terça-feira, janeiro 31, 2006

Os fantasmas estão de volta....



O nosso querido «investigador» do Instituto Universitário Europeu (que continuo a não encotrar na página da referida instituição) brinda-nos hoje no Diário Económico com mais uma bela prosa.

Começa por mais uma análise às consequências da vitória de Cavco, nada de novo, já tudo o que ele diz tinha sido dito aqui e aqui, .. realmete a frase:
«terá a tentação de tutelar o seu espaço político. Ora, como experiências simétricas o demonstraram, nenhuma direcção partidária gosta de ser tutelada desde Belém e, principalmente, é difícil que, na oposição, se sobreviva a essa tutela» é bonita mas nada acrescenta de novo.

Depois começam os disparates:
«de Cavaco Silva pode representar, a esse propósito, uma mistura do pior do eanismo (a desconfiança face aos partidos) com o pior do soarismo (a tutela do seu espaço político).»
Desconfiar dos partidos é pecado, só se for para ele pq assim não pode simplesmente dizer-se democraticamente superior porque pertence a um partido e quanto ao pior do soarismo (olha tinha coisas más, não parecia aqui) é tutelar o espaço político, pois como novo pato-bravo quer afirmar-se face aos outros e subir rapidamente na boa tradição aparelhistica dos partidos.

Depois diz «A soma do resultado de Cavaco Silva com o de Manuel Alegre sublinha também o mal-estar face aos partidos», mas meu caro senhor a maior parte das pessoas que votaram no Cavaco era de centro-direita/direita, votaram no candidato que o partido indicou.

a seguir: «efeito carruagem, produzido pela deslocação de votos do centro-esquerda nas últimas legislativas para o centro-direita agora», mas qual efeito carruagem? Cavaco teve os 50% que costuma ter, sem ele o PSD vale menos 10%, ou não parendeu nada das vitórias autárquicas do PS com Sampaio e a derrota nas legislativas...

aqui:
«o divórcio entre sociedade e políticos. Muitas das vezes, esse divórcio ocorre pelas piores razões»
insinua que todo o independente é populista demagógico.

aqui:«PS. Dando sequência a longos meses em que geriu a questão presidencial, literalmente, com os pés» é verdade, mas não foi ele que depois d tudo o que o PS fez cria um blog de defesa de um candidato, mas reparem que nunca assumiu em todo a crónica qq responsbilidade.

a seguir:« o PS incorre nos erros do passado. Fingir que nada se passou, é a pior das opções», mas o que é qie ele propõe, uma purga no PS ou um olhar para a sociedade civil? Diz que tem de intrepretar, sim tá bem, mas PROPOSTAS EM CONCRETO? ZERO.

e finalmente: «viver o regresso do PRD. Hoje, como então, nada de bom daí resultará» , pois meu caro só falta o fantasma, quando o lugar no partido está em causa lá vêm com os papões, da última vez o história do papão deu no que deu... ...e como conciliar isto com a frase anterior «Se em nada mudarem, no médio prazo, quer PSD, quer PS serão inevitavelmente vítimas deste caldo cultural», pressupõe-se refundação ou substituição dos partidos, mas porque é que isso haveria de ser mau? Só para os que estão agora instalados nas cadeiras, não?

Recomeçar a construir os alicerces de nova crise...

No últimos meses/semanas têm vindo à luz do dia um número incontável de investimento directo estrangeiro em Portugal. É o IKEA, é a Iberdrola, é a Microsoft, é a manutenção da Auto-Europa.
Parece ser uma obra milagrosa o que o actual governo está a fazer, pois após alguns anos de desinvestimento estrangeiro em Portugal parece que eles estão a regressar, a questão que se coloca é o porquê. Porquè o desinvestimento primeiro , porquê o investimento agora.

