segunda-feira, junho 05, 2006

Continuação...

... deste post aqui.

Vejam hoje no causa nossa um constitucionalista, versado em direito a dar dicas de economia e a atacar os mesmos...

... já agora os boys e amigos que meteu nos diversos organismos do estado (os quadros médios), quanto ganham, e quanto ganham na Europa nas mesmas funções...

... mas disso não fala (mais uma vez a inveja mesquinha a vir ao de cima).

O destabilizador...

Portugal fez uma boa campanha de qualificação para o Mundial. Os jogadores tacticamente e disciplinarmente não deram problemas, mas agora tudo está diferente:
Tacticamente andam perdidos, disciplinarmente de cabeça perdida e aparentemente nada mudou... nada?... quase nada... Existe um novo membro no plantel, um que estave fora da selecção algum tempo mas que DESEJOU regressar.
Este novo membro foi protagonista de uma cotovelada a um jogador do Luxemburgo, mas ninguém viu, nem comentadores, nem impressa,... ...continua a ser um menino bonito, já Cristiano Ronaldo (pressionado pela competição acrescida e sabe-se lá o que terá ouvido desse elemento) está sob observação...
... enfim, um homem que não sabe perder (lembram-se da camisa atirada ao chão nas meis finais contra a França no Euro 2000?), não sabe passar para segundo plano (lembram-se da fita quando foi substituido no Euro 2004, lembram-se dos problemas - cudaddosamente filtrados na imprensa portuguesa - que deu no actual clube pois quando chegou não foi logo titular), e tem de resolver o jogo (deu um penalti, mas perdeu bolas a querer fintar três adversários, pede sempre a bola, agarra-se a ela e acha que é ele que tem de resolver tudo e que é a estrela - tem de se perdoar o comportamento de C. Ronaldo que era estrela sem nada disto, mas que agora ao ver o exemplo percebe que só o será se se comportar como o colega), enfim um homem que não tem ética nos contractos (passagem do Barça para o Real, mas pior foi quando passou do Sprting para o Barça ao assinar simultâneamente com Parma e Juventus), enfim tou a falar de...

quarta-feira, maio 31, 2006

Eu tb quero...

In DN:
"Os cinco partidos com assento parlamentar acordaram ontem alterar a ordem de trabalhos da Assembleia da República, no próximo dia 21 de Junho, de forma a que a discussão plenária não coincida com a hora do jogo Portugal-México, a contar para o Mundial. A decisão, em conferência de líderes foi tomada por consenso, merecendo também a concordância do presidente da AR, Jaime Gama. "

E eu, e os milhões de portugueses que têm de trabalhar a essa hora? É mais um exemplo do que os políticos actuais pedem aos portugueses: sacrifícios para sair da crise? ou para eles continuarem com os bolsos cheias e as regalias intactas?
Já disse uma vez, duas, três e digo outra vez: A classe política portuguesa não tem ética, não tem capacidade de gerir o país. É necessário e urgente a substituição dos partidos do arco governamental por outros, com projectos novos, ambição e sem medo de trabalhar (mesmo que se perca o jogo Portugal-México).

domingo, maio 28, 2006

Quem estudou está sob ataque ou cópia de comment no Lodo do Cais

A popularidade do PS deve-se apenas a uma e só uma coisa: estar a atacar as classes sociais ditas privilegiadas.
A parte da população que nem o 12º ano tem (cerca de 80%) gosta de ver médicos, juristas, professores, executivos, farmacêuticos, etc. a serem atacados. Essa população que por uma razão ou outra desitiram da escola ( não me venham dizer que era por não terem oportunidades, pois tive na faculdade muitos colegas cujas famílias eram bem pobres e passaram muitos sacrifícios) tem um ódio a quem se sacrificou para obter mais qualificações - basta ver o tratamento dual dado aos médicos, de senhor doutor pela frente a filho da p+++ que vai a congressos pagos por nós por de trás.
Veja-se o recente exemplo da dar aos pais a avaliação de professores, claro que muitos em Coimbra, Lisboa e Porto, assim como noutros centros urbanos têm qualificação para tal, mas nas vilas, nas aldeias, no Portugal dos 80% que qualificação tem um pai com o 9º ano (e seria bom que o tivesse) para avaliar os professores???
A reforma da seg. social foi vendida tb ela como um ataque a quem ganha mais (como se essas pessoas fossem culpadas de terem o mérito e a capacidade de tal), logo muito popular, até porque a classe de fracos rendimentos após a reforma continua muitas vezes a trabalhar logo a reforma da seg. social quase não os afecta.

