aqui
Na verdade (e muitos de vós o sabem) os ganhos acumulados enquanto se detém títulos financeiros só são reais quando realizados, assim antes do crash bolsista ouvia-se muitos dizer quie já tinham ganho xxxxx, contudo após o crash e quando venderam tiveram perdas.
De facto o fundo de capitalização da Segurança Social obteve ganhos contabilísticos que davam para pagar 8.5 meses de pensões, contudo não foram usados.
O que aconteceria se fossem usados? De facto um montante apreciável de títulos seriam postos à venda no mercado aumentando a oferta e diminuindo o preço destes, diminuição maior se tivermos em conta a não absorção de títulos pelo fundo resultantes das trasferências efectuadas para este, transferências que aumentaram a procura de títulos, aumentaram os preços e inflacionaram os ganhos contabilísticos. Assim os ganhos reais seriam inferiores aos ganhos contabilísticos e não dariam para pagar os tais 8,5 meses.
Como o fundo de capitalização da Segurança Social é um agente com influência nos preços quem o gere não deve só olhar para os ganhos no papel, mas quais os ganhos se efectivamente vender parte do fundo para pagar reformas e esse trabalho não parece estar feito ou, pelo menos, divulgado.
quarta-feira, agosto 16, 2006
segunda-feira, agosto 14, 2006
Novas ligações...
... a esmagadora maioria dos blogs Portugueses não têm links para blogs não portugueses. Na maior parte das vezes a sua internacionalização limita-se a ligações de jornais de outros países.
Este blog não fugiu à regra, contudo vai mudar.
A partir de hoje novos links serão adicionados para blogs não portugeses. Comecei por ligar aos melhores blogs políticos e económicos de acordo com a revista Forbes (e portanto americanos).
No futuro adicionarei outros, pode ser que a nossa comunidade blogueira se internacionalize.
Este blog não fugiu à regra, contudo vai mudar.
A partir de hoje novos links serão adicionados para blogs não portugeses. Comecei por ligar aos melhores blogs políticos e económicos de acordo com a revista Forbes (e portanto americanos).
No futuro adicionarei outros, pode ser que a nossa comunidade blogueira se internacionalize.
Aviso
Alguém na net utilizou o nick "SNYPER by" para fazer comentários difamatórios e ofensivos em caixas de comentários de outros blogs.
O BLOG DEL SNIPER e o seu autor (el sniper) vem por este meio informar que não tem qualquer relação com o nicl "SNYPER by".
O BLOG DEL SNIPER e o seu autor (el sniper) vem por este meio informar que não tem qualquer relação com o nicl "SNYPER by".
O conflito no Líbano disfarçou...
... um tremendo fracasso de Sócrates. Lá foi ele para o Brasil e voltou de mãos a abanar, apesar do markting que conseguiu passar. De tanta cerimónia as duas bandeiras que tráz são o processo de intençoes da EMBRAER verificar que componentes podem ser fabricados nas OGMA (por acaso a EMBRAER é detentora das mesmas e penso que a empresa a comprou com alguma intençao, não seria preciso Sócrates para a EMBRAER pensar no assunto) e o acordo com a PETROBRÁS para prospecção de petróleo nas costas portuguesas o que para já não trará nenhuma mais valia (e só haverá mais valias se houver petróleo).
Assim, pouco mais se viu, o resto foram acordos de investimento de portugueses no Brasil e logo benéfico para os grupos (que fizeram a viagem à pala do governo para concretizar investimentos já estudados) e para a economia do Brasil.
Assim no fim, pouco ou nada se viu.
Assim, pouco mais se viu, o resto foram acordos de investimento de portugueses no Brasil e logo benéfico para os grupos (que fizeram a viagem à pala do governo para concretizar investimentos já estudados) e para a economia do Brasil.
Assim no fim, pouco ou nada se viu.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Atentatado em Londres - Companhias aéreas, seguradoras e ladrões agradecem
A primeira reacção dos consumidores após um atentado realizado ou abortado é de se retairem nas viagens que fazem. Neste caso as companhias aéreas ressentem-se do menor número de clientes. Mas após o impacto, passado um tempo (que com a maior frequência de tentativas de atentados diminui) tudo volta ao normal.
Contudo as medidas implementadas ficam e agora virá para ficar o fim da bagagem de mão. Com o fim desta aumenta o espaço no interior dos aviões que poderá ser rentabilizado de formas alternativas (nomeadamente armazenar a comida de catering no aeroporto mais barato em que esse avião fizer escala, transportar carga comercial, ...) o que no caso dos bilhetes não ficarem mais baratos aumentará o lucros das companhias aéreas.
Por outro lado com a obrigatoriedade de colocar todos os dispositivos electrónicos no porão (câmeras de filmar e de fotografar, laptops, mp3, rádios, leitores de CD, suportes digitais,etc.) e com a não responsabilização das companhis/aeroportos por enventuais roubos destes (só se responsabilizam por roupa) a pergunta será: quem vai arriscar colocar um laptop? Ou será que os seguros vão passar a cobrir tais bens com o consequente aumento dos preços para pagar o seguro extra? Nesse caso as companhias seguradoras agradecem o aumento de negócio.
Dito assim parece que os atentados benefeciam no longo prazo as grandes companhias, logo será que estas não terão interesse no clima de medo que se gera?
PS: Isto não é um post sobre teorias de conspiração, é um post sobre o impacto dos atentados nos bolsos das pessoas e quem é que lucra. Se soubermos quem lucra poderemos verificar se não existem ligações "perigosas" entre algum capital ( em que algum até é detido por redes de crime organizado ) e os atentados.
Contudo as medidas implementadas ficam e agora virá para ficar o fim da bagagem de mão. Com o fim desta aumenta o espaço no interior dos aviões que poderá ser rentabilizado de formas alternativas (nomeadamente armazenar a comida de catering no aeroporto mais barato em que esse avião fizer escala, transportar carga comercial, ...) o que no caso dos bilhetes não ficarem mais baratos aumentará o lucros das companhias aéreas.