O desinvestimento teve a ver com a deslocalização para o leste Europeu de muitas fábricas (e tb para o sudeste asiático). Estes países afereciam várias vantagens:
- Mais perto dos grandes centros consumidores;
- Maior flexibilização laboral e menos impostos:
- Maior qualificação da população
- Menores salários.

Isso levou a que o leste tivesse vindo a crescer a taxas de 4%, fazendo com que a Rep. Checa e Eslovénia nos ultrapassassem (e não longe se prefigura a ultrapassagem da Hungria, Eslováquia, ...)

Mas o que mudou para eles regressarem a Portugal?
Se repararmos bem todos os investimentos são fábricas de montagem ou fabrico industrial de baixa complexidade, nenhuma vem para aqui montar um centro de investigação, de pesquisa ou de design. Então o que se passou mesmo:
Com o crescimento de Leste os salários tornaram-se mais altos, é verdade que um eng. Checo ganha menos do que um eng. alemão, mas já ganha mais que um operário qualificado alemão.
A maior qualificação da população referida anteriormente tem indo a fazer com que nesses países da montagem e fabrico as empresas tenham começado a deslocar para aí os centros de desenvolvimento de produto, assim como as operações de produção que requerem maior qualificação. Esta deslocalização está a deixar as anteriores unidades baseadas em mão de obra barata com dificuldades em arranjar trabalhadores a baixo preço e daí que tèm de mudar de país. E mudar para onde:
- Com a eleição da direita nacionalista na Polónia este país apresenta demasiada instabilidade económica para arriscar novos projectos,
- A Roménia e a Bulgária começam a ver a sua adesão à UE adiada,
- Portugal (com alguma liberalização do mercado laboral) e (com apoios e incentivos fiscais para concorrer com as vantagens oferecidas a leste) mantém-se como um país com uma mão-de-obra pouco qualificada e com baixos níveis de remuneração. É essa mão de obra a necessária para processos de montagem ou de fabrico de baixa complexidade, e são os baixos custos que as empresas estrangeiras procuram.

É assim com um misto de apoios, flexibilização laboral e manutenção da biaxa qualificação da mão-de-obra portuguesa que o investimento volta a afluir a Portugal. A questão é até quando. Duas hipóteses se prefiguram:
- ou aumentamos a qualificação da população portuguesa para, como no leste fazer-mos a transição destas industrias para as que requerem maior grau de qualificação;
- ou esperamos. Esperamos que Roménia, Bulgaria e Turquia entrem na UE. Então vamos ver quantas empresas é que ficam. Poderá bem acontecer de novo o desinvestimento dos finais da década de 90 e iníicio de séc. e voltarmos a uma nova crise. É tempo de aprendermos que não podemos ficar sentados a pensar que com este investimentos somos ricos outra vez...

Isto é ridículo...

Comunicado do Conselho de Ministros de 12 de Maio de 2005:

«
...
Com esta Resolução, o Conselho de Ministros procedeu à nomeação dos novos membros dos seguintes Conselhos Directivos:

....ICEP-Portugal: Mestre J... (presidente),...´

INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial): Mestre ... »

Já sabia que em Portugal o título académico está acime de tudo, mas mesmo em nomeações oficiais nomeia-se o Dr. XXXX, o Prof. Dr. XXXX, o Dr. XXXX e agora o grau menos usado de todos o MESTRE, ninguém no seu perfeito juízo o utiliza, mas enfim...

Pois bem, como penso que ninguém está registado com o nome de Mestre JXXXX, ou mesmo Dr. XXXX, julgo que todas as nomeações são de pessoas inexistentes logo todos os organismos oficiais estão sem directores, gestores e afins....

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Pensamentos...

Pensamento 1:
Com Bush no poder...
...a Coreia do Norte acelerou o seu programa nuclear.
...o Irão elegeu um fundamentalista como Presidente e acelerou o seu programa nuclear.
...a Palestina deu a vitória ao Hamas.

