… hoje no DN, aqui, um artigo de opinião de uma inteligência que me escapa.
Assim esta parte escapa-me:
“…referia ao destino a dar a cerca de 200 mil funcionários públicos. A ideia é conhecida: diz-se que há funcionários públicos a mais e, logo, uma "solução" talvez fosse haver menos. Por acaso, ao mesmo tempo que esta "solução" era apresentada, saía também um relatório oficial mostrando que afinal, por comparação com a Europa desenvolvida, não teríamos assim tantos funcionários. Estaríamos até bem dentro da média. Isto deu logo azo a rumores sobre se, sendo assim, valeria a pena fazer alguma coisa com os ditos funcionários. Este argumento não vai por aí além. Os erros dos outros não justificam os nossos e, acaso se chegasse à conclusão de que deveria haver menos funcionários públicos, isso deveria ser independente de saber se a Suécia ou a Alemanha estão numa situação idêntica. Até porque muita coisa se fez mal em países do género da Suécia e da Alemanha,…”
Não percebo porque é que na Alemanha, na Suécia ou no Reino Unido se comete tamanho erro por terem mais funcionários do que nós. Se fosse verdade que o número de funcionários públicos fosse o determinante principal para a falta de competitividade da economia portuguesa então Portugal seria mais competitivo do que esses países, mas de facto não o é, ver aqui. A Suécia encontra-se à frente dos EUA na competitividade e a Alemanha e o Reino Unido estão no top tem, já Portugal está lá para baixo, para lá do 30º lugar. Assim sendo, não parece que o número de funcionários públicos seja assim tão importante.
A seguir, este senhor, continua com:
“…A educação, de resto, é a obsessão dos governos portugueses de há 200 anos a esta parte, desde que a instrução primária obrigatória foi instituída pelo liberalismo do século XIX até aos programas de fomento educativo da I República e (ao contrário do que diz a lenda) mesmo do Estado Novo.”
Sim foi uma obsessão, mas não foi concretizada, chegámos à década de 80 com o mais alto índice de analfabetismo da Europa Ocidental e ainda hoje somos o país com menos mão-de-obra qualificada. Tem razão que não é o ACTUAL SISTEMA DE ENSINO que vai resolver os problemas, mas daí a dizer que a educação não resolve nada, como afirma aqui:
”…. Trata-se apenas de constatar que não é a educação que vai resolver o problema económico português. Nós podemos pensar que a educação é uma coisa muito linda e muito excelente. (….). Em 1966, a nossa mão-de-obra era muito menos qualificada do que hoje e crescíamos a taxas de cerca de 7% ao ano. A China tem muito menos gente qualificada do que nós, mas isso não a impede de crescer cerca de 10% ao ano….”
Pois foi, em 1966 crescíamos a 6%, tínhamos acabado de abrir Portugal ao investimento externo e começada uma política de democratização do ensino superior. Conjugado com o baixo nível de que partimos tivemos crescimentos enormes, já agora comparados com os do final da década de 80 em que entrámos na EU. Também é verdade que a China cresce a 10%, tem menos gente qualificada, mas parte de um nível mais baixo ($6,800 per capita (2005 est.)) e nos últimos anos tem feito um esforço de qualificação do seu povo.
Dizer que a educação não resolve nada, é contradizer mais de uma década de estudos em que mostram que esta está altamente correlacionada com crescimento económico e assim como é que este senhor explica que a performance dos EUA onde 30% da população é licenciada, sendo os EUA um dos países mais bem qualificados. Não há correlação pois não?
Para este senhor não. Deve pensar que um país de analfabetos (por acaso veja-se que não teve a coragem de dizer que se devia cortar na educação para se precaver de críticas como esta, mas sem coragem de dizer a sua conclusão o relato dos factos basta), de gente com poucas qualificações será o paraíso, se pensa isso porque não emigra para o Brasil, ou melhor para Angola?
Ainda bem que os gestores portugueses não pensam isso, será por isso que eles são gestores?
Já agora deixo esta dica: Já que é Historiador limite-se à História, onde sem dúvida é bom, não tente falar do que não sabe, não quer saber, …
PS: Mais um, que se afirma investigador do Instituto Universitário Europeu de Florença entre 1995 e 2003. De facto o título dos alunos de doutoramento é investigador por questões burocráticas, por favor, não tente passar pelo que não é, corrija o CV e diga:
Phd student/investigador do Instituto Universitário Europeu de Florença entre 1995 e 2003
quinta-feira, setembro 28, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
Temos funcionários públicos a mais...

... devíamos seguir o exemplo de economias que têm o orçamento controlado, estão em crescimento económico e baixa inflação. Por exemplo o Reino Unido.
Já agora a figura de cima é tirada daqui.
Engraçado a % do funcionários público relativamente à população empregada era inferior a 15%
Nada de novo...
... nas últimas semanas.
O Verão passou e continua-se a discutir os problemas anteriores. De fora temos o Islão e o Papa, as manifestações na Hungria e a entrada da Roménia e da Bulgária. Mas tudo continua na mesma, na Europa alguns tentam apaziguar os ânimos Islão vs Ocidente, mas os EUA continuam instalados no Iraque e no Afeganistão. Ali, as guerrilhas continuam, nada muda...
Em Portugal a mudança é ainda menor, pq se antes do Verão os funcionários do Estado eram os culpados do défice, agora há números para confirmar tal teoria (já agora quanto custou o estudo encomendado à U. Católica e não a uma do Estado que chegou com um ano de atraso?). De pouco vale dizer que eles representam a mesma % do que na média da UE, que as suas qualificações estão muito acima da média da população (alías Vitorino disse até que eles eram fracamente qualificados), de pouco vale a pena dizer tudo isso... ...vamos continuar a ver governo e oposição a bater nos serviços do Estado enquanto os amigos dos partidos acumulam vários empregos e obtêm avenças e assessorias e, por outro lado, os mais amigos das empresas obtém contractos cujos prazos não são para cumprir (tal como aconteceu no Estudo),...
... enfim nada de novo e nem o SOL brilha, mas apaga-se atrás de nuvens cinzentas...