Por outro lado com a obrigatoriedade de colocar todos os dispositivos electrónicos no porão (câmeras de filmar e de fotografar, laptops, mp3, rádios, leitores de CD, suportes digitais,etc.) e com a não responsabilização das companhis/aeroportos por enventuais roubos destes (só se responsabilizam por roupa) a pergunta será: quem vai arriscar colocar um laptop? Ou será que os seguros vão passar a cobrir tais bens com o consequente aumento dos preços para pagar o seguro extra? Nesse caso as companhias seguradoras agradecem o aumento de negócio.
Dito assim parece que os atentados benefeciam no longo prazo as grandes companhias, logo será que estas não terão interesse no clima de medo que se gera?
PS: Isto não é um post sobre teorias de conspiração, é um post sobre o impacto dos atentados nos bolsos das pessoas e quem é que lucra. Se soubermos quem lucra poderemos verificar se não existem ligações "perigosas" entre algum capital ( em que algum até é detido por redes de crime organizado ) e os atentados.
terça-feira, agosto 08, 2006
No pior cenário o petróleo chegará aos 10.000 euros/barril
Cenário:
Todo o médio oriente fecha a produção e a exportação de petróleo.
O Egipto fecha o Suez.
A Venezuela com a morte de Fidel encerra por um ano a produção em sinal de luto.
A Nigéria é assolada por uma guerra civil que inviabiliza a produção.
O mar do Norte é assolado por tempestades danificando as plataformas.
Activistas ambientais fazem um bloqueio ao Alasca exigindo que a exploração de petróleo pare.
Tufões no Golfo do México atingem todo o Sul dos EUA arrasando com a produção e a refinação do mesmo.
etc. etc.
Nota: A Goldman-Sachs previu que no melhor cenário o petróleo estará a 60 dolares/barril em 2008.
Todo o médio oriente fecha a produção e a exportação de petróleo.
O Egipto fecha o Suez.
A Venezuela com a morte de Fidel encerra por um ano a produção em sinal de luto.
A Nigéria é assolada por uma guerra civil que inviabiliza a produção.
O mar do Norte é assolado por tempestades danificando as plataformas.
Activistas ambientais fazem um bloqueio ao Alasca exigindo que a exploração de petróleo pare.
Tufões no Golfo do México atingem todo o Sul dos EUA arrasando com a produção e a refinação do mesmo.
etc. etc.
Nota: A Goldman-Sachs previu que no melhor cenário o petróleo estará a 60 dolares/barril em 2008.
domingo, agosto 06, 2006
Além de perita em eduquês...
... agora também o é em jurisprudência.
Diz a senhora doutora (claro que a trato assim, penso que gosta do título):
"Invocando jurisprudência do Tribunal Constitucional, a ministra defende que "só há violação do princípio da protecção da confiança quando se frustrem certas expectativas, minimamente consolidadas, quanto à obtenção de um determinado resultado jurídico". DN
Ora quando os alunos com melhores notas nos primeiros exames viram estas afixadas na pauta será que a expectativa de entrar na faculdade no curso dos seus sonhos era ou não minimamente consolidada na obtenção de um resultado jurídico?
Quando esses mesmos alunos viram outros no segundo exame a alcançá-los ou mesmo a tirar melhor nota, fora essas expectativas frustradas?
Já agora se o resultado pretendido é:
"Até porque, no balanço feito sobre as notas da segunda fase, a governante defendeu que "valeu a pena" repetir as provas, porque o número de alunos com nota positiva a Química duplicou."
porque não fazer um exame de química com uma pergunta: símbolo químico da água?
De certeza que os alunos com nota positiva aumentavam, mas será que estariam preparados?
A educação é coisa séria e não algo onde se fabriquem estatísticas para parecer bem...
Diz a senhora doutora (claro que a trato assim, penso que gosta do título):
"Invocando jurisprudência do Tribunal Constitucional, a ministra defende que "só há violação do princípio da protecção da confiança quando se frustrem certas expectativas, minimamente consolidadas, quanto à obtenção de um determinado resultado jurídico". DN
Ora quando os alunos com melhores notas nos primeiros exames viram estas afixadas na pauta será que a expectativa de entrar na faculdade no curso dos seus sonhos era ou não minimamente consolidada na obtenção de um resultado jurídico?
Quando esses mesmos alunos viram outros no segundo exame a alcançá-los ou mesmo a tirar melhor nota, fora essas expectativas frustradas?
Já agora se o resultado pretendido é:
"Até porque, no balanço feito sobre as notas da segunda fase, a governante defendeu que "valeu a pena" repetir as provas, porque o número de alunos com nota positiva a Química duplicou."
porque não fazer um exame de química com uma pergunta: símbolo químico da água?
De certeza que os alunos com nota positiva aumentavam, mas será que estariam preparados?
A educação é coisa séria e não algo onde se fabriquem estatísticas para parecer bem...
quarta-feira, agosto 02, 2006
Pago pela CIA?
Este
É que se a Europa não impediu os atentados de Madrid e Londres (e o Reino Unido é usualmente apontado como um país europeu que segue os EUA) o que dizer dos EUA?
Já agora o que se faz de bom no Reino Unido é porque seguiu os conselhos dos EUA e o que acontece de mal é porque é Europeu? Vamos a ter juízo.
PS: Já agora, na sua tradução da divina comédia de Dante Aligheri coloque antes do seu nome tradutor, está bem?
É que se a Europa não impediu os atentados de Madrid e Londres (e o Reino Unido é usualmente apontado como um país europeu que segue os EUA) o que dizer dos EUA?
Já agora o que se faz de bom no Reino Unido é porque seguiu os conselhos dos EUA e o que acontece de mal é porque é Europeu? Vamos a ter juízo.
