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quinta-feira, dezembro 14, 2006

Sobre o Chile e Pinochet




O gráfico acima mostra a evolução das taxas de crescimeto od Chile retiradas da World Penn Tables.
As linha Med, tem amédia de 1952 a 1972, de 1973 a 1990 e após 1990.
A linha Med2 expurgou nos períodos de 52-72 e de 73-90 os dois piores anos de cada período.

Cada um q retire as conclusões que quiser.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Equilíbrio parcial vs. Equilíbrio geral

Muitos dos bloguistas da nossa blogo-esfera tentam fazer e analisar propostas fora de uma teoria de equilíbrio geral, e pior, muitas das propostas que provêm dos nossos governantes enfermam do mesmo mal.

Aqui vai um exemplo adaptado livremente do "Microeconmic Theory" do Prof. Mas-Colell (livro amplamente utilizado em doutoramentos em Economia aquém e além fronteiras).

Considere uma economia onde existem N cidades.
Todas as cidades produzem o mesmo bem, com a mesma tecnologia que apresenta rendimentos decrescentes à escala, e este pode ser trocado livremente entre elas - exitem aqui umas especificações técnicas necessárias para alguns resultados, mas para simplificar a necessidade matemática omiti-os.

As N cidades têm no total M trabalhadores, que se podem mover livrememte.

Uma vez que os trabalhadores podem mover-se livremente então os salários em todas as cidades serão iguais (se não eles iriam para a cidade que pagava mais e portanto faria descer aí os salários).

Assim todas as cidades terão a mesma quantidade de trabalhadores M/N - se tal não fosse a cidade com mais trabalhadores teria uma produtividade menor (rend. decrescentes à escala) e portanto os salários seriam menores o que levaria os trab. a emigrar dessa cidade para outro.

Vejamos agora:
A cidade 1 impõe um imposto de quantidade t.

Eq. parcial:
Podemos argumentar que como N é grande então o efeito será nulo nas outras cidades e na cidade 1 o que se passará é que como nas outras cidades o salário se mantém então os trabalhadores em 1 terão de manter os salários. As empresas da cidade 1 são quem paga o imposto.

Eq. Geral:
Mas: Na verdade as empresas na cidade 1 irão empregar menos gente pq o custo é maior e isso levará a que o excesso de trablhadores emigre para outras cidades levando a uma diminuição geral dos salários devido ao aumento de oferta de trabalho (de trabalhadores). Este movimento manter-se-á até que os salários sejam iguais em todo o lado. Assim no final o número da trabalhadores nas cidades 2 a N será igual.
Assim no geral os salários diminuem em 1/N unidades e Verdade se N tender para inf. então o resultado das duas é quase igual, até agora é justo fazer o eq. geral.

Mas na verdade se agregarmos a soma de salários (W) vemos que no toal estes diminuem em 1/N*M. Ou seja quem paga o imposto são os trabalhadores TODOS e não só os da cidade 1.
A agregação dos lucros mostra que a soma dos lucros de 1 a N é igual nos dois casos, pq os lucros na cidade 1 são função dos salários (e este do imposto) e do imposto em 1.
Assim a função dos lucros na cidade 1 é L(W(t)+t).
A variação é a sua derivada em rel a t que dá L'(W)*(W'(t)+1)=L´(W)*((N-1)/N), que é negativa pq L´(W)<0.

Nas outras cidades a função lucro é L(W(t)) e a variação é em L´(W)*((1-N)/N)>0.

Note-se que N>1 e que L'(W), a variação dos lucros devido a uma var. dos salários é negativa. Isto é se os salários aumentam os lucros diminuem.

A soma dará:
L´(W)*((N-1)/N)+L´(W)*((1-N)/N)=0

Quem paga o imposto são os trabalhadores TODOS.


Assim resumindo.

Eq parcial:
Cidade 1:
Empresa tem uma redução de t unidades nos lucros
Trab. ganham o mesmo
Cidade 2 a N:
Empresas e trab. não sofrem alt.
Agregado:
As empresas pagam o imposto através da emp. 1.

Eq geral:
Cidade 1:
Empresa tem uma redução nos lucros proporcional ao número de trab. que emigram para fora da cidade 1.
Trab. ganham menos 1/N.
Cidade 2 a N:
Empresas têm um aumento nos lucros proporcional ao número de trab. que emigram para a cidade em questão
Trab. ganham todos menos 1/N

Agregado:
Os trab. como um todo pagam o imposto.
As empresas no todo mantêm os lucros mas há transferência de lucros da cidade 1 para as outras cidades.

NOTA: Se o capital se mover livremente os agentes que investem repartirão igualmente o portfolio por todas as cidades e não serão afectados.


Assim vemos que ao fazer uma análise parcial, localizada e perdendo os efeitos gerais de vista poderemos fazer grandes erros sobre quem é afectado.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Sinais de atraso



Como se pode ver Portugal é um dos países com mais população no sector primário, sendo só superado por Romania, Poland, Croatia, Lithuania, Greece e Latvia.
Já agora é um dos países com menos população a trabalhar nos serviços: menos do que nós sómente Romania, Poland, Slovenia, Croatia, Slovakia, Czech Republic, Bulgaria* e Lithuania.

Assim se pode ver que só dois países são mais ricos do que nós (Grécia e Eslovénia) e estão pior colocados do que nós em um dos rankings. Todos os outros são países mais pobres. Assim , é necessário uma reforma fundamental na estrutura produtiva do país com mais pessoas nos sectores mais produtivos: Indústra e Serviços.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Gas, big business ahead?










