoa doutorada é... ...que é estranho que os CV destas pessoas não estejam disponíveis é... ...enfim... ...será que esta escola contribui em alguma coisa para a melhoria da qualificação dos portugueses? Ou é formar Dr. no papel?

quinta-feira, setembro 28, 2006

Mais um inteligente…

… hoje no DN, aqui, um artigo de opinião de uma inteligência que me escapa.
Assim esta parte escapa-me:
“…referia ao destino a dar a cerca de 200 mil funcionários públicos. A ideia é conhecida: diz-se que há funcionários públicos a mais e, logo, uma "solução" talvez fosse haver menos. Por acaso, ao mesmo tempo que esta "solução" era apresentada, saía também um relatório oficial mostrando que afinal, por comparação com a Europa desenvolvida, não teríamos assim tantos funcionários. Estaríamos até bem dentro da média. Isto deu logo azo a rumores sobre se, sendo assim, valeria a pena fazer alguma coisa com os ditos funcionários. Este argumento não vai por aí além. Os erros dos outros não justificam os nossos e, acaso se chegasse à conclusão de que deveria haver menos funcionários públicos, isso deveria ser independente de saber se a Suécia ou a Alemanha estão numa situação idêntica. Até porque muita coisa se fez mal em países do género da Suécia e da Alemanha,…”

Não percebo porque é que na Alemanha, na Suécia ou no Reino Unido se comete tamanho erro por terem mais funcionários do que nós. Se fosse verdade que o número de funcionários públicos fosse o determinante principal para a falta de competitividade da economia portuguesa então Portugal seria mais competitivo do que esses países, mas de facto não o é, ver aqui. A Suécia encontra-se à frente dos EUA na competitividade e a Alemanha e o Reino Unido estão no top tem, já Portugal está lá para baixo, para lá do 30º lugar. Assim sendo, não parece que o número de funcionários públicos seja assim tão importante.

A seguir, este senhor, continua com:
“…A educação, de resto, é a obsessão dos governos portugueses de há 200 anos a esta parte, desde que a instrução primária obrigatória foi instituída pelo liberalismo do século XIX até aos programas de fomento educativo da I República e (ao contrário do que diz a lenda) mesmo do Estado Novo.”

Sim foi uma obsessão, mas não foi concretizada, chegámos à década de 80 com o mais alto índice de analfabetismo da Europa Ocidental e ainda hoje somos o país com menos mão-de-obra qualificada. Tem razão que não é o ACTUAL SISTEMA DE ENSINO que vai resolver os problemas, mas daí a dizer que a educação não resolve nada, como afirma aqui:

”…. Trata-se apenas de constatar que não é a educação que vai resolver o problema económico português. Nós podemos pensar que a educação é uma coisa muito linda e muito excelente. (….). Em 1966, a nossa mão-de-obra era muito menos qualificada do que hoje e crescíamos a taxas de cerca de 7% ao ano. A China tem muito menos gente qualificada do que nós, mas isso não a impede de crescer cerca de 10% ao ano….”

Pois foi, em 1966 crescíamos a 6%, tínhamos acabado de abrir Portugal ao investimento externo e começada uma política de democratização do ensino superior. Conjugado com o baixo nível de que partimos tivemos crescimentos enormes, já agora comparados com os do final da década de 80 em que entrámos na EU. Também é verdade que a China cresce a 10%, tem menos gente qualificada, mas parte de um nível mais baixo ($6,800 per capita (2005 est.)) e nos últimos anos tem feito um esforço de qualificação do seu povo.
Dizer que a educação não resolve nada, é contradizer mais de uma década de estudos em que mostram que esta está altamente correlacionada com crescimento económico e assim como é que este senhor explica que a performance dos EUA onde 30% da população é licenciada, sendo os EUA um dos países mais bem qualificados. Não há correlação pois não?
Para este senhor não. Deve pensar que um país de analfabetos (por acaso veja-se que não teve a coragem de dizer que se devia cortar na educação para se precaver de críticas como esta, mas sem coragem de dizer a sua conclusão o relato dos factos basta), de gente com poucas qualificações será o paraíso, se pensa isso porque não emigra para o Brasil, ou melhor para Angola?

Ainda bem que os gestores portugueses não pensam isso, será por isso que eles são gestores?

Já agora deixo esta dica: Já que é Historiador limite-se à História, onde sem dúvida é bom, não tente falar do que não sabe, não quer saber, …

PS: Mais um, que se afirma investigador do Instituto Universitário Europeu de Florença entre 1995 e 2003. De facto o título dos alunos de doutoramento é investigador por questões burocráticas, por favor, não tente passar pelo que não é, corrija o CV e diga:
Phd student/investigador do Instituto Universitário Europeu de Florença entre 1995 e 2003

terça-feira, setembro 26, 2006

Temos funcionários públicos a mais...


... devíamos seguir o exemplo de economias que têm o orçamento controlado, estão em crescimento económico e baixa inflação. Por exemplo o Reino Unido.
Já agora a figura de cima é tirada daqui.

Engraçado a % do funcionários público relativamente à população empregada era inferior a 15%

Nada de novo...

... nas últimas semanas.
O Verão passou e continua-se a discutir os problemas anteriores. De fora temos o Islão e o Papa, as manifestações na Hungria e a entrada da Roménia e da Bulgária. Mas tudo continua na mesma, na Europa alguns tentam apaziguar os ânimos Islão vs Ocidente, mas os EUA continuam instalados no Iraque e no Afeganistão. Ali, as guerrilhas continuam, nada muda...

Em Portugal a mudança é ainda menor, pq se antes do Verão os funcionários do Estado eram os culpados do défice, agora há números para confirmar tal teoria (já agora quanto custou o estudo encomendado à U. Católica e não a uma do Estado que chegou com um ano de atraso?). De pouco vale dizer que eles representam a mesma % do que na média da UE, que as suas qualificações estão muito acima da média da população (alías Vitorino disse até que eles eram fracamente qualificados), de pouco vale a pena dizer tudo isso... ...vamos continuar a ver governo e oposição a bater nos serviços do Estado enquanto os amigos dos partidos acumulam vários empregos e obtêm avenças e assessorias e, por outro lado, os mais amigos das empresas obtém contractos cujos prazos não são para cumprir (tal como aconteceu no Estudo),...

... enfim nada de novo e nem o SOL brilha, mas apaga-se atrás de nuvens cinzentas...