PS: Já agora, na sua tradução da divina comédia de Dante Aligheri coloque antes do seu nome tradutor, está bem?
quinta-feira, julho 27, 2006
Classificação destas medidas de acordo...
... com esta classificação.
Var aqui.
Assim quanto à saúde:
Não vai haver qualquer benefício para a sociedade pois os médicos investigados serão os que mais trabalham e portanto será um tiro seco. Assim não benefecia os outros.
Mas prejudica pois irá criar stress a quem trabalha e temporariamente poderá degradar o sistema de saúde.
O governate tira o benefício de parecer estar a afrontar uma classe corporativa.
Contudo o benefício próprio é inferior ao prejuízo colectivo.
Assim a medida é de um Bandido Estúpido.
Quanto ao ensino:
Degrada o ensino. Piora o ensino superior.
Poupa alguma coisa, pq não tem de contractar tantos professore sno secundário.
Contudo o saldo prejuízo/benefício ou é negativo ou nulo.
Benefício próprio - ZERO ( ou negativo pq não tem impacto na opinião pública mas as pessoas do ensino superior consideram que todo o processo foi mal gerido - há um problema de incompatibilidade com datas legais)
Logo ou a medida é neutra (Zero/zero) ou Estúpida (-/-)
Var aqui.
Assim quanto à saúde:
Não vai haver qualquer benefício para a sociedade pois os médicos investigados serão os que mais trabalham e portanto será um tiro seco. Assim não benefecia os outros.
Mas prejudica pois irá criar stress a quem trabalha e temporariamente poderá degradar o sistema de saúde.
O governate tira o benefício de parecer estar a afrontar uma classe corporativa.
Contudo o benefício próprio é inferior ao prejuízo colectivo.
Assim a medida é de um Bandido Estúpido.
Quanto ao ensino:
Degrada o ensino. Piora o ensino superior.
Poupa alguma coisa, pq não tem de contractar tantos professore sno secundário.
Contudo o saldo prejuízo/benefício ou é negativo ou nulo.
Benefício próprio - ZERO ( ou negativo pq não tem impacto na opinião pública mas as pessoas do ensino superior consideram que todo o processo foi mal gerido - há um problema de incompatibilidade com datas legais)
Logo ou a medida é neutra (Zero/zero) ou Estúpida (-/-)
Um governo desesperado e cego...
A meta do défice está difícel de atingir e assim o governo em desespero de causa começa cegamente a tomar decissões inarráveis sem preocupação para com o bom funcionamento dos serviços que são da sua competência.
Comecemos pela decisão de abrir investigações a aos médicos que mais prescrevem. Eu não sou contra investigações quando o número de prescrições é exagerado, contudo esse exagero mede-se tomando em conta vários factores: número de consultas, tamanho do ficheiro de cada médico, idade média do ficheiro, prestação de serviços em SAP, etc. Uma análise estatística disto não é difícil (mas como vimos no post anterior o governo não sabe utilizar essa ferramente essencial no mundo de hoje para fazer controlos). Assim cegamente abre inquéritos a quem mais prescreve (sob o pretexto de investigar a relação com os laboratórios médicos). Na verdade se esses médicos forem aqueles que mais brio têm na sua profissão, em que tentam atender o máximo número de pacientes, que sacrificam horas de almoço e jantar em família para ateender o máximo número de pacientes, que não dizem não a qualquer pessoa desesperada que chegue a um centro de saúde, então vai perseguir os que mais trabalham. Mesmo que no final o inquérito seja arquivado tudo isto fica na memória da pessoa alvo de inquérito e daqui para frente em vez de ver 20 a 30 doentes por manhã, antenderá o número mínimo que a lei impõe (12), sairá à hora que deve e não sacrificará o almoço. Assim o governo será feliza: gaste menos em medicamentos (embora possa ter de gastar mais em subsídios de funeral e receba menos impostos).
A segunda decisão cega prende-se com o ensino superior. Neste havia docentes do secundário destacados para leccionar aulas (a falta de doutorados levava a esta necessidade para colmatar falhas de pessoal). O governo entendeu acabar com este tipo de destacamento e na verdade bem. Dentro de uma medida de valorização da investigação é óbvio que estes pessoas não têm lugar no ensino superior e portanto a substituição destas por doutorados e pessoas que além de ensinar realizem investigação seria um passo na direcção correcta. MAS o governo não tem esta intençao, a única intenção é CORTAR nas despesas, assim além de indeferir estes destacamentos proibiu as unidades de contratar novos docentes e portanto não haverá ninguém para os substituir. Assim a única solução será de aumentar o tamanho das turmas com a óbvia redução da qualidade do ensino. Corta-se hoje na despesa, mas amnhã não se queixem que os nossos licenciados são piores, menos produtivos e geradores de menos receitas.
Assim na base de dois pretextos que para a população parecem meritórios, não há nada de meritório em tudo isto. O único objectivo é reduzir despesas, mas corta-se em quem trabalha e não em funcionários do estado que bem encostados acumulam funções em institutos, em politécnicos e na privada (e consequnetemente nunca estão em lado nenhum, lavando à necessidade de contractar mais pessoas), e pasme-se com alguns desses contractos em tempo integral.
Foi assim que começou o início do fim dos governos do Cavaco, com cortes e perseguições cegas, sem objectivo outro que não o manter o bucho cheio da élite partidária e tentando prejudicar os que não estando "encostados" trabalhavam que oerdeu as eleições, mas tb deixou o país no estado de fragilidade económica que hoje vive (Guterres poderá ter ajudado, mas não fez tudo sózinho...)