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As Imagens anteriores mostram a evolução do preço do petróleo por barril e da gasolina nos EUA.
Pois bem, vê-se que uma acompanha a outra.
A pergunta que se fará é se o preço do barril do petróleo ajustará à volta dos 60$ ou descerá até aos $50?
De qualquer maneira se ficar nis $60 a inflação devido aos custos energéticos que foi uma constante durante o corrente ano (comparar preços deste ano com os do ano passado) vai desaparecer (e se descer até aos 50$ poderá ter um contributo negativo para a mesma).
Assim sendo com o BCE a subir as taxas de juro devido à inflação e a conseguir manter esta nos 2%, será que poderemos pensar que em meados de Abril do ano que vem teremos redução das taxas de juro????
Se assim for a Europa poderá manter um ritmo de crescimento acentuado (que em termos de PIB per capita será superior ao dos EUA, recorde-se que se o PIB da UE crescer menos 0.5/0.7% do que o dos EUA em termos per capita o crescimento será igual - é essa a diferença nos crescimentos populacionais).

domingo, novembro 19, 2006

Carga fiscal que as empresas portuguesas enfrentam...



Do quadro acima vemos que a carga fiscal das empresas portuguesas (o que inclui tb as contribuições para a segurança social) estão ao nível de países como a Holanda, a Noroega, a tão publicitada Finlandia e os liberais EUA.

De facto abaixo de Portugal só países como o Canadá, Suiça, Dinamarca e Islândia cujos estados têm uma vertente social forte e cujas contribuições vêm directamente dos salários ou um Reino Unido e Iralnda onde tudo foi privatizado.
Assim o nosso não crescimento não pode ser devido aos impostos pq se assim fosse a Grécia estaria amplamente estagnada.´

É em termos burocráticos que temos de agir, o número de horas "perdidas", só somos ultrapassados por Japão, Espanha e Itália (embora pertos dos tão liberais EUA). É aí que teremos de agir, reduzir e simplificar os processos de pagamento de impostos, embora a Espanha que pelos vistos tem um número monstruoso não pareça ser muito afectada por isso.

Figura: fonte The Economist

quarta-feira, novembro 08, 2006

O que se incentivou em portugal foi a existência...

... deste tipo de trabalhadores:

Gold-collar worker (GCW) is rarely used compared to its blue-collar and white-collar counterparts. It is used as a marketing term more often than referring to a class of society.

A typical demographic of the gold-collar worker is a person who has attended vocational school, community college or other post-high school education, but didn't graduate or has a high school diploma or less, 18 to 25 years old and employed either full time or part time. This group tends to have more disposable income than college students, who pay high tuitions and manage loans and other debt. The big drawback is however that the income of college graduates by far exceeds that of these typical "gold collar" workers.

"These people are going to be cash-rich 19-year-olds and cash-poor 30-year-olds... If you're making 22 grand a year and not paying for college, you can earn enough disposable income to have an apartment and a car. But it tops out there. Job security is not good, and you end up in the lower middle class and working poor."
-Anthony Carnevale, National Center on Education and the Economy


Because gold-collar workers have more disposable income, their spending can be dictated more by taste and preference rather than utility.

A concern for gold-collar workers is poor job security and the lack of job advancement opportunities due to less education


Desitiram de estudar, ganham um ordenado razoável aos 19/20 anos, não têm obrigações familiares e podem comprar quase tudo o que querem, mas aos 30 anos com essas obrigações familiares passam de dourados a pobres. Portugal com a ideia de que as licenciaturas não serviam para arranjar emprego fez com que se produzisse uma % destes trabalhadores e agora 20 anos depois de entrarmos na UE, já existe uma faixa larga desses trabalhadores entre os 30 a 40 anos que são efectivamente pobres e culpam os "ricos" e os que estudaram, e o governo vai na cantiga decretando aumentos maiores para estes "dourados" dos que efectivamente fizeram um sacrificio na sua vida, estudando, vivendo mal enquanto viam os "dourados" a passearem nos seus carros.

Assim, foi Portugal, mas pior é que assim continua a ser...

terça-feira, novembro 07, 2006

E os outros tb não acreditam...

... quando economistas portugueses não acredtiam no OE 2007 e nos seus objectivos, Sócrates e o seu ministro desvalorizam as críticas e (quase) chama os críticos de ignorantes. Então o FMI e a Comissão Europeia tb o serão?

Hospitais SA

O ministro da saúde já defendeu que os hospitais SA são um modelo de g4estão para diminuir o défice na saúde e aumentar a qualidade, então como comentará a notícia de hoje do DN em que as auditorias mostram um aumento da despesa nestes hospitais. Claro que aumentou a eficiência (quererá dizer que viu mais doentes, mas se gastou mais dinheiro não seria díficil. Mas a "verdadeira" qualidade é a percepção que o cliente faz do serviço, e esta baixou.

Em resumo: Aumentou eficiência à custa de mais dinheiro, ou seja a eficiência económica por paciente diminuiu e diminuiu a qualidade. Se fosse verdadeiras empresas privadas já estavam a fechar e a ser substituidas por concorrentes mais eficientes e de melhor qualidade. Como não são, são apenas um fetiche do ministro ficam abertos, e como todos sabem os fetiches costumam ser caros.