O Verão passou e continua-se a discutir os problemas anteriores. De fora temos o Islão e o Papa, as manifestações na Hungria e a entrada da Roménia e da Bulgária. Mas tudo continua na mesma, na Europa alguns tentam apaziguar os ânimos Islão vs Ocidente, mas os EUA continuam instalados no Iraque e no Afeganistão. Ali, as guerrilhas continuam, nada muda...
Em Portugal a mudança é ainda menor, pq se antes do Verão os funcionários do Estado eram os culpados do défice, agora há números para confirmar tal teoria (já agora quanto custou o estudo encomendado à U. Católica e não a uma do Estado que chegou com um ano de atraso?). De pouco vale dizer que eles representam a mesma % do que na média da UE, que as suas qualificações estão muito acima da média da população (alías Vitorino disse até que eles eram fracamente qualificados), de pouco vale a pena dizer tudo isso... ...vamos continuar a ver governo e oposição a bater nos serviços do Estado enquanto os amigos dos partidos acumulam vários empregos e obtêm avenças e assessorias e, por outro lado, os mais amigos das empresas obtém contractos cujos prazos não são para cumprir (tal como aconteceu no Estudo),...
... enfim nada de novo e nem o SOL brilha, mas apaga-se atrás de nuvens cinzentas...
domingo, setembro 17, 2006
Enfim... ...este Portugal...
Saíram as colocações da 1ª fase na Universidade, e tirando um ou outro post isolado sobre o assunto como aqui a maior parte dos bloguistas está mais interessado em discutir o jornal "O Sol", o que disse o Papa, o aborto, etc...
Claro que são assuntos importantes, mas não essenciais à estuturação do futuro. Com o sem jornal novo nós vivemos, com ou sem Papa o problema islão-ocidente continuaria a existir, com ou sem aborto as sociedades não se desagregam... ...ou seja são meros episódios do mesmo.
Podemos dizer que a colocação na Universidade tb, mas... ...pode-se ver que a situação piora de ano para ano, e as discussões sobre o assunto vão desparecendo. E se a educação e qualificação dos jovens é o futuro do país então um país que não discute o seu futuro é um país que não merece um futuro melhor.
Claro que são assuntos importantes, mas não essenciais à estuturação do futuro. Com o sem jornal novo nós vivemos, com ou sem Papa o problema islão-ocidente continuaria a existir, com ou sem aborto as sociedades não se desagregam... ...ou seja são meros episódios do mesmo.
Podemos dizer que a colocação na Universidade tb, mas... ...pode-se ver que a situação piora de ano para ano, e as discussões sobre o assunto vão desparecendo. E se a educação e qualificação dos jovens é o futuro do país então um país que não discute o seu futuro é um país que não merece um futuro melhor.
A grande FRAUDE...
... da educação em Portugal.
Ainda há dez anos o número de candidatos ao ensino superior era superior a 100.000 candidatos. Foi com esse número em mente e tendo em conta que apesar da redução demográfica da população jovem o número de desitentes do secundário teria grande margem para diminuir que se criaram novas Universidades e novos cursos superiores. Contudo hoje muitos alguns desses cursos não têm candidatos e muitos não conseguem preencher todas as vagas.
O que se passou? Na verdade o que se passou foi a redução do número de candidatos para pouco mais de 50.000. os outros alunos do secundário continuam a desitir ou a completar o secundário sem notas nas provas globais que lhes permitam entrar na Universidade.
Assim fomos todos enganados, ao diminuir a qualidade no ensino secundário e aumentar a dificuldade das globais (mais de 70% dos alunos com nota inferior a 9,5 valores a matemática é um exemplo) cortou-se as pernas à actual geração para se qualificar. Chega-se ao ridículo de pessoas que terminam o 12º ano mas NÃO podem entrar na Universidade devido à nota mínima. Temos logo aqui um contra-senso: dá-se o 12º ano mas não pode entrar na Universidade. Então que raio de qualificação tem? É igual a quem desistiu? Pelos vistos sim...
Podemos resumir a estratégia de sucessivos governos à seguinte:
Aumenta-se a dificuldade das provas globais relativamente ao que se ensina, por forma a diminuir os candidatos às universidades e, com o tempo, fechar estas. Desta forma qualifica-se menos, mas tb se gasta menos dinheiro e o resultado está à vista: uma população menos qualificada é uma população menos exigente com os seus governantes, Salazar sabia-o bem e a catrefada de políticos que estão no poder (qual terá sido a nota de acesso de Sócrates ao ISEC? Penso que nessa altura muitos dos cursos no ISEC tinham notas negativas de entrada) também. Vamos ficar mais burros, mais pobres e mais roubados. Portugal tem de mudar... ...não podemos continuar a mandar pela borda fora o futuro dos jovens e o futuro do país.
Ainda há dez anos o número de candidatos ao ensino superior era superior a 100.000 candidatos. Foi com esse número em mente e tendo em conta que apesar da redução demográfica da população jovem o número de desitentes do secundário teria grande margem para diminuir que se criaram novas Universidades e novos cursos superiores. Contudo hoje muitos alguns desses cursos não têm candidatos e muitos não conseguem preencher todas as vagas.
O que se passou? Na verdade o que se passou foi a redução do número de candidatos para pouco mais de 50.000. os outros alunos do secundário continuam a desitir ou a completar o secundário sem notas nas provas globais que lhes permitam entrar na Universidade.
Assim fomos todos enganados, ao diminuir a qualidade no ensino secundário e aumentar a dificuldade das globais (mais de 70% dos alunos com nota inferior a 9,5 valores a matemática é um exemplo) cortou-se as pernas à actual geração para se qualificar. Chega-se ao ridículo de pessoas que terminam o 12º ano mas NÃO podem entrar na Universidade devido à nota mínima. Temos logo aqui um contra-senso: dá-se o 12º ano mas não pode entrar na Universidade. Então que raio de qualificação tem? É igual a quem desistiu? Pelos vistos sim...