Comecemos pela decisão de abrir investigações a aos médicos que mais prescrevem. Eu não sou contra investigações quando o número de prescrições é exagerado, contudo esse exagero mede-se tomando em conta vários factores: número de consultas, tamanho do ficheiro de cada médico, idade média do ficheiro, prestação de serviços em SAP, etc. Uma análise estatística disto não é difícil (mas como vimos no post anterior o governo não sabe utilizar essa ferramente essencial no mundo de hoje para fazer controlos). Assim cegamente abre inquéritos a quem mais prescreve (sob o pretexto de investigar a relação com os laboratórios médicos). Na verdade se esses médicos forem aqueles que mais brio têm na sua profissão, em que tentam atender o máximo número de pacientes, que sacrificam horas de almoço e jantar em família para ateender o máximo número de pacientes, que não dizem não a qualquer pessoa desesperada que chegue a um centro de saúde, então vai perseguir os que mais trabalham. Mesmo que no final o inquérito seja arquivado tudo isto fica na memória da pessoa alvo de inquérito e daqui para frente em vez de ver 20 a 30 doentes por manhã, antenderá o número mínimo que a lei impõe (12), sairá à hora que deve e não sacrificará o almoço. Assim o governo será feliza: gaste menos em medicamentos (embora possa ter de gastar mais em subsídios de funeral e receba menos impostos).
A segunda decisão cega prende-se com o ensino superior. Neste havia docentes do secundário destacados para leccionar aulas (a falta de doutorados levava a esta necessidade para colmatar falhas de pessoal). O governo entendeu acabar com este tipo de destacamento e na verdade bem. Dentro de uma medida de valorização da investigação é óbvio que estes pessoas não têm lugar no ensino superior e portanto a substituição destas por doutorados e pessoas que além de ensinar realizem investigação seria um passo na direcção correcta. MAS o governo não tem esta intençao, a única intenção é CORTAR nas despesas, assim além de indeferir estes destacamentos proibiu as unidades de contratar novos docentes e portanto não haverá ninguém para os substituir. Assim a única solução será de aumentar o tamanho das turmas com a óbvia redução da qualidade do ensino. Corta-se hoje na despesa, mas amnhã não se queixem que os nossos licenciados são piores, menos produtivos e geradores de menos receitas.
Assim na base de dois pretextos que para a população parecem meritórios, não há nada de meritório em tudo isto. O único objectivo é reduzir despesas, mas corta-se em quem trabalha e não em funcionários do estado que bem encostados acumulam funções em institutos, em politécnicos e na privada (e consequnetemente nunca estão em lado nenhum, lavando à necessidade de contractar mais pessoas), e pasme-se com alguns desses contractos em tempo integral.
Foi assim que começou o início do fim dos governos do Cavaco, com cortes e perseguições cegas, sem objectivo outro que não o manter o bucho cheio da élite partidária e tentando prejudicar os que não estando "encostados" trabalhavam que oerdeu as eleições, mas tb deixou o país no estado de fragilidade económica que hoje vive (Guterres poderá ter ajudado, mas não fez tudo sózinho...)
segunda-feira, julho 24, 2006
Uma ideia romântica que custa dinheiro...
A ministra de educação teve mais uma daquelas ideias româticas, tão ao estilo dos educólogos, que cheia de boas intenções não atingirá os objectivos desejados embora tenha um custo apreciável.
Decidiu ela e o seu ministério que os alunos do 4º e 6º ciclo de educação farão testes de aferição dos conhecimentos em matemática e português com o objectivo de avaliar a situação. Esses testes não terão consequências sobre os alunos, será só para medir a evolução destes (e por ventura avaliar professores).
Comecemos pela impossibilidade de atingir os objectivos. Os alunos sabendo que os testes não os afectam minimamente não irão esforçar-se ao máximo para demonstrar os seus conhecimentos (se calhar muitos poderão inclusivé entregar provas em branco poupando-se ao esforço de pensar e raciocionar durante uma hora). Desta forma os resultados obtidos não irão medir o que eles sabem, irão sim medir o grau de romantismo da sociedade portuguesa: mostrar que sei só pelo prazer do o fazer. Todos os alunos que não têm ideiais românticos, que são práticos, positivistas e orientados por objectivos não vão querer mostrar coisa nenhuma. Vão simplesmente ignorar o teste, não estudarão para este, não farão um preparação aturada para este e com o aval dos pais (para quê queimar neurónios se não conta para nada?).
Mas, não atingindo o objectivo, o que já em si fará com que o custo destes exames seja um desperdício, a ministra quer maximizar o desperdício ao fazer um exame (que para nada conta e cujos resultados serão muito dúbios) a TODOS os alunos. Para fazer uma aferição do estado de nação, não é necessário realizar o teste a todos mas apenas a uma amostra representativa (5000 alunos avaliados chegariam), é isso que o projecto de avaliação da educação da OCDE - PISA - faz. Avalia uma amostra e com métodos estatísticos intrereta os resultados. Aliás a ministra devia saber que as técnicas estatísticas foram desenvolvidas para poupar dinheiro: Muitas empresas que produzem diariamente milhares de unidades de um mesmo componente sujeitam-nos a um teste de qualidade superficial e selccionam uma amostra para um teste de qualidade em profundidade. Só se na amostra a % de falhas é elevada é que o lote é retirado ou avaliado na totalidade.
Então como avaliar com poucos custos: primeiro utiliza-se a existência de testes globais feitos em todas as escolas (q contam para a nota) para numa amostra seleccionada dar aos alunos o mesmo teste sem estes o saberem. Assim os alunos sendo avaliados farão o esfroço normal e obtém os resultados desse esforço (que é o que se quer medir), e se não sabem se fazem parte da amostra ou não retirará problemas de os resultados serem endógenos (i.e. se eles souberem que para além de estarem a ser avaliados, o teste é utilizado para aferir resultados globais podem preparar-se mais/menos do q o normal para o exame, enviesando para melhor/pior os resultados obtidos).
Conclusão: a ministra até tem a boa ideia de avaliar, mas continua presa ao romântismo da avaliação sem consequências. Assim não vamos lá. Já Almeida Garret ao descrever o que os soldados espanhóis diziam dos soldados portugueses diza: são uns românticos, bons para a poesia....