E é isto que o PS está a fazer com consequências graves para o futuro do país. Atacando quem ao longo da vida se esforça para obter qualificações dá o sinal de que estas de pouco valem, pois serão esses que pagarão a crise dos outros.
Não se admirem, pois, se o abandono escolar daqui a cinco anos aumentar, se o nível médio das qualificações descer.
Claro que para o PSD é qq outro é difícil dizer alto e bem som que os culpados da crise são os que não estudaram, não só representam 80% dos votos como são os mais pobres, mas de facto os culpados da crise portuguesa são todos aqueles entre os 16 e os 35 anos (tinham 15 em 1986) que não estudaram, preferiram abandonar a escola, seriam esses os que tb deviam ser penalizados, pois quem usou o sistema educativo sem tirar nenhuma qualificação desperdiçando os recursos do estado deveria ser sujeito a uma penalidade (mais 2% no IRS por exemplo). Mas como fazer esta oposição a um PS que tb ele odeia quem tem qualificações???
Veja-se Sócrates com um bacharel num politécnico e curso numa privada, quase por obrigação familiar e partidária, agora Seguro (nº 2???) tb ele licenciado por obrigação partidária. Estes são aqueles que tiram o curso para ter o eng. ou dr. atrás do nome mas dizem que nada aprenderam na escola, logo não é de admirar que o discurso passe bem.

sexta-feira, maio 26, 2006

É inaceitável...

In Público:

Litro de gasóleo vai ter cinco por cento de biodiesel
26.05.2006 - 15h21 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que, a partir de Junho, cada litro de gasóleo vai passar a incorporar cinco por cento de biodiesel, uma medida prevista na legislação da União Europeia e que pretende defender o ambiente.
Em declarações aos jornalistas, no final do debate mensal na Assembleia da República, José Sócrates referiu que a medida do Governo está enquadrada "na legislação da União Europeia", que visa "incentivar a utilização deste combustível" e "proteger o ambiente".

E é inaceitével porquê, se o biodiesel reduz as emissões poluentes, se é renovável, se, no fim de contas é bom para o ambiente?... ...porque na verdade é MAIS CARO que o Diesel convencional (se não já todos tinham mudado). Adicionar 5% de biodiesel no combustível significará aumentar o preço do gasóleo.
Então como fazer para promover o ambientalismo sem ser às custas do cidadão? Na verdade um meio ambiente mais limpo implica menos gastos do estado na limpeza do mesmo (no caso do diesel, menos limpezas a monumentos, casas, edifícios e melhor ar para todos e menos gastos de saúde), assim a medida correcta seria dar uma redução fiscal no Imposto sobre produtos petrolíferos na mistura diesel + biodiesel por forma a ser mais competitiva, mas não, o governo opta pela má solução: OBRIGAR.

Eu quero ser LIVRE de escolher (embora escolhesse o biodiesel).

terça-feira, maio 23, 2006

Previsão da OCDE

Aqui

Pior do que a previsão de um crescimento de 0.7% do PIB para o ano corrente é a previsão do défice público para 2006 e 2007: 5% e 4.5% respectivamente. Ou seja começam a falhar as metas propostas, nomeadamente os 4.8% para o ano corrente.