Podemos resumir a estratégia de sucessivos governos à seguinte:
Aumenta-se a dificuldade das provas globais relativamente ao que se ensina, por forma a diminuir os candidatos às universidades e, com o tempo, fechar estas. Desta forma qualifica-se menos, mas tb se gasta menos dinheiro e o resultado está à vista: uma população menos qualificada é uma população menos exigente com os seus governantes, Salazar sabia-o bem e a catrefada de políticos que estão no poder (qual terá sido a nota de acesso de Sócrates ao ISEC? Penso que nessa altura muitos dos cursos no ISEC tinham notas negativas de entrada) também. Vamos ficar mais burros, mais pobres e mais roubados. Portugal tem de mudar... ...não podemos continuar a mandar pela borda fora o futuro dos jovens e o futuro do país.
segunda-feira, setembro 11, 2006
(Des)Responsabilização à portuguesa...
... ultimamente os nossos meios de comunicação "inventaram" a figura do provedor. Este seria a figura a quem os clientes desse meio de comunicação se dirigiam sempre que tivessem reclamações ou sugestões. A ideia é boa, denotando uma aproximação entre quem transmite a notícia e quem a recebe e para dar uma ideia de transparência e abertura e contudo...
... veja-se isto.
O DN errou, e o provedor reconhece o facto, contudo logo a seguir dá o exemplo de uma reclamação sem sentido por forma a desresponsabilizar o jornal do erro anterior e justificando a existência do erro uma vez que quem reclama também erra.
Nada mais errado. Que compra um jornal espera ser informado e receber factos verdadeiros, dispendendo dinheiro em tal. O jornal tem assim uma responsabilidade acrescida em oferecer um produto de qualidade e os erros que faz devem ser assumidos com humilidade e corrigidos.
Quem erra numa reclamação não tem a mesma responsabilidade uma vez que não está a vender o seu produto e dá a informação (certa ou não) gratuitamente e desinteressadamente ao jornal. Este só tem a ganhar com elas.
Contudo ao fazer equivaler as duas está, por um lado, a desresponsabilizar o jornal e, por outro, a combater as reclamações - seria melhor que não as houvesse - por forma a transformar a figura do provedor não numa figura de aporximação com os clientes mas apenas uma figura de retórica. Se a ideia for essa mais vale a pena eliminá-la.
... veja-se isto.
O DN errou, e o provedor reconhece o facto, contudo logo a seguir dá o exemplo de uma reclamação sem sentido por forma a desresponsabilizar o jornal do erro anterior e justificando a existência do erro uma vez que quem reclama também erra.
Nada mais errado. Que compra um jornal espera ser informado e receber factos verdadeiros, dispendendo dinheiro em tal. O jornal tem assim uma responsabilidade acrescida em oferecer um produto de qualidade e os erros que faz devem ser assumidos com humilidade e corrigidos.
Quem erra numa reclamação não tem a mesma responsabilidade uma vez que não está a vender o seu produto e dá a informação (certa ou não) gratuitamente e desinteressadamente ao jornal. Este só tem a ganhar com elas.
Contudo ao fazer equivaler as duas está, por um lado, a desresponsabilizar o jornal e, por outro, a combater as reclamações - seria melhor que não as houvesse - por forma a transformar a figura do provedor não numa figura de aporximação com os clientes mas apenas uma figura de retórica. Se a ideia for essa mais vale a pena eliminá-la.
quinta-feira, setembro 07, 2006
quarta-feira, agosto 30, 2006
Triste...
... se virmos este post no Blasfémia sobre este artigo no DN a vontade que dá é pensar em que país de mentecaptos vivemos.
Em primeirl lugar verificamos pelo artigo que Portugal tem uma mobilidade social fraca sendo muito próxima da dos EUA que está no fim da lista como a sociedade mais imóvel e se afasta da Escandinávia, lugar onde a mobilidade social é mais forte.
Triste é nós gastarmos quase tanto como os Escandinavos com resultados medíocres e portanto ficamos no final com uma sociedade monolítica e com um Estado gastador - o pior dos dois mundos.
Mas onde dói a alma, é o artigo do Blasfémia, que em vez de analisar este facto e insurgir-se faz um texto pró-EUA, de propaganda onde tenta desvalorizar o artigo do DN. Ou seja não está preocupado em sermos gastadores e ineficientes, está preocupado é em atacar o texto. A pergunta que coloco é: Será que o blasfemo autor lucra muito da presente situção, ou espera que os filhos lucrem? Está à espera de manter a sua posição elitista e a dos seus filhos sem esforço, e portanto o texto que chama à atenção para a falta da mobilidade social atinge-o?
Em primeirl lugar verificamos pelo artigo que Portugal tem uma mobilidade social fraca sendo muito próxima da dos EUA que está no fim da lista como a sociedade mais imóvel e se afasta da Escandinávia, lugar onde a mobilidade social é mais forte.
Triste é nós gastarmos quase tanto como os Escandinavos com resultados medíocres e portanto ficamos no final com uma sociedade monolítica e com um Estado gastador - o pior dos dois mundos.
Mas onde dói a alma, é o artigo do Blasfémia, que em vez de analisar este facto e insurgir-se faz um texto pró-EUA, de propaganda onde tenta desvalorizar o artigo do DN. Ou seja não está preocupado em sermos gastadores e ineficientes, está preocupado é em atacar o texto. A pergunta que coloco é: Será que o blasfemo autor lucra muito da presente situção, ou espera que os filhos lucrem? Está à espera de manter a sua posição elitista e a dos seus filhos sem esforço, e portanto o texto que chama à atenção para a falta da mobilidade social atinge-o?
segunda-feira, agosto 28, 2006
Este blog...
... aqui não apresenta qq nova actividade desde 11 de Agosto do corrente ano.
À desistência deste senhor que manipulava dados para apresentar a face da realidade portuguesa q mais lhe convinha, denotando ignorância ou má fé, juntou-se a deste aqui que apesar de algumas coisas interessantes (que sem dúvida leu em livros de economia) às vezes dizia coisas que se os seus professores vissem dar-lhe-iam um D ou E.
Este blog sempre denunciou as más contas do primeiro e alguma má economia do segundo, e por isso tem pena do seu abandono, pois sempre dava para ir treinando a pontaria.