Decidiu ela e o seu ministério que os alunos do 4º e 6º ciclo de educação farão testes de aferição dos conhecimentos em matemática e português com o objectivo de avaliar a situação. Esses testes não terão consequências sobre os alunos, será só para medir a evolução destes (e por ventura avaliar professores).
Comecemos pela impossibilidade de atingir os objectivos. Os alunos sabendo que os testes não os afectam minimamente não irão esforçar-se ao máximo para demonstrar os seus conhecimentos (se calhar muitos poderão inclusivé entregar provas em branco poupando-se ao esforço de pensar e raciocionar durante uma hora). Desta forma os resultados obtidos não irão medir o que eles sabem, irão sim medir o grau de romantismo da sociedade portuguesa: mostrar que sei só pelo prazer do o fazer. Todos os alunos que não têm ideiais românticos, que são práticos, positivistas e orientados por objectivos não vão querer mostrar coisa nenhuma. Vão simplesmente ignorar o teste, não estudarão para este, não farão um preparação aturada para este e com o aval dos pais (para quê queimar neurónios se não conta para nada?).
Mas, não atingindo o objectivo, o que já em si fará com que o custo destes exames seja um desperdício, a ministra quer maximizar o desperdício ao fazer um exame (que para nada conta e cujos resultados serão muito dúbios) a TODOS os alunos. Para fazer uma aferição do estado de nação, não é necessário realizar o teste a todos mas apenas a uma amostra representativa (5000 alunos avaliados chegariam), é isso que o projecto de avaliação da educação da OCDE - PISA - faz. Avalia uma amostra e com métodos estatísticos intrereta os resultados. Aliás a ministra devia saber que as técnicas estatísticas foram desenvolvidas para poupar dinheiro: Muitas empresas que produzem diariamente milhares de unidades de um mesmo componente sujeitam-nos a um teste de qualidade superficial e selccionam uma amostra para um teste de qualidade em profundidade. Só se na amostra a % de falhas é elevada é que o lote é retirado ou avaliado na totalidade.
Então como avaliar com poucos custos: primeiro utiliza-se a existência de testes globais feitos em todas as escolas (q contam para a nota) para numa amostra seleccionada dar aos alunos o mesmo teste sem estes o saberem. Assim os alunos sendo avaliados farão o esfroço normal e obtém os resultados desse esforço (que é o que se quer medir), e se não sabem se fazem parte da amostra ou não retirará problemas de os resultados serem endógenos (i.e. se eles souberem que para além de estarem a ser avaliados, o teste é utilizado para aferir resultados globais podem preparar-se mais/menos do q o normal para o exame, enviesando para melhor/pior os resultados obtidos).
Conclusão: a ministra até tem a boa ideia de avaliar, mas continua presa ao romântismo da avaliação sem consequências. Assim não vamos lá. Já Almeida Garret ao descrever o que os soldados espanhóis diziam dos soldados portugueses diza: são uns românticos, bons para a poesia....
quarta-feira, julho 19, 2006
Repetição de exames...
... vamo por partes. Qual a razão de fundo para haver repetição de exames? Pelos vistos é pq as notas dos exames dos alunos do novo programa foram muito inferiores aos que leccionavam no programa antigo... ...mas? Havia dois programas? É aqui que está o problema, havia dois programas. Isto coloca os alunos de programas diferenciados em situações diferenciadas. Qd se muda, tem de se mudar para todos, só isso é que é justo e se se colocou alguns alunos num novo programa e outros não, é fazer desses alunos cobaias. Agora como a experiência falhou vêm os panos quentes, contudo a palavra chave é: "experiência ". Na educação não pode haver experimentalismo em tempo real, não se pode jogar com o futuro das pessoas. Qd as coisas mudam tem de ser para todos e com a certeza do que foi feito, pois andamos há mais de dez anos com programa novo, programa antigo, programa reformulado. Será que ainda não perceberam que o essencial do problema não é o conteúdo programático e assim sendo será o conteúdo pedagógico.
Dar condiçoes de ensino, re-avaliar a doer desde a 1ª classe (nada de passagens automáticas até ao nono ano), e considerar essencial o conhecimento CORRECTO não apenas a busca do conhecimento.
Dar condiçoes de ensino, re-avaliar a doer desde a 1ª classe (nada de passagens automáticas até ao nono ano), e considerar essencial o conhecimento CORRECTO não apenas a busca do conhecimento.
Orçamento de Estado...
... coisas que não percebo. Como é que os salários pagos pelo Estado tiveram uma redução e mesmo assim a despesa aumentou? É que se se transferiram despesas de salários para prestações de serviços ficou tudo na mesma. O futuro não é risonho para este ministro das finanças e na minha opinião a ameaça de usar a "lei" para atingir o objectivo de 4,6% significa uma só coisa: o objectivo não está a ser atingido. Esperemos por Janeiro.
quarta-feira, julho 12, 2006
Mau perder...
... Zidane foi expulso e bem. Claro que Materazzi chamou p**** }à mãe, à irmã, mas de certeza que Mr. Z tb insultou os adversários, se não neste noutros jogos. Mas agora o mau perder francês, encabeçado pelo mau perder do treinador começa a ultrapassar todos os limites. Gallas já afirmou que quer dar uns murros em Materazzi, existem acusações de racimso aos italianos por parte dos franceses e agora isto.
Mas, então não foram estes franceses que antes da semi-final disseram que os portugueses eram fiteiros, batoteiros, provacadores e tinham falta de fair-play? Isso não foi racismo? Isso não influenciou o árbitro? Isso não influenciou a própria actuação da equipa portuguesa?
De resto quanto às simulações eu vi pelo menos duas na final por parte de Zidane, mas não acho que o fossem, pois quando um jogador vai em corrida e finta um adversário tem duas soluções, ou continua a correr e embate na perna do adversário arriscando-se a lesionar-se ou tenta saltar por cima e invariavelmente cai. Ora as duas "simulaçõs" de Zidane na final foram deste tipo, as várias de Cristiano na semi-final também.