Interessante é tb o parágrafo introdutório:

The high level of the fiscal deficit means that it is crucial to sustain on-going consolidation efforts. Besides tax increases and current measures to control the public sector wage bill in the short term, decisive action should continue to better control primary spending. Further efforts to raise
Portugal’s human capital, modernise the economy and increase competition are essential for a return to sustained economic growth.

Ou seja, mais importante do que aumentar impostos ou reduzir salários, seria importante diminuir outras despesas. Além de que tem de haver mais esforço para aumentar o capital humano da população (educação). Será que se conseguirá melhor educação pagando menos a quem educa?

sexta-feira, maio 12, 2006

O caso dos selos...

...não é a primeira vez que um caso como o dos selos acontece. No mundo financeiro várias empresas que prometem rentabilidades elevadas têm ido à falência levando à perda da poupança dos investidores que nelas acreditavam, apesar de no início o negócio parecer de confiança e, de factom rentável. E isto porquê? Será que no início era tudo um engodo? A resposta É invariavelmente , não. No início tudo funciona como deve ser, os títulos vendem-se, os investimentos fazm-se e as rentabilidades esperadas atingem-se... ...o pior vem depois, quando o sucesso é notório o número de agentes que querem investir aumenta exponencialmente e a fórmula do sucesso inicial não está preparada para alimentar rentabilidades elevadas para um tal volume de capital. Vejamos o caso dos selos, inicialmente a empresa investia em selos e estes valorizavam, contudo o aumento da procura que a empresa criou no mercado não alterou os preços e portanto tudo corria como deve ser. Quando a fórmula começou a atrair mais e mais investidores as necessidades de investimento em selos cresceram exponencialmente, como a oferta de selos é inelástica o aumento de preços destes no mercado começou a subir exponencialmente. Nesta altura a empresa estava a influir na subida do preço dos mesmos, era óbvio que mais tarde ou mais cedo o influxo de capitais parava e, portanto, a bolha especulativa iria rebentar. Quando foss necessário realizar liquidez não haveria compradores no mercado e o preço dos activos (selos) iria cair, uma vez que o grande comprador que tinha feito subir os preços tinha desaparecido e tornado-se grande vendedor. Assim as rentabilidades prometidas não eram alcançadas e a empresa falia.
Todo e qualquer investimento em activos de risco que prometam rentabilidades elevadas certas têm dentro de si a fórmula de fracasso, pois acabam por criar bolhas que rebentam. É certo que no longo prazo a rentabilidade até pode ser de 6%/ano, mas não se pode prometer atingir esta SEMPRE. Fazê-lo leva a que a mais pequena estagnação pontual do mercado leve à falência do mesmo.
Assim para futuros investidores o conselhoe é: vejam qual o activo que estão a comprar, se as taxas de rentabilidade dadas são elevadas tenham como certo riscos elevados, i.e., preparem-se para anos de grande cresicmento e anos de perdas e se vos oferecem rentabilidades elevadas como certas nem que seja num prazo fixo (5 ou 10 anos) sem risco e a todos os que quiserem entrar, então algo tem forçosamente de estar errado, pois quem gere a carteira não pode garantir que no dia de vencimento desta não tenha havido um crash nos preços cuja alta anterior ele próprio tenha alimentado. Os fundos de investimento fechados* (quantidade de capital a investir fixo à partida) são mais confiáveis pq não alimentam bolhas contudo são mais iliquidos, i.e., mais dificeis de vender. Neste caso vejam se estão cotados em bolsa ou preparem-se para ficar com o capital parado durante muito tempo.

*Atenção fechados de facto - i.e. o investidor não lança séries sucessivas de fundos fechados com a mesma fórmula, nesse caso o prorblema mantém-se.

quinta-feira, maio 11, 2006

Ministro das Finanças, a ignorância compensa...