À desistência deste senhor que manipulava dados para apresentar a face da realidade portuguesa q mais lhe convinha, denotando ignorância ou má fé, juntou-se a deste aqui que apesar de algumas coisas interessantes (que sem dúvida leu em livros de economia) às vezes dizia coisas que se os seus professores vissem dar-lhe-iam um D ou E.
Este blog sempre denunciou as más contas do primeiro e alguma má economia do segundo, e por isso tem pena do seu abandono, pois sempre dava para ir treinando a pontaria.
Sobre este artigo de opinião...
... aqui.
Exprimo o meu total acordo. De facto parece ser óbvio que em tempos de crise as economias reinventam-se os estados parecem perdidos, mas para muitos não é.
E para os politicos este parágrafo é de leitura obrigatória:
"...O melhor que a política poderia fazer seria manter a solidez e confiança no ambiente institucional, flexibilizar o processo, agilizar a transformação, aliviar o peso sobre empresas e famílias, apoiar as que falham.
Mas a tentação de controlo é enorme. Ministros e funcionários julgam sempre adivinhar os novos caminhos, apostar nos vencedores, apoiar as inovações. Na melhor das hipóteses, é um enorme desperdício de recursos. Em geral, cria distorções que demoram anos a corrigir. Porque os políticos não fazem a menor ideia das empresas e produtos que a nossa economia vai produzir. Pois nem sequer as empresas o sabem, antes de os mercados terem decretado os vencedores. ..."
Atenção, apoiar os que falham não é o mesmo que garantir os rendimentos e privilégios aos que estão no topo actualmente, ainda antes de tentarem, isso, que é o que os governos tentam fazer é tentar manter o status quo social.
Exprimo o meu total acordo. De facto parece ser óbvio que em tempos de crise as economias reinventam-se os estados parecem perdidos, mas para muitos não é.
E para os politicos este parágrafo é de leitura obrigatória:
"...O melhor que a política poderia fazer seria manter a solidez e confiança no ambiente institucional, flexibilizar o processo, agilizar a transformação, aliviar o peso sobre empresas e famílias, apoiar as que falham.
Mas a tentação de controlo é enorme. Ministros e funcionários julgam sempre adivinhar os novos caminhos, apostar nos vencedores, apoiar as inovações. Na melhor das hipóteses, é um enorme desperdício de recursos. Em geral, cria distorções que demoram anos a corrigir. Porque os políticos não fazem a menor ideia das empresas e produtos que a nossa economia vai produzir. Pois nem sequer as empresas o sabem, antes de os mercados terem decretado os vencedores. ..."
Atenção, apoiar os que falham não é o mesmo que garantir os rendimentos e privilégios aos que estão no topo actualmente, ainda antes de tentarem, isso, que é o que os governos tentam fazer é tentar manter o status quo social.
domingo, agosto 27, 2006
Tiro ao blog corporações...
... ver blog nos links ao lado.
Este blog pode chamar a atenção para alguns comportamentos corporativos e seria de louvar por isso, mas, quando publica as reformas da CGD acima dos 4000 euros como se fosse um escândalo começa a perder parte da sua autoridade.
Vejamos, estas pessoas encontram-se no topo da respectiva carreira e no topo de qualificações que se podem obter e portanto auferem os salários que auferem, proventura menores do que se trabalhassem na privada. Quantos advogados não têm pensões muito superiores aos juízes, quantos antigos alunos não vão auferir pensões muito superiores aos dos professores que lhes deram as respectivas qualificações?
Na verdade a Seg. Social paga remunerações muito superiores do que a CGA e na verdade, se se privatizasse o sistema de pensões estas pessoas "denunciadas" no blog se calhar iriam auferir reformas superiores?
Pois bem, condenar estas pessoas por ganharem bem devido ao seu esforço profissional e pessoal é dizer aos portugueses para não tentarem progredir, não tentarem obter qualificações elevadas pois no fim iremos tentar que todos ganhem o mesmo, ou por outras palavras este blog deve gritar diariamente: "Viva a URSS".
Este blog pode chamar a atenção para alguns comportamentos corporativos e seria de louvar por isso, mas, quando publica as reformas da CGD acima dos 4000 euros como se fosse um escândalo começa a perder parte da sua autoridade.
Vejamos, estas pessoas encontram-se no topo da respectiva carreira e no topo de qualificações que se podem obter e portanto auferem os salários que auferem, proventura menores do que se trabalhassem na privada. Quantos advogados não têm pensões muito superiores aos juízes, quantos antigos alunos não vão auferir pensões muito superiores aos dos professores que lhes deram as respectivas qualificações?
Na verdade a Seg. Social paga remunerações muito superiores do que a CGA e na verdade, se se privatizasse o sistema de pensões estas pessoas "denunciadas" no blog se calhar iriam auferir reformas superiores?
Pois bem, condenar estas pessoas por ganharem bem devido ao seu esforço profissional e pessoal é dizer aos portugueses para não tentarem progredir, não tentarem obter qualificações elevadas pois no fim iremos tentar que todos ganhem o mesmo, ou por outras palavras este blog deve gritar diariamente: "Viva a URSS".
quinta-feira, agosto 24, 2006
Tiro a blogs dito liberais...
... ultimamente tnho-me dedicado a apontar baterias a alguns blogs que se gostam de afirmar liberais contudo em 90% dos posts que vejo não existe qq defesa de ideias liberais, existe sim a defesa de ideias coporativas de direita.
Veja-se este caso, até parece uma ideia muito liberal, contudo não o é. Liberal seria privatizar o ensino e não haver qq interferência nos preços do dito mercado, a proposta ali apresentada fixaria um preço mínimo, criaria uma situação de pressão sobre o Estado para financiar mais e no final a uma pressão pelos pais sobre o Estado para financiar e fiscalizar mais. Isto é, não um mercado livre, mas um mercado regulamentado, dirigido e administrado pelo Estado, e este tipo de mercados (veja-se o caso do mercado dos medicamentos) são usualmente os que pior funcionam e que mais custos dão ao Estado.