A FIFA deveria ter mais atenção a este facto, se um jogador cai para evitar uma colisão (e onde ganharia a falta) então não deveria começar a pensar em sancionar essas faltas (aqui o replay é indespensável) ou pelo menos as entradas.
Mas, então não foram estes franceses que antes da semi-final disseram que os portugueses eram fiteiros, batoteiros, provacadores e tinham falta de fair-play? Isso não foi racismo? Isso não influenciou o árbitro? Isso não influenciou a própria actuação da equipa portuguesa?
De resto quanto às simulações eu vi pelo menos duas na final por parte de Zidane, mas não acho que o fossem, pois quando um jogador vai em corrida e finta um adversário tem duas soluções, ou continua a correr e embate na perna do adversário arriscando-se a lesionar-se ou tenta saltar por cima e invariavelmente cai. Ora as duas "simulaçõs" de Zidane na final foram deste tipo, as várias de Cristiano na semi-final também.
A FIFA deveria ter mais atenção a este facto, se um jogador cai para evitar uma colisão (e onde ganharia a falta) então não deveria começar a pensar em sancionar essas faltas (aqui o replay é indespensável) ou pelo menos as entradas.
sexta-feira, julho 07, 2006
Perdemos...
... e podíamos ter ganho, mas perdemos. O penalti foi penalti, o árbitro não influiu no resultado e de facto não perdemos contra toda a França, mas contra os filhos dos imigrantes em França. É curioso, como um país que coloca estes à margem da sociedade tem neles o orgulho das vitórias no mundial. Será que é necessário aumentar a exclusão social para que os poucos que vingam no desporto possam dar ao país que não trata bem os seus colegas de escola as alegrias das vitórias?
Eu por mim prefiro sair derrotado mas saber que se combate a exclusão social, a desigualdade e o racismo (e racismo não é só contra os que têm uma coloração de pele difrente, RACISMO foi a forma como a imprensa francesa tratou os portugueses, a selecção e o país nas vésperas dos jogos).
Mas... ...da próxima temos de ganhar.
Eu por mim prefiro sair derrotado mas saber que se combate a exclusão social, a desigualdade e o racismo (e racismo não é só contra os que têm uma coloração de pele difrente, RACISMO foi a forma como a imprensa francesa tratou os portugueses, a selecção e o país nas vésperas dos jogos).
Mas... ...da próxima temos de ganhar.
terça-feira, julho 04, 2006
Eliminar um tabu...
... as reformas não podem ser um mecanismo de justiça social devido às injustiças que causam.
Uma vez que agora conta toda a vida contribuinte de um cidadão, vejamos o caso de dois cidadãos: um que descontou durante 40 anos e outro que descontou só 35 anos. Se pensarmos que aquele que descontou 45 teve a trabalhar enquanto estudou ganhando próximo do salário mínimo e que após o curso ambos ganharam o mesmo, de facto ocomo os dois tiveram uma carreira contributiva "completa" o segundo ganhará mais de reforma que o primeiro.
A conta é f+acil. Imagine-se que durante 35 anos o segundo ganhou Y euros o primeiro ganhou Y euros nos últimos 35 anos e X (X menor do que Y) nos primeiros 5.
Assim o segundo cidadão terá uma reforma de:
35*Y/35 = Y
O primeiro terá
(35*Y+5*X)/40= 35/40*Y + 5/40*X= 7/8 Y + 1/8 * X
Comparemos (2º - 1º):
Y - (7/8 Y + 1/8 * X) = 1/8 (Y-X) >0.
Logo o primeiro contribuiu mais, durante mais tempo e GANHA MENOS.
A fórmula deveria ser ajustada pelos anos trabalhados tendo em conta a esperança de vida à idade de reforma, ou seja, corrigido por um factor do tipo:
Anos trabalhados / E(vida|reforma)
Se se reforma antes então a reforma diminui, se trabahla mais tempo a reforma aumenta.
Mas as fórmulas do governo é só uma:
SACAR O MÁXIMO
RESPONSABILIZAR-SE O MÍNIMO.
Uma vez que agora conta toda a vida contribuinte de um cidadão, vejamos o caso de dois cidadãos: um que descontou durante 40 anos e outro que descontou só 35 anos. Se pensarmos que aquele que descontou 45 teve a trabalhar enquanto estudou ganhando próximo do salário mínimo e que após o curso ambos ganharam o mesmo, de facto ocomo os dois tiveram uma carreira contributiva "completa" o segundo ganhará mais de reforma que o primeiro.
A conta é f+acil. Imagine-se que durante 35 anos o segundo ganhou Y euros o primeiro ganhou Y euros nos últimos 35 anos e X (X menor do que Y) nos primeiros 5.
Assim o segundo cidadão terá uma reforma de:
35*Y/35 = Y
O primeiro terá
(35*Y+5*X)/40= 35/40*Y + 5/40*X= 7/8 Y + 1/8 * X
Comparemos (2º - 1º):
Y - (7/8 Y + 1/8 * X) = 1/8 (Y-X) >0.
Logo o primeiro contribuiu mais, durante mais tempo e GANHA MENOS.
A fórmula deveria ser ajustada pelos anos trabalhados tendo em conta a esperança de vida à idade de reforma, ou seja, corrigido por um factor do tipo:
Anos trabalhados / E(vida|reforma)
Se se reforma antes então a reforma diminui, se trabahla mais tempo a reforma aumenta.
Mas as fórmulas do governo é só uma:
SACAR O MÁXIMO
RESPONSABILIZAR-SE O MÍNIMO.
quinta-feira, junho 22, 2006
Repetir uma mentira mil vezes...