Pensamento 2:
A invasão do Iraque e a sua democratização serviriam para espalhar a democracia no médio oriente:
...democracia que elegeu um fundamentalista como presidente do Irão.
...democracia que deu a vitória ao Hamas na Palestina.
...será o Libano a próxima vitima desta democratização?

Visão Lisboa-cêntrica...

Cadilhe afirma que para a reconversão das pessoas era: ...quem opta por este caminho criar a sua empresa, regressar à terra de origem ...

assim não vamos lá, o país não é só Lisboa.

Para reflectir...

As Beiras
29-01-2006

Presidente do BCE denuncia fluxo “anormal” de capital


O presidente do Banco Central Europeu (BCE) considerou “anormal” o actual fluxo de financiamento dos países de economias emergentes para os países desenvolvidos.
“É anormal que haja um fluxo de capital tão grande dos países em desenvolvimento para os desenvolvidos”, disse Trichet no Fórum Económico Mundial, que terminou ontem em Davos (Suiça).

Incompreensível...

A par com a educação, a mobilidade é um dos factores fundamentais do desenvolvimento de um país. Não é por acaso que a Rep. Checa nos ultrapassou, não só em educação mas tb em densidade ferroviária é um dos países mais bem preparados da Europa.
É por isso que este blog é a favor do TGV, porque se os custos são altos, pq se calhar não é rentável, a sua ausência implicará custos muito maiores para Portugal ao afastar-nos do centro da Europa e tornar-nos, ainda, mais periféricos.
Assim sendo, isto:
«...sinais – mesmo antes do encontro - que confirmam a intenção do Governo de não cumprir, nem para já, nem num futuro próximo, não só o projecto do MLM, mas também a implantação do eléctrico rápido no percurso urbano. » , Diário Coimbra, 30/01/06;
é incompreensível... ...porque se mantém um sistema de transporte sub-urbano antiquado que não responde às necessidades das populações (e ainda pior quando pensamos nos concelhos da margem sul do Mondego), de mobilidade e rapidez.

Nota: Aqui há tempos um sub-secretário queria colocar portagens para se entrar com os carros nos centros urbanos, embora a medida seja de aplaudir tem-se de dar às pessoas alternativas (que estão a ser negadas) ou então será apenas mais um imposto, não reduz a poluição, não reduz o tráfego mas aumenta as receitas fiscais - parece que é este último o objectivo dessa medida.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Sei que não é em Portugal porque não participámos na II Guerra Mundial...

... mas por Lisboa passaram muitos que conseguiram fugir ao terror nazi, só para lembrar que hoje é, em alguns países da Europa (Alemanha, Reino Unido, Itália,...) o Dia da Memória coincidindo com a data da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Não há dia da memória em Portugal, mas em memória de todos os que morreram em operações de limpeza étnica (na Alemanha Nazi, no Kosovo, no Ruanda,...) peço que pensem 1 minuto o que poderão fazer para que novos genocídios não voltem a acontecer no mundo.
Dia da memória :

Reino Unido
;
Itália
Alemanha - ZDF

LER ISTO

Simplificação ou subida do IRS encapotada...

In Público:
...O Ministério das Finanças quer acabar, até ao final da legislatura, com as declarações anuais de IRS feitas pelos contribuintes, no âmbito das medidas de simplificação administrativa e tributária em curso. A informação recebida pela administração fiscal das entidades patronais e das entidades bancárias será suficiente para efectuar a declaração de cada contribuinte...

ou seja cruzando os dados do que recebo mais os dados bancários vão saber qual o meu IRS, mas... ...e as deduções?
É óbvio que os dados bancários vão servir para proteger os interesses dos bancos, i.e., deduções de seguros, de PPR, de poupanças-habitação, mas...

... e as deduções de educação?,
... e as deduções de saúde?,
...como é? Vou ter de informar a entidade patronal dos meus gastos (e se eu um empregado não quiser dizer que é HIV positivo - tá na lei a confidencialidade dos testes - vai ter da dizer ao patão os gastos em medicamentos para tal?).