Na verdade muitos destes "liberais" não têm a mínima ideia de como funciona a economia (podem saber muito de direito, gestão, etc.) e não entendem que mecanismos são postos em causa qd se propõe algo para toda a sociedade. O que eles apenas vêem é o seu umbigo, pensam que eles estariam muito melhores se fosse como eles propõe e mais nada se alterasse à sua volta, ou seja que a modificação legislativa só os influenciasse a eles. O que se esquecem é que qq modificação irá mudar os comportamentos da sociedade toda como uma onda de choque e o resultado final, mesmo para o próprio, poderá ser pior.
Finalmente eu gostava de ver blogs realmente liberais e não blogs de uma direita corporativa apropriarem-se do nome, é que dão mau nome a que é liberal e defende a liberdade.
Veja-se este caso, até parece uma ideia muito liberal, contudo não o é. Liberal seria privatizar o ensino e não haver qq interferência nos preços do dito mercado, a proposta ali apresentada fixaria um preço mínimo, criaria uma situação de pressão sobre o Estado para financiar mais e no final a uma pressão pelos pais sobre o Estado para financiar e fiscalizar mais. Isto é, não um mercado livre, mas um mercado regulamentado, dirigido e administrado pelo Estado, e este tipo de mercados (veja-se o caso do mercado dos medicamentos) são usualmente os que pior funcionam e que mais custos dão ao Estado.
Na verdade muitos destes "liberais" não têm a mínima ideia de como funciona a economia (podem saber muito de direito, gestão, etc.) e não entendem que mecanismos são postos em causa qd se propõe algo para toda a sociedade. O que eles apenas vêem é o seu umbigo, pensam que eles estariam muito melhores se fosse como eles propõe e mais nada se alterasse à sua volta, ou seja que a modificação legislativa só os influenciasse a eles. O que se esquecem é que qq modificação irá mudar os comportamentos da sociedade toda como uma onda de choque e o resultado final, mesmo para o próprio, poderá ser pior.
Finalmente eu gostava de ver blogs realmente liberais e não blogs de uma direita corporativa apropriarem-se do nome, é que dão mau nome a que é liberal e defende a liberdade.
terça-feira, agosto 22, 2006
Tiro a...
... este.
Embora RR seja um brilhante economiste não o devemos hiperbolizar no seu percurso que não é diferente de muitos outros jovens economistas que estudaram na Inglaterra/EUA. De facto nesses países fazer o PhD com menos de 28 anos é quase norma, assim como tb é norma ficarem como professores durante alguns anos numa boa universidade, é a partir daí que se vê se é bom ou não, i.e., no segundo emprego e caso consigo a "tenure track", mas não tenho problema algum em dizer que RR o vai conseguir (a menos que em Portugal se hiper-valorize tanto o homem que no final pense que mais vale voltar para Portugal embolsar um bom salário do que se esforçar para fazer uma boa carreira).
Contudo a ideia do imposto sobre o consumo em vez do rendimento é algo disparatada. As teorias de taxação óptima dizem que se deve cobrar a cada um de acordo com as suas capacidades de gerar rendimento, o problema é que nós não sabemos quais são as reais capacidades de cada um. É um problema em que as características óptimas estão escondidas e portanto a forma de imposto deve ser feita por forma a revelar estas, se é sobre o rendimento ou sobre o consumo é indiferente desde que de facto se cobre sobre a capacidade de gerar riqueza e não sobre a riqueza gerada. Isto porquê, pq se cobro sobre a capacidade de gerar riqueza então o agente tem de necessáriamente gerar essa riqueza, se não o faço ele pode gerar menos riqueza por forma a beneficiar de ganhos fiscais.
Este sim é o verdadeiro "corner stone" do problema.
Finalmente uma incongruênica na forma de pensar de RR:
"Eu posso ganhar mil e gastar cem, e você ganha 200 e gasta os mesmos cem. Temos o memso nível de vida, pois gastamos os dois apenas cem. Então porque é que hei-de ser mais taxado que você? "
"O ponto de referência para medir o nível de vida está no quanto consumo."
Há economistas que calculam que, se substituíssemos um imposto sobre o rendimento por um único imposto sobre o consumo, que permitisse a mesma receita, um país seria 20%, 30%, 40% mais rico."
Calma, se antes digo que o meu nível de vida é medido pelo consumo e o bem estar tb, como posso dizer depois que um país é 20, 30, 40% mais ricos só pq tem mais dinheiro acumulado. Nesta l´gica deverei medir o aumento de bem estar pelo aumento do consumo, não posso justificar o imposto com uma medida (consumo) e os seus resultados com outra (riqueza). Deverei fazer o mesmo com as duas... ...embora acredite que os efeitos pudessem ser esses.
Embora RR seja um brilhante economiste não o devemos hiperbolizar no seu percurso que não é diferente de muitos outros jovens economistas que estudaram na Inglaterra/EUA. De facto nesses países fazer o PhD com menos de 28 anos é quase norma, assim como tb é norma ficarem como professores durante alguns anos numa boa universidade, é a partir daí que se vê se é bom ou não, i.e., no segundo emprego e caso consigo a "tenure track", mas não tenho problema algum em dizer que RR o vai conseguir (a menos que em Portugal se hiper-valorize tanto o homem que no final pense que mais vale voltar para Portugal embolsar um bom salário do que se esforçar para fazer uma boa carreira).
Contudo a ideia do imposto sobre o consumo em vez do rendimento é algo disparatada. As teorias de taxação óptima dizem que se deve cobrar a cada um de acordo com as suas capacidades de gerar rendimento, o problema é que nós não sabemos quais são as reais capacidades de cada um. É um problema em que as características óptimas estão escondidas e portanto a forma de imposto deve ser feita por forma a revelar estas, se é sobre o rendimento ou sobre o consumo é indiferente desde que de facto se cobre sobre a capacidade de gerar riqueza e não sobre a riqueza gerada. Isto porquê, pq se cobro sobre a capacidade de gerar riqueza então o agente tem de necessáriamente gerar essa riqueza, se não o faço ele pode gerar menos riqueza por forma a beneficiar de ganhos fiscais.
Este sim é o verdadeiro "corner stone" do problema.
Finalmente uma incongruênica na forma de pensar de RR:
"Eu posso ganhar mil e gastar cem, e você ganha 200 e gasta os mesmos cem. Temos o memso nível de vida, pois gastamos os dois apenas cem. Então porque é que hei-de ser mais taxado que você? "
"O ponto de referência para medir o nível de vida está no quanto consumo."