... muito ao gosto dos políticos que gostam de afirmar o que o nosso PR afirmou:
"...«As universidades estão fechadas na sua torre de marfim, mas esperto que isso mude», enfatizou Cavaco Silva... "
Ao visitar o Biocant (por acaso uma pareceria entre a Universidade de Coimbra e várias empresas), depois de visitar a Critical (resultante de esforços de investigação dentro da mesma UC e que com o apoio desta na incubadora de empresas se tornou numa empresa de sucesso), enfim...
... mas é sempre assim: em Portugal políticos, industriais gostam de repetir a frase, mas quando as universidades vão ter com eles, são eles que fecham as portas. Usualmente o medo de ter ao lado quem sabe algo em vez de ser uma honra é visto como uma vergonha, pois todos são sabichões e ai de quem disser: "...isso não é bem verdade...".
Basta pensar um pouco para ver que as universidades não estão fechadas:
1 . Qq carreira académica faz-se com investigação;
2 . Muita investigação é aplicada
3. Logo que melhor lugar do que junto das empresas.
Contudo o espírito empresarial português é diferente:
1 . A maioria quer o lucro fácil aqui e agora
2 . A investigação demora tempo a dar frutos
3 . Logo parcerias com as Universidades são uma perda de tempo (?)
Claro que cientistas e empresários falam línguas diferentes, mas porque é que têm de ser sempre as universidades a apanhar com as culpas todas? Já repararam que de facto o investimento em I&D privado em Portugal é practicamente nulo? Se de facto a culpa fosse das universidades portuguesas então os empresários fariam parcerias com universidades de países em que supostamente não estão em torres (não de marfim, pois não têm dinheiro mas de latão), e haveria imensas parcerias entre empresas portuguesas e universidades espanholas, inglesas, americanas, ... ... mas, por acaso tb não há. De quem é a culpa?
Claro, das universidades, é o alvo mais fácil (façam o que fizerem, esforcem-se com se esforçarem...).
"...«As universidades estão fechadas na sua torre de marfim, mas esperto que isso mude», enfatizou Cavaco Silva... "
Ao visitar o Biocant (por acaso uma pareceria entre a Universidade de Coimbra e várias empresas), depois de visitar a Critical (resultante de esforços de investigação dentro da mesma UC e que com o apoio desta na incubadora de empresas se tornou numa empresa de sucesso), enfim...
... mas é sempre assim: em Portugal políticos, industriais gostam de repetir a frase, mas quando as universidades vão ter com eles, são eles que fecham as portas. Usualmente o medo de ter ao lado quem sabe algo em vez de ser uma honra é visto como uma vergonha, pois todos são sabichões e ai de quem disser: "...isso não é bem verdade...".
Basta pensar um pouco para ver que as universidades não estão fechadas:
1 . Qq carreira académica faz-se com investigação;
2 . Muita investigação é aplicada
3. Logo que melhor lugar do que junto das empresas.
Contudo o espírito empresarial português é diferente:
1 . A maioria quer o lucro fácil aqui e agora
2 . A investigação demora tempo a dar frutos
3 . Logo parcerias com as Universidades são uma perda de tempo (?)
Claro que cientistas e empresários falam línguas diferentes, mas porque é que têm de ser sempre as universidades a apanhar com as culpas todas? Já repararam que de facto o investimento em I&D privado em Portugal é practicamente nulo? Se de facto a culpa fosse das universidades portuguesas então os empresários fariam parcerias com universidades de países em que supostamente não estão em torres (não de marfim, pois não têm dinheiro mas de latão), e haveria imensas parcerias entre empresas portuguesas e universidades espanholas, inglesas, americanas, ... ... mas, por acaso tb não há. De quem é a culpa?
Claro, das universidades, é o alvo mais fácil (façam o que fizerem, esforcem-se com se esforçarem...).
segunda-feira, junho 19, 2006
Não é por estar a jogar bem...
... que penso que seja útil.
É verdade que no jogo de Angola foi ele que fez a arrancada para o golo, mas queríamos um número dez e Figo após essa arrancada nada fez, não coordenou, não fez passes, não recuperou bolas e passou a ser um buraco negro no meio de campo, todas as bolas passavam por lá, mas de lá nada saiu.
Contra o Irão, fez bem quando fez o que devia... ...descair para uma das alas, sendo o que ele é: um extremo, e aí foi o Figo de qualidade que deveria ser sempre, o pior foi que quase sempre andou perdido no meio do campo a fazer sabe-se lá o quê...
... quando vierem equipas mais fortes ou este elemento joga tacticamente como deve ( e como o treinador do Inter , após o deixar de fora vários jogos, o obrigou) ou passamos a jogar desfalcados de uma asa, e não se surpreendam então se o golo adversário vier pela ala onde Figo deveria estar.
É verdade que no jogo de Angola foi ele que fez a arrancada para o golo, mas queríamos um número dez e Figo após essa arrancada nada fez, não coordenou, não fez passes, não recuperou bolas e passou a ser um buraco negro no meio de campo, todas as bolas passavam por lá, mas de lá nada saiu.
Contra o Irão, fez bem quando fez o que devia... ...descair para uma das alas, sendo o que ele é: um extremo, e aí foi o Figo de qualidade que deveria ser sempre, o pior foi que quase sempre andou perdido no meio do campo a fazer sabe-se lá o quê...
... quando vierem equipas mais fortes ou este elemento joga tacticamente como deve ( e como o treinador do Inter , após o deixar de fora vários jogos, o obrigou) ou passamos a jogar desfalcados de uma asa, e não se surpreendam então se o golo adversário vier pela ala onde Figo deveria estar.
quarta-feira, junho 14, 2006
Alive and kicking...