Como é, ou será que acabam todas as deduções não bancárias (aumento de impostos encapotado).

Adenda in diário digital: ..O contribuinte irá receber a declaração via-Internet já preenchida, tendo apenas que confirmar a declaração ou proceder às respectivas correcções... ..ou seja colocar a carroça à frente dos bois. Quantos portugueses não têm internet? Quantos portugueses não sabem trabalhar com um computador? E são usualmente os mais pobres, assim sendo são estes que mais irão sofrer...

... não me intrepretem mal, concordo com a desburocratização do estado e simplificação da relação com o contribuinte. A internet pode ser usada para tal, mas as medidas têm de ser pensadas no contexto da nação e não sei se as pessoas estão preparadas para um tal passo.

Depois de tanta coisa não fizeram este post.




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quinta-feira, janeiro 26, 2006

Qual é o país em que...

O nome do PM é José Carvalho Pinto de Sousa?

Pista: Daqui a uns meses o será o país do Sousa & Silva.

Devemos ter medo...

Copiado do DN
"Marcelo Rebelo de Sousa admite uma alteração da Constituição para impedir um segundo mandato consecutivo do Presidente da República. "Numa futura revisão constitucional, devia ser repensada a questão dos dois mandatos presidenciais", afirmou o antigo líder social-democrata, num almoço realizado no Clube de Empresários, em Lisboa, a convite do Clube Português de Imprensa. Marcelo lembrou que já Francisco Sá Carneiro, fundador do PSD, chegou a ponderar esta solução, que "provavelmente tem razão de ser". Se esta sugestão for por diante, o Chefe do Estado estenderá de cinco para sete anos o seu mandato, mas sem hipótese de reeleição."

Mas porquê um só mandato? E depois sete anos, querem que Cavaco fique, sem segundo mandato, sete anos como PR?
Na verdade querem dar a Cavaco sete anos por forma a cobrir os 3 restantes do PS e os primeiros 4 do próximo governo - que esperam que seja PSD - assim fariam recair nele nesses 4 anos o descontentamento das alterações que querem fazer se eventualmente ganharem as próximas eleições.
De facto MRS pensa que é mais inteligente do que os outros, projecta a imagem de homem pensador a bem da nação, mas esta sua proposta não é mais de que uma tentativa de tomar o poder absoluto durante 4 anos (sem medo de reeleição e eventual derrota para Cavaco) para o PSD fazer de Portugal um país com as mesmas leis da América mas com a mesma riqueza, desigualdade e insegurança do que New Orleans.

Ai, ai, estes génios... ...da lâmpada mágica,

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Novo desporto nacional: bater no Alegre.

Mais um aqui.

Pelos vistos quando os candidatos são partidários, tal como foram Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras e tantos outros, devem ser sempre bons e representar um avanço na democracia. Sim, porque estão dentro de um família, o partido, que os ajudaram e vão ser ajudados. Nada é tão bom como tudo vir de dentro de um partido, mas...

...quando vêm de fora, são independentes, são logo todos ou bacocos de direita ou retrógados de esquerda. É verdade que muitos desses independentes representam o pior da democracia, mas, por acaso, nasceram TODOS dentro de partidos políticos.

Porque será? Será pq o independente quando ganha não distribuirá o bolo do estado pelos boys and girls do partido? Será pq o independente qd ganha quebra o pacto PS-PSD tácito de dividir os lugares do poder na devida proporção? Será pq o independente quando se afirma quebra o voto manada quase mecânico de muitos eleitores, pondo em perigo lugares dados como certo?