... relativamente à questão dos títulos filatélicos, o nosso querido (gosto de dizer querido, antes de criticar, dá um ar familiar à coisa...) ministro diz que fica à espera dos relatórios e fiscalização do BP e da CMVM. Bem, aqui está o problema, nenhuma destas duas instituições tem competência para fiscalizar a instituição, facto apontado pelo governador do Banco de Portugal. O ministro revelou uma falta de CONHECIMENTO (e foi ele Presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ) da lei portuguesa e sobretudo de uma lei directamente relacionada com o SEU ministério. Ora, num país em que a opinião pública exigisse dos seus governantes um mínimo de competência este ministro seria demitido, mas em Portugal não, corrigirá o tiro e continuará como se nada tivesse acontecido. Contudo, fiquei com uma questão: Quantas leis o nosso querido ministro desconhece e age como se as conhecesse?
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?

* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ministro das Finanças, a ignorância compensa...

... relativamente à questão dos títulos filatélicos, o nosso querido (gosto de dizer querido, antes de criticar, dá um ar familiar à coisa...) ministro diz que fica à espera dos relatórios e fiscalização do BP e da CMVM. Bem, aqui está o problema, nenhuma destas duas instituições tem competência para fiscalizar a instituição, facto apontado pelo governador do Banco de Portugal. O ministro revelou uma falta de CONHECIMENTO (e foi ele Presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ) da lei portuguesa e sobretudo de uma lei directamente relacionada com o SEU ministério. Ora, num país em que a opinião pública exigisse dos seus governantes um mínimo de competência este ministro seria demitido, mas em Portugal não, corrigirá o tiro e continuará como se nada tivesse acontecido. Contudo, fiquei com uma questão: Quantas leis o nosso querido ministro desconhece e age como se as conhecesse?
Eu fiquei com medo do que o querido ministro pode fazer no futuro e do que fez no passado, quando era presidente da CMVM*. E vós, confiam?

* De realçar que os títulos filatélicos foram postos à venda em Portugal era este querido ministro desde Março 2000 a Julho de 2005, presidente do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

segunda-feira, maio 08, 2006

Rever política de imigração...

Tirado do DN:
"O envelhecimento da população poderá fazer de Portugal o país em toda a União Europeia com um nível de riqueza por pessoa mais baixo em 2050, apenas conseguindo igualar a Grécia, e sendo ultrapassado por todos os países do alargamento. A projecção é realizada num estudo sobre o impacto ..."

Mas o estudo é apenas baseado numa projecção demográfica baseado nos dados actuais, logo um crescimento da população activa poderá resolver o problema, mas...
... um aumento da natalidade agora terá consequências imediatas de piorar a situação. Se pensarmos que durante os próxmos anos vamos aumentar a taxa de natalidade só daqui a 20 anos a primeira corte chega à idade activa. Assim haverá uma época transitória em que o número de pessoas em idade activa será muito reduzido quando comparado com os idosos e jovens. Só daqui a 40 anos é que esse grupo terá um aumento relativo. Assim, embora necessário, o problema do crescimento para a geração actual não pode passar por aí, embora devamos criar as condições para que o problema não perdure para sempre, assim, como aumentar a população activa durante essa fase?

1 ...imigração, vamos ter que recorrer a imigrantes e deixar-mos de ser uma sociedade monocultural. Termos de aceitar asiáticos, árabes e sul americanos na nossa sociedade, de preferência com um nível de qualificação médio ou elevado. É válido para toda a Europa e mais para Portugal, só assim poderemos ultrapassar a prevísivel recessão. E contudo, não nos podemos esquecer que não é trazê-los e colocá-los num guetto mas sim integrá-los, torná-los portugueses por forma a que as tensões sociais não se tornem um problema no futuro, não como fez a França.

2 ...aumento da produtividade através da qualificação. Apesar de não ter efeitos negativos a curto prazo demorará o seu tempo e será que o temos?

quarta-feira, maio 03, 2006

Tiros aos jornais portugueses... ...menos ao Público.