Há economistas que calculam que, se substituíssemos um imposto sobre o rendimento por um único imposto sobre o consumo, que permitisse a mesma receita, um país seria 20%, 30%, 40% mais rico."
Calma, se antes digo que o meu nível de vida é medido pelo consumo e o bem estar tb, como posso dizer depois que um país é 20, 30, 40% mais ricos só pq tem mais dinheiro acumulado. Nesta l´gica deverei medir o aumento de bem estar pelo aumento do consumo, não posso justificar o imposto com uma medida (consumo) e os seus resultados com outra (riqueza). Deverei fazer o mesmo com as duas... ...embora acredite que os efeitos pudessem ser esses.
Imposto sucessório...
De uma discussão entre o Insurgente e a Causa Nossa, eis um ponto de vista alternativo:
Ao contrário do que dizem estes dois blogues a existência de um imposto sucessório poderá ser justificada do ponto de vista da eficiência económica e sem nenhuma relação com a justiça social.
Imaginemos que o imposto sobre as heranças seria de 100%. Neste caso todas as pessoas tentariam consumir toda a sua riqueza antes de falecer, e de facto a maioria conseguiria fazê-lo, porque se o momento da morte é incerta do ponto de vista individual, pode-se sempre através de contractos com intermediários financeiros obter um rendimento fixo até à morte em troca da fortuna acumulada (basicamente um PPR). Esse rendimento, obviamente era gasto em consumo.
Isto levaria que entre os idosos se consumisse mais e poupasse menos, contudo tal poderia não significar mais inflação e maiores taxas de juros, porque no outro lado da equação estão todos aqueles que não iriam receber heranças e portanto teriam de poupar mais para a sua velhice, logo consumiriam menos.
Se os dois lados da balança se anulavam ou não, só se saberia com um modelo económico. Mas partiremos agora do pressuposto que sim.
Até agora o que temos:
1 - Os idosos consomem mais;
2 - Os jovens poupam mais;
3 - O Estado quase não arrecada receitas (tirando as heranças deixadas de forma acidental);
E então onde está a eficiência?
Pois bem, se uma pessoa vai obter uma herança ou tem na perspectiva receber uma herança então o rendimento obtido do seu trabalho vai acrescer a esse. Como a utilidade é decrescente por cada unidade de rendimento ganha então mais depressa vai chegar ao ponto em que a unidade de rendimento ganha é menor do que o valor de lazer que se perde (ou seja a variação da utilidade é negativa: Utilidade (+) do Rendimento MENOS desutilidade de (-) lazer).
Assim este agente vai preferir mais lazer e não produz tanto quanto poderia.
Se não receber heranças, então para atingir o mesmo ponto em que não compensa trabalhar vai ter de se esforçar mais do que no caso anterior, levando assim a que a riqueza produzida aumente.
Assim vemos que um imposto de 100% leva a que todos se esforcem mais, trabalhem mais e atinjam o limite das suas capacidades, aumentando a eficiência económica e a riqueza produzida.
Quanto à justiça social neste cenário ela poderia ser tão elevada ou mesmo maior do que no cenário anterior, nada dizemos sobre a distribuição do rendimento.
Ao contrário do que diz um ministro inglês citado n'O Insurgente, o imposto sucessório combate o ócio, a preguiça e incentiva o sentido empre
Ao contrário do que dizem estes dois blogues a existência de um imposto sucessório poderá ser justificada do ponto de vista da eficiência económica e sem nenhuma relação com a justiça social.
Imaginemos que o imposto sobre as heranças seria de 100%. Neste caso todas as pessoas tentariam consumir toda a sua riqueza antes de falecer, e de facto a maioria conseguiria fazê-lo, porque se o momento da morte é incerta do ponto de vista individual, pode-se sempre através de contractos com intermediários financeiros obter um rendimento fixo até à morte em troca da fortuna acumulada (basicamente um PPR). Esse rendimento, obviamente era gasto em consumo.
Isto levaria que entre os idosos se consumisse mais e poupasse menos, contudo tal poderia não significar mais inflação e maiores taxas de juros, porque no outro lado da equação estão todos aqueles que não iriam receber heranças e portanto teriam de poupar mais para a sua velhice, logo consumiriam menos.
Se os dois lados da balança se anulavam ou não, só se saberia com um modelo económico. Mas partiremos agora do pressuposto que sim.
Até agora o que temos:
1 - Os idosos consomem mais;
2 - Os jovens poupam mais;
3 - O Estado quase não arrecada receitas (tirando as heranças deixadas de forma acidental);
E então onde está a eficiência?
Pois bem, se uma pessoa vai obter uma herança ou tem na perspectiva receber uma herança então o rendimento obtido do seu trabalho vai acrescer a esse. Como a utilidade é decrescente por cada unidade de rendimento ganha então mais depressa vai chegar ao ponto em que a unidade de rendimento ganha é menor do que o valor de lazer que se perde (ou seja a variação da utilidade é negativa: Utilidade (+) do Rendimento MENOS desutilidade de (-) lazer).
Assim este agente vai preferir mais lazer e não produz tanto quanto poderia.
Se não receber heranças, então para atingir o mesmo ponto em que não compensa trabalhar vai ter de se esforçar mais do que no caso anterior, levando assim a que a riqueza produzida aumente.
Assim vemos que um imposto de 100% leva a que todos se esforcem mais, trabalhem mais e atinjam o limite das suas capacidades, aumentando a eficiência económica e a riqueza produzida.
Quanto à justiça social neste cenário ela poderia ser tão elevada ou mesmo maior do que no cenário anterior, nada dizemos sobre a distribuição do rendimento.
Ao contrário do que diz um ministro inglês citado n'O Insurgente, o imposto sucessório combate o ócio, a preguiça e incentiva o sentido empre
Europa vs EUA
Vários artigos do DN, aqui vêm colocar na ordem do dia o número de horas de trabalho por pessoa na UE.
De facto quando comparamos a UE e os EUA poderemos dizer que os EUA são uma economia de consumo e a Europa uma economia de lazer. Esta opção, claramente assumida na Europa, está a ser posta em causa considerando a comissão e vários governantes que tem de se flexibilizar o número máximo de horas por forma a manter a competitividade da Europa, contudo esta opção não poderá partir dos governantes mais preocupados com as receitas fiscais e com a comparação numérica do PIB per capita com os EUA mas deverá ser uma opção das pessoas.
Se os Europeus priviligiam o lazer em vez do consumo será que uma mudança legislativa alterará o cenário existente, será que um Europeu aceitará trabalhar a média semanal de um americano (72 horas/semana) e ter o mesmo número de férias (12 dias)? Ou será que para medir o bem estar de uma população deveremos incluir outros items para além do rendimento? De referir que num recente estudo da OCDE em que o diferencial do PIB per capita era compensado pelas horas de lazer alguns países europes tornavam-se mais ricos que os EUA e a maioria deles eliminva o diferencial que existia no PIB per capita.
Assim, como assim, a discussão está na ordem do dia, a questão é se a decisão será dada às pessoas ou se será imposta de cima tornando a Europa um lugar igual aos EUA, ou seja uma sociedade de consumo e não de lazer.
De facto quando comparamos a UE e os EUA poderemos dizer que os EUA são uma economia de consumo e a Europa uma economia de lazer. Esta opção, claramente assumida na Europa, está a ser posta em causa considerando a comissão e vários governantes que tem de se flexibilizar o número máximo de horas por forma a manter a competitividade da Europa, contudo esta opção não poderá partir dos governantes mais preocupados com as receitas fiscais e com a comparação numérica do PIB per capita com os EUA mas deverá ser uma opção das pessoas.
Se os Europeus priviligiam o lazer em vez do consumo será que uma mudança legislativa alterará o cenário existente, será que um Europeu aceitará trabalhar a média semanal de um americano (72 horas/semana) e ter o mesmo número de férias (12 dias)? Ou será que para medir o bem estar de uma população deveremos incluir outros items para além do rendimento? De referir que num recente estudo da OCDE em que o diferencial do PIB per capita era compensado pelas horas de lazer alguns países europes tornavam-se mais ricos que os EUA e a maioria deles eliminva o diferencial que existia no PIB per capita.
Assim, como assim, a discussão está na ordem do dia, a questão é se a decisão será dada às pessoas ou se será imposta de cima tornando a Europa um lugar igual aos EUA, ou seja uma sociedade de consumo e não de lazer.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Mais uma brilhante...
Aqui
Apesar de concordar com grande parte do texto, nomeadamente as convulsões do Islão na adaptação ao progresso esta passagem não deixa de irritar:
"[O Islão]Actualmente sofre debaixo da dolorosa transformação gerada pela modernidade.
Trata-se do mesmo processo que o cristianismo, a mais global de todas, e o judaísmo, a mais resistente, sofreram há 200 anos. Hoje sabemos que ambas sobreviveram, mas o processo foi longo e muito difícil. Aliás, elas foram das poucas que resistiram, pois pelo caminho muitas outras culturas e elementos culturais soçobraram, do animismo ao xamanismo, passando pela aristocracia, monarquia absoluta, e também as lavadeiras, carruagens, chafarizes, perucas empoadas. Hoje é a vez de o islamismo, mas também o budismo e o hinduísmo, passarem pela mesma prova."
A parte em que compara "outras culturas e elementos culturais soçobraram, do ..., passando pela aristocracia, monarquia absoluta" com a religião não faz o mínimo sentido, nomeadamente quando a monarquia absoluta e a aristicracia eram manifestações culturais da sociedade e não elementos culturais per si.
Mas dizer que o o budismo e o hinduísmo tem de passar pela mesma prova que o islamismo?? Pois bem, o que quer dizer é que apenas o Cristianismo e o Judaísmo foram as únicas religiões a adpatarem-se... ...o que não é bem verdade.
Quer o Budismo, quer o hinduismo (postas no texto quase para não ser acusado de que se esqueceu, mas de facto fê-lo) têm-se adaptado ao mundo moderno, tão bem ou melhor do que o Cristianismo. Tbo Xamanismo e o animismo têm sabido manter-se actuais (não no mundo ocidental, onde despareceram, mas em África e na Ásia, realidade que o autor gosta de ignorar).
Apesar de concordar com grande parte do texto, nomeadamente as convulsões do Islão na adaptação ao progresso esta passagem não deixa de irritar:
"[O Islão]Actualmente sofre debaixo da dolorosa transformação gerada pela modernidade.
Trata-se do mesmo processo que o cristianismo, a mais global de todas, e o judaísmo, a mais resistente, sofreram há 200 anos. Hoje sabemos que ambas sobreviveram, mas o processo foi longo e muito difícil. Aliás, elas foram das poucas que resistiram, pois pelo caminho muitas outras culturas e elementos culturais soçobraram, do animismo ao xamanismo, passando pela aristocracia, monarquia absoluta, e também as lavadeiras, carruagens, chafarizes, perucas empoadas. Hoje é a vez de o islamismo, mas também o budismo e o hinduísmo, passarem pela mesma prova."
A parte em que compara "outras culturas e elementos culturais soçobraram, do ..., passando pela aristocracia, monarquia absoluta" com a religião não faz o mínimo sentido, nomeadamente quando a monarquia absoluta e a aristicracia eram manifestações culturais da sociedade e não elementos culturais per si.
Mas dizer que o o budismo e o hinduísmo tem de passar pela mesma prova que o islamismo?? Pois bem, o que quer dizer é que apenas o Cristianismo e o Judaísmo foram as únicas religiões a adpatarem-se... ...o que não é bem verdade.
Quer o Budismo, quer o hinduismo (postas no texto quase para não ser acusado de que se esqueceu, mas de facto fê-lo) têm-se adaptado ao mundo moderno, tão bem ou melhor do que o Cristianismo. Tbo Xamanismo e o animismo têm sabido manter-se actuais (não no mundo ocidental, onde despareceram, mas em África e na Ásia, realidade que o autor gosta de ignorar).
sexta-feira, agosto 18, 2006
Dificuldade para controlar a despesa...