Só em Portugal é que os partidos tentam abafar todas as vozes da sociedade civil (sei que Alegre não vem dela, mas vêm muitos dos que estavam com ele), será que é por isso que estamos na cauda da Europa? - um povo que não pensa, é um povo que não inova - Pelos vistos a diferença entre Salazar e a partidocracia é que agora não vamos para a prisão ser torturados, mas somos perseguidos, insultados e votados ao desprezo quando queremos ser diferentes, quando queremos inovar, quando queremos um PORTUGAL PLURAL.

É necessário coragem...

...a alguém de direita em Portugal.

Manuel Alegre, à esquerda quer dar à sociedade civil de esquerda aquilo que por direito tem em toda a Europa, voz. Não contra os partidos, mas para ser aquilo que os partidos portugueses nunca tiveram: uma consciência. Aqora era necessário que do outro lado se formasse a mesma consciência: se o movimento cívico de Alegre é a favor do aborto, todos os que são contra vão deixar os partidos tomar conta da luta do não ou também vão agir.

Para reflectir.

In Diário Digital:
"Portugal divide a liderança do ranking para os menos poupados com os EUA. Em segundo lugar aparece o Canadá, com 19% dos consumidores a reconhecer que não consegue poupar e em terceiro o Reino Unido, com uma percentagem de 17%. "

Contudo EUA, Canadá e Reino Unido são três economias ricas e em crescimento, alimentam as suas necessidades de poupança tb através do repatriamento de lucros dos investimentos externos e têm no caso dos dois primeiros um afluxo de imigração contínua.
Portugal é o oposto daqueles três países, pobre (semi-rico), em estagnação e onde se emigra. Mas no passado, antes de entrarmos na UE eramos dos mais poupados, portanto alguém nos convenceu que éramos ricos e mais ricos íamos ficar. Pergunta-se quem foi? E porque é que acreditámos nisso?

Não é só Louçã que se inspira em artigos alheios...

...ali.
Comparemos algumas passagens com estas aqui.

Ali diz: "Perderam os que desejariam ver Cavaco investido de poderes providenciais que permitiriam uma alteração do regime constitucional num sentido presidencialista"
Aqui diz-se: "Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar"

Quando se fala em sentido presidencialista, fala-se em colocar o PSD no governo, é o mesmo.

Ali: "uma relação "normal" entre o Presidente eleito e o Governo socialista"
Aqui: "dão-lhe a leverage necessária para se poder opôr ao governo quando assim entender que é melhor para o país. " e "no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR"

A relação "normal" não é coabitação? Apoiar ou opor-se quando tiver que ser sem ser correia de transmissão do PSD?

Ali diz:"A direita corre assim o risco de ficar politicamente prisioneira de Cavaco,"
Aqui diz-se: "O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser "

Prisoneira e refugiada não é politicamente o mesmo?
Concordo que por ali tb se fala de Alegre, mas as considerções são repetidamente o mesmo de vários cronistas: facto novo, problema para o PS, etc. O novo ali é a análise de que o resultado de Cavaco é bom para ele e mau para a direita, mas não foi isso que se disse aqui?

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Agora passemos a coisas sérias...

...in diário digital, aqui.

A China reclama invenção do esqui.
Bem sei que é o maior mecado do mundo e a Europa, EUA e Japãocombatem entre si para conseguir obter o maior quinhão possível, agora do mercado tal como no século XIX combatiam pelos recursos. Mas esta vontade de querer explorar o mercado não pode ser levada ao extremo de que agora os chineses inventaram todos os desportos ditos ocidentais. A FIFA para querer entrar naquele mercado reconhceu-os como pais do fuebol (apesar das provas serem de uns quantos chineses à volta de uma coisa redonda) , agora a pouco dias do JO Inverno, Torino 2006, a China quer reclamar a prática do esqui.
Não podemos continuar a dizer-lhes que sim, pois a fazer-lhes a vontade, podemos pensar que estamos a contribuir para a abrir o seu mercado, mas estamos, isso sim, a contribuir para a propaganda interna de supremacia da China e do sistema chinês (retratos disso são os belissimos filmes vindos da China mas que vendem a ideia da necessidade de um imperador e a inexistência de várias facções), ajudando o PC - que agora deve ser chamado Partido Capitalista - chinês a combater a democratização da China.
A memória dos heróis da praça de Tianamen merecem a nossa ajuda, não o nosso desprezo.