Nestes dias não houve um tema que, quer nos jornais, quer nas TVs, que fosse merecedor de um comentário individualizado. Não porque não os houvesse, mas porque eram às dúzias:
* O crescimento de 1% do PIB comparando trimestres com cerca de 70 dias úteis com outro com cerca de 65 e férias pelo meio (note-se a produção industrial já a cair este mês);
* A agressão à professora que mostra que o governo está a conseguir o que quer: descredibilizar o ensino;
* O PR que em vez de ouvir os portugueses os manda calar;
* Uma SPORT TV que transmite todos os jogos, mas não vendeu nenhuma retransmissão e agora está aflita por falta de receitas;
* Um Scolari que nos chamou racista (e somos tão racistas como qq outro povo);
....
Mais parece um país em agonia profunda:
* lê-se nas estrelas a retoma e a qq indicador diz-se que está aí
* tenta-se q os portugueses se calem perante injustiças entre aqueles que trabalham no estado e os que trabalham PARA ESTAR no estado/governo
* descredibiliza-se o estudo, mas tb o trabalho através de condecorações a quem não fez mais do que trabalhar com deve (parece que é para dizer que quem cumpre os deveres é uma excepção, logo se não queres uma comenda que para nada serve bem podes perguiçar).
Assim não vamos bem. Basta ver os dados do The Economist, há três meses atrás só a Itália crescia menos do que Portugal, agora, ... ..., nem isso, estamos mesmo em último. Merecemos? Claro que sim, elegemos quem nos prometia o céu sem trabalhar e ficámos muito próximos do que queríamos, bem a dizer mesmo ao lado, no purgatório.
* O crescimento de 1% do PIB comparando trimestres com cerca de 70 dias úteis com outro com cerca de 65 e férias pelo meio (note-se a produção industrial já a cair este mês);
* A agressão à professora que mostra que o governo está a conseguir o que quer: descredibilizar o ensino;
* O PR que em vez de ouvir os portugueses os manda calar;
* Uma SPORT TV que transmite todos os jogos, mas não vendeu nenhuma retransmissão e agora está aflita por falta de receitas;
* Um Scolari que nos chamou racista (e somos tão racistas como qq outro povo);
....
Mais parece um país em agonia profunda:
* lê-se nas estrelas a retoma e a qq indicador diz-se que está aí
* tenta-se q os portugueses se calem perante injustiças entre aqueles que trabalham no estado e os que trabalham PARA ESTAR no estado/governo
* descredibiliza-se o estudo, mas tb o trabalho através de condecorações a quem não fez mais do que trabalhar com deve (parece que é para dizer que quem cumpre os deveres é uma excepção, logo se não queres uma comenda que para nada serve bem podes perguiçar).
Assim não vamos bem. Basta ver os dados do The Economist, há três meses atrás só a Itália crescia menos do que Portugal, agora, ... ..., nem isso, estamos mesmo em último. Merecemos? Claro que sim, elegemos quem nos prometia o céu sem trabalhar e ficámos muito próximos do que queríamos, bem a dizer mesmo ao lado, no purgatório.
segunda-feira, junho 05, 2006
Não estudes, traballha...
... associado à recente orgia de ataques a quem tem qualificações o governo produziu mais uma pérola: dar equivalência ao 12º ano reconhecendo as competências ganhas na vida profissional.
A medida é boa... ...para melhorar as estatísticas portuguesas e eelvar o número de pessoas com 12 anos de escolaridade (20%) , mas é só isso.
Essas pessoas sabem mais? Não.
Estão mais qualificadas? Não.
O mercado de trabalho pagará mais? Não.
Até poderia ser bom o estado reconhecer as competências e produzir certificados, mas não devia misturar esses certificados com os da escolaridade. As competências e qualificações ganham-se em dois estágios: aprendizagem escolar e experiência. Fazer equivaler o segundo ao primeiro é de quem despreza a escola e dá o sinal às pessoas que não vale a pena estudar (assim, como assim, terão o 12º ano com a experiência professional). Mas o conjunto de competências que só na escola se aprende: raciocínio abstracto, língua portuguesa (eu não sou exemplo), capacidade de comunicação, articulação de ideias, capacidade de adaptação, ser um solucionador de problemas e não um mero executante de soluções, tudo isso fica para trás. E são essas as qualificações que não temos, as profissionais já o mercada as avalia, basta olhar para os CVs e é aí que estão as competências profissionais, o resto... ...o resto é melhorar as estatísticas e olhar para o lado, assim não vê que a qualificação média é a mesma, que as competências são as mesmas e que num mercado interncional que ganha quem for mais qualificado (escola + experiência) ficaremos para trás. É que digam o que quiserem, mas colocar a escola em segundo plano é querer correr com os outros com uma perna a menos...
A medida é boa... ...para melhorar as estatísticas portuguesas e eelvar o número de pessoas com 12 anos de escolaridade (20%) , mas é só isso.
Essas pessoas sabem mais? Não.
Estão mais qualificadas? Não.
O mercado de trabalho pagará mais? Não.
Até poderia ser bom o estado reconhecer as competências e produzir certificados, mas não devia misturar esses certificados com os da escolaridade. As competências e qualificações ganham-se em dois estágios: aprendizagem escolar e experiência. Fazer equivaler o segundo ao primeiro é de quem despreza a escola e dá o sinal às pessoas que não vale a pena estudar (assim, como assim, terão o 12º ano com a experiência professional). Mas o conjunto de competências que só na escola se aprende: raciocínio abstracto, língua portuguesa (eu não sou exemplo), capacidade de comunicação, articulação de ideias, capacidade de adaptação, ser um solucionador de problemas e não um mero executante de soluções, tudo isso fica para trás. E são essas as qualificações que não temos, as profissionais já o mercada as avalia, basta olhar para os CVs e é aí que estão as competências profissionais, o resto... ...o resto é melhorar as estatísticas e olhar para o lado, assim não vê que a qualificação média é a mesma, que as competências são as mesmas e que num mercado interncional que ganha quem for mais qualificado (escola + experiência) ficaremos para trás. É que digam o que quiserem, mas colocar a escola em segundo plano é querer correr com os outros com uma perna a menos...
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