... embora o orçamento classifique a despesa e receita de acordo com um conjubto de critérios, falta um essencial. Uma previsão inicial da repartição das mesmas ao longo do ano, com ajustes mensais quando as medidas planeadas são antecipadas ou adiadas.
Sem essa ferramenta % de execução orçamental mês a mês diz muito pouco e é passível das mais variadas intrepretações.
Enfim...
Sem essa ferramenta % de execução orçamental mês a mês diz muito pouco e é passível das mais variadas intrepretações.
Enfim...
Duas linhas assustadoras....
... para além do crescimento da despesa e do défice, duas linhas nos quadros e anexos do :
Receita efectiva
2005 18 935.6 milhoes de euros 58.0% grau de execução
2006 20 461.5 milhoes de euros 58.3% grau de execução
Despesa efectiva
2005 23 028.0 milhoes de euros 53.5% grau de execução
2006 24 778.9 milhoes de euros 57.3% grau de execução
Ou seja se em termos de recitas o grau de execução orçamental é sensivelmente idêntico nos dois anos, o grau de execução das despesas é em 2006 mais alto do que em 2005.
O gráfico seguinte mostra a percentagem de execução orçamental da receita e despesa dos anos 2005 e 2006 assim como a coluna de uma execução igual e constante todos os meses (o que daria neste momento 50%).
Receita efectiva
2005 18 935.6 milhoes de euros 58.0% grau de execução
2006 20 461.5 milhoes de euros 58.3% grau de execução
Despesa efectiva
2005 23 028.0 milhoes de euros 53.5% grau de execução
2006 24 778.9 milhoes de euros 57.3% grau de execução
Ou seja se em termos de recitas o grau de execução orçamental é sensivelmente idêntico nos dois anos, o grau de execução das despesas é em 2006 mais alto do que em 2005.
O gráfico seguinte mostra a percentagem de execução orçamental da receita e despesa dos anos 2005 e 2006 assim como a coluna de uma execução igual e constante todos os meses (o que daria neste momento 50%).
quarta-feira, agosto 16, 2006
Muito mais interessante para a nossa economia do que...
... (quase) tudo o que se publica nos jornais sobre a nossa economia.
Aqui.
Aqui.
Interessante...
Traduzido daqui;
com base neste artigo aqui
Nos últimos 30 anos, o o preço do tigre esteve fixado em zero, enquanto milhões de dólares forem gastos para o proteger e proibir o comércio que poderia de facto ajudar na conservação da espécie. Apesar da burocracia e dos orçamentos ambientais crescentes, e apesar do proliferação dos conservationistas e das conferências, o tigre está tão perto da extinção agora como no início do projecto tigre, um projecto de conservação suportado em parte pelo WWF, lançado em 1972 e adoptado pelo governo da India um ano mais tarde.
Se nós valorizar-mos verdadeiramente o tigre, teremos uma oportunidade para comprar a via que impossibilitará a extinção que enfrenta agora. O tigre reproduz-se facilmente, mesmo em cativeiro; é dito constantemente pela autoridade central do jardim zoológico aos jardins zoológicos na India para não produzir tigres porque são caros de manter. Na China, que tem aproximadamente 4.000 tigres em cativeiro, a reprodução foi aperfeiçoada. De acordo com funcionários do estado que eu encontrei na China, se fosse dada a liberdade, o país poderia reproduzir 100.000 tigres nos próximos 10 a 15 anos.
Sim, precisamente. Em vez de fixar o preço do tigre em zero e de criar uma oportunidade do lucro para os caçadores furtivos, por que não permitir o negócio de cultivar o tigre? foi desta forma que se evitou a extinção do bisonte no século XIX. Definindo direitos de propriedade sobre os recursos que têm o valor, incluindo os animais selvagens, o aumentar-se-á a probabilidade de evitar a extinção devido a roubar e/ou caça.
Acrescento meu:
É verdade que a extinção do bisonte foi feita dessa forma, contudo outros animais cuja reprodução em cativeiro é díficil foram extintos, ou serão extintos se não houver medidas de protecção adequadas àqueles que habitam os seus habitats naturais.
Assim a proibição de comércio de animais que habitam os seus habtitas naturais é justa, o que se deve fazer é permitir comércio de animais criados em cativeiro.
com base neste artigo aqui
Nos últimos 30 anos, o o preço do tigre esteve fixado em zero, enquanto milhões de dólares forem gastos para o proteger e proibir o comércio que poderia de facto ajudar na conservação da espécie. Apesar da burocracia e dos orçamentos ambientais crescentes, e apesar do proliferação dos conservationistas e das conferências, o tigre está tão perto da extinção agora como no início do projecto tigre, um projecto de conservação suportado em parte pelo WWF, lançado em 1972 e adoptado pelo governo da India um ano mais tarde.
Se nós valorizar-mos verdadeiramente o tigre, teremos uma oportunidade para comprar a via que impossibilitará a extinção que enfrenta agora. O tigre reproduz-se facilmente, mesmo em cativeiro; é dito constantemente pela autoridade central do jardim zoológico aos jardins zoológicos na India para não produzir tigres porque são caros de manter. Na China, que tem aproximadamente 4.000 tigres em cativeiro, a reprodução foi aperfeiçoada. De acordo com funcionários do estado que eu encontrei na China, se fosse dada a liberdade, o país poderia reproduzir 100.000 tigres nos próximos 10 a 15 anos.
Sim, precisamente. Em vez de fixar o preço do tigre em zero e de criar uma oportunidade do lucro para os caçadores furtivos, por que não permitir o negócio de cultivar o tigre? foi desta forma que se evitou a extinção do bisonte no século XIX. Definindo direitos de propriedade sobre os recursos que têm o valor, incluindo os animais selvagens, o aumentar-se-á a probabilidade de evitar a extinção devido a roubar e/ou caça.
Acrescento meu:
É verdade que a extinção do bisonte foi feita dessa forma, contudo outros animais cuja reprodução em cativeiro é díficil foram extintos, ou serão extintos se não houver medidas de protecção adequadas àqueles que habitam os seus habitats naturais.
Assim a proibição de comércio de animais que habitam os seus habtitas naturais é justa, o que se deve fazer é permitir comércio de animais criados em cativeiro.
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