... às vezes o hábito faz-me reparar em coisas interessantes.
Estava eu a consultar o site do NY Times e decidi carregar no linh para CIÊNCIA, por acaso a seguir fui ao The Economist e fiz o mesmo (sim ,sou subscritor).
Como tb gosto do meu país fui ver o DN e acto contínuo cria clicar no mesmo link (ciência) e, NÃO HÁ. Fui ao JN e não há a secção. Fui ao Público e por acaso há uma secção de ciência, embora lá no fim, e não com um canal dedicado.
Comecei a indagar, por esse mundo fora no corriere della sera a dita ligação existe, no Repubblica tb, no El Pais idem aspas, aspas, no Le Monde também. Eu sei que a amostra é reduzida, mas todos os jornais de referência por esse mundo desenvolvido têm uma secção dedicada em exclusivo à CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Em Portugal só o Público (na edição em papel do Expresso tb não me lembro de ver tal coisas). Ora um choque tecnológico tb tem que passar pelos media, que incentivem o gosto pela ciência e este gosto quer se queira quer não passa pela divulgação da mesma. Um facto curioso é que em Portugal todos têm uma secção dedicada ao lazer, boa vida, ou seja à arte de GASTAR.

domingo, abril 30, 2006

Sobre anti-vírus e vírus...

... há coisas que gostava de ver investigadas em mais detalhe, nomeadamente os autores e criadores dos vírus informáticos, porque de facto as companhias que vendem anti-vírus e actualizações anuais, baseiam toda a sua actividade no facto de estarem sempre a surgir novas variantes e mutações.
Mas, estes vírus não são bichos que aparecem por aí mas criaçõs humanas, logo alguém os deve criar e lançar na net para atacar computadores, telemóveis e qq dia automóveis, electrodomésticos, etc.
Tirando um ou outro caso em que um vírus se espalha pela net infectando milhões de computadores e para os quais as companhias anti-vírus não produziram uma vacina em tempo record (demoraram um ou dois dias), os autores de todos os outros que não causam grande incómodo devido a vacinas que aparecem em menos de cinco minutos ficam impunes, ou será que quem cria a vacina conhece o vírus tão bem porque...

Copiada do "Politicopata" - só para provar que o site não é à prova de cópias



José Alberto Coelho said...
Hoje na sede nacional do PSD, pelas 18:00 a tua presença é importante.Aparece, juntos vamos voltar a dar a palavra aos militantes.

E diz o Politicopata: E mai nada... Vamo lá a dáre vitamina C à laranjinha...

Zé Beto!
Zé Beto!
Zé Beto!
Zé Beto!


blog além

Causa nossa com propostas...

... uma concocrdo: a portgem da AE de Cascais e da ponte 25 de Abril;

... mas a outra: aumento das propinas no ensino superior público, não. Não é uma discordar completo mas relativo porque a ideia do aumento será para fazer os que podem pagar subsidiar os que não podem. Contudo com o sistema fiscal que temos, a fuga generalizada aos impostos, de facto será apenas mais um imposto sobre uma classe média, trabalhadora por conta de outrém que já paga muitos impostos. Não me parece que seja a forma sensata de levar mais pessoas ao ensino superior, aliás, países como a Suécia vêem o aluno, não como o filho de alguém mas como um adulto sem rendimentos, concedendo-lhes um empréstimo para estudar (que depois pagam ao longo da vida). Aumentar as propinas é afastar mais pessoas da classe média do ensino superior, é manter os jovens amarrados à ajuda dos pais e impedir uma das fornmações que a universidade tb deve dar: independência.

É intolerável que em Portugal com a carga fiscal enorme o Estado continue a orientar-se por uma lógica de ajuda familiar para atribuir subsídios: se os teus pais ganham mais ou menos, se o filho/a ganha mais ou menos então não levas subsídio ... ... mas a lógica de um estado social não era substituir a lógica de ajuda intra-familiar pela ajuda comunitária? Pelos vistos em Portugal não... ... é pena que aqueles que são da classe média não só tenham que ajudar familiares mais desafortunados como pagar impostos sabe-se lá para quê... ...para reduzir a pobreza em Portugal é que não é...

sexta-feira, abril 28, 2006

Fiscalidades que não percebo...