De todas as distritais do PS a de...

... Coimbra é que tem mais ilações a tirar.
in As Beiras:
"Mário Soares KO
Os resultados distritais são mais concludentes. Cavaco Silva venceu nos 17 concelhos de Coimbra. E em todos eles, Mário Soares ficou atrás de Manuel Alegre, até em Condeixa-a-Nova, um dos poucos bastiões do PS. A esquerda esteve, sem dúvida, dividida no distrito"

Depois de terem expulso Alegre para Lisboa; depois de terem faltado à inauguração da sua estátua (estátua de quem era presidente da AR indigitado pelo PS); depois de se terem rendido à lógica partisan de Lisboa; e depois de não terem esboçado um gesto em favor de um homem (que por muitos defeitos que tenha, e seguramente tem muitos) que leva o o nome de Coimbra ao mundo para que ele e não Soares fosse o candidato a PR...
... como poderá o actual PS reclamar-se como representante da esquerda em Coimbra; como poderá querer fechar as portas a muita gente cuja competência é inegável mas cuja inteligência é insultada dentro da sede? Só mesmo sendo autista, meus caros, se assim for, o PSD agradece.

O melhor resultado para Cavaco.

O resultado eleitoral de ontem foi o melhor que Cavaco poderia esperar, não só ganhou à primeira como tb o candidato oficial do PS ficou em terceiro lugar. Estes dois resultados dão-lhe a leverage necessária para se poder opôr ao governo quando assim entender que é melhor para o país.
Mas estes dois factos são por demais evidentes, o que pode surpreender é dizer que ter 50.7% é melhor do que uma vitória com 60%. E na verdade Cavaco deve preferir ter os 50.7%, uma vez que assim quem lhe deu a vitória não foram os aparelhos do PSD ou do CDS/PP mas sim aquela margem de 8/9% de votantes que sempre votaram Cavaco (mas não PSD). Cavaco Silva pode assim, no caso do PSD querer cobrar algum favor, ou no caso de ser governo, agir de facto como um PR pois apontará o facto que sem esses 8/9% jamais a direita estaria na PR. O PSD gostaria que CAvaco tivesse ganho com 60%, diria-lhe que os 8% que ele vale eram irrelvantes e que o PSD é que o tinha feito ganhar, mas assim não, o PSD sabe que não foi o partido que venceu mas sim o candidato Cavaco, mastrando mais uma vez, que ele como político (goste-se ou não) vale mais do que o partido, e que só ele tem levado o PSD a maiorias absolutas. Desta forma o PSD não fez refém a PR. O PSD tornou-se sim um refugiado de Cavaco, o professor acarinhará ou não o partido conforme quiser mas sabe que não precisa dele para um segundo mandato.

domingo, janeiro 22, 2006

Agora é que eu vou ser mau...

... para todos aqueles que acreditam que Alegre estava realmente só.

Na verdade o PS percebeu há muito tempo que Alegre vs Cavaco ou Soares vs. Cavaco eram derrotas garantidas.
Pensaram então que lançar um institucional, Soares, e um rebelde, Alegre. Assim se poderia evitar a vitória esmagadora de Cavaco. Pensaram que Soares teria 25% e Alegre comeria uns 5-7% a Cavaco (ficando com 15%), assim, a direcção do PS ficaria inabalada no alto, os outros ficavam contentes, e a derrota humilhante era evitada, mas e agora...

Conclusão:

...estratégias complicadas podem sempre dar resultados complicados.

(Esta é, apenas, uma hipótese maquiavélica, fruto da imaginação(?), ou será que não?).