Tirado da Automotor:
"Dotado de um novo posicionamento comercial, o novo Hyundai Santa Fe, que aposta num visual mais elegante, apresenta um inovador conceito face ao modelo antecessor. Designado 7Wagon, situa-se a meio caminho entre uma espaçosa carrinha e um monovolume compacto, embalado por um visual estilo SUV. A lotação máxima de sete lugares (todas as versões) permitiu com que fosse homologado como monovolume (o peso e as dimensões assim o definiram), residindo aqui o segredo dos seus preços competitivos, uma vez que beneficia de uma redução de 40% no Imposto Automóvel (a versão 4x4 pagará 100%). "

Poruqe é que o mesmo corro com 2 rodas motorizes paga 40% do IA e com 4 paga 100%? Não é o mesmo carro? 4 rodas motorizes não são mais seguras em condições de chuva e piso degradado?
Enfim... ...como a redução do IA foi feita para os carros produzidos em Palmela, pode ser que para o ano a redução seja em cabrios desportivos...

quinta-feira, abril 27, 2006

A Espanha como destino...

... ao contrário de Portugal a Espanha tem tido um assinálavel crescimento económico ao passo que Portugal tem estagnado. Até á pouco dizia-se que eles tinham um desemprego enorme comparado com o nosso, mas até quando será superior:

Desemprego em Espanha Fev2006: 8.7 (um ano antes 9.9)
Desemprego em Portugal Q42005: 8.0 (um ano antes 7.1)

Parece que o destino dos portugueses será Espanha, sobretudo dos mais qualificados, deixando Portugal mais pobre, mas a culpa será dos que ficam...

Uma ideia de Denver...

...THE step is small, but a revolutionary principle lies behind it. Since the beginning of the year, Denver's school district has been running a new salary system, ProComp, which is implicitly based on a simple notion: that some teachers do their job better than others, and should be paid for it.... in The Economist.

Claro que o sistema implica impostos mais altos (aumento de 25% nos impostos imobiliários), porque não há volta a dar: para obter melhores resultados paga-se de acordo com os resultados e, evidentemente, os resultados de facto melhoram e a despesa aumenta.
É a mesma ideia que o ministro da saúde quer implementar, mas com um senão: baixar salários e melhorar resultados, é óbvio que não resulta... ... ou faz um ou faz o outro, querer obter tudo é o primeiro passo para obter nada....

Vale a pena....

.... ter uma das cargas fiscais mais altas da Europa, ter um esforço fiscal dos que mais cresceu nos últimos anos, ter um défice de 6% se o Estado Português é dos que menos combate a desigualdade na Europa? (Ver aqui)

A segunda pergunta é se o orçamento não é para combater a pobreza é para quê? De lembrar que muitas das classes consideradas priviligiadas (médicos, professores, advogados, jornalistas, ...) ganhariam o mesmo - se não mesmo mais - num sistema de mercado, logo ou Estado limita-se a replicar a desigualdade na sociedade com os prejuízos das distorções que cria, ou de facto transfere parte para uma clientela partidária. Era curioso saber qual o rendimento médio de um filiado no PS ou PSD e compara com o da população em geral controlando pelo nível de educação... ...que tal o INE tentar fazer esses esutdo?

quarta-feira, abril 26, 2006

Tiros de metralha ao causa nossa...

Professor Doutor V. M. pde ser um grande jurista, um grande sabedor das leis, o problema é pensar que sabe da economia - aliás mal generalizado instalado entre juristas e advogados.
Tem, assim, apresentado no seu blog medidads de combate ao défice. Vejamos:

1ª medida: estabelecer um limite máximo para as novas pensões de reforma.
Diz que é iníquo receber pensões acima dos 5.000 e muitos não desocontaram para tal. Deveria sim considerar que as pensões auferidas deveriam ser proporcionais aos descontos (independentemente do montante) de toda a vida. Assim não sendo estará apenas a aumentar a carga fiscal sobre quem mais ganha o que levará a que muitas empresas desloquem as sedes para Madrid, pois aí os gestores de topo terão uma fiscalidade mais favrável. E com as sedes vão inúmeros empregos m«enos bem remunerados: telefonistas, secretárias, recepcionistas, agentes de limpeza, ... ... claro que está certo combate o défice aumentando de facto a carga fiscal.

2ª medida: eliminar, ou reduzir drasticamente, as deduções fiscais para despesas de educação e de saúde, salvo nos casos em que os correspondentes sistemas públicos não proporcionam os respectivos serviços em condições aceitáveis.
Claro que até posso concordar, mas ter aulas de inglês numa escola especializada é despesa ou não... ...a propina do ens. superior é despesa aceitável? Na verdade isto abre o caminho para menos educação no geral (menos livros, menos qualificação...). Corte na despesa, os seus netos a sentirão no crescimento económico...

3ª medida: Concordo mas foi o PS que as criou...

4ª medida: Concordo...

5ª medida: Acabar com os hospitais militares e demais instituições militares que deixaram de ter a justificação que tinham. Ao menos vá mais longe e acabe com os militares. Tb concordo.

6ª medida: Municipalizar os transportes públicos urbanos da área de Lisboa e do Porto e transferir para os municípios beneficiários dos mesmos - mas isto é o estado a gastar por A ou pr B, o efeito líquido é ZERO.

7ª medida: Jornalistas e advogados??? E então os amigos que coloca a ganhar do Estado, sem concursom, sem nada. Na verdade esses subsídios fazem parte do salário, o que quer é cortar nos salários, o nome das diversas componentes é indiferente...

terça-feira, abril 18, 2006

Maus sinais vindos da execução orçamental...

.. e vou falar da DESPESA.

in DN
«De acordo com o Boletim de Execução Orçamental de Março divulgado ontem ao fim da tarde pelo Ministério das Finanças, a taxa de execução da despesa total realizada no subsector Estado foi de 22,1%, um valor que fica abaixo dos 25% que, se todos os trimestres fossem iguais em termos de despesa, corresponderiam aos primeiros três meses do ano».

Contudo nem todos os trimestres são iguais, desde logo pq os portugueses recebem os salários em 14 fatias. 3 no primeiro , 4 no segundo , 3 no terceiro e 4 no quarto trimestre.
3/14 são 0.2142. Esta é a percentagem anual aproximada da despesa do estado em salários no primeiro trimestre e pecará por estar sobreavaliada pois ao longo do ano as promoções (por mérito pq as outras estão congeladas) vão aumentando o valor da despesa.
Além disso os reembolsos a ser feitos em Junho, o lançamento de obras de conservação que são feitas na Primavera e Verão leva a que as despesas do estado usualmente aumentem durante o ano. Estar tão perto dos 25%, acima da percentagem em gastos salariais no primeiro trimestre se estes fossem constantes ao longo do ano é um MAU sinal, SINAL DE DERRAPAGEM?

Parece qe sim, porque o importante é comparar anos consecutivos e, no mesmo artigo:
"...a despesa cresceu 5,6% face a igual período do ano passado, sendo o resultado ainda mais preocupante ao nível da despesa corrente primária (6,7%)... ".

O que levanta outra questão: Sabendo que os salários da administração pública cresceram 1.5% (os mais baixos acima disso, digamos uma média de 2% e já é alta), que a inflação homóloga é de 3,1% (os preços em Março deste ano são 3.1% mais caros do que em Março do ano passado) a pergunta que fica relativa à despesa primária é onde se gastaram os outros 3%-4% de aumento?

Será que a contenção é para todos?

Quanto às receitas nem